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Resenha: Contos e Poemas Assombrosos Vol. VII

Lançado em meados de março (deste ano) sem nenhum estardalhaço sobe o patrocínio da Revista Conexão Literatura. Essa antologia que mistura poemas e contos de terror propõem o desafio: Não leia sem uma vela! Será?


Ao todo são dez capítulos com uma "musculatura" de 40 páginas que revezam entre contos e poemas. Sendo estes dos mais diversos e variados cenários, tem de tudo para garantir uma boa dose de medo: cenários sinistros, criaturas sobrenaturais, umas tripinhas ali, uma poça de sangue aqui. Os autores não pouparam na criatividade e no exagero, em alguns trechos não seria difícil questionar a sanidade mental de um ou de outro.

Para deixar aquele gostinho de curiosidade, temos aqui uma lista dos capítulos (sem spoiler) para aguçar os nervos. Deixamos também uma nota dada por alguns leitores que tiveram acesso aos textos sem identificação de título e autor(a).

Cap1. Para que assombrar?... (Poema) Nota: 3/5
Cap2. O Demônio Sorridente (Conto) Nota: 3/5
Cap3. O Lobo e o Homem (Poema) Nota 4/5
Cap4. Dimensões tenebrosas (Poema) Nota 3/5
Cap5. Não Feche os Olhos! (Conto) Nota 4/5
Cap6. Estradas Secundárias (Conto) Nota 3/5
Cap7. Estranhos Tempos (Poema) Nota 3/5
Cap8. Perigo! (Poema) Nota 4/5
Cap9. Pesadelo (Poema) Nota 3/5
CapX. Se puder não leia! (Conto) Nota 4/5




A reação dos leitores no final ficou 3,5/5 o que já garante se tratar de uma boa opção de leitura leve para desopilar. Claro que não é possível comparar com grandes títulos do gênero como clássicos Frankenstein ou O Médico e o Monstro, nem dizer que daqui sairá o próximo André Vianco. Mas já deu o tom que uma nova geração de escritores e escritoras encontrou solo fértil para uma safra de boas e tenebrosas produções.

A versão em e-book está disponível gratuitamente para download clicando AQUI.

Os usuários do Skoob podem depois deixarem suas primeiras impressões nesse LINK.


Se você gosta do gênero terror ou já leu o título deste post, deixe um comentário, crítica, elogio ou sugestão.

The Ink Black Heart - Considerações

O mais recente capítulo da ovacionada série literária, Um Conto de Strike, traz mais uma vez a dubla Cormoran e Robin, presos em outro caso complexo e cheio de reviravoltas.

O sexto livro de Robert Galbraith, "The Ink Black Heart", foi lançado no mercado internacional no dia 30 de agosto. A edição em inglês possui 1.024 páginas e já está disponível na Amazon. O livro intitulado “The Ink Black Heart” (O Coração Negro de Tinta em tradução livre) é escrito por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, e ainda não tem data de lançamento no Brasil, Editora Rocco, responsável pelos direitos das histórias de Strike em nosso país ainda não deu previsões.

Sinopse 


"Quando a frenética e desgrenhada Edie Ledwell aparece no escritório implorando para falar com ela, a detetive particular Robin Ellacott não sabe bem o que fazer com a situação. A co-criadora de um desenho animado popular, "The Ink Black Heart", Edie está sendo perseguida por uma misteriosa figura online que atende pelo pseudônimo de Anomie. Edie está desesperada para descobrir a verdadeira identidade de Anomia. Robin decide que a agência não pode ajudar com isso - e não pensa mais nisso até alguns dias depois, quando lê a notícia chocante de que Edie foi atacada e depois assassinada no Cemitério de Highgate. Robin e seu parceiro de negócios, Cormoran Strike, são atraídos para a missão de descobrir a verdadeira identidade de Anomia. Mas com uma complexa teia de pseudônimos online, interesses comerciais e conflitos familiares, Strike e Robin encontram-se envolvidos em mais um caso que leva seus poderes de dedução ao limite - e que os ameaça de maneiras novas e horripilantes. Um mistério emocionante e diabolicamente inteligente, "The Ink Black Heart" é uma verdadeira demonstração de proeza."

