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2º Festival Gastronômico Marco Gourmet

Evento busca proporcionar uma cultura de imersão e lazer na praça Jose Tupinambá da Frota fazendo o uso de empreendimentos de alimentos e restaurantes da cidade. Um evento importantíssimo em tempos de retomada da economia e atividades públicas.



Esta resenha será guiada por um roteiro: visão geral, sabores, organização, atrações e considerações finais.

No geral, a segunda tentativa de implementar uma cultura gastronômica em Marco esbarra na falta de objetividade com a temática, há tato artístico, mas sem sensibilidade ao paladar. Investe-se muito mais em atração artística do que em espetáculos culinários, não se vê claro, como algo errado permitir que as pessoas tenham entretenimento enquanto degustam uma boa comida, o próprio François Vatel se tornou celebre por oferecer verdadeiros espetáculos teatrais durante seus banquetes. Contudo, o que vemos na proposta marquense é uma ação mais voltada para o engajamento empreendedor do ramo alimentar. Para um evento proposto na semana de aniversário do município, a cidade de Marco poderia ter aproveitado melhor a oportunidade de ser palco de um grande evento com uma "arena gastronômica" primorosamente decorada com referências moveleiras, amostras de artesanato, ambientes "instagramáveis", oficinas gastronômicas, espaço voltado para agricultura familiar, exposição cultural. Um evento importantíssimo em tempos de retomada da economia. Um encontro que poderia realizar intercâmbios gastronômicos e promover a rede de restaurantes, bares, pizzarias, etc. 



Quanto ao "cardápio" os populares puderam escolher dentro de um verdadeiro leque bem diversificado de alternativas: espetinhos, hambúrgueres, pizza, sushis, açaís, cajucultura entre outros, o que de fato deve ter agradado bastantes os visitantes do festival. Os empreendimentos de mais relevância e reconhecimento local estavam todos lá, prontos para caprichar nos sabores já conhecidos e atender o mais rápido possível seus consumidores.

A organização, devo pedir vênia, poderia ter feito um melhor uso da praça. Enfileirar as barracas na lateral menos espaçosa da praça proporcionou um afunilamento do fluxo de visitantes chegando a provocar "engarrafamento" de pessoas. Palco montando à beira da proposta de arquibancada ecológica também limitou a apreciação das apresentações. Esses problemas poderiam ser facilmente resolvidos com um melhor estudo do espaço e planejamento estratégico do layout do evento. Por exemplo, dispor as barracas em formato de flor pentagonal em pontos dispersos pela praça permitindo agrupar variações culinárias e possibilitando um melhor fluxo de trafego dos visitantes. Da mesma forma, posicionar o palco ao lado do Museu teria dado aos visitantes um acesso mais igualitário além de um ângulo de visualização melhor para todos. Por fim, as luzes postas sobre os pergolados conseguiram criar um charme mais agradável deixando a atmosfera na praça diferente do habitual. Porém, reforço que poder-se-ia ter feito uso de um apelo visual melhor que passasse aos visitantes a "assinatura" pela qual o Marco já é notoriamente reconhecido, moveis.

No tocante as atrações, é inegável que se buscou uma valorização de artistas locais. Entre os convidados para a noite estavam os artistas municipais Abraão, Kel dos Teclados, além de Ribamar e Banda e Vanderson do Acordeom, tendo como principal atração a presença do humorista Luana do Krato e toda sua equipe. A apresentação de conterrâneos foi primorosas, não tendo muito a dizer além disso. Cantaram e entretiveram muito bem os visitantes, o que reforça que apostar em talentos locais é por vezes um acerto pouco valorizado devido a cultura da população (e aqui não se limita apenas a população de Marco) de valorizar apenas atrações de fora, até que uma atração regional estoura e consegue ali o reconhecimento tardio de sua relevância.



A conclusão que se chega é que os equívocos desta edição não devem ser apontados como erros a grosso modo, e que o que se espera é que sirvam para orientar autoridades e empreendedores a planejarem juntos um próximo evento com uma visão e proposta mais clara para o lado gastronômico. Quem sabe convidar um chef de reconhecimento regional ou estadual para uma apresentação, proporcionar um "comida de boteco à la Marco" (trocadilho intencional mas sem pretensões rsrs).

Se você foi ao 2º Festival Gastronômico Marco Gourmet deixe aqui sua opinião, sugestão, crítica ou elogio. O mesmo vale ser feito para essa resenha.

Boa semana e até a próxima

Bon appetit!

