Follow Us

Subscribe to our mailing list and receive latest updates
‏إظهار الرسائل ذات التسميات Literatura. إظهار كافة الرسائل

Coisa de Leitor: Hidromel

A bebida mais antiga do mundo. O tão falado néctar dos deuses, saúde!

Homens bebem e festejam aos goles de hidromel.

Que elfo, anão, hobbit ou homem nunca ouviu falar em hidromel? É provavelmente a bebida mais narrada em histórias de Robin Hood, Merlim, Hércules e outras figuras mitológicas ou lendárias, muito recorrentemente citada em obras de J. R. R. Tolkien, George R. R. Martin, J. K. Rowling, Bernard Cornwell, Patrick Rothfuss, Christopher Paolini, Kristin Hannah, Rick Riordan, Mary Stewart e outros. Caso você tenha acabado de sair de uma caverna ou túnel temporal vou lhe apresentar essa maravilha líquida.

Hidromel é uma bebida alcoólica fermentada à base de mel e água. Consumida desde a antiguidade (aproximadamente 10 mil ano!), a fabricação é anterior à do vinho e à da cerveja. Embora muitos entendam que os egípcios foram os "criadores" da bebida por terem dominado a técnica de criação de abelhas, foram os povos da Escandinava, Normandia e antiga Germania que fizeram da bebida o que ela é hoje, sua disseminação pela Europa se deve muito aos vikings em suas expedições (valeu homens, Odin os honre!).


Na mitologia nórdica, há uma história que liga a origem do hidromel ao pacto de paz selado entre os deuses Aesir e Vanir, que para simbolizarem a paz, jogaram gotas de seus sangues em recipiente que deu origem a Kvasir, o deus do conhecimento. Este deus, contudo, acabou sendo assassinado por dois anões chamados Fjalar e Galarr que cobiçavam a sua sabedoria. Durante a noite, enquanto dormia ao pé de uma árvore, o deus foi apunhalado pelos dois perversos irmãos, tendo seu sangue sido recolhido por eles e colocado num caldeirão. Tão logo chegaram em casa, misturaram o sangue de Kvasir a uma porção de mel e o fermentaram até obter uma saborosa porção, bebida mágica que conferiria o dom da poesia, a capacidade de galantear as mulheres em público e ignorar durante certo tempo, cortes e até perfurações em combate, as vezes concedendo o dom de ver os deuses, valquírias e até fazer profecias. E assim se deu origem da bebida, que ficou conhecida também como o “néctar dos deuses”. A bebida foi ainda roubada por Odin, após uma invasão ao Reino dos Anões, levando o hidromel para Asgard para evitar que tal poder fosse usado contra os deuses.

Outros que utilizavam o hidromel eram os saxões e celtas. Durante as cerimônias religiosas, a bebida era servida por acreditarem que o hidromel possuía efeitos afrodisíacos. Durante cerimônias de casamento, as núpcias, a bebida era servida à todos e até crianças, e ofereciam aos noivos um barril de hidromel que deveria ser consumido pelos nubentes durante todo um ciclo lunar para auxiliar a fertilidade. Alguns poetas da época narram que as noivas era banhadas de hidromel para deleite dos noivos. Esse hábito deu origem ao termo “Lua de Mel”.

E agora quero dividir com vocês minha experiência pessoal com essa bebida. 


 

Adquiri recentemente dez litros de hidromel tradicional, feito na maior colônia de imigrantes alemães no Brasil, a bebida veio em um barril de carvalho branco europeu, considerada a melhor forma de armazenar e envelhecer bebidas desde a antiguidade. Me preocupei com isso pois gostaria de ter uma experiência autêntica de como Frei Tuck, Gimli ou Ragnar Lothbrok bebiam. A bebida foi armazenada há dois meses (prazo mínimo aconselhado pra emadeirar), levou cerca de três semanas e meia para ser entregue, o que acabou sendo algo bom para melhorar a experiência. Quando chegou mal pude me conter de alegria e expectativa, aguardei chegar a noite pois se recomenda apreciar a bebida numa temperatura entre 8º e 10º C não sendo indicado armazenar em geladeira. Junto com a bebida ainda veio um corno (sim o nome é esse mesmo), aquele famoso copo feito com chifre de bovinos (e diga-se de passagem excelente acabamento tanto o copo quanto o barril, valeu a pena). Higienizei o copo como recomendado, fiz até a oração e honra da bebida e SKOL!!! Simplesmente fantástica, senti uma leve mudança no humor e na sensibilidade do corpo, muito encorpada e doce lembrando um vinho tinto, o teor alcoólico (22,8%) me surpreender por não "descer rasgando" o que gostei bastante, mas requer uma atenção para não "ser pego pelo chifre". Não me permite tomar mais que considerei seguro para evitar ressaca. Logo em seguida comecei a cantar a música d'As 12 Virgens, a Festa do Hidromel e os poemas do Tolkien sobre beber. E depois disso tudo posso dizer. O que dizem por aí sobre hidromel. É tudo verdade!


Espero que tenham gostado desta postagem. Recomendo a experiência. Abraço e até a próxima!
Skol!


Bienal CE - Veredito!

A Bienal do Livro do Ceará tá boa mesmo? É muita coisa junta de uma vez? Tem livro baratinho? Confira um raio-x completo da Bienal do Livro em Fortaleza (que já está quase se despedindo).

Como prometido, eis uma postagem completa sobre a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. embarcando num ônibus do IFCE em Acaraú junto com o grupo literário Café com Letras que rendeu aos papos e muita descontração durante o trajeto pelo litoral oeste do Estado.

Entrando na Cidade Literária, vem comigo.
Após quatro horas de viagem chegamos ao Centro de Eventos do Ceará, local onde acontece a Bienal. Fomos recebidos por uma equipe que controla e organiza a chegada dos ônibus no Centro. A grande estrutura de cerca de vinte metros de altura por trinta de cumprimento recebe os visitante antes de adentrarem no saguão principal.