Paralelo a trama que mostra a vida e o desespero de Edie Ledwell, a co-criadora de um desenho animado assassinada após ser perseguida por internautas que a acusam de ser transfóbica, racista e capacitista. Está a própria autora, publicações no Twitter apontam um paralelo entre a personagem do livro e os ataques sofridos pela própria J.K. Rowling após ter publicado declarações transfóbicas em 2021.

Em entrevista ao podcast “Radio Show”, de Graham Norton, no entanto, a escritora negou que a obra fosse inspirada na própria vida. Ela disse que imaginou que os leitores pudessem ter essa impressão, mas que o livro foi escrito antes que “certas coisas” tivessem acontecido com ela.

“Falei para o meu marido: ‘Acho que todos vão enxergar isso como uma reposta ao que aconteceu comigo’. Mas genuinamente não é”, ela disse.

O quinto volume da série, Sangue Revolto, lançado em 2020, já havia recebido críticas de internautas e ativistas dos direitos LGBTQIA+. Mostra a história de um serial killer que se veste de mulher ao cometer seus crimes.

Na época, a organização de caridade Mermaids, que apoia crianças transgênero e suas famílias no Reino Unido, declarou à CNN que retratar pessoas travestidas como uma ameaça era “um estereótipo batido e até meio desgastado, responsável pela demonização de um pequeno grupo de pessoas que simplesmente esperam viver suas vidas com dignidade”.

Muito embora, reconhecendo que essa composição do personagem possa ter causado desconforto a comunidade LGBTQIA+, de fato, ao longo da história criminal não foram poucos os casos de criminosos que assim procediam, o que nos leva a pensar se o processo criativo, seja ele de qual ou para qual área for, deve se limitar tanto a ponto de não usar aspectos, as vezes factíveis, em sua concepção.
O pseudônimo Robert Galbraith.

Outra polemica levantada recentemente vem por conta do nome escolhido como pseudônimo para publicar a série.

Robert Galbraith Heath foi um psiquiatra americano que praticava experimentos para terapias de conversão que pretendiam “reverter” a homossexualidade dos pacientes. Inclusive o famigerado Tratamento eletro-condutor ou terapia de choque.

No site oficial da série de livros, J.K. Rowling explica o que a levou a escolher este nome: “Escolhi Robert porque é um dos meus nomes masculinos favoritos, porque Robert F Kennedy é meu herói. Galbraith surgiu por uma razão um pouco estranha. Quando eu era criança, eu realmente queria ser chamada de ‘Ella Galbraith’, e não tenho ideia do porquê.”

À CNN, o porta-voz da autora declarou que a alegação de que o pseudônimo teria sido escolhido por conta do psiquiatra americano é “categoricamente falsa”.

Bem, polêmicas a parte, estou louco de expectativas para ler essa nova aventura, fazendo jus aos que foi entregue nos volumes anteriores, não é leviano dizer que Robert Galbraith reformulou o gênero romance policial, conferindo aos personagens mais realidades.

E você, já leu alguns livro da série Comoran Strike? Tem algum favorito? Deixe seu comentário.

Lançamentos Grupo Pensamento - Março 2017


Lançamentos da Semana 15/05

O último Dostoiévski

Encontrado diário do grande escritor contendo contos e textos também chegará ao Brasil na integra.



Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881) pode ser colocado ao lado de Karl Marx e Sigmund Freud entre os construtores dos séculos XX e XXI. Vários movimentos artísticos ou filosóficos referendam esse escritor-filósofo. Friedrich Nietzsche concebe o seu conceito de super-homem a partir do autor russo; o expressionismo alemão e outros movimentos de vanguarda seguem em sua trilha e o mesmo se pode falar do existencialismo francês. A ponto de Albert Camus erguer uma de suas principais obras, O Estrangeiro, a partir do artigo “Sobre o processo Kroneberg”, publicado em O Diário de um Escritor, em 1876.Tal diário concentra a produção jornalística do autor, assim como alguns contos, e começa a ser publicado pela Editora Hedra. É o último dos trabalhos de fôlego de Dostoiévski que faltava chegar ao Brasil em versão direta e integral. A difícil tarefa coube a Daniela Mountian (doutoranda do curso de Russo da USP) e seu pai, Moissei Mountian (natural da Moldávia, ex-URSS), com a colaboração de Aurora Bernardini (professora do curso de Russo da USP). Serão quatro volumes; o primeiro de 1873, seguido dos anos 1876, 1877 e 1880-1881 (este ainda vai trazer textos avulsos de outra publicação).

