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V de Vingança uma Análise de Idéias

Um dos personagem mais icônicos e um símbolo da cultura pop que por vezes assusta governos e empresas quando seu rosto é seguido da palavras "tango down". Como entender o fascínio provocado por esse enigmático personagem que superou as barreiras do tempo?



A historia, a obra de gráfica e o filme que é um estouro. A revista norte-americana Time questionou: “É possível para um grande estúdio de Hollywood fazer um filme de U$ 50 milhões no qual o herói é um terrorista? Um terrorista que aparece usando um colete de dinamite de um homem-bomba, que adota como lema, debaixo de uma máscara de madeira que ele nunca tira, que ‘explodir um prédio pode mudar o mundo’?”


O filme se baseia nos quadrinhos V de Vingança (V for Vendetta, no original) de Alan Moore e David Lloyd publicados em Agosto de 1988 (mês e ano em que eu nasci ^^). Baseado em sua insatisfação diante das adaptações de seus outros trabalhos, como Constantine, Liga Extraordinária e Do Inferno, Alan Moore reprovou a realização do filme antes mesmo das filmagens. David Lloyd, por sua vez, colaborou com a produção e deu declarações afirmando que o filme seria, obrigatoriamente, algo diferente da história em quadrinhos original ( e é, poderão ler alguns destaques que separei para comparação). Mas, mesmo com a reprovação de Moore e com alterações na história que serão sentidas por alguns fãs, o filme mantém o que há de essencial e subversivo dos quadrinhos (a Ideia).
Com um roteiro dos famosos irmãos Wachowski, da trilogia Matrix e Piratas do Caribe, e dirigido pelo iniciante James Mcteigue, (que também trabalhou em Matrix), V de Vingança é um blockbuster hollywoodiano que teve grandes plateias e um efeito intelectual muito bom. Quem interpreta V é Hugo Weaving, que atuou em Matrix, na pele do Agente Smith. O surpreendente é que a indústria do cinema não conseguiu impedir que o filme fosse uma ácida crítica a George Bush e Tony Blair, nem que tivesse como herói um mascarado explodindo prédios públicos, um herói que é um “vilão”.


O personagem principal, que quer ser chamado apenas pelo codinome V, não tira sua máscara nem para fritar um ovo! O filme se passa numa Inglaterra de 2020 (aproximadamente). Se a HQ dá a entender de que se instaurou uma ditadura empresarial-militar fascista decorrente de um golpe de estado (situação ainda muito presente no início dos anos 1980, década em que foi escrita), no filme, o grupo chega ao poder através de eleições, o que já demonstra a incorporação da democracia formal pela burguesia no século XXI. Que tem à frente um governo totalitário, eleito com o discurso de que a população deve abrir mão de seus direitos e liberdades para que o Estado a “proteja” da ameaça terrorista.
V planeja explodir o prédio do Parlamento no dia 5 de novembro. A data se refere à história de Guy Fawkes, um soldado inglês, católico, que, num ato contra o governo protestante da época, pretendia destruir o prédio do Parlamento britânico que ficou conhecido como a Conspiração da Pólvora. Ele foi preso em 5 de novembro de 1605 e enforcado alguns meses depois. A noite de 5 de novembro é lembrada até hoje na Inglaterra com fogos, fogueiras e com a queima de bonecos de Guy Fawkes, algo como a malhação de Judas (não importa a religião, a época ou o país, alguém sempre vai para na focar ou na fogueira rsrs).
Dos quadrinhos para as telonas
Os fãs dos quadrinhos notarão muitas diferenças entre a graphic novel e o filme. Tais diferenças, entretanto, não desagradaram a maioria, pois o resultado é um grande filme, que preserva o melhor da história e acrescenta aspectos importantes, inexistentes no papel. Além disso, a versão cinematográfica “corrigiu” alguns aspectos e salientou outros da trama (como deixar de lado as traições de uma das mulheres de um dos membros do partido).



A maioria das supressões são justificadas pelo tempo de duração da história, mais ainda assim é incrível que eles tinham conseguido resumir bem a historias de um herói em um único filme. Nos quadrinhos, a história é bastante complexa e dura vários anos, algo complicado de se transpor para o cinema. Isso foi determinante para o filme não poder mostrar a lenta transformação da personagem Evey dos quadrinhos, que no início era uma garota assustada de 16 anos que se prostituía e depois se torna a corajosa parceira de V. Nas telas, Evey (Natalie Portman, de Free Zone e Closer) já surge como uma mulher decidida e questionadora. É uma jovem bem instruída, amante das artes, porém assustada e temerosa. Seus pais foram executados pelas forças policiais por serem ativistas políticos que protestavam contra a ascensão do grupo fascista ao poder e ainda por cima, trabalha no canal BTN, a TV estatal rigidamente comandada pelo governo. Ela é salva por V após quase ser estuprada pelos Homens-Dedo (policiais). Seu personagem passa por uma verdadeira metamorfose no decorrer da película. Se no início do filme, mostrava-se servil e obediente ao sistema (apesar da plena consciência da tirania no poder) e às normas legais, depois passa a compreender os propósitos de V, forjando assim, não uma consciência de classe, mas uma consciência de luta contra a opressão da sociedade. Outro aspecto incorporado por Evey em decorrência de sua convivência com V é a ausência de uma identidade própria. Liberta de seus medos e fraquezas, Evey consegue sobreviver na Londres caótica sem se deixar reconhecer (e talvez sem reconhecer a mesma Evey).
O detetive Finch (Stephen Rea, de Entrevista Com o Vampiro) dos quadrinhos é muito mais perturbado, menos decidido, que seu correspondente na adaptação. O filme também não mostra que sua compreensão sobre V aparece durante uma visão que teve em Larkhill (um tipo de campo de concentração para onde eram levados os excluídos da nova sociedade, o que incluía minorias étnicas, sexuais, imigrantes e ativistas políticos), durante uma viagem com LSD. Outra diferença é que, nos quadrinhos, o personagem V é puro ódio contra aqueles que lhe torturaram, manipularam suas propriedades psíquicas e fisiológicas, e esse desejo de vingança, o combustível para suas ações “terroristas”, fazendo assim a sua justiça pessoal, já que a justiça legalmente constituída não pertenceria mais aos cidadãos, mas à classe dominante, ele faz discursos a favor da anarquia e da ausência de líderes como esse trecho em que ele se encontra com a estátua da justiça do Old Bailey.