Umas das portas de acesso entre Salão Pecém e Saguão de Entrada.
O saguão é uma área aberta e livre para circulação onde se encontra terminais de impressa, apoio da bienal e a maravilhosa Praça do Cordel. Aqui você encontrará a maestria dos cordelistas, poetas, repentistas, trovadores e artesões. Figuras consagradas e anonimas da literatura cordelista de todo o Nordeste se encontram aqui encantando e entretendo os visitantes com sua arte. Não deixe de sair daqui sem levar um cordel de recordação.

Uma pessoa super simpática que conheci na bienal esse ano.
Entrando no Salão do Pecém você deslumbra a Cidade Literária, composta por 1 planetário, 3 kiosk de artesanato, 5 pracinhas de alimentação, 6 praças de encontro, 7 grandes áreas de descanso (que você vai usar muito), 110 stands, 350 editoras e pilhas e pilhas de livros pra fazer você enlouquecer. A cada hora acontece alguma apresentação ou conferência em umas das Praças de Encontro espalhadas pelo Cidade Literária.


Exposição cultural da Nova Acrópole. Amei, sensacional.

Pegando o rumo do andar superior se encontram as salas de conferência onde atrações do mais variados gostos e vertentes acontecem simultaneamente, só para ter uma vaga noção em apenas uma hora pude conferir um pouco de: batalha de robôs e apresentação de drones (sala da robótica), apresentação teatral sobre a linguagem do corpo, técnicas de desenho e ilustração para livros infantis, debate entre os universos da Marvel e da DC, apresentação de ventriloquismo, a maleta de Newt Scamander (ambientalização do filme do mundo de Harry Potter), sala de jogos de tabuleiros, mesas de RPGs, desfile de cosplayer, e como se não fosse o bastante ainda tem o lançamento de dezenas de livros onde você pode conversar um pouco com os autores e ganhar exemplares autografados.

O Obscuros era tão real que prendia a atenção da gente.

Indo para o último andar os visitantes terão um leque de conferencias escolher assistir, tive a oportunidade de participar de uma das muitas com transmissão simultânea pela estações de rádio e TV da cidade além de canais online no YouTube e no Facebook. Fica difícil escolher qual atração acompanhar pela variedade de temas tão abrangentes.

Os únicos pontos negativos que encontrei nesse tour pela Bienal foi o III Salão do Professor, muito mal aproveitado e deixando a desejar quanto o atendimento e prestação de serviço. O que é realmente lastimável tendo em vista a importância que a profissão tem para formar novos leitores. Realmente deixou a desejar, que serva a crítica de lição para a próxima bienal ter o Salão do Professor mais em conta ao professor que apenas um pontinho na bienal pra fazer a média com o público."

Resumindo



É mais do que recomendado não perder a chance de visitar esse evento colossal e prestigiar os artistas e escritores convidados que recompensam os visitantes com talento, simplicidade e maestria. #VemPraBienalCE

Se você também foi a Bienal do Livro do Ceará esse ano deixe aqui seu comentário e compartilhe sua opinião, fique a vontade para deixar elogios, críticas e sugestões. Abraço e boa leitura!

XII Bienal (programação)

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é sem dúvida a maior de sua história até aqui. O evento colossal terá mais de 150 escritores convidados e nada menos que 110 estandes na programação.


Durante dez dias, a Bienal Internacional do Livro do Ceará irá movimentar todo o estado. Na manhã desta quarta-feira, 5, foi divulgada toda a programação, em coletiva realizada no Centro Dragão do Mar.  O evento terá início na próxima semana e irá ocorrer de 14 a 23 deste mês de abril. O calendário traz nomes como o do escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe, que já provoca frisson no público desde as prévias divulgadas da agenda. Outros confirmados são Luiz Ruffato, Marina Colasanti, Isabel Lustosa, Eliane Brum, Daniel Galera, Lira Neto, Frei Betto, Daniel Galera, Joca Terron e Ignácio Loyola Brandão.

No total, serão 168 escritores participando da programação, além de 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes.

Um dos estandes será a Casa Vida&Arte, que terá livros da editoras Demócrito Rocha e Dummar, além de um estúdio móvel da Rádio O POVO/CBN. Na programação do espaço, haverá conversas com escritores convidados e eventos voltados para os público de pequenos leitores, como oficinas de desenho e contação de historias.

Com curadoria de Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravo, o tema do evento será "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca". A abertura, no dia 14, terá homenagem ao repentista Geraldo Amâncio e ao cordelista Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo Religare da companhia cearense de dança Edisca.

Dentro do projeto Diálogos, que será uma das janelas do evento, estarão mesas com escritores em todos os dias do evento. Entre as mesas, estão bate-papos entre Valter Hugo Mãe e Cleudene Aragão (dia 15); Affonso Romano de Sant´anna e Marina Colasanti (dia 16) e entre Daniel Galera e Joca Terron (dia 23).

Veja outros destaques da programação

Mestres da CulturaA cada dia, a partir do sábado, 15, os mestres estarão em diálogo direto com o público, em rodas de saberes e conversa abertas à participação de todos os interessados. A primeira roda irá reunir os mestres Aldenir (do Reisado, do Crato) e Zé Pio (do Reisado e do Bumba-meu-boi, de Fortaleza), com mediação do antropólogo Oswald Barroso, sob o tema "O corpo é uma festa; o coração, um templo sagrado".

Fortaleza Boêmia O icônico painel de Valber Benevides que ficava em uma parede do Cais Bar - entre a década de 1980 e o começo dos anos 2000 - estará exposto em uma seção da Bienal. Será parte da Fortaleza Boêmia. Com presença de Tarcísio Sardinha, Pardal, Heriberto Porto, Serrão, David Duarte e outros músicos, haverá um bate-papo com ex-frequentadores do Cais. Será na quarta-feira, dia 19.

Juvenil Com foco no público de jovens e adolescentes, haverá participações de Paula Pimenta, Fábrica do Mito, Leônidas, Bússola Assessoria e outros.

Serviço
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 
Quando: de 14 a 23 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará
Entrada: Gratuita



Fonte: O Povo

Bienal do Ceará anuncia lista completa da equipe

Novas informações e o que esperar para a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará? Para manhã está marcada uma coletiva geral onde toda programação e atrações serão reveladas.