O livro inaugural traz os textos da coluna “Diário de um Escritor”, publicados no jornal O Cidadão, onde o escritor atuou como editor-chefe. Os outros volumes reúnem artigos de periodicidade irregular, que devem muito à sua mulher, Anna Grigorievna Dostoievskaia (1846-1918). Ela atuou como empresária do marido, assumindo toda a vida financeira e dando-lhe tranquilidade para criar. Anna é uma personagem histórica na Rússia, não apenas por ser o pilar da vida de Dostoiévski, mas também porque foi a primeira mulher editora no país a trabalhar diretamente na gráfica, em ambiente insalubre e machista. Ela ainda compôs o grande acervo de documentos do marido – de rascunhos à correspondência –, que hoje formam amplo manancial para pesquisadores de todo o mundo.


Em sua juventude, Dostoiévski teve uma trajetória acidentada por várias redações de jornais, fora a sua prisão na Sibéria e outros contratempos. No início da maturidade, fundou o jornal Tempo com seu irmão Mikhail, que funcionou de janeiro de 1861 a abril de 1863, sucedido por Época (1864-1865). Após temporada na Europa com Anna, em 1873 e 1874, assumiu, então, o cargo de editor-chefe no jornal Cidadão.

A importância do Diário no conjunto de trabalhos de Dostoiévski pode ser medida pela reação de seus contemporâneos. Por exemplo, Eleva Stakenhneider, responsável por um dos mais prestigiados salões literários de São Petersburgo entre 1860 e 1870, lembrou que ele não ficou famoso apenas por sua estadia na prisão, por Recordação da Casa dos Mortos ou seus outros romances, mas, principalmente, por criar o Diário: “Esse trabalho fez seu nome bem conhecido por toda juventude russa e também por todos os interessados nas mudanças profundas da sociedade”.

Nascido sob o signo da polêmica, o Diário expõe seu ideário e define suas posições pelo engajamento, forjando pontos de vista pelo estabelecimento de tipos característicos, experiências e observações. Os temas envolvem questões políticas, econômicas, jurídicas e culturais, entre outras. Os eleitos das contendas eram escritores como Tolstói, Turgueniev e Leskov, ou críticos, pensadores, acadêmicos e jornalistas de Moscou e São Petersburgo.

Fonte: http://brasileiros.com.br/2016/04/o-ultimo-dostoievski/

Hitler de volta às livrarias


Capa da primeira edição de "Mein Kampf", assinada por Adolf Hitler.

Em 1924, enquanto esteve preso, Adolf Hitler começou a escrever uma mistura de autobiografia com panfleto político no qual defendia as ideias extremas e absurdas, calcadas no racismo e no nacionalismo, que mais tarde seriam colocadas em prática enquanto esteve comandando a Alemanha. O livro "Mein Kampf" ("Minha Luta", em tradução livre), com cerca de 700 páginas, foi lançado em 1925, vendeu mais de 12 milhões de exemplares e se tornou uma das principais plataformas para a difusão das ideias nazistas.
Após seu fim, em 1945, em Berlim, os direitos da publicação ficaram com o governo da Baviera, que vetou qualquer nova edição do calhamaço. No entanto, desde o dia 1º de janeiro de 2016, ano seguinte a se completar sete décadas da morte de Hitler, "Mein Kampf" se tornou um título de domínio público. Ou seja, pode ser republicado por qualquer pessoa no mundo, e ao menos três editoras brasileiras (Edipro, Geração Editorial e Centauro, que há alguns anos já tinha publicado uma versão da obra) irão colocar a "Bíblia" do nazismo nas livrarias brasileiras - ou em parte delas - nos próximos meses.