“V - “Eu a admirava, apesar da distância (personificada pela estátua no alto do Old Bailey). Ainda criança, passando pela rua, eu admirava sua beleza”. Porém, naquele contexto a Justiça não passava de uma meretriz que flertava com os homens de uniforme. Quando “perguntado” pela estátua sobre quem tomou o seu lugar, ele responde que “seu nome é anarquia [...] com ela, aprendi que não há sentido na justiça sem liberdade” (p.43)

O que desaparece no filme, na telona, representa o fiel cumpridor de ordens do chanceler em assuntos investigativos da polícia. Também membro do Partido, ele acredita que sua missão em prol da sociedade é manter a ordem e a unidade através do trabalho na polícia. Honesto, ele leva seu trabalho a sério em seus princípios e quando as sucessivas revelações escusas sobre membros do Partido são trazidas à tona em suas investigações, começa a se questionar sobre quais interesses realmente representa.
Esteticamente o filme é grandioso. Aproveita o contraste de luz e sombra dos desenhos de Lloyd, que compunham um ambiente depressivo para a sociedade totalitária do futuro. O filme acrescenta a esse clima imagens mais impactantes. A escuridão é explorada em todo o seu mistério. E a máscara de V, diante das diferentes cenas e luminosidades, possui uma expressividade sem igual, a face de um “inimigo” sorridente.


Indivíduo e coletivo

V é um personagem singular, cativante, expressivo, criativo e teatral. Tais características são tão suas quanto seus planos de transformação social e sua participação nesse processo. Como os super-heróis da Marvel, ele usa máscaras e usa um codinome em sua missão de salvar o mundo. No entanto, há uma grande diferença entre V e Batman ou Super-homem, muito além do método de atentados.

Neste ponto o filme "supera" os quadrinhos. O V das grandes telas defende a necessidade (e não é somente um detalhe) da ação das massas nas transformações. V pretende explodir prédios, mas também incitar o povo a se rebelar contra o governo tirano. Segundo ele, explodir um prédio como o Parlamento é algo simbólico, mas um símbolo não vale nada se não tiver o povo na rua. Mesmo que sua principal tática seja essa, por diversas vezes V mostra que a ação isolada é insuficiente. Assim, o atentado proposto por V se diferencia, por exemplo, dos atentados do 11 de setembro de 2001. Mesmo acertando um importante símbolo do imperialismo, a morte de milhares de pessoas, entre elas muitos imigrantes, não levou a uma mobilização dos trabalhadores e deu mais fôlego a Bush e Blair.
E, apesar de todas as ações serem planejadas por V, não há um heroísmo messiânico. A princípio é uma luta individual, uma vingança com ações planejadas por ele, inclusive com um toque teatral. Entretanto, o individual se quebra, em primeiro lugar, pela máscara e pelo codinome, que escondem até o fim a identidade do personagem. Depois, essa individualidade se dissolve por completo na multiplicação das máscaras na multidão, expressa ainda melhor na fala de V, que, ao ser ameaçado com uma arma, afirma que “você pode matar um homem, mas não um ideal”. E a batalha deixa de ser uma atitude isolada, fruto de uma vingança pessoal, que dá nome ao filme.

Além da liberdade

Há lacunas, frestas. Os fãs mais puristas poderão reclamar das diferenças entre o filme e os quadrinhos. Outros poderão argumentar que os discursos de V mais próximos ao anarquismo foram suprimidos na versão cinematográfica. Uma cena de luta muito ‘matrix’ também era dispensável.

Os problemas da sociedade que são destacados no filme e combatidos pelo personagem principal se resumem à falta de liberdade numa sociedade autoritária. Nem o filme nem os quadrinhos questionam a desigualdade social, se há miséria, desemprego ou fome naquela realidade.
Entretanto, por mais divergências que se possa ter com os métodos da luta isolada ou da guerrilha, com o anarquismo ou a ausência dele, ou com o tom liberal do discurso, V de Vingança faz sua revolução nas telas. Não se muda o mundo explodindo um prédio, mas nenhuma lacuna prejudica a importância de este personagem mascarado estar em cinemas de todo o planeta com falas como “o povo deve temer seu governo. O governo é que deve temer seu povo”.
Comparações HQ e Cenima
O enredo mostra a ascensão, o auge e a queda de um regime totalitário futurista firmado na Inglaterra.
  • Nas histórias em quadrinhos, o nome do ditador deste regime é "Adam James Susan". Na versão cinematográfica ele foi renomeado para "Adam Sutler", que em muito se parece com o de Adolf Hitler;
  • No enredo, a bandeira do partido que sustentava o regime totalitário possuía um símbolo com formas geométricas e ângulos retos, tal qual a suástica nazista. Além disto, a bandeira era de cores preta e vermelha, uma inversão das cores utilizadas pelo Partido Nacional Socialista Alemão (Partido Nazista);
  • A história do ditador Sutler é quase igual a de Adolf Hitler, em especial no que tange a sua ascensão junto ao partido e ao governo;
  • Após o Tratado de Versalhes, o regime nazista atribuía a culpa dos problemas da Alemanha aos judeus. Além dos judeus, iniciaram perseguição aos negros, aos ciganos, aos homossexuais e aos deficientes físicos. O regime fictício do enredo atribuía a culpa pelo atentado ocorrido no metrô e na escola aos muçulmanos. Posteriormente, fomentou também a perseguição contra homossexuais.
  • No enredo, o regime de Sutler cria campos de concentração tais quais os da Alemanha nazista;
  • Existe no enredo uma polícia secreta, chamada em português de Dedos (inglês: fingers). No regime nazista havia também uma polícia secreta, a Gestapo;
  • Há uma forte crítica ao clero no enredo, mostrando escândalos de pedofiliaassassinatos, e busca pelo poder. Além do mais, no enredo, há um acobertamento por parte do clero (provavelmente anglicano) às experiências feitas em seres humanos.
  • A fala acentuada de V no filme, provém muito possivelmente do personagem Edmond Dantes, interpretado por Robert Donat, no filme Conde de Monte Cristo, o mesmo que o V assiste.