Após uma saudade maior de que estamos acostumados (2 anos), a nossa querida bienal finalmente esta aí, batendo a porta. Agora à pouco o site oficial do Governo do Estado anunciou a lista de todos os envolvidos no tocante a setores e coordenação do evento. Realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, e apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontece de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza, e tem entrada franca em todas as atividades, em sintonia com a política cultural do Estado, de democratização do acesso dos cearenses à arte e à cultura. Novos autores e convidados e a programação detalhada da Bienal serão apresentados à imprensa nesta quarta-feira, em coletiva às 9h, no Auditório do Centro Dragão do Mar.

No mesmo patamar de importância dos autores e convidados do Brasil e do mundo, nossa Bienal tem uma cara de cearensidade. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente".
Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura do Estado do Ceará

Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil"
Lira Neto, coordenador da Curadoria da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. Com o tema "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca", esta nova edição da Bienal, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, da também integrada por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes  de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o país, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.

Com uma programação extremamente ampla, diversificada, ousada e que tem a qualidade por prioridade, a partir do tema que propõe itinerários por entre os acervos formados por cada pessoa e a biblioteca composta pela interação da sociedade, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos. Sempre tendo a palavra como fio condutor, mas de modo aberto a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos - infantil, juvenil e adulto - e inúmeros temas e áreas de interesse.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega à XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias: "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca".

Várias dimensões e o Ceará sempre presente

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade. Não da pra negar a cearensidade tão presente na Bienal, essa identidade mais próxima do estado e mais distante da cara business book. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente de forma é uma das poucas bienais que retrata bem todas as expressões dos escritores e da literatura estadual sem deixar de homenagear os tradicionais símbolos culturais do estado. Alem de ser uma das poucas bienais 100% gratuitas no nosso país. Muitos estão esperando que essa seja na verdade "Uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil" (estou torcendo por isso).

XII edição conta com uma equipe de peso para coordenar, organizar e gerir todo o evento durante esses 10 dias de Bienal.

Coordenação geral

Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas desde 1998.

Os curadores

Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006).

Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006).

Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço  Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância.

Coordenadores de espaços temáticos

Alan Mendonça - Café Literário
Alênio Noronha Alencar e Dane de Jade - Encontro Roda de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura
Andrea Vasconcelos - Espaço Circo
Carlos Macedo e Marcio Porto - Espaço Fortaleza Boêmia
Kelsen Bravos - Espaço Infantil
Klévisson Viana - Espaço Cordel
Rafael Limaverde e Eduardo Azevedo - Espaço de Ilustradores
Régis Freitas - Espaço Juventude

Coordenadores de Encontros

Aparecida Lavor - VIII Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias
Carlos Emílio Correa Lima - III Encontro de Periódicos Literários Brasileiros
Nixon Araújo - Encontro de Oralidade & Escritas em Língua Portuguesa
Norma Santana e Maura Isidoro - VII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará
Sarah Diva - III Salão do Professor
Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão
Vânia Vasconcelos - Encontro Letra de Mulher, Novas Páginas

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Cultura – Secult
Dalwton Moura - (85) 3101.6761 ou 98699.6524
dalwton.moura@secult.ce.gov.br

O nosso portal estará na Bienal fazendo uma cobertura completa sobre o evento para você não perder nadinha.

Contos inéditos de Dostoiévski no Brasil

Contos inéditos do grande escritor russo Fiódor Dostoiévski chegam ao Brasil em abril com tradução direta do russo. Entre eles está "Domovoi", o conto interrompido.


Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade (1846)Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874)Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877)O tritão (1878)Domovoi.
São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847), Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil (1876).
Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, e Histórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.
Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.

Fonte: Revista Cult.

"Nova" Bienal do Ceará aposta em “Bibliodiversidade”

A menos de um mês para o evento, autoridades e leitores começam a se animar para a XII Bienal

Jornalista e escritor Lira Neto é o curado da Bienal do Livro 2017.
Com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará já está quase aí. Muitos dos organizadores já a descreve como uma “nova Bienal”, guardando segredo da programação e das principais atrações, apesar de já terem sido divulgado uma grande lista de escritores convidados (que também não sabemos quais confirmaram sua vinda ao evento). Essa semana, Lira Neto (curador desta edição) e Mileide Flores (coordenadora da bienal) deram entrevista ao jornal O Povo e além de explicar a mudança (sem falar no grande adiamento) e as novidades para esta edição do evento.

Mileide Flores, a política  pública

O que chamamos de ‘nova bienal’ vem pelo conceito de como estamos enxergando o evento dentro da estrutura de livro e leitura da Secretaria de Cultura”, explica Mileide. A coordenadora esclarece que a intenção nesta edição é ligar a Bienal ao planejamento da Secult, não tratando-a como um evento por si só. “A ideia é não dissociar a Bienal do planejamento estratégico. Ela não pode ser um evento separado disso”, detalha. “A grande mudança conceitual da Bienal do Livro é essa: ela é a finalização de um grande processo, e não um processo próprio”.

Lira Neto, a bibliodiversidade da bienal

Nós teremos uma lista menor que a primeira, mas com acréscimos de autores cearenses, nacionais e inclusive internacionais. Na primeira a gente só tinha o Valter Hugo Mãe (escritor português), mas vamos ter outros agora”, afirma Lira. “Prosseguimos ainda no propósito de reforçar o que temos chamado de ‘bibliodiversidade’. Além da qualidade literária e da expressividade da obra, temos prestado atenção para conseguir contemplar negros, índios, mulheres, mostrar para os leitores um tipo de literatura que não tem grande divulgação”, completa.

Novas Ações e Efeito Bienal

Além do reforço na lista de nomes, Lira também adianta que a programação completa fortalecerá algumas programações habituais da Bienal. “Haverá a consolidação de algumas programações que fazem historicamente parte do evento, mas que nas últimas edições não tiveram a devida dimensão, como o Salão do Professor”, explica. Outro dos espaços que será valorizado é o da Bienal Fora da Bienal, que leva autores para comunidades, escolas, universidades e até cidades do interior.