Seja como for, o retorno da obra divide opiniões. De um lado há aqueles que defende o total expurgo do livro alegando ser uma forma de combater o nazismo e o neonazismo. Do outro lado aqueles que defende sua publicação por valores históricos e enfatizam que sua publicação física não é motivo de ameça já que a obra original sempre esteve disponível para download todo esse tempo.

E você, o que você acha? Você é a favor ou contra a republicação do livro? Dê sua opinião no comentários.

Iphan lança livro dos 70 anos de saudade por Mário de Andrade


Em homenagem aos 70 anos da morte do escritor Mário de Andrade, o livro O Turista Aprendiz será relançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP), na próxima quinta-feira (12), na biblioteca que leva o nome do escritor, na capital paulista.

Em O Turista Aprendiz, o autor narra duas viagens pelo Brasil, o que representa o descobrimento de um país pouco conhecido e de culturas locais pouco disseminadas. “Este é um livro composto por um conjunto de cartas, crônicas, ensaios, que o Mário de Andrade produziu ao longo de alguns anos sobre as viagens que ele empreendeu primeiro ao Norte do país, até a fronteira com Peru e a Bolívia, em 1927, e depois, em 1928, na viagem a alguns estados do Nordeste: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia”, contou Luiz Philippe Torelly, diretor de Articulação e Fomento do Iphan.

“Essa é uma obra muito importante do ponto de vista da preservação do nosso patrimônio cultural. Foi uma das primeiras obras que ensinou aos brasileiros a olhar para o seu próprio país, a valorizar a sua cultura, as suas manifestações e a mostrar que, embora estivéssemos tão distantes, tínhamos traços em comum muito fortes. Esse é o grande valor de O Turista Aprendiz”, disse Torelly.

Na primeira viagem, o escritor teve a companhia da aristocrata do café e mecenas dos modernistas Olívia Guedes Penteado, de sua sobrinha Margarida Guedes Penteado e da filha de Tarsila do Amaral, Dulce do Amaral Pinto. Durante três meses, a partir de maio de 1927, seguiram do Rio de Janeiro a Iquitos, no Peru, navegando pelos rios Amazonas, Solimões e Madeira.

Na segunda, o escritor partiu sozinho para o Nordeste, em novembro de 1928, onde permaneceu até fevereiro do ano seguinte. Lá, foi recebido por Ascenso Ferreira, Jorge de Lima, Cícero Dias e Câmara Cascudo, entre outros. O contato com a floresta e com o sertão, com as diversas pessoas e manifestações culturais, incluindo a religiosidade, os folguedos, as danças, as músicas, tiveram grande impacto em Mário e consolidaram sua visão de nacionalidade abrangente.

“Até a década de 20, os olhares sobre o país eram de duas naturezas. Primeiro, um olhar para a Europa, para além-mar, para os padrões e referências europeias e, segundo, um olhar regional, local. O país era muito grande e as comunicações eram difíceis, então não havia ainda um intercâmbio de valores, práticas e experiências culturais entre as diferentes regiões e estados”, disse Torelly. Segundo ele, as viagens e os escritos de Mário tiveram o papel de mostrar a cultura e as tradições locais aos brasileiros de todas as regiões.

A obra, que foi publicada pela primeira vez em 1976, não era reeditada há 32 anos. A publicação conta com um novo projeto editorial e dois materiais inéditos. O primeiro é um CD com o acervo fotográfico de Mário, o outro é um DVD com o curta A Casa Do Mário, de Luiz Bargmann.

O relançamento da obra será na Biblioteca Mário de Andrade, Rua da Consolação, 94, quinta-feira (12), às 20h. A entrada é gratuita.

Mais um de Meg Cabot

Quando vou pensa que a série está concluída vem a autora e solta mais uma pra fazer voltar a viver. Não, não é brincadeira, a reconhecida saga A Mediadora acabou de ganhar mais um título: Remembrace, o sétimo título da série. 

Remenbrace já é um sucesso no The New York Times e promete fazer um maratona as livrarias em Fevereiro do ano que vem, ao que tudo indica a Galera Record pôs a mão na massa para caprichar na arte da capa de na tradução. E já que estamos "relembrando" (desculpa, não resisti ^^) a série de Cabot, resolvemos fechar este poste com uma linda imagem de toda a serie publicada no brasil até aqui.