Saiba mais se quiser:

Para os fãs:

Os HQs escaneados de V de Vingança estão disponíveis em PDF download no 4Shared.
#1  http://www.4shared.com/get/anA8CC8g/Alan_Moore_-_V_de_Vingana__Par.html
#2  http://www.4shared.com/get/08lY445n/Alan_Moore_-_V_de_Vingana__Par.html
#3  http://www.4shared.com/get/l91Yyh61/Alan_Moore_-_V_de_Vingana__Par.html
#4  http://www.4shared.com/get/MC-GGL1x/Alan_Moore_-_V_de_Vingana__Par.html
#5  http://www.4shared.com/get/DeduQAsQ/Alan_Moore_-_V_de_Vingana__Par.html

SAIU! Divulgado 1º Trailer de Os Guardiões da Galáxia Vol. 2

Mantis e Baby Groot roubam a cena no primeiro trailer do mais sonoro filme do Universo Marvel.

Um mês após a divulgação do tease de The Guardian Of Galaxy Vol. 2 foi liberado o primeiro trailer do grande sucesso da Marvel na CCXP. A continuação da adaptação da HQ para a telona chega aos cinemas em 27 de Abril de 2017. Os Guardiões terão de lutar para manterem unida a sua nova família, enquanto desvendam o mistério sobre o pai de Peter Quill. Confira o fodástico trailer já legendado. 😉



O filme continua com a direção do talentoso e ousado James Gunn, com  a participação de Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel como Groot, Bradley Cooper como Rocket, Michael Rooker, Karen Gillan, Pom Klementieff, Elizabeth Debicki, Chris Sullivan, Sean Gunn, Tommy Flanagan, Laura Haddock e Kurt Russell como Ego.

Confira o primeiro tease e as dose de humor de James Gunn.



O que achou na nova música de abertura? Caso esteja se perguntando a música que embala o trailer é "Fox on The Run", da banda britânica de glam rock The Sweet. Gravada pela primeira vez em 1974, a faixa ganhou uma versão mais pop em 1975, lançada na versão americana do álbum Desolation Boulevard. A canção já integrou as trilhas de Jovens, Loucos e Rebeldes (1993), Detroit a Cidade do Rock (1999), entre outros.

Ansioso para a próxima aventura dos Guardiões? Que músicas você acha que estarão no Awesome Mix Vol. 2?

Cadê a Joia da Alma?

Faltando três filmes da Marvel para o começo da Guerra do Infinito, onde está a última pedrinha?


Depois que a primeira Joia do Infinito apareceu no primeiro filme do Capitão America muita gente já especulava se haveria planos de levar para a telona um dos arcos mais marcantes e incríveis das histórias em quadrinhos, a Guerra do Infinito. Mas antes de falar sobre isso, vamos entender melhor o que são as Jóias (ou Gemas numa tradução literal) do Infinito.

Antes chamada de Gema da Alma (sim isso mesmo, era apenas uma a princípio), as Joias do Infinito são fragmentos das singularidades dos primeiros seres do momento da criação do universo. Sentindo-se sozinha, ela se dividiu em seis fragmentos diferentes. Por razões desconhecidas, cada joia tornou-se associada com um aspecto em particular - Poder, Espaço, Tempo, Mente, Alma e Realidade. Essas pedras inicialmente eram guardadas pelos Anciões do Universo, que eles mesmo não as compreendiam completamente. Esse é o esquema original dos primeiros portadores das jóias e como estão na Marvel cinematográfica.


Joia Verde - Joia da Alma - tomada do Intermediário (DESCONHECIDA, até o final deste post)
Joia Vermelha - Joia do Poder - tomada do Campeão (Orbe, Tropa Nova, Guardiões da Galáxia)
Joia Laranja - Joia do Tempo - tomada do Jardineiro (Olho de Agamoto, Doutor Estranho)
Joia Amarela - Joia da Realidade - tomada do Colecionador (Aether, está com o Colecionador)
Joia Roxa - Joia do Espaço - tomada do Corredor (Tesseract, guardada em Asgard)
Joia Azul - Joia da Mente - tomada do Grão Mestre (Cetro do Loki, agora na testa do Visão).

Bem, agora vamos falar onde pode estar a sexta e última Joia do Infinito, a Alma. Se...


Pantera Negra
Poderia estar com T'Challa, já que nos quadrinhos aquele que veste o manto do Pantera tem o poder de contactar as almas dos antecessores, podendo não só falar e ouvi-las mais também ver e interagir com as mesmas. (Pessoalmente acho pouco provável que seja revelada nesse filme).

Guardiões da Galaxia Vol. 2
Embora já tenha aparecido uma das jóias e apresentado não só a história delas e um dos Anciões, a única chance seria ligar a joia ao Ego, o Planeta Vivo (consciente). Isso seria possível, mas enfrenta um problema grave pela forma como afetaria esse personagem e os que estão ligados a ele. 

Thor: Ragnarock
De longe é o mais provável a aparecer a última peça do quebra-cabeça. Dos heróis Thor é quem demonstra mais conhecimento sobre as Joias e está diretamente ligado a elementos cruciais da trama do Infinito. Já apareceram duas dois (se não considerar Necklance que estava com o Loki), Tesseract e Aether, e como se não bastasse bastasse (se prepare agora) A MANOPLA DO INFINITO ESTÁ NO COFRE DE ODIN!!!


Fora todos esses pontos positivos para a Joias da Alma estar no próximo filme do Thor, existem ainda dois fatores marcantes, em Thor teremos dois personagens que começam com a letra H, e o que isso tem a ver? Bom, se reparar bem jovem padawan, todos os artefatos que guardam as jóias formam a palavra Thanos com as iniciais, observe:

Tesseract
H
Aether
Necklance
Orbe
Specter

Logo, podemos apostar que a joia deve estar com um desses suspeitos: Heimdall, que em algumas imagens já apareceu com uma estranha pedra em sua armadura, e a mais provável de todas as probabilidades, Hel (ou Hela) .

Hel é a filha de Loki na mitologia nórdica e é a personificação da morte, e quem conhece Thanos sabe muito bem por quem o Titã Louco da Fúria é caidinho, exatamente, pela entidade cósmica Morte que deve ser assimilada na figura de Hel no próximo filme do Thor. Faria todo sentido e seria até poético se a Joia do Infinito da Alma estivesse em posse da Morte você não acha?

Realmente, não culpo o Thanos se cair de amor por uma coisinha dessa.
E você? O que você achou deste post? Deixe seu comentário, sua teoria, curta e compartilhe essa e outras teorias e ajude o nosso portal a crescer. Obrigado e até próxima.