“Quando a gente chega junto, a sociedade dá retorno. Voltar com a programação exterior significa voltar para os grupos de pessoas que talvez não se desloquem até o Centro de Eventos”, pondera Mileide. Lira ainda afirma que um dos autores que ficou “encantando com essa possibilidade” foi Valter Hugo Mãe. “Ele disse estar alimentando a expectativa de poder ir ao encontro de comunidades que nunca viram um escritor de perto”, conta.

A intenção da Bienal ser realizada durante o mês de abril é significativa porque nos dias do evento também é celebrado datas importantes para a literatura como o nascimento de Monteiro Lobato e o Dia do Livro Infantil, em 18 de abril, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril.

Confira lista de convidados para a Bienal clicando aqui.

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Quando: 14 a 21 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará

O nosso portal Um Filósofo na Web estará no evento fazendo uma cobertura completa sobre a Bienal, não deixe de se inscrever no nosso portal para ficar por dentro das novidades e noticias do mundo literário. 👍

Raduan Nassar vence Prêmio Camões 2016

Durante entrega do Prêmio Camões 2016, escritor paulista fez duras críticas ao Governo Sua fala despertou a reação de Roberto Freire, que abandonou o discurso ensaiado para rebatê-lo e é vaiado.

O escritor brasileiro Raduan Nassar, de 80 anos, se tornou o 12º brasileiro a receber o prêmio, o mais importante da literatura da língua portuguesa entregue desde 1989 pelos governos de Portugal e do Brasil, o Camões.


Nassar foi escolhido por unanimidade, além do reconhecimento escritor receberá 100 mil euros (equivalente a 339 mil reais). O anúncio foi feito na tarde em Lisboa, por Miguel Honrado, secretário de Estado de Cultura de Portugal. Os jurados destacaram "a extraordinária qualidade da sua linguagem" e a "força poética da sua prosa".

Um dos maiores escritores brasileiros, o paulista Raduan Nassar, professa que aposentou a caneta há mais de 30 anos, mas demonstra que não a força de sua voz. Autor de romances seminais da literatura brasileira, Lavoura Arcaica e Um copo de cólera, Raduan foi convocado na manhã desta sexta-feira ao Museu Lasar Segall, em São Paulo, para receber o Prêmio Camões de 2016 – entregue a cada ano pelos governos de Brasil e de Portugal a escritores expressivos da língua portuguesa. Direto, ainda que polido, ele aproveitou a oportunidade para se manifestar contra o Governo de Michel Temer, referindo-se a ele como “repressor”.

O que era para ser uma homenagem à sua obra foi transformado pelo próprio escritor em um pequeno e contundente ato de protesto. Com isso, despertou reações acaloradas não só do público presente, mas sobretudo do ministro da Cultura Roberto Freire, presente no ato ao lado do embaixador de Portugal no Brasil, Jorge Cabral, e de Helena Severo, presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Apesar de breve o discurso de Nassar foi forte e retumbante com um trovão numa noite tempestuosa.

Para conferir o discurso veja o vídeo abaixo.



A última pessoa a receber o prêmio foi a portuguesa Hélia Correia, que recomendo plenamente a leitura.

Resenha - Três Vezes Você, Federico Moccia

Seis anos depois, a vida dos nossos protagonistas mudaram. Conseguiram ser feliz, mas quando menos se espera, seus caminhos se cruzam novamente... Depois do sucesso de Três Metros Acima Do Céu vem o resultado esperado da história de amor do Passo, Babi e Gin. O que esperar de Tres Veces Tú?


A história é um romance erótico que parece estranho brinquedo de parque de diversões, uma mistura de carrossel, gangorra e montanha russa onde chorar e rir se tornam rotineiros, mas consegue embalar o leitor na trama. Moccia, fezum ótimo trabalho para dar as prateleira algo triste mas igualmente maravilhoso.

O livro começa com uma inspiração: "O amor é quando a felicidade de outra pessoa é mais importante do que a sua." Uma frase muito significativa para o que este livro quer transmitir.

Após seis anos, um longo tempo para os personagens, e era grande o medo de encontrar algo que não fosse mais reconhecido, ou traços que seriam distorcidos pelo tempo deixando nossos personagens irreconhecíveis. Mas, quando se percorrer as páginas de Três Vezes Você é fácil percebe que pouco ou nada mudou, que apenas uma palavra ou um gesto você sabe Step, Gim e Babi simplesmente envelheceram, mas os sentimentos e o famoso E se? ainda presente em todo o livro.

É um livro cheio de flashbacks, com abundância de surpresas realmente inesperadas, que deixam você com a sua boca aberta e dá merecidos pontos ao autor. Nesse novo romance o leitor olha para o passado e não o presente, porque para saber o que realmente aconteceu é preciso observar cuidadosamente algo que queremos para deixar para trás. Federico Moccia se esforçou para não deixar pontas soltas e se desprender de seu personagens, pois desta vez ficaram mais realistas e convincentes que nos livros anteriores.  Mas nem tudo são rosas...

O ritmo às vezes é lento, o que me pareceu intencional do autor para ganhar tempo e mostrar que seus personagens amadureceram desde o ultimo romance. Talvez o personagem que eu mais gostava e que de fato no livro anterior era a única peça que mais fazia sentido era Gin. Eu acho que como seu nome completo indica: valentia, lealdade, determinação e teimosia,  acredito que mas acima de tudo faz uma oposição as boneca de pano com forte carência sexual, como vemos hoje no cinema. Olhando bem, é uma mulher incrível. Por outro lado Babi é o que sempre foi: loucura. Houve amadurecimento, mas a sua forma ainda tem uma maneira de estar sem rumo, ele faz o que faz por amor, embora no primeiro momento, ninguém possa ser culpado por não o entender muito bem.

Como não tenho a intenção de estragar a surpresa de ninguém, posso dizer que apesar de esse não ser meu tipo de literatura, o livro tem um final que não peca nem deixa devendo para quem percorre as mais de 700 páginas de bati e volta, beijo e tapa, tira e veste.

Você já leu algum livro de Federico Moccia? O que espera desse novo romance? Deixe seu comentário.