E você, é fã de Cabot? Dê sua opinião sobre a série A Mediadora. Qual livro gostou mais?

A Bela e a Adormecida no livro de Neil Gaiman

Ótima notícia para os leitores brasileiros: já está em pré-venda A bela e a adormecida, de Neil Gaiman, que chega às livrarias em novembro. “A história de uma quase Branca de Neve e um tipo de Bela Adormecida com um toque de magia negra”, nas palavras do próprio Gaiman, traz ilustrações do britânico Chris Riddell, nomeado o nono Waterstones Children´s Laureate (leia aqui) pelo período de 2015 a 2017: “Durante o meu mandato quero usar o imediatismo e a universalidade das ilustrações para unir as pessoas e conduzi-las ao maravilhoso mundo dos livros”, diz Riddell.
Sinopse
Era o reino mais próximo ao da rainha, em linha reta, como voa o corvo, mas nem os corvos voavam até lá.
Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno. Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva…
 Leia um trecho exclusivo.
 A bela e a adormecida está em pré-venda, no formato impresso, na Livraria da Travessa, na AmazonLivraria Cultura Saraiva.
 O e-book de A bela e a adormecida está em pré-venda na AmazonLivraria Cultura,  TravessaSaraiva  e Google.

Príncipe Lestat o novo livro de Anne Rice

Cá entre nós. Esse livro merecia uma capa melhor!

Após um intervalo de mais de dez anos o vampiro Lestat, astro maior das Crônicas Vampirescas, está de volta com um mistério: uma voz em sua cabeça que o atormenta, incitando-o a fazer coisas que ele não deseja. Ao mesmo tempo, ao redor do mundo, se espalham relatos de que irmandades inteiras de mortos-vivos estão sendo aniquiladas.



A autora que reinventou o universo dos vampiros invoca mais uma vez o fascinante mundo das mais antigas e poderosas forças entre o Céu e a Terra. Na segunda quinzena de novembro chega às livrarias o inédito Príncipe Lestat, novo livro das Crônicas Vampirescas de Anne Rice.

No lançamento, a autora do clássico Entrevista com o vampiro reúne os personagens que se tornaram eternos na imaginação e no coração dos leitores, entre eles Louis de Pointe du Lac e o eternamente jovem Armand, além de novas e sedutoras criaturas sobrenaturais. Pairando sobre todos, o desaparecido herói-andarilho, o perigoso e rebelde fora da lei – a esperança dos Mortos-Vivos – Príncipe Lestat. Neste romance inédito, ansiosamente aguardado por milhares de fãs da autora, o mundo dos vampiros está em crise; por todo o globo, eles têm sido queimados, e grandes massacres ocorrem, ordenados por uma voz misteriosa. Cabe a Lestat e seu séquito de bebedores de sangue desvendar os segredos sobre o que essa voz quer, e por quê, nesta trama ambiciosa, devastadora e luxuriante.

Essa mesma voz misteriosa vaga pelas mentes de outros imortais convencendo antiquíssimos bebedores de sangue, que repousam há séculos sob a terra, a se levantarem para destruir seus iguais. A voz joga os anciões contra os jovens e uns contra os outros, alimentando-se da paranoia. Mas quem é a voz? Quem está ameaçando todo o mundo dos vampiros? Por quê? E o que fazer a respeito dela? Essa é a questão que preocupa a todos os personagens e dá o rumo da história em Príncipe Lestat.

De Nova York o pequeno Benji Mahmoud, pertencente à mesma irmandade que Armand e Louis, transmite em seu programa de rádio, e pela internet, suas mensagens de alerta: “fiquem longe dos anciões. Protejam-se dos anciões”, ao mesmo tempo que pergunta: “onde estão os anciões? Onde está Marius? Onde está Lestat? E Maharet? Por que não nos protegem?”

Reunindo todos os lendários personagens dos livros anteriores em uma amarração impressionante da trama, Príncipe Lestat traz uma ameaça tão grande quanto a que vimos em A Rainha dos Condenados, pondo em risco a própria existência dos vampiros. Assim como antes, todos colocam suas esperanças no príncipe moleque Lestat.