O que ler antes de assistir Dr. Estranho?

Tudo o que você precisa ler para conhecer melhor o Mago Supremo do universo Marvel


Acabo de assistir ao mais novo filme da Marvel nos cinemas, Doctor Strange. Não preciso dizer que a sala estava lotadaça, tanto na sala comum quanto na sala 3D. Mas por muitas vezes ouvi alguém comentando na fila "como é mesmo a história heim?", "amor, é filme de herói é?", "É que nem Harry Potter, tem magia, vai ser legal!". (Olha, essa última rasgou os tímpanos).

Se você é uma das pessoas que estava trancado em um porão ou caverna e não sabe quem é Stephen Vincent Strange, o famoso Doutor Estranho. Aqui vai umas dicas de quadrinhos essenciais para ler antes de conferir a adaptação para a telona para entender mais sobre a trama e o personagem de Benedict Cumberbatch.


1. Strange  Tales #110


Criado pelos mestres Stan Lee e Steve Ditko nas páginas de Strange Tales #110, e o personagem continuou a ter suas histórias aqui, escritas e desenhadas de forma magistral pela dupla clássica. Apesar de um linguajar rebuscado e prosaico de Lee, o que realmente brilhava era a arte psicodélica de Ditko. Aqui, o personagem ganhou destaque das edições #110 a #168, onde aparecia em histórias curtas, de poucas páginas. Nessa fase, foram introduzidos os principais vilões e incorporado todo o universo místico do herói, que seria melhor explorado e aprofundado por outros escritores.

2. The Eternity Saga

O Doutor Estranho pede ajuda para o ser místico mais poderoso do universo a fim de derrotar Dormammu e Barão Mordo.

3. Marvel Premiere #9


Saído da Strange Tales, Stephen Strange passou a residir nas páginas de Marvel Premiere, onde teve uma fase elogiada e complexa, onde suas histórias adquiriram um caráter mais filosófico e com uma pegada de H.P. Lovecraft. Na fase, iniciada na edição #9 de Marvel Premiere e finalizada na edição #14, dando origem a um novo título solo do personagem, em 1974, também escrito pela dupla, temos a inserção de Shuma-Gorath, um perigoso inimigo do personagem e vilão do Universo Marvel.

4. Strange Origin

Para quem quer ler uma versão mais "atualizada" da origem do herói, vale começar por aqui.

5. A Separate Reality 

Essa psicodélica saga coloca o Doutor e seus companheiros presos dentro do Olho de Agamotto.

6. Thw Way of the Weird

Mais uma "reinvenção" recente, com uma saga envolvente sobre um vilão que quer acabar com a magia no mundo.

7. Triumph and Torment

A Marvel teve seu auge ao fazer uma série de Graphic Novels iniciada pela épica Morte do Capitão Marvel. A partir daí, eram publicados materiais de luxo contando uma história única voltada para alguns personagens ou grupos específicos. O Doutor Estranho teve duas edições de destaque. Tratam-se dos números #23, com a belíssima Into Shamballa, um conto onde Stephen deve se jogar em um intrincado dilema filosófico pelo bem da humanidade, e o número #49, que trouxe a famosíssima Triunfo e Tormento, onde o Doutor Destino busca a ajuda de Estranho para recuperar a alma de alguém do Inferno de Mefisto. (Existem várias dimensões infernais no universo Marvel)


8. If a World Should Die


Levando o herói ao canto mais sombrio do Universo Marvel, Roy Thomas e Gene Colan vieram para explorar uma vertente mais puxada para o ramo do horror, buscando trazer na escrita e na arte uma narrativa que apontasse para Stephen como protetor da Terra em frente aos perigos da magia negra. Nessa fase, Strange fica cara a cara com seguidores de demônios e com entidades abissais. É uma das mais populares fases dos anos 90 do personagem, e temos até uma revigorada no visual.


9.  The Oath 

Aqui, vemos um personagem com um grande problema, enfrentando um inimigo maior do que demônios, monstros e criaturas místicas, ao mesmo tempo que a trama é intimista e busca retornar aos princípios da época em que ele era um simples cirurgião. É uma das mais notáveis versões da história do Mago Supremo. Talvez a história clássica mais amada do Doutor Estranho, o coloca contra Nicodemus West, que já aparece no filme.

X. O Prólogo 

É a HQ que melhor situa uma pessoa que nunca ouviu falar no personagem. Foi lançada muito recentemente como forma de apresentar o Doutor Estranho para um público que não está familiarizado com quadrinhos e funcionou muito bem, já é uma das HQs vai vendidas tanto a edição física quanto digital. Fica como dica para quem quer conhecer o máximo que puder da trama em menos tempo, são apenas dois volumes.


Resenha - Guerra Civil versão livro

O que se pode esperar quando uma das mais lendárias tramas das HQs se transforma num luxuoso livro?

Nesse estamos vendo a época dos Supers no cinema, esse ano teremos muita coisa boa na telona. E aproveitando o tempo de super produções vim falar do livro Guerra Civil, adaptação da HQ original criada por Mark Millar e Steve McNiver, da Marvel, relançada ano passado pela editora Novo Século em uma edição especial com arte nova. (Obrigado pela consideração pessoal da NS).

Achei muito melhor essa capa, pois a anterior colocava o Iron Man com um rosto maligno
em oposição à um Capitão America olhada patrioticamente pro nada. (Sim, sou IronTeam)

Como leitor viciado e sem jeito, não poderia deixar de ler também mangás e HQs, porque este é um gênero literário cujo estilo de narrativa trabalha os eventos juntos com os leitor. Aos contrário do que muitos ainda costumam pensar, a leitura de quadrinhos é extremamente prazerosa e estimulante e assim como livros, os quadrinhos também estão servidos de histórias maduras, românticas, eróticas e fantásticas.

Pois bem, peguei o livro e comecei a ler, vi que, contrariando minhas expectativas, não se tratava de alguma edição “volume único” das HQs originais, mas sim, de fato concreto e consumado, de uma adaptação da história original para o universo dos livros. Gente, precisei comprar, sério! Depois de ler o prólogo, a necessidade de acompanhar o desenrolar da história se avolumou dentro de mim e a única coisa que fiz foi afundar ainda mais um pouco o limite do cartão de crédito (já estourado) no caixa.