Novo Ensino Médio mata Literatura

A Literatura sumiu das grades curriculares do Ensino Médio. Quem procurar, vai encontrá-la nas aulas de Língua Portuguesa na qual está agora integrada. Embora continue sendo um conteúdo, perdeu o posto de disciplina com ementa própria, recebendo apenas uma espanada leve.


Organização curricular do ensino médio nas escolas da Rede Estadual na modalidade do EM excluiu da grade a disciplina de literatura, que será integrada ao ensino de língua portuguesa no ano letivo de 2017. Uma das justificativas para a mudança é a necessidade de as escolas de todo o Brasil irem se adequando à reforma do Ensino Médio. A proposta de reestruturação nacional ainda não foi homologada pelo Ministério da Educação (MEC), mas mesmo assim é a referência.

Sobre essa antecipação, o técnico da SED, Joselei Ortiz, argumenta que “o documento [da reforma] provavelmente será fechado este ano” e que a integração “busca garantir os conhecimentos básicos que os estudantes devem desenvolver, conforme as novas diretrizes”. Ele explica que a Literatura era oferecida como “disciplina a mais” nas escolas da rede estadual local e que sua oferta já não era obrigatória como disciplina única, a Base Nacional Comum Curricular exige apenas que ela seja ensinada.

O que algumas instituições estão fazendo também é a inclusão da disciplina de Redação, claro visando aumentar o resultado de seus alunos no Enem, o que não é ruim a curto prazo, mas a longo prazo pode significar o fim completo da chance dos alunos de terem um contato maior e mais próximo com nossa memória literária. Teremos grandes redatores (nenhum problemas se o que queremos é uma população de redatores e jornalistas), mas desprovidos de boa parte de nosso patrimônio intelectual.

A mudança não foi discutida com a população, e surpreendeu até alunos e professores. A doutora em Literatura, professora universitária e escritora, Lucilene Machado, a desaprova. “É um retrocesso. Estávamos, nos anos anteriores, lutando para que a carga horária atribuída às literaturas fosse acrescida, já que está provado que ela contribui para o melhor entendimento de todas as outras disciplinas. Dizer que a literatura será ministrada dentro da língua portuguesa é para enganar quem não tem noção sobre o assunto”.

Para Lucilene Machado, ela não pode se dissociar das aulas de Língua Portuguesa porque sempre será necessária a introdução de textos literários para a aprendizagem estrutural da língua. Ainda assim, acredita que o ideal é que como uma disciplina à parte, para humanizar os estudantes e ensinar a pensar.

“Eu, como professora de Literatura, faria o contrário, colocaria as aulas de língua portuguesa dentro das aulas de Literatura. O que é mais interessante: aprender usar a gramática ou aprender a pensar? É certo que as duas são importantes, mas pensar é primordial”.

O que você acha dessa mudança? Sua escola ainda tem a disciplina de Literatura? O que você está lendo?

Literatura infantojuvenil precisa de ajuda?

Há excelentes livros para crianças, entre clássicos e contemporâneos, porém há mais preocupação ao tema e à maneira como ele é abordado, do que propriamente ao valor estético do texto.



Ainda que a literatura infantojuvenil não tenha muito espaço na mídia nem o status da literatura para adultos, ela merece o olhar atento dos pedagogos e dos pais; porém, tenho a impressão de que esse olhar diz mais respeito ao tema e à maneira como ele é abordado do que propriamente ao valor estético do texto.

 Existem excelentes livros para crianças, entre clássicos e contemporâneos, mas esses muitas vezes são preteridos em favor de outros que, embora esteticamente inferiores, trazem uma “mensagem” mais óbvia sobre determinado assunto que se quer discutir na escola e em casa. A propósito da “mensagem”, lembro que Eugène Ionesco, que deixou contos extremamente ousados para os pequenos leitores, ao ser perguntado sobre qual era a mensagem de uma de suas peças, respondeu que ele era escritor, não carteiro, e por isso não precisava entregar mensagens.

Olhando uma lista de livros adotados por algumas escolas, chamou-me a atenção um deles que será oferecido aos alunos do nono ano, ou seja, a pré-adolescentes com idade entre 13 e 14 anos: “A hora da verdade”, de Pedro Bandeira, renomado autor de obras para essa faixa etária, publicado pela editora Ática, especialista em livros didáticos.

Ao final do livro, tem-se ainda a “abominável” ficha de leitura para o professor se certificar de que o estudante o leu e entendeu o seu recado: “Ele nutre por Iara um amor genuíno ou um desejo de posse?”, é uma das perguntas. Absolutamente nada sobre a linguagem e suas sutilezas.

Se os adultos não sabem ler, é porque, quando crianças, não ofereceram a eles textos que os tornassem leitores de Literatura (com letra maiúscula), não lhes deram oportunidade. Um leitor não se constrói apenas com textos tematicamente claros e bem-intencionados.

Chico Buarque vence prêmio Roger Caillois

Chico Buarque venceu o prêmio literário francês, Roger Caillois, na categoria Literatura Latino-Americana. O escritor e compositor brasileiro foi escolhido pelo conjunto da sua obra.



Os livros de Chico Buarque foram publicados na França pela editora Gallimard. Informado de última hora, Chico Buarque infelizmente não poderá comparecer à premiação, que acontece nesta segunda-feira (30).

Além de sua vasta obra musical de grande impacto desde a década de 60, Chico Buarque também tem uma série de romances publicados. O primeiro, Estorvo, foi publicado em 1991, de lá pra cá foram publicados mais quatro títulos: Benjamim (1995), Budapeste (2003), Leite Derramado (2009) e O Irmão Alemão (2014). 

Leite Derramado foi adaptado para o teatro recentemente sob a direção de Roberto Alvin. Atualmente a peça está em cartaz em Centros Educacionais Unificados (CEU) na periferia da capital paulista. 

O Prêmio Roger Caillois foi criado em 1991 pelo PEN Club da França em parceria com a Casa da América Latina e a Sociedade dos escritores e amigos de Roger Caillois (1913-1978), sociólogo e crítico literário francês. 