Casamento Celta

Dentre todas as formas de celebrar uma cerimônia de casamento, nenhuma tem ganhado mais atenção e espaço que a celebração de um Casamento Celta. Mas o que exatamente é e como funciona? Como são seus protocolos e etiquetas?


Com a resistência de algumas autoridades religiosas de se permitir a celebração matrimonial em locais e espaços fora dos templos e igrejas (grande parte disso por parte de igrejas cristãs), surgiu-se uma demanda por celebrações ecumênicas ou naturalistas, é o caso do Casamento Celta.

A cerimônia celta ou celebração dos enlaces (termo originário e mais tradicional) é uma celebração bastante singular e carregada de simbologia com muitos significados, o que confere a ela um ar tanto quanto místico, além de ser muito emocionante. No Brasil, a cerimônia foi elaborada por Beatriz Moura Leite que celebra esse tipo de cerimônia desde 1994, sendo até hoje uma das maiores referências. Ela se inspirou na cultura dos povos celtas da região da Irlanda, Escócia e Inglaterra.

Vale ressaltar que nenhum casamento celta é igual, devendo sempre serem feitas adequações relacionadas ao local, época do ano e principalmente, devem conseguir passar traços importantes da personalidade dos noivos. A cerimônia não tem relação com nenhuma religião em particular e antes do casamento a(o) Ritualista (como são chamados as(os) celebrantes) faz um estudo de cada casal e a preparação do texto da cerimônia que é 100% personalizado para cada casamento. Ao contrário dos casamentos tradicionais, na cerimônia celta os noivos ficam de frente para os convidados, não de costas. Outra grande diferença é que ela é divida em nove momentos, cada um com sua simbologia. São eles:

Agora vamos aos procedimentos




I - Introdução: Ritualista explica para os convidados o que representa cada elemento selecionado. Enfatizando que a cerimônia acolhe adeptos de todas as religiões. 

II - Ritos Iniciais: é o momento da entrada dos pais do casal e do noivo. O caminho feito até o altar simboliza as escolhas de vida que os noivos fizeram até hoje, há uma mandala no chão próximo ao altar (formato, quantidade e composição podem varias, mas comumente é feita com folhas e pétalas), chamada ponto de união, o que representa o ponto da vida em que os dois se encontraram e é onde o noivo deve aguardar.

III - Acolhida: é quando entram as crianças. (2) Meninas jogam pétalas no chão, simbolizando pureza e graça. Já os meninos, um atira sementes (Ritualista deve explicar para todos a escolha da semente), símbolos da prosperidade, e um outro toca sinos, que representam alegria. Logo em seguida é o momento da entrada da noiva que irá encontrar o noivo na mandala.



IV - Purificação: Ritualista lava as mãos do casal com água e sal (em locais próximo a praia, é adequado fazer uso da própria água da praia, se possível). A água simboliza a transparente conexão com o Universo e o sal serve como catalisador de energias negativas. Em seguida, os noivos ficam ao lado da(o) Ritualista, sempre de frente para os convidados.

V - Oferendas: o casal escolhe previamente um ou dois amigos para serem “dagdas” da amizade, representando amizade, bondade e sabedoria para falarem ou ler no altar para os noivos. Os padrinhos oferecem objetos especiais para os noivos, como um pote de semente para trazer prosperidade, uma mandala branca simbolizando paz ou velas representando sabedoria (lembrando que os objetos podem serem outros). Depois, acontece a “oferenda do amor”, em que a noiva lê uma breve mensagem que escreveu para o noivo, e vice-versa.

VI - Palavra: Ritualista fala da importância das alianças para o casal e convidados. A entrega normalmente é feita pelas crianças (pureza) da família ou pelos avós (sabedoria), as alianças são entregues aos pais dos noivos. Enquanto acontece a entrada das alianças pedisse que convidados façam preces e bons votos nesse momento.



VII - Alianças: enquanto os pais seguram as alianças, os noivos fazem uma leitura de agradecimento aos pais e, depois, a família da noiva entrega a aliança dela para o noivo, e vice-versa. O que significa o acolhimento de ambas as famílias.

VIII - Troca de Alianças: o casal é abençoado por 4 elementos que ficam dispostos no altar (previamente escolhidos e explicados), cada um com a sua simbologia: um prato de sal representa a terra, um cálice com um líquido representa a água, a fumaça de um incenso representa o ar e uma vela simboliza a chama do amor. E após as alianças serem lavadas com água consagrada (de preferência água doce, podem também serem banhadas em vinho branco) especialmente para o rito, os noivos trocam as alianças.