Mas, vamos aos fatos. Este ano sairá nos cinemas a adaptação cinematográfica de Guerra Civil e, não por acaso, acho que as editoras tem se aproveitado desse up das histórias de super-heróis para lançarem novas sagas ou mesmo dar uma repaginada nas antigas. Foi o caso do livro Guerra Civil. Nessa história, nós temos o time dos Vingadores, colapsado após uma série de eventos que colocaram em xeque a legitimidade do trabalho dos super-heróis. De um lado, temos um grupo que inicia uma perseguição massiva contra os heróis, exigindo seu registro, controle de ações e sujeição a um novo sistema penal projetado para eles. Do outro, temos um grupo que entende tudo isso como uma quebra do direito constitucional à liberdade e que vai lutar até o fim para manter a segurança e liberdade dos super-heróis.

Um incrível trabalho editorial, perfeita apitação do mundo de quadro paredes!

A história não é a mais interessante de todas, pelo menos não no meu ponto de vista. O que me chamou mais a atenção no livro foi o desenrolar das tramas secundárias – estas sim conseguiram atrair muito mais a minha atenção.

Tal qual os trailers do filme Capitão América: Guerra Civil sugerem, nós teremos um embate constante e acalorado entre Capitão América e Homem de Ferro e seus respectivos seguidores. Acho que não será um spoiler gigante demais se eu disser qual o lado de cada um, né?

Então, o Homem de Ferro, como bom empresário que é, vai ser o cabeça por trás da campanha de registro de indivíduos super-humanos enquanto que o Capitão América vai ser o carinha que vai puxar o bonde pró-liberdade. Bom, não vou dizer qual lado vence até porque, tem algum lado vencedor nessa história?

A verdade é que, como disse, a questão da batalha em torno do registro de super-humanos acaba ficando um pouco ofuscada pelas tramas secundárias que surgem ao longo do que seria a guerra civil propriamente dita. E, pelo menos no livro, essas histórias são muitas. Nós temos o Quarteto Fantástico colapsando até sua divisão quase definitiva, temos os X-men (como sempre) fazendo a linha pacifista e fugindo do tiroteio, o Doutor Estranho mostrando a futilidade e a insignificância desta disputa de maneira serena e fodástica, e temos também o Homem-Aranha que, por deus, foi o que teve o plot twist mais interessante que já vi na vida. E até mesmo a disputa entre Steve Rogers e Tony Stark acaba fugindo do tema principal e se pretendo a uma trama paralela bem mais interessante.

Porém, eu ousaria dizer que Guerra Civil implodiu o universo Marvel (pelo menos o livro, já que estou esperando a chegada HQ pelos correios ainda ¬¬'). E não saberia dizer se essa implosão foi bem-vinda. O desenrolar da história do Homem-Aranha, por exemplo, toma proporções e um desfecho deixando o leitor atônito como a colisão de alguns heróis.

Quanto ao livro, essa adaptação foi escrita por Stuart Moore e, tenho que dizer, foi muito bem escrita, realmente. Em todas as páginas do livro é possível ter uma imersão muito bacana na história, o que faz com que a gente se sinta dentro da narrativa. Soma-se a isso o fato de, em quase todos os momentos, você conhecer as personagens, o que faz com que a aproximação com a história seja ainda maior.
Foi exatamente assim que imaginei quando li a descrição da porrada no America. ^^

A riqueza dos detalhes, dos diálogos e das descrições é algo que realmente chama a atenção. Stuart Moore foi realmente cuidadoso com a ambientação das batalhas, dos quartéis-generais, com a construção dos diálogos e isso tornou a leitura do livro algo muito dinâmico e fluído. Você só se dá conta do tempo que passou depois que percebe que o livro está chegando ao fim. E ainda tem as capas, que são uma obra de arte à parte, além das páginas que antecedem cada capítulo. O livro é muito bonito, realmente.

Eu realmente me emocionei, gritei, estarreci e ri em vários momentos de Guerra Civil. Irei tratar de conferir o filme que está em cartaz nos cinemas sabendo que apesar dos efeitos especiais não posso esperar encontrar um embate colossal como nesta versão literária. Esperemos para ver. Mas, quanto ao livro, ainda que os desdobramentos sejam até chocantes para alguns fãs, a leitura vale realmente muito a pena, li e recomendo.

Títulos de heroes aquecem vendas nas livrarias

Parece que a febre de livros hot e para colorir deu espaço para uma verdadeira perseguição aos títulos das HQ (history quest).

Espero poder ver o Aranha de Ferro nas telonas em 3D

Estimuladas pelos Dead Pool e Batman vs Superman, e agora o filme Capitão América: Guerra Civil, editoras que lidam com o filão de super-heróis aproveitaram o momento e principalmente a demanda para colocar nas livrarias produtos ligados à trama das histórias em quadrinhos, com foco na Marvel.

Uma das mais esperadas é a edição de luxo da série em quadrinhos, publicada pela primeira vez no Brasil pela Panini em 2010, e difícil de encontrar nas principais lojas do país desde o início do ano. A editora de quadrinhos fará uma nova impressão do especial com capa dura e miolo couché, que chega às lojas ainda este mês. Uma nova leva já está prevista para ser distribuída em maio. O preço sugerido da publicação de 208 páginas é 60 reais. (Está com desconto nesse momento na Amazon)

Já os interessados no que acontece depois da Guerra Civil (pelo menos na literatura), a editora Novo Século lançou nesta semana o livro A Morte do Capitão América (tradução de Paulo Ferro Junior, 352 páginas, 39,90 reais), com tiragem de 15.000 exemplares, e trama adaptada da série em HQ, publicada entre 2007 e 2008.


A adaptação escrita pelo autor Larry Hama narra, como diz o título, a morte do herói Capitão América, a principal consequência da Guerra Civil nos quadrinhos. A agente e namorada do Capitão, Sharon Carter, e o amigo Bucky Barnes, são os narradores da trama, que intercala o ponto de vista dos dois, enquanto acompanha o grupo de vilões liderados pelo Caveira Vermelha, arqui-inimigo de Steve Rogers desde sua criação, nos anos 1940.