Nesta mesma categoria já foram premiadas outras personalidades, entre elas Mario Vargas Llosa (2002), Alberto Manguel (2004), Ricardo Piglia (2008) e Roberto Bolaño (2009). 

Até então o poeta e tradutor Haroldo de Campos era o único brasileiro a figurar na lista. Ele foi premiado em 1999.

Turismo e Literatura

Cursos de literatura dados nos países e locais onde as histórias se passam,  são a grande novidade da empresa PHILOS & SOPHIAS.




A ideia nasceu de um grupo de alunos que se reúnem todas as quintas feiras – em um curso chamado Os Clássicos, realizado na PUC-Rio - para um mergulho nas grandes obras da Literatura e seus diálogos com o mundo  das artes. A empresa que será inaugurada dia 14 de dezembro, no Fórum de Ipanema.

O grupo reúne médicos, engenheiros, advogados, arquitetos, empresários, designers, professores, cientistas sociais, enfim, profissionais dedicados aos mais diversos campos do saber, mas que, em comum, tinham o desejo de mergulhar filosoficamente nos universos da literatura e das artes e nas suas leituras possíveis.

Depois de quase três anos juntos e de terem visitado o sítio de Tróia, através das narrativas homéricas, o Império Romano, juntamente com Virgílio, e mesmo o Irã, o Iraque, a Índia, a China e boa parte do oriente, através do “As mil e uma noites” – o grupo propôs a professora fundir ficção e realidade e fazer com que as viagens literárias fossem também percursos reais.

A professora Sandra Guimarães então se uniu a uma das alunas, Dolores Piñero - executiva do ramo de hotelaria e turismo com mais de 10 anos de experiência no setor, e dessa união  nasceu a  proposta de unir de formas diferenciadas – através de cursos e viagens – philos & sophias, ou seja, amor e sabedoria.

VIAGENS PROGRAMADAS:

Para o ano de 2017 e 2018  já estão programadas as seguintes viagens:

O Oriente das Mil e uma noites: Viagem ao Irã, de 9 a 24 de abril de 2017 -  Uma viagem inusitada por lugares santos e cidades milenares, a partir de contos selecionados no “ Livro das Mil e uma Noites.” A ideia da viagem é confrontar a realidade histórica com o mundo ficcional.

A Rússia através do olhar de Tolstói, Dostoievisk e Tchehov, visitando palácios e lugares históricos, de 12 a 31 de julho. Deverá ser realizada visita ao Teatro de Arte de Moscou e assistir a uma peça de Tchehov. E está sendo negociada uma visita aos bastidores do Bolshoi.

Dentre as cidades presentes neste roteiro constam Melikhovo, onde se encontra a casa-museu Tchecov. Iasnaya Polyana onde Lev Tolstói nasceu e viveu a maior parte de sua vida. E ainda cinco dias na Transiberiana. Devemos ainda  passar por locais como: A Fortaleza de Tobolsk, que era um antigo presídio de passagem, até que os prisioneiros fossem para outros locais. Por lá passaram o escritor russo Fiódor Dostoiévski, o czar Nicolau II e milhares de vítimas do regime de Josef Stálin. E ainda por cidades como Omsk, onde Dostoiévski passou quatro anos nos trabalhos forçados;  Semipalatinsk que, por sua vez, foi local de cinco agonizantes anos de exílio; Kuznetsk, onde casou com sua primeira esposa e  Staraya Russa, onde por oito anos Dostoiévski, sua segunda esposa e filhos passaram seus meses de verão.

Paris é uma Festa! –esta viagem deverá ser realizada até o final de 2017, sem data marcada ainda.  A viagem vai enfocar  a criação Literária e os prazeres de Hemingway, Fitzgerald, Joyce e companhia na França dos anos 20. Será uma imersão literária acompanhada de degustação gastronômica e de vinhos. O curso será ministrado por Sandra Guimarães  e pelo Joseph sommelier e embaixador de Bordeaux no Brasil.  O curso vai gerar uma viagem a Paris, onde será realizado, entre outros, o percurso de Hemingway, e  Fitzgerald até Lyon. Na viagem, além dos principais redutos frequentados por estes escritores, faremos ainda um roteiro enogastronômico inspirado neles e totalmente fora do circuito turístico.


As demais viagens ainda não tem data marcada:

Caminho de Dom Quixote: na Espanha percorrendo as cidades da viagem do Cavaleiro da triste figura incluindo o Sul da Espanha e partes no norte da África, com a influência dos “morros” e do império otomano.

O sítio de Troia, Grécia e Itália na companhia de Homero, Virgílio e Dante: em profundo um mergulho nos arquétipos clássicos da mitologia greco-romana.

A Argentina de Borges e Cortázar: Um passeio labiríntico pela Argentina histórica.

A Colômbia e o México de Gabriel Garcia Márquez e o Peru de Vargas Llosa: A imersão em um mundo de realismos mágicos.

Os mais famosos professores da literatura

Aproveitando o ensejo (e a total falta de sono) resolvi aproveitar este momento para listar aqui os 10 mais famosos professores da literatura, passando por vários estilos, gêneros e épocas literárias. Vejamos aqui...


1. Robert Langdon


Professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade de Harvard ocasionalmente acaba entrando em tramas e conspirações para lá de perigosas, mexendo com sociedades secretas, símbolos misteriosos, enigmas desafiantes e aventuras frenéticas de tirar o fôlego dos leitores.

2. James Moriarty

Essa lista é dos melhores, isso não quer dizer que sejam os "bonzinhos". Certamente um dos mais famosos e misteriosos personagens da literatura, muita pouca coisa sabe-se sobre ele além de ser um gênio do crime muito perigoso com talentos matemáticos, físicos, astronômicos, lógicos e diplomáticos, é maior inimigo de Sherlock Holmes, à quem descreve como o " Napoleão do crime".

3. Humbert Humbert

Tudo bem que talvez muitos professores possam não gostar de sua inclusão na lista, mas o fato é que o professor de poesia francesa no romance Lolita é um dos personagens mais polêmicos da literatura, e certamente um dos professores mais lembrados no mundo dos livros, que não teria como deixá-lo de fora desta seleção. Além disso a formação psicológica do personagem é útil para abordarmos situações delicadas mas ainda contemporâneas como a sexualidade.