Passando por Miami, Paris, Florença e cidades da Ásia, desta vez a autora trouxe partes importantes da narrativa para o Brasil, tornando o Rio de Janeiro e a Amazônia seus cenários. Anne Rice mantém-se fiel ao seu já conhecido estilo romântico e gótico e aproveita para elucidar vários aspectos de sua própria mitologia com explicações há muito aguardadas pelos leitores, como as verdadeiras origens da Talamasca e a história de Magnus, o criador de Lestat. Personagens que haviam sido apenas brevemente citados no passado recebem nomes e vida próprias nesta nova obra, tão esperada pelos amantes de vampiros do mundo todo.


O que você espera deste livro? Deixei seu comentário e vamos começar um papo literário.

Verissimo lança livro "As Mentiras Que as Mulheres Contam"

A mulher que tem 34 anos mas diz ter 52 (“completos”) para ser elogiada por parecer quase 20 anos mais jovem. A que atravessa a cidade disfarçada para trair o marido, usando cachecol em pleno verão, mas acaba refém de um bandido numa fuga transmitida em rede nacional. A que tenta convencer a neta de que teve um longo currículo de conquistas amorosas, do ator mexicano Gilbert Roland ao rei Juan Carlos da Espanha. Essas são algumas das protagonistas da nova coletânea de Luis Fernando Verissimo, “As mentiras que as mulheres contam”, que chega às livrarias nesta quinta-feira, pela editora Objetiva, com o humor que é marca registrada do escritor e colunista d'O GLOBO.

Capa no mais novo livro de Fernando Verissimo, 

Autour: Luis Fernando Verissimo
Estilo: Crônicas
ISBN: 9788539007127
Lançamento: 01/10/2015
Formato: 15 x 23 cm
184 páginas
Preço: R$ 34,90

O livro é a continuação de um dos maiores best-sellers do autor, “As mentiras que os homens contam”, lançado pela mesma editora em 2000. Depois de retratar as falsidades do universo masculino naquela obra, Verissimo reuniu textos antigos e recentes no novo volume para atender uma demanda de seus leitores.

‘Gosto das mentiras improváveis, sustentadas heroicamente contra todas as evidências em contrário. O homem faz mais isso do que a mulher’
- LUIS FERNANDO VERISSIMOEscritor
— Quando saiu “As mentiras que os homens contam” me perguntavam muito quando viria um livro sobre as mentiras das mulheres, e eu respondia que nunca, porque seria um livro grande demais. Mas, no fim, ele saiu do mesmo tamanho do outro. Acho que empatamos — diz o escritor, de 79 anos, que enxerga uma diferença entre o modo de mentir masculino e o feminino: — Gosto das mentiras improváveis, sustentadas heroicamente contra todas as evidências em contrário. O homem faz mais isso do que a mulher.

‘FUNÇÃO SOCIAL’ DA MENTIRA

As histórias do novo livro trazem algumas “mentiras improváveis”. Algumas terminam em tragédia, como em “Isabel”, raro texto sombrio na obra solar de Verissimo, com uma protagonista que finge ser outra pessoa para conquistar um homem cego. Outras flertam com o absurdo, como na história da mulher-fantasma que assombra os bailes semanais do Clube dos Subgerentes, na Barra da Tijuca, em busca de um par de dança.
A maior parte do livro, porém, é composta pelas observações concisas e irônicas sobre o cotidiano que os leitores de Verissimo aprenderam a admirar desde 1969, quando ele começou a publicar crônicas no jornal gaúcho “Zero Hora”. São aquelas mentiras prosaicas, que passam quase despercebidas, como o uso da expressão “um minutinho” para enrolar alguém indefinidamente ou o sorriso amarelo para o presente de mau gosto.
— A mentira tem uma função social importante. A gente mente para não magoar, para evitar conflitos, para salvar casamentos e principalmente para não se incomodar. A sinceridade é uma virtude supervalorizada — brinca o escritor.