No ano passado, a casa colocou no mercado o romance em prosa Guerra Civil, que se tornou best-seller e ficou entre os quinze livros mais vendidos do ano no país, com 30.000 exemplares comercializados. Apenas esse começo de ano (Janeiro/Março) o faturamento da venda de quadrinhos está 19% a mais do que o mesmo período no passado, o que equivale a 38% das vendas do mescado literário até agora para este ano.


Estarei conferindo o filme está semana e logo logo teremos um post comparativo da Guerra Civil dos quadrinhos com o da telona. Aguardem.

Calvin Star e Haroldo Wars

Calvin e Haroldo viram personagens da saga em desenhos

Artista se inspirou no trabalho de Bill Watterson para criar ilustrações. Calvin virou Kylo Ren, e Haroldo é desenhado como Darth Vader.
Darth Vader e Kylo Ren são desenhados como no mundo de Calvin e Haroldo (Foto: Reprodução/Instagram/briankesinger)

E se os personagens de Star Wars vivessem no mundo de Calvin e Haroldo? Foi o que o artista Brian Kesinger propôs em série de desenhos que mostram Darth Vader, Han Solo, Kylo Ren ilustrados no estilo do cartunista Bill Watterson, criador dos quadrinhos que mostram as aventuras de um menino e seu tigre.
Brian trabalha para os Estúdios Disney e para a Marvel Comics, e divulgou o seu trabalho através de seu perfil no Instagram.
Em uma das ilustrações , Kylo Ren se transformou no baixinho Calvin, enquanto Haroldo se tornou o Darth Vadder. Rey, BB-8, Finn, Han Solo e a Princesa Leia também foram reimaginados neste mundo.
Confira as ilustrações:
Rey e BB-8 como se vivessem no mundo de Calvin e Haroldo (Foto: Reprodução/Instagram/briankesinger)Han Solo, Princesa Leia e Kylo Ren ilustrados no estilo de Bill Watterson (Foto: Reprodução/Instagram/briankesinger)

Homenagem à Sam Simon


Livros que viram Filmes em 2015

Embora seja uma das leis da física que "o livro sempre será melhor que o filme", há certos livros e certos acontecimentos em livros que adoraríamos ver nas telonas - ainda mais em uma telona 3D -. E como é de costume a verdadeira maratona de filmes só começa no final da primeira semana de Fevereiro, então resolvemos postar aqui quais livros e quadrinhos este ano irão parar nos cinemas. 

Sniper Americano, de Chris Kyle


A Vingança Da Baleia, de Nathaniel Philbrick

Perdido em Marte, de Andy Weir

O Silêncio, de Shusaku Endo

Kingsman – Serviço Secreto, Mark Millar

Invencível: Uma História Real de Coragem..., de Laura Hillenbrand

As Aventuras do Caça-Feitiço – O Aprendiz, de Joseph Delaney


O Pacto, de Joe Hill

Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James

Homem-Formiga, Marvel

Insurgente, de Veronica Roth

Cidades de Papel, John Green

A Esperança - Jogos Vorazes - Pt 2, de Suzanne Collins

Fallen - Anjo Caído, de Lauren Kate


Vingadores: Era de Ultron, Marvel

Maze Runner: Prova de Fogo, de James Dashner

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

O Livro da Selva, de Rudyard Kipling

Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges

Quarteto Fantástico, Marvel

Para Sempre Alice, de Lisa Genova

O quarto azul, de Georges Simenon

Brooklyn, de Colm Tóibín

No coração do mar, de Nathaniel Philbrick

Samba, de Delphine Coulin

Jonathan Strange e Mr. Norrell, de Susanna Clarke

Deep, down, dark, de Hector Tobar

Madame Bovary, de Gustave Flaubert


Qual é a adaptação mais esperada? Qual você não quer ver de jeito nenhum? ^^
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Resenha - Peter Pan Vol. 1, Loisel


Sempre fico inseguro com recriações, releituras e adaptações. Mas desta vez não. Encontrei uma obra que não peca em inovação. A obra de Régis Loisel sem dúvida o evidencia como um dos mais importante quadrinista europeus das últimas duas décadas. Os fãs de quadrinhos e grandes HQs não ficarão descontentes, ao contrário, se surpreenderão. Leitores e leitoras, eu lhes apresento o Peter Pan de Loisel.

A historia de J. B. Barrie não é algo novo, todo mundo conhece ou já deve ter ouvido falar do clássico sobre "o menino que não pode crescer", então você deve estar se perguntado o que tem de novo neste livro? Qual o diferencial? Se você ignorar a riqueza de detalhes produzidos por Loisel verá que esta versão não é como a dezenas reproduções feitas para o cinema ou para desenhos animados. O Peter Pan de Loisel vive em um mundo mais "real", em uma visão adulta. As verdades que são escondidas no clássico infantil saltam a vista em cada quadrinho das 122 páginas do primeiro volume (isso mesmo, tem muito mais por aí). Peter é um menino de rua tentando sobreviver na Londres do final do século XIX. Convivendo com crianças sem infância, obrigadas assim a amadurecerem para resistir a um mundo cruel, expostas a todo tido de degradação e violência. O tipo de visão que os filmes Disney não mostram (deixaria seus pais/filhos de cabelo em pé).

O visual da obra não é a única coisa que amadureceu, a linguagem também está mais elevada, o que faz com que leitores não tão infantis e nem tão modernos se surpreenderão com alguns diálogos. Que por sinal completam perfeitamente as ilustrações e ajudam no deslocamento da visão do leitor pelas páginas.

Detalhes do Livro:

Título Peter Pan - Vol. 1
Autor Régis Losiel
Páginas 112
Capa Capa Dura
Editora Nemo
Categoria História em Quadrinhos
Idioma Português
Gênero Aventura/Adulto

Nota: 4 Estrelas

Veredito:


Como disse logo no começo a leitura de adaptações sempre causa uma certa insegurança, porém, fiquei muito satisfeito com o que vi. Uma releitura primorosa de um clássico infantil numa visão adulta que impressiona não apenas pela técnica e riqueza dos desenhos, mas também pelo nível da linguagem. É sem duvida uma ótima pedida para leitores de quadrinhos iniciantes como também para que já se empolga pela leitura das quatro dimensões.

O Problema dos Livros


(e)Livros

Não acredito no fim dos livros de papel. Embora eu carregue uma pequena biblioteca no meu smartphone (Aldiko, Play Livros e Kindler) não imagino o mundo sem esse objeto que já tem mais de 2000 anos de existência. O livro sempre será um objeto mágico.