4. Sabino Von Fígaro

Na série fantasia de Dragões de Éter (que recomendo demais a leitura) o excêntrico cavalheiro e professor de História Real do Saber, além de ser metido a detetive parece ter um parafuso a mais.

5. Alvo Dumbledore

Claro que não poderia faltar um cara desse calibre. Eis aí muito provavelmente o professor e diretor de escola que toda a geração de fãs de Harry Potter gostaria de ter. Foi professor de Transfiguração e mais tarde Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, alias, o melhor diretor que ela já teve. (ah, e aqui Dumbledore representa os demais professores da série! De todos Snape e Lupin são meus favoritos).

6. Otto Lidenbrock

Professor de mineralogia possui vasto conhecimento, o suficiente para jogá-lo numa viagem fantástica ao centro da terra. Rigoroso e dedicado, é um dos grandes personagens que encarnam o papel do professor durão, mas que tem muito a ensinar aos seus pupilos.

7. Lucy Snowe

Professora criada por Charlotte Brontë dá aulas numa escola privada para meninas, onde conhece e se apaixona por um médico.

8. Srta. Honey

Uma professora simpática e engajada capaz de reconhecer os talentos de seus alunos, como no caso de Matilda, uma criança certamente diferente das outras.

9. Professor Josué

Poeta, e sem grandes recursos, o professor no romance Gabriela Cravo e Canela de certa forma representou a dificuldade da educação àquela época servindo como fonte para discussão e crítica social de sua época.

X. Charles Xavier

O fundador, diretor e professor do Instituto Para Superdotados é um dos personagens mais famosos dos quadrinhos e também consta com um personagem literário. Dotado de podere telepáticos e de um forte senso moral, acredita que humanos e mutantes podem se dar bem juntos.




E então? O que acharam desta lista, gostaram? Tem algum outro mestre que você gostaria de adicionar nessa lista? Deixe seu comentário e até a próxima!

Cadê o Português?

Uma provocação acerca do isolamento que pode separar duas nações unidas pela mesma língua.


Essa pergunta titular serve não apenas sobre o questionamento da nossa língua, como também para questionar onde estão os autores portuguese. Pois não bastasse o isolamento causado pela mídia literária e o desinteresse dos alunos, agora vem as discussões políticas educacionais que pretendem por fim a obrigatoriedade do estudo de autores portugueses nas escolas públicas.

Gostaria de começar deixando claro que sou totalmente a favor de uma retomada e valorização de nossa literatura, de uma maior apresentação e apreciação de escritores nacionais na mídia e no mercado. Contudo, a forma como o debate está sendo discutido me parece muito mais voltado para uma questão de "jeitinho brasileiro" do que realmente preocupado com centralização do conteúdo.

Como o Governo tem anunciado cortes e mais cortes na Educação, fechando bibliotecas escolares e praticamente assassinando a cultura literária com programas de adestramento dos alunos na gramática e praticamente apagando o ensino de Literatura nas escola o que em si já é um verdadeiro retrocesso não apenas da cultura, mas também do ensino.

Uma última provocação, o que pensaríamos dos EUA se não fizessem os seus estudantes do ensino médio ler Shakespeare? Ou dos países ibero-americanos de língua espanhola se ignorassem a grandeza literária de Cervantes?

10 adaptações de livros que buscam repetir o sucesso de Jogos Vorazes

Jogos Vorazes ainda colhe os frutos de seu último filme que não superou as especificativas, mas não decepcionou, mas os estúdios já estão em busca da nova Katniss. E não faltam opções...

A saga Jogos Vorazes chegou ao fim! Enquanto os fãs correm para ver A Esperança - O Final nos cinemas, os produtores de Hollywood estão buscando a nova franquia adaptada de livros para jovens adultos capaz de repetir este sucesso nos cinemas.
Divergente e Maze Runner já estão em atividade, com números muito bons - mas inferiores a Jogos Vorazes. Os Instrumentos Mortais, Dezesseis Luas, A Hospedeira e Academia de Vampiros tiveram sua chance, mas fracassaram na tentativa de virar uma franquia.
Mas existem dezenas de livros no mesmo espírito de Jogos Vorazes, que cativaram os leitores e já tiveram seus direitos vendidos aos grandes estúdios. Qual vai se tornar uma grande saga cinematográfica? Quem será a próxima Katniss?


1. Incarceron, de Catherine Fisher
Finn é um jovem sem memória que acorda dentro de uma prisão gigantesca, contendo florestas e cidades próprias. Ao mesmo tempo em que ele busca uma maneira de escapar, Claudia vive em um palácio distante, onde está condenada a se casar com um homem que não ama. Ela pode ter a chave para libertar Finn e a si mesma.
Por que pode dar certo?O roteiro, escrito pela própria autora, está pronto. Os direitos da adaptação foram comprados pela Fox, e Taylor Lautner está confirmado no papel principal. Mesmo assim, a produtora nunca acreditou no projeto a ponto de concretizá-lo. Talvez o sucesso de Maze Runner - que guarda muitas semelhanças com esta história - ajude Incarceron a sair do papel.


2. Legend, de Marie Lu
Em um mundo pós-apocalíptico, a República é um país dividido em distritos (como em Jogos Vorazes ou Divergente). A admissão no exército é uma tarefa importante na vida dos jovens, por isso June (assim como Katniss ou Tris) passa por testes difíceis, e acaba sendo um grande destaque. Ela é contratada para encontrar um jovem delinquente, com quem tem um caso amoroso.
Por que pode dar certo?Basicamente, porque é parecidíssimo com as outras franquias que já deram certo. Os direitos da trilogia foram comprados pela CBS Films, que contratou os mesmos produtores da Saga Crepúsculo. Jonathan Levine foi convidado para a direção, mas abandonou o projeto. Desde 2013, a história aguarda o sinal verde para entrar em produção.