‘A gente mente para não magoar, para evitar conflitos, para salvar casamentos e principalmente para não se incomodar. A sinceridade é uma virtude supervalorizada’
- LUIS FERNANDO VERISSIMOEscritor
Verissimo vê com menos benevolência a falsidade na política, tema recorrente de suas colunas publicadas no GLOBO às quintas-feiras e aos domingos. Para o autor, o debate público brasileiro hoje está dominado pela hipocrisia e pela falta de diálogo entre lados opostos. Numa crônica de setembro, ele escreveu que, na história do país, “nunca as ‘verdades’ de cada um foram tão antagônicas, e nunca os antagonistas se xingaram tanto”.
— Há uma falta de civilidade assustadora e crescente no debate político brasileiro. E aí entra raiva, entra insulto, entra intolerância, e a mentira acaba nem sendo o pior dos efeitos do clima ruim — diz Verissimo.

GRAÇA COM A PASSAGEM DO TEMPO

Um dos mestres da crônica no Brasil, admirador e herdeiro de grandes cronistas como Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e Antonio Maria, Verissimo já disse que o gênero pode ser definido como “a liberdade absoluta”, pois permite tudo, do comentário político à ficção. Com personagens, diálogos e tramas ágeis, os textos de “As mentiras que as mulheres contam” brincam com o formato do conto. Filho do autor de alguns dos mais populares romances brasileiros do século XX, Erico Verissimo, o cronista também já se aventurou pela narrativa longa, em livros como “Os espiões” (2009) e “O clube dos anjos” (1998), ambos pela Objetiva.
— A ficção é sempre uma invenção, o que não significa que seja sempre uma invenção mentirosa. Há autores que inventam grandes verdades — define o escritor.
Nos últimos anos, Verissimo se acostumou a ver outro tipo de invenção: os textos apócrifos que circulam pela internet com sua assinatura. Mas não demonstra incômodo com as imitações — e até brinca com a possibilidade de cometer uma também.

‘Não há como evitar os textos apócrifos. Se eu fosse escrever um, começaria por cima: Jorge Luis Borges’
- LUIS FERNANDO VERISSIMOsobre apócrifos que circulam na internet
— Não há como evitar os textos apócrifos. Se eu fosse escrever um, começaria por cima: Jorge Luis Borges — diz Verissimo, que já homenageou o escritor argentino colocando-o como personagem de seu romance “Borges e os orangotangos eternos”, lançado pela Companhia das Letras em 2000.
A caminho de completar 80 anos, em setembro de 2016, Verissimo faz graça com a passagem dos anos em vários textos de “As mentiras que as mulheres contam”. Um deles inclui um poeminha satírico sobre as mentiras do tempo: “Depois de certa idade/ é temerário/ fazer aniversário/ Que agonia!/ Todo ‘parabéns’ soa,/ mesmo dito numa boa,/ como ironia”.
— A gente se distrai e, quando vê, está com 80 anos. É injusto isso — observa.

Leia trecho: ‘As mentiras que as mulheres contam’

Isabel

Apontamentos para uma história de horror. Ou um novelão. Uma mulher — trinta e quatro, trinta e cinco anos, solteira, tímida, poucos amigos, morando sozinha — está um dia olhando os novos lançamentos numa livraria, pois seu maior prazer é a leitura, quando sente uma mão no seu braço e ouve uma voz de homem que diz:

— Vamos?

Ela vira-se, já pronta para repelir o homem rispidamente, como faz com todos que ousam importuná-la, quando nota que o homem é cego. Fica sem saber o que dizer. O homem estranha o silêncio, aperta o seu braço e diz:

— Isabel?

E ela, sem saber por que, mas com a intuição de que a sua vida a partir daquele instante será outra, o coração batendo, diz:

— Sim...

— Vamos?

E ela, o coração batendo:

— Vamos.

O homem é mais moço do que ela. Bonito. Bem vestido. Bem cuidado. Deixa-se guiar por ela, fazendo perguntas sem muito interesse. Por que estão pegando um táxi e não o carro? Ela diz que perdeu a chave do carro na rua. Ele sorri e diz “Você...”. Quando chegam no apartamento dela ele pergunta onde estão. Ela diz “Em casa...”, e ele diz “Estranho...”. Mas não diz mais nada.