Quadrinho da Semana, 26/07

ARMADA DE DUMBLEDORE REUNIDA PARA FINAL DA COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL

ARMADA DE DUMBLEDORE REUNIDA PARA FINAL DA COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL

escrita pela correspondente de fofocas do Profeta Diário, Rita Skeeter.

(Tradução livre sem fins comerciais, esse texto originalmente em inglês é de autoria de J. K. Howling)


Existem celebridades – e existem celebridades. Vimos muitas caras famosas do mundo bruxo a nos agraciar aqui no Deserto da Patagônia – Ministros e Presidentes, Celestina Warbeck, a banda controversa americana The Bent-Winged Snitches – todos causaram urros de excitação, com membros da multidão se espremendo para conseguir autógrafos e até lançando Encantamentos de Ponte para alcançar as alas Vips acima das cabeças na plateia.

Mas quando a palavra se espalhou no acampamento e estádio que uma certa turma infame de bruxos (não mais aqueles adolescentes de rosto jovem que tinham no seu apogeu, porém ainda reconhecíveis) tinha chego para a final, a excitação foi além de tudo já visto. Enquanto a multidão se debandava para encontrá-los, as tendas se esvaziavam e as crianças pequenas mal se continham. Fãs de todos os cantos do mundo se espremeram na área onde diziam que os membros da Armada de Dumbledore estavam, desesperados para ter um vislumbre do homem que eles ainda chamam de O escolhido.

A família Potter e o resto da Armada de Dumbledore ganharam acomodações na seção VIP do acampamento, que é protegida por encantos pesados e patrulhada por bruxos-seguranças. A presença deles acarretou numa multidão, todos ali com esperança de ver seus heróis. Às 15 horas do dia de hoje, eles ganharam o que queriam, quando Potter levou seus filhos James e Albus para visitar o complexo onde ficam os jogadores, onde ele apresentou-os ao apanhador búlgaro Viktor Krum.

Prestes a completar 34, existem alguns fios cinzas no famoso cabelo negro do auror, mas ele continua usando seus distintos óculos redondos que alguns podem dizer que caem melhor numa criança de 12 sem estilo. A famosa cicatriz de raio tem companhia: Potter agora tem corte feio acima de sua bochecha direita. Pedidos de mais informações sobre a proveniência meramente produzem a resposta de sempre do Ministério da Magia: “Nós não comentamos sobre as missões super secretas do Departamento de Aurores, como já falamos 514 vezes, sra. Skeeter.” Então o que eles estão escondendo? Estaria o Escolhido enredado em mistérios que podem um dia explodir todos nós, mergulhando-nos numa nova era de terror e mutilação?

Ou será que essa ferida tem uma origem mais humilde, uma que Potter está desesperado para esconder? Será que talvez sua esposa o amaldiçoou? Será que rachaduras estão começando a aparecer numa união que os Potters estão determinados a promover como feliz? Será que devemos interpretar algo no fato de sua mulher Ginevra estar perfeitamente contente ao deixar seu esposo e filhos em Londres enquanto treina para a Copa? Ninguém sabe se ela realmente tem o talento ou experiência necessários para ser mandada para a Copa Mundial de Quadribol (sabemos sim – Não tem!!), mas vamos encarar, quando seu sobrenome é Potter, portas se abrem, confederações esportivas internacionais se curvam em reverência e editores do Profeta Diário te dão destaques na capa.

Como seus fãs devem se lembrar, Potter e Krum competiram um contra o outro no polêmico Torneio Tribruxo, mas aparentemente não guardam nenhum ressentimento, já que se abraçaram quando se viram (o que aconteceu naquele labirinto? É tentador especular, dado o quão caloroso foi o cumprimento dos dois). Depois de meia hora conversando, Potter e seus filhos retornaram para o acampamento, onde socializaram com o resto da Armada Dumbledore até a noite.

Na tenda ao lado estão os amigos mais próximos do Potter, aqueles que sabem tudo sobre ele, mas sempre se recusaram a falar com a imprensa. Estão eles com medo, ou são os próprios segredos deles que eles temem que sejam vazados, manchando a lenda criada em torno da derrota Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado? Atualmente casados, Ronald Weasley e Hermione Granger estiveram com Harry Potter em quase todos os momentos de sua trajetória. Como o resto da Armada de Dumbledore, eles lutaram na Batalha de Hogwarts e sem dúvidas merecem os aplausos e medalhas por sua bravura dados a eles pelo mundo bruxo.

Logo após o fim da batalha, Weasley, cujo famoso cabelo ruivo parece ligeiramente mais rareado, também conseguiu um emprego no Ministério da Magia junto com seu melhor amigo, mas saiu dois anos depois para co-gerenciar o altamente bem-sucedido empório de piadas e truques bruxos, o Gemialidades Weasley. Estaria ele, como falou na época “feliz por ajudar meu irmão Jorge num negócio que eu sempre amei”? Ou ele se encheu de ficar sempre à sombra de seu amigo Potter? Será que o trabalho no Departamento de Aurores foi muito para um homem que admitiu que a destruição das Horcruxes Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado o deixou “profundamente mal”? Dessa distância, ele não mostra nenhum sinal óbvio de doença mental, mas o público não pode olha-lo de mais perto para poder tirar suas próprias conclusões. Isso não é suspeito?

 Hermione Granger, obviamente, sempre foi a femme fatale do grupo. Reportagens da época revelaram que, quando adolescente, ela brincou com o coração de Potter antes de ser seduzida pelo musculoso Viktor Krum, e finalmente namorando com o fiel companheiro de Potter. Depois de uma carreira meteórica que a tornou Chefe do Departamento de Execução de Leis Magicas, ela agora está inclinada a ir ainda mais alto no Ministério, e também é mãe de Hugo e Rose. Será que Hermione provou que uma bruxa pode ter tudo (Não – olhem seu cabelo.)?

Além disso, temos aqueles membros da Armada de Dumbledore que receberam ligeiramente menos publicidade que Potter, Weasley e Granger (estariam eles ressentidos? Quase que com certeza.) Neville Longbottom, agora um professor muito popular de Herbologia na Escola Hogwarts de Magia e Bruxaria, também está aqui na Patagonia com sua esposa Hannah. Até recentemente, o casal vivia no Caldeirão Furado em Londres, mas boatos afirmam que Hannah não apenas foi treinada para Curadora, como também está se candidatando à vaga de enfermeira em Hogwarts. Fofocas sugerem que ela e seu marido gostam de Whisky de Fogo mais do que esperaríamos de pessoas que cuidam de nossas crianças, mas sem dúvidas esperamos que ela tenha sorte na sua empreitada.