3. Blood of Eden, de Julie Kagawa
Um vírus ataca a humanidade, e as cidades são tomadas por vampiros. O local é cercado por uma gigantesca muralha, para proteger os habitantes dos perigos lá fora. Entre os vampiros, vivem humanos mantidos em cativeiro como forma de alimento. A protagonista é Allison, que se torna vampira, mas finge ser humana. Enquanto busca uma cura para sua condição, ela se apaixona.
Por que pode dar certo?A história tem diversos elementos de Maze Runner,Crepúsculo e Divergente. Em 2012, a pequena Palomar Pictures comprou os direitos dos livros, na intenção de criar uma nova trilogia, mas ainda não tirou o projeto do papel. Nenhum nome foi confirmado, nem no elenco, nem atrás das câmeras.
4. Logan's Run, de William F. Nolan e George Clayton Johnson


No ano de 2116, a superpopulação é o maior problema enfrentado no planeta. Os dirigentes tomam uma medida drástica: matar com gás tóxico todas as pessoas quando chegam à idade de 21 anos. Logan e Jessica tentam escapar a este destino trágico. A história, com algumas mudanças, já foi adaptada aos cinemas em 1976, com o título Fuga no Século 23.Por que pode dar certo?

Os estúdios Warner compraram os direitos para refilmar o filme dos anos 1970 (e adaptar novamente o livro), com o intuito assumido de substituir Jogos Vorazes. O produtor de Star Wars e X-Men, Simon Kinberg, está encarregado do projeto. O diretor Nicolas Winding Refn (Drive) foi contratado inicialmente para o filme, que teria Ryan Gosling no papel de Logan, mas ambos desistiram. 
5. The Fire Sermon, de Francesca Haig



Num futuro pós-apocalíptico, uma deformidade faz com que todas as pessoas nasçam com um gêmeo. Uma das crianças é fisicamente perfeita, enquanto a outra tem uma deformidade ou mutação. Os Alphas (perfeitos) são mantidos afastados dos Omegas (deformados) por um governo autoritário, mas a deficiente Cass, com poderes psíquicos, sonha em quebrar as regras e ter os mesmos direitos de seu gêmeo, Zach.Por que pode dar certo?
O primeiro livro ainda está chegando, mas já reivindica sem medo o posto de "novo Jogos Vorazes" em sua campanha publicitária (a imagem de um pássaro em chamas não é nada sutil, não acha?). Os estúdios DreamWorks compraram os direitos para fazer um filme, com a produtora de O Diabo Veste Prada e o roteirista de Guardiões da Galáxia.
6. The Hunt, de Andrew Fukuda


Numa sociedade de vampiros, Gene precisa esconder o fato de que é um humano comum para não virar comida. Até o dia em que é escolhido para encontrar os últimos humanos sobreviventes. Quando se apaixona por uma vampira, Gene passa a testar os limites do seu segredo.Por que pode dar certo?

Porque é muito parecido com Crepúsculo + Divergente. Os direitos ainda não foram comprados, mas o autor está procurando estúdios para levar a história adiante, e anunciou nas redes sociais suas escolhas para os papeis principais.
7. A Quinta Onda, de Rick Yancey


Vendida como "uma versão de Crepúsculo com alienígenas", a história apresenta a Terra sob diversos ataques alienígenas, como uma onda gigantesca que mata grande parte dos seres humanos, e um vírus que ataca outros habitantes. A jovem Cassie Sullivan tem que descobrir como sobreviver.Por que pode dar certo?

Os produtores da Sony Pictures apostaram muito nessa história, e já fizeram o primeiro filme, que chega aos cinemas em janeiro de 2016. Chloë Moretz está no papel principal, enquanto alguns nomes em ascensão, como Maika Monroe (Corrente do Mal) e Nick Robinson (Jurassic World) completam o elenco.
8. A Seleção, de Kiera Cass (já ouço os gritos)^^


O Estado Americano da China é dividido por castas rígidas, permitindo a 35 garotas competirem pela chance de se tornarem princesas, vivendo num mundo de luxo ao lado do príncipe. Mas America Singer não tem vontade de participar do concurso, porque ama sua cidade natal e está apaixonada por um garoto de casta inferior à sua. Até o dia em que encontra o príncipe, e descobre que este homem belo e bondoso está disposto a fazer uma aliança com ela.Por que pode dar certo?

Esta mistura de Cinderela com Jogos Vorazes vendeu 3,5 milhões de cópias pelo mundo inteiro, e os direitos da história já foram adquiridos pelos estúdios Warner Brothers em abril de 2015. O roteiro será de Katie Lovejoy. 
9. Fallen, de Lauren Kate (mais gritos rsrsrs)


A adolescente Lucinda é acusada de iniciar um incêndio que mata seu namorado. Como punição, é enviada ao reformatório Sword & Cross, onde conhece dois rapazes. Ela se sente estranhamente atraída pelos dois, sem saber que eles conhecem Lucinda há muito mais tempo do que ela imagina. Aos poucos, ela descobre quem realmente é.Por que pode dar certo?

A história interessa produtores há anos, e o primeiro filme já está pronto, com Addison Timlin no papel principal, além de Jeremy Irvine e Harrison Gilbertson completando o triângulo amoroso. Apesar de as filmagens terem terminado há quase dois anos, ainda não existe data de lançamento definida. O que estará impedindo Fallen de estrear?
10. A Morada da Noite, de P.C. Cast e Kristin Cast

Aqui tem história de sobra: são 12 livros oficiais, além de vários derivados. A história central gira em torno da jovem Zoey Redbird, que é marcada pela deusa da noite. Ela é obrigada a abandonar a família e os amigos e sofrer várias transformações, que podem transformá-la em vampiro, ou matá-la se não aguentar a mudança.

Por que pode dar certo?
A mistura de Academia de Vampiros com Divergente tem um grande grupo de fãs, e os produtores pretendem transformar a história em filme há anos. Em 2008 e 2011, foi confirmada a versão cinematográfica, mas o projeto ainda não foi para frente.

Qual desses é o mais esperado por você? Qual outra adapção você espera ver para o ano nos cinemas ou em série de tv? Deixe seu comentário e participe no nosso blog.