IX - Bênção Final: Ritualista declara que os noivos foram unidos pelo poder do amor e feito de livre escolha, e, então, o noivo pode beijar a noiva. Os noivos agora unidos, deixam o local debaixo de aplausos e música.

Observações Especiais

- Conhecendo todos os significados da cerimônia celta, deve-se começar a pensar na caracterização da festa, para que todos entrem no clima da escolha feita pelos noivos. Inclusive, é prudente haver a informação no convite que será uma cerimônia celta.

- A cerimônia de casamento celta só é realizada em lugares que tenham ligação direta com a Natureza! Não se deve realizar a cerimônia e salões e lugares fechados. Recomenda-se lugares próximos de lagos, rios ou praia; campos verdejantes, fazendas ou sítios.

- Sempre que possível, noivos, padrinhos e participantes da cerimônia devem usar roupas claras, tons brancos, verdes, azuis ou vermelhos para ocasiões diurnas, e tons mais escuro para celebrações noturnas.

- Todas as flores, se possível, devem ser naturais. Podendo serem escolhidas em comum acordo entre Ritualista e os noivos, buscando preferência as flores da estação, região ou de maior significado.

- Assim como em outras tradições, a Celta diz que o anel que irá selar o compromisso deve ser passado de mãe para filha. Era comum entre os homens que o pai desse ao filho um bracelete ou anelete de família. Essa observação deve ser vista como algo opcional aos noivos.

- Não é uma obrigação, mas a etiqueta pede que havendo música, se possível deve-se dar preferência a música céltica em concordância com a situação.



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Gostou desta postagem? Já conhecia essa cerimônia? Deixe seu comentário, crítica, elogio ou sugestão.

Até a próxima!

Minha experiência com a Ayahuasca

Após refletir muito sobre o assunto e buscando compartilhar uma experiência pessoal a respeito de um assunto ainda "novo" por boa parte da população. Resolvi fazer esse post para que possa servir de "referência", mas já reforço e ressalvo que como todo indivíduo é um ser ímpar em suas singularidades, cada pessoa vivencia sua própria experiência de forma subjetiva e como bem disse Górgias (485 - 380 a.C.): “O ser não existe; se existisse, não poderia ser conhecido; mesmo que fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém”. Górgias acreditava que não existia uma verdade absoluta, chegando a conclusão sobre a ilusão gerada pelos sentidos. Dito isso, solta o sinto, vamos subir.


Seria possível descrever com os limites da linguagem uma experiência sensorial tão singular? Como  transmitir conhecimento de uma jornada tão pessoal com estranhos que talvez nem questionem suas próprias realidades? De que forma explicar algo que você só encontra ao olhar sem medo para dentro de si? Já deu pra sentir o tamanho do desafio nessas linhas iniciais né? Agora é sério, direto ao assunto.

Em meados de 2012 durante minha passagem pela especialização em Filosofia Da Religião em Sobral (CE), tive a oportunidade de junto com alguns colegas, participar de vivências religiosas das mais variadas vertentes, judaicas, cristãs, islâmicas, espíritas, budistas, africanas e étnicas (indígenas). Em junho daquele ano, um amigo havia nos falado da experiência dele com o Chá da Ayahuasca. Eu e os demais ficamos interessados, claro que com as devidas ressalvas e cuidados que a vida acadêmica proporciona, pesquisei e estudei antes de qualquer experiência. Claro, também ajuda o fato de que conheço meus limites e confio no meu discernimento que me impediriam de fazer parte de qualquer experiência que não considerasse plenamente segura.

Ficou combinado entre nós que iríamos a uma sessão especial para "não praticantes". Para quem nunca ouviu falar, a ayahuasca está presente há milênios na cultura de diversos povos indígenas nativos da região norte do Brasil e países fronteiriços com Amazonas e Acre. É uma bebida produzida a partir da combinação de um tipo de cipó com um tipo de arbusto que, ao ser tomada, produz um efeito psicoativo. Vale ressaltar que não se trata de nenhuma droga, o chá ayahuasca não tem DMT suficiente para ser declarado como tal, inclusive não consta na lista de drogas. Inclusive é importante deixar claro que a ayahuasca é fonte de vários estudos. Existem pesquisas sérias dando conta dos aspectos biomédicos da ayahuasca e seu grande potencial terapêutico antidepressivo e ansiolítico, assim como seu baixo risco à saúde física e mental. Veja aqui nesta palestra dada pelo Dr. Luis Fernando Tófoli, médico-psiquiatra e professor da Unicamp:


https://youtu.be/WqxFVmnGXgM

Antes de chegarmos ao centro na Ibiapaba onde eu e meus colegas iríamos ter nossa experiência com a ayahuasca, aprendemos em nossos estudos e em conversas com pessoas do Centro que ela é uma preciosa enteógena, termo para plantas capazes de alterar a consciência e induzir ao "estado xamânico ou de ancestral". O que apenas nos deixou ainda mais interessados, pois nos relatos que conseguimos, ao invés de dar aquela chacoalhada na sobriedade bem típica das substâncias psicodélicas, o que ocorre é uma ampliação da percepção e da capacidade de autoanálise, possibilitando acessar níveis psíquicos subconscientes. Particularmente, hoje posso dizer que é algo semelhante a uma meditação profunda, mas ainda mais além, é a possibilidade de acessar estados alternados de consciência. Posso dizer que é como se fosse ter duzentas sessões de terapia com o melhor terapeuta em apenas algumas horas.

Ainda para esclarecer mais sobre o chá. A ayahuasca sempre esteve inserida em um contexto de cerimônias e ritos sagrados. Tanto que hoje, no Brasil, seu uso é legalizado para fins religiosos e ainda temos o Dia da Cultura Ayahuasqueira comemorado no dia 24 de novembro, numa alusão ao dia em que foi estabelecida a Carta de Princípios das Entidades Religiosas Usuárias do Chá Hoasca, firmada no ano de 1991. Esse documento é um importante marco na história da institucionalização do uso da Ayahuasca no Brasil. Em terra tupiniquim existem 3 religiões surgidas no século XX que tornaram a prática mais conhecida por aqui: o Santo Daime, a União do Vegetal e a Barquinha. Todas são bastante sincréticas, combinando em diferentes doses elementos religiosos, passando pelo catolicismo popular, espiritismo indígena e a umbanda. Um aspecto geral que pode ser destacado é a ausência de proselitismo. Seus membros não saem por aí alardeando nem pregando suas crenças, comentando apenas quando são convidados a comentar sobre o assunto, tão pouco estão preocupados em "converter infiéis" para conseguir novos adeptos.

Contudo, os cultos envolvendo a ayahuasca não se limitam a 3 religiões. Hoje existem diferentes modalidades de consumo do chá que, embora também estejam dentro do território da espiritualidade, trazem novas interpretações e contextos. E foi para um desses grupos que nos dirigimos, a bordo de uma Kombi no melhor estilo Man at Work, fomos para um "centro" na Ibiapaba através de um soldado do Daime. Por uma questão de respeito à privacidade, nomes e endereços serão aqui preservados. Pelo mesmo motivo, não tirei fotos (se bem que a câmera do celular na época era uma b#$t@). Estarei usando fotos de outros encontros para ajudar a "ilustrar" o post e servir de referência.

Como já mencionei lá encima, cheguei ao "centro" através de um amigo da faculdade. Ele também havia chegado ao Centro através de uma outra pessoa. É princípio do grupo receber apenas quem seja conhecido de algum de seus membros. Até porque a experiência vivida ali envolve muita confiança nas pessoas ao seu redor. Uma preocupação com a segurança de cada um, com receber bem a todos e também em manter o foco no propósito espiritual dos encontros.


Logo quando chegamos fomos bem recebidos, pudemos conversar um pouco, onde aproveitaram o momento para nos "entrevistar" com foco no jejum. Antes de tomar o chá nos havia sido instruído que era preciso fazer um jejum especial: durante três dias nada de sexo, comida animal (nem ovo), bebida alcoólica, energéticos ou remédios. Posso falar por mim, segui à risca respeitando cada um dos itens.

Chegamos no final da tarde de sábado, passamos cerca de uma hora apenas conversando e aprendendo sobre o chá e o lugar. O local era realmente muito bonito, um sítio muito bem cuidado, amplo e bem localizado. No meio da propriedade ficava um tipo de construção que chamou muito minha atenção, era como uma mistura de salão e oca, bem arejado e espaçoso. Após esse momento ficamos aguardando mais algumas pessoas chegarem, não demorou muito e logo o lugar tinha por volta de umas cinquenta pessoas. Depois de algumas palavras de acolhidas, meu grupo e eu somos separados do restante apenas de forma visual, a partir de agora começam os detalhes desta inesquecível jornada.

Me foi dado um copinho descartável com um líquido marrom amornado, a pessoa que me deu havia perguntado se essa seria minha primeira vez, afirmei balançando a cabeça. Reparei que o líquido no meu copo parecia mais "aguado" que o dos membros veteranos. A mesma pessoa que me deu o copo teve o cuidado de não tentar explicar exatamente o que viria a acontecer comigo uma vez tomado o chá. Mas fez questão de me dar alguns 'bizus' para me sentir mais confortável durante a experiência. Um deles: caso eu me encontre com qualquer sentimento ou imagem desagradável durante a jornada, devo focar apenas na respiração. Respire, respire e continue respirando. Guardo essa dica repetindo mentalmente algumas vezes e agradeço, mais uma vez gesticulando com a cabeça. Tentei sentir o cheiro da bebida antes de bebê-la, foi como se minhas narinas tivessem levado um coice de mula. Pelo que reparei não fui o único com a sensação. Uma outra pessoa se aproximava com uma bacia cheia de frutas, uvas, pequenos morangos, tangerina em talhadas, amoras e fatias de melão. Peguei algumas amoras e uvas quando a bacia passou próxima, a pessoa pediu que eu aguardasse o sinal para começar o trabalho.

Lembro nitidamente que alguém tocou um sinal como o toque solitário de um sino. Depois do coice olfativo faço como os demais e bebo tampando o nariz e já em seguida já enfio as frutas na boca. Nossa, o gosto é muito amargo e rançoso. Feito isso pego o lençol que trouxe comigo e a esteirinha e me deito. Antes de me cobrir que nem um defunto, vejo que algumas pessoas estão fazendo o mesmo, alguns estão em preguiçosas, outros em cadeiras, mantas e lençóis vão aparecendo. Noto que fizemos um círculo de pessoas no chão sem perceber. Algumas pessoas vem dispondo pequenos baldes ao lado de cada um. Algumas instruções são passadas previamente uma última vez, como a localização dos banheiros, a explicação dos baldes, sobre um exercício de meditação que será proposto no decorrer do encontro. Também é feito um pedido para quem estiver tomando o chá pela primeira vez permanecer onde está mais a vista. São por volta das 20h, estou deitado e começa a serenar lá fora.


Faz alguns minutos, estou deitado, confortável, enrolado da cabeça aos pés (por vontade própria vale dizer), o sereno engrossou e a música indígena se mistura ao som das gotas d'águas. O sons da flauta NAF são relaxantes, sinto-me bem, de um jeito leve, como se estivesse acordando de uma boa noite de sono, mas não estou com sono, é apenas a sensação que posso usar. 

Num piscar de olhos, vejo que algo mudou e não mudou ao mesmo tempo. Estou no mesmo lugar, deitado, está chovendo e a música ainda está tocando, mas não vejo mais ninguém a minha volta. Isso deve ser o que eles chamam de miração, uma alteração da percepção sem perder a realidade. Meus sentidos parecem mais apurados, ouço tudo a minha volta com perfeição, parece que algumas pessoas estão vomitando, outras chorando. Tento me concentrar na minha sensação. 

Uma figura começa a surgir na minha frente, um homem se aproxima. Para meu espanto, sou eu mesmo. Mas estou diferente, pareço mais velho uns dez anos, pálido e deformado, como se estivesse apodrecendo. Nos encaramos, sei que estou de olhos fechados e o lençol continua sobre o meu rosto. O "Outro Eu" começa a falar comigo, é minha voz, posso ouvi-lo (ou ouvir-me?) muito bem. Mas não transcreverei esse diálogo por ser algo muito pessoal. Sinto algumas lagrimas brotarem, aos poucos elas ganham a liberdade em um filete que chega até o ouvido.

Meu "Outro Eu" se foi, tão inacreditável quanto quando chegou. Parece que estou vendo um telão laranja enorme, como cinema com slides. Um sentimento de paz me preenche, vejo o rosto de uma antiga colega do fundamental que nem lembrava mais em minhas memórias, ela sorri e desaparece. Não estou no controle dessas imagens, mas ao mesmo tempo sinto que quero ou preciso vê-las. É estranho, estranho e bom.

Um lampejo trazido pelo sereno que virou chuva invade o lugar, eu descubro rosto e posso ver que algumas pessoas do círculo se recolheram deixando suas esteiras vazias, vejo um dos meus colegas deitados a poucos metros de mim com um sorriso que dá duas voltas na cara, mas reparei que também tinha lagrimas nas bochechas. Um rapaz do outro lado do círculo não parece estar tendo uma boa experiência, sinto que devia ajudá-lo, mas já estão fazendo isso, quatro pessoas o estão acalmando e o lembrando de respirar, ele parece assustado. Nesse momento foco na minha respiração e volto a me cobrir, fecho os olhos. Alguém no Centro começa a leitura de um texto muito interessante, não lembro bem de todas as palavras, mas algo sobre vontade própria, autoconhecimento, não se culpar pelas escolhas e coisas do tipo. Estou relaxado.


Algum tempo se passou depois do texto e anunciam uma nova dose do chá para quem se sentir a vontade. Me disponho a levantar permanecendo sentado sobre a esteira. Uma mulher vem trazendo uma bandeja pelo círculo onde alguns pegam uma nova dose. Estendo o braço e junto com o chá apanho algumas uvas. O rosto da mulher me transmitia a imagem de bondade e gentileza. Agradeço e mais uma vez tomo meu chá e logo após como as uvas, dessa vez uma a uma. Não vejo luz lá fora, apenas algumas velas e lampiões à óleo dentro do salão/oca. Volto a me deitar ao terminar as uvas.

Ouço um dos meus colegas do outro lado chorando, não saberia dizer se por algo bom ou ruim, ele não é o único. Me concentro no por quê estou ali. Minha mente está tranquila, os pensamentos parecem nítidos, claros e quase tangíveis. Vejo a figura de um índio, ele aparece e some. Fiquei com vontade de rir pois pensei "Até o meu Outro Eu foi mais educado". Aos poucos ouço o som da chuva caindo me atrair, estou calmo, sinto que nada mais me preocupa. Uma sensação estranha de "resolvido" começa a me preencher, como se não precisasse mais me preocupar com algumas coisas que julgava serem importantes. Respiro e me concentro na respiração.

Sinto como se estivesse conectado com tudo e com todos ali. Consigo ouvir alguém lá fora limpando as entranhas no melhor estilo "RAUL!", sinto o vento frio acariciar minha pele como um abraço. Apesar de não saber explicar, pareço estar em comunhão com o sítio, suas árvores, animais, pessoas, sua energia. Isso é bom.

Algumas pessoas que haviam se recolhido estão retornando, alguns molhados com respingos da chuva, outros com o lençol usado como uma saia, tanto mulheres como homens. Alguns se deitam e outros se sentam, uma pessoa ao meu lado faz postura de meditação enquanto outra pessoa deita com os joelhos contra o peito.

Vislumbro um pouco do céu lá fora, nuvens escuras, lampejos e raios ao longe. Não tenho noção de que horas são, e para ser franco, eu nem ligo. Me vejo em um campo, com um senhor idoso de rosto simpático. Olhando ao redor eu me curvo em cumprimento, o senhor idoso sorri mostrando as palmas das mãos e deixamos o campo, como se em um elevador invisível. Voo em direção ao vazio, é estranho, não há medo. Ouço uma voz sussurrar na minha consciência em meio ao silêncio, uma voz familiar, quase materna. Vejo uma dança entre contraste e harmonia, uma coisa completando a outra. Meus desejos tomando formas e virando poeira a cada passo desse balé cósmico. Novamente vazio e agora silêncio.

Sinto o meu corpo como se acordasse de um sono pesado e revigorante. Fico com a sensação de que não sou o mesmo, quer dizer, continuo igual, mas um sentimento de que algo está mudado em mim. Percebo agora já bem desperto que está amanhecendo, o vento fresco deixado pela chuva que passou me abraça, a minha volta noto que algumas pessoas já estão levantando, outras apenas se mexem para ficarem sentadas, em comum alguns estão rindo e sorrindo. Me junto aos meus colegas sentando todos lado a lado. Uma pessoa convida aos que se sentirem a vontade para partilhar sua experiência para falar aos que estão ali, ou se preferir, se reunir com quatro pessoas que estão próximos a uma mesa longa para conversar de forma mais restrita. Uma jovem diz que encontrou com um santo, um outro senhor idoso relata que pode desabafar um remorso com seu avó. Algumas outras pessoas fazem relatos de sua experiência, todas parecem terem tido um noite impactante e transformadora. Nenhum do meu grupo diz nada, ficamos apenas nos olhando, mas vejo que no geral estamos todos bem, alguns parecem ter chorado mais do que outros. É oferecido um lanche leve e informado que essa Sessão está encerrada, são feitos agradecimentos e alguns avisos finais de recomendação sobre o que podemos sentir e como proceder. Algumas pessoas agora se cumprimentam, trocam abraços e apertos de mãos. Nos reunimos e seguimos para a Kombi. Noto que um dos colegas do meu grupo ainda parece estar com os olhos lacrimejando.

Já na estrada, contamos uns aos outros nossas experiências. Em comum todos relatamos que sentimos uma sensação de paz e despreocupação, desapego ou alívio sem escala. Sinto que o desafio deve ser manter esse estado metal e emocional de agora em diante. Recordo-me de que fiz alguns planos de o que fazer da minha vida, das minhas relações e o que não fazer mais. A sensação de que uma versão de mim "podre" ficou para trás me preenche. Estranhamente bem, me sinto em paz sentado na Kombi, e por algum motivo começo a meditar a música Balada do Louco como um mantra. Creio que o mais importante agora é manter esse estado de espírito. Sereno, tranquilo e de alguma forma que não sei explicar, mais livre.

FIM

Correios vai cobrar mais caro por livros pesados

Qual o peso da cultura? A agência dos Correios torna mais caro enviar livros acima de 2kg.

A notícia já foi confirmada. A partir de hoje, 14 de junho, os Correios mudaram as regras para envio de livros: títulos que pesem mais de dois quilos não poderão mais ser postados na modalidade impresso normal (exclusivo para livros), passando à modalidade PAC ou Sedex (para encomendas de produtos em geral).



A mudança encarece o frete em até 50% (PAC) e 200%(Sedex). Os mais afetados com a medida serão os leitores de fora da região Sudeste, que em alguns casos sequer contam com livrarias em suas cidades (uma triste realidade que já dura décadas). Somente em 2016, a Estante Virtual viabilizou, por meio de sua rede de livreiros, a compra e venda de mais de 1,4 milhões de livros a preços acessíveis para cidades fora da região sudeste, mas com a nova medida já se prever uma queda na venda devido o custo da acessibilidade, pois convenhamos, é beirando o absurdo você comprar um livro barato e pagar um preço que muitas vezes é o dobro do preço do livro.

Vale lembrar… 


Entendemos que a alteração na cobrança vai contra a Política Nacional do Livro (Lei 10.753 de 30/10/2003 – Capítulo IV), que estabelece tarifa postal preferencial reduzida para o livro brasileiro, como forma de estimular o incentivo a leitura. A medida já havia sido anunciada pela empresa em 2016, com restrições ainda maiores, mas foi revogada na época. O governo não vai precisar se esforçar tanto para dificultar nosso acesso a cultura, os preços já estão fazendo um ótimo trabalho.

Já não é bom, agora ficou pior.

Coisa de Leitor: Hidromel

A bebida mais antiga do mundo. O tão falado néctar dos deuses, saúde!

Homens bebem e festejam aos goles de hidromel.

Que elfo, anão, hobbit ou homem nunca ouviu falar em hidromel? É provavelmente a bebida mais narrada em histórias de Robin Hood, Merlim, Hércules e outras figuras mitológicas ou lendárias, muito recorrentemente citada em obras de J. R. R. Tolkien, George R. R. Martin, J. K. Rowling, Bernard Cornwell, Patrick Rothfuss, Christopher Paolini, Kristin Hannah, Rick Riordan, Mary Stewart e outros. Caso você tenha acabado de sair de uma caverna ou túnel temporal vou lhe apresentar essa maravilha líquida.

Hidromel é uma bebida alcoólica fermentada à base de mel e água. Consumida desde a antiguidade (aproximadamente 10 mil ano!), a fabricação é anterior à do vinho e à da cerveja. Embora muitos entendam que os egípcios foram os "criadores" da bebida por terem dominado a técnica de criação de abelhas, foram os povos da Escandinava, Normandia e antiga Germania que fizeram da bebida o que ela é hoje, sua disseminação pela Europa se deve muito aos vikings em suas expedições (valeu homens, Odin os honre!).


Na mitologia nórdica, há uma história que liga a origem do hidromel ao pacto de paz selado entre os deuses Aesir e Vanir, que para simbolizarem a paz, jogaram gotas de seus sangues em recipiente que deu origem a Kvasir, o deus do conhecimento. Este deus, contudo, acabou sendo assassinado por dois anões chamados Fjalar e Galarr que cobiçavam a sua sabedoria. Durante a noite, enquanto dormia ao pé de uma árvore, o deus foi apunhalado pelos dois perversos irmãos, tendo seu sangue sido recolhido por eles e colocado num caldeirão. Tão logo chegaram em casa, misturaram o sangue de Kvasir a uma porção de mel e o fermentaram até obter uma saborosa porção, bebida mágica que conferiria o dom da poesia, a capacidade de galantear as mulheres em público e ignorar durante certo tempo, cortes e até perfurações em combate, as vezes concedendo o dom de ver os deuses, valquírias e até fazer profecias. E assim se deu origem da bebida, que ficou conhecida também como o “néctar dos deuses”. A bebida foi ainda roubada por Odin, após uma invasão ao Reino dos Anões, levando o hidromel para Asgard para evitar que tal poder fosse usado contra os deuses.

Outros que utilizavam o hidromel eram os saxões e celtas. Durante as cerimônias religiosas, a bebida era servida por acreditarem que o hidromel possuía efeitos afrodisíacos. Durante cerimônias de casamento, as núpcias, a bebida era servida à todos e até crianças, e ofereciam aos noivos um barril de hidromel que deveria ser consumido pelos nubentes durante todo um ciclo lunar para auxiliar a fertilidade. Alguns poetas da época narram que as noivas era banhadas de hidromel para deleite dos noivos. Esse hábito deu origem ao termo “Lua de Mel”.

E agora quero dividir com vocês minha experiência pessoal com essa bebida. 


 

Adquiri recentemente dez litros de hidromel tradicional, feito na maior colônia de imigrantes alemães no Brasil, a bebida veio em um barril de carvalho branco europeu, considerada a melhor forma de armazenar e envelhecer bebidas desde a antiguidade. Me preocupei com isso pois gostaria de ter uma experiência autêntica de como Frei Tuck, Gimli ou Ragnar Lothbrok bebiam. A bebida foi armazenada há dois meses (prazo mínimo aconselhado pra emadeirar), levou cerca de três semanas e meia para ser entregue, o que acabou sendo algo bom para melhorar a experiência. Quando chegou mal pude me conter de alegria e expectativa, aguardei chegar a noite pois se recomenda apreciar a bebida numa temperatura entre 8º e 10º C não sendo indicado armazenar em geladeira. Junto com a bebida ainda veio um corno (sim o nome é esse mesmo), aquele famoso copo feito com chifre de bovinos (e diga-se de passagem excelente acabamento tanto o copo quanto o barril, valeu a pena). Higienizei o copo como recomendado, fiz até a oração e honra da bebida e SKOL!!! Simplesmente fantástica, senti uma leve mudança no humor e na sensibilidade do corpo, muito encorpada e doce lembrando um vinho tinto, o teor alcoólico (22,8%) me surpreender por não "descer rasgando" o que gostei bastante, mas requer uma atenção para não "ser pego pelo chifre". Não me permite tomar mais que considerei seguro para evitar ressaca. Logo em seguida comecei a cantar a música d'As 12 Virgens, a Festa do Hidromel e os poemas do Tolkien sobre beber. E depois disso tudo posso dizer. O que dizem por aí sobre hidromel. É tudo verdade!


Espero que tenham gostado desta postagem. Recomendo a experiência. Abraço e até a próxima!
Skol!


XII Bienal (programação)

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é sem dúvida a maior de sua história até aqui. O evento colossal terá mais de 150 escritores convidados e nada menos que 110 estandes na programação.


Durante dez dias, a Bienal Internacional do Livro do Ceará irá movimentar todo o estado. Na manhã desta quarta-feira, 5, foi divulgada toda a programação, em coletiva realizada no Centro Dragão do Mar.  O evento terá início na próxima semana e irá ocorrer de 14 a 23 deste mês de abril. O calendário traz nomes como o do escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe, que já provoca frisson no público desde as prévias divulgadas da agenda. Outros confirmados são Luiz Ruffato, Marina Colasanti, Isabel Lustosa, Eliane Brum, Daniel Galera, Lira Neto, Frei Betto, Daniel Galera, Joca Terron e Ignácio Loyola Brandão.

No total, serão 168 escritores participando da programação, além de 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes.

Um dos estandes será a Casa Vida&Arte, que terá livros da editoras Demócrito Rocha e Dummar, além de um estúdio móvel da Rádio O POVO/CBN. Na programação do espaço, haverá conversas com escritores convidados e eventos voltados para os público de pequenos leitores, como oficinas de desenho e contação de historias.

Com curadoria