Por último entre os principais membros da Armada de Dumbledore, temos, obviamente, Luna Lovegood (agora casada com Rolf Scamander, neto do aclamado Magozoologista Newt). Ainda encantadoramente excêntrica, Luna anda pra lá e pra cá na seção VIP com hobbies compostos com as cores de todos os 16 países qualificados. Seus gêmeos estão “em casa com seu avô”. Seria esse um eufemismo para “Muito perturbados para serem vistos em público”? Certamente alguém mais rude poderia sugerir isto.

Diversos outros membros da Armada estão aqui, mas é entre esses seis que os holofotes brilham mais forte. Onde quer que uma cabeça vermelha esteja, alguém pode deduzir que pertença a um Weasley, mas é difícil de dizer se é de Jorge (endinheirado co-fundador do Gemialidades Weasley), Carlinhos (domador de dragões, ainda solteiro – porque?) ou Percy (Chefe do Departamento de Transportes Mágicos – é sua culpa que a rede Flu está tão congestionada!). O único fácil de indentificar é o Gui que, pobre homem, é gravemente desfigurado depois de seu confronto com um lobisomem e, mesmo assim (encantamento? Poção do amor? Chantagem? Sequestro?) é casado com a inegavelmente deslumbrante (porém sem dúvidas cabeça-de-vento) Fleur Delacour.

Provavelmente veremos esses e outros membros da Armada de Dumbledore nos camarotes Vip’s no final da Copa, contribuindo para o glamour do evento. Vamos torcer para que o comportamento de dois de seus jovens herdeiros não causem embaraço para eles, trazendo vergonha para aqueles que honraram seu sobrenome bruxo.

É sempre complicado invadir a privacidade de adolescentes, mas a verdade é que qualquer um próximo de Harry se beneficia e precisa pagar com a pena de despertar interesse do público. Sem dúvidas, Potter vai ficar triste em saber que seu afilhado de 16 anos Teddy Lupin – um esguio meio-lobisomem com cabelo azul-brilhante – está se comportando de um jeito que prejudica a realeza bruxa desde que chegou no acampamento VIP. Talvez seja pedir demais que o sempre ocupado Potter eduque seu selvagem afilhado com uma rédea mais curta, educação que foi confiada à ele pelos pais do garoto antes de morrerem, mas estremecemos só de  pensar no que pode acontecer caso o Lupin não sofra uma intervenção urgente. Enquanto isso, O senhor e a senhora Gui Weasley talvez fiquem felizes em saber que sua linda e loira filha Victoire parece se sentir atraída para qualquer canto escuro que Lupin esteja enfiado. A boa notícia é que ambos parecem ter inventado um método de respirar por suas orelhas. Não consigo pensar em outra maneira deles conseguirem ter sobrevivido por tempos tão prolongados de, como diziam na minha época, ‘amassos’.

Mas não sejamos severos! Harry Potter e seus companheiros nunca disseram que eram perfeitos! E para aqueles que querem saber exatamente o quão imperfeitos eles são, minha nova biografia: Armada de Dumbledore: O lado negro dos soldados dispensados estará disponível em 31 de Julho.

Harry Potter, He's back?!


Depois de sete anos desde a última publicação das aventuras do bruxo mais famoso da literatura e do cinema (é isso mesmo, Merlin ficou pra trás) notícias de Harry Potter e seus amigos voltam a surgir.

A fofoqueira bruxa reporter Rita Skeeter trouxe notícias de que Harry, Roney e Hermione estariam acompanando a 445' Copa Mundial de Quadribrol.


Antes que no animesmo demais com a notícia,  isso é uma publicação oficial da própria J. K. Howling no site Pottermore dedicado aos fãs da série. Na publicação Howling encarna em uma de sua personagens, Rita Skeeter e narra a reunição de ex-alunos de Hogwarts durante o mundial de quadribol realizado na Patagônia.


No conto, apesar do título A Armada de Dublendore se Reune no Mundial de Quadribol,  não existe indícios do começo de alguma nova aventura (infelizmente), porém o texto traz algumas novidades que separei para vocês.

Novidades Harry

Harry Potter, agora com 34 anos e com alguns cabelos grisalhos não deixou de aproveitar um bom torneio de quadribol. Está com os filhos acompanhando uma final do evento e aproveita para passar no camarim de um velho amigo, Vitor Krum, que junto com sua equipe enfretará o Brasil pelo título (se o futebol foi mal do jeito que foi, imagine então no quadribol, vão ser varridos do campo) (riso).

Harry trabalha como Auror, oficio que buscava desde os tempos de estudo. A saber, auror é um bruxo treinado para perseguir e prender bruxos das trevas bem como solucionar alguns problemas como um lobisomem perdido no zoológico do Center Park.

Além da tradicional e reconhecida cicatriz em forma de raio no alto da testa, Harry também ganhou uma nova marca, uma nova cicatriz nada agradavel da bochecha direita, aparentimente uma medalha de alguma missão do serviço de Auror.



Gina, esposa de Harry e irmã mais nova de Roney, se tornou reporter do Profeta Diário, seus textos fazem muito sucesso e suas reportagens geralmente são capa do jornal dos bruxos, o que coloca como rival de Skeeter em algumas situações.

Novidades Hermione

A gênio da saga está com tudo, continua muito linda e agora ocupa o gabinete de Cumprimento de Leis da Magia. É uma mãe dedicada e não carrega mais o Hogwarts: Uma História (livro esse que muitos fãs da saga um dia ainda esperam ser publicado).

Novidades Roney

O melhor amigo de Harry deixou o serviço de auror há dois anos, o motivo ainda não ficou claro. Atualmente ajuda Jorge a cuidar dos negócios da loja Genialidades Weasleys.

Mais novidades postarei na Sexta (11.07.14), farei a leitura dos textos do Pottermores (que estão em inglês) e postarei novas curiosidades. Fiquem atentos!

Obrigado e boa leitura!

A Vida de um Leitor


Refletindo entre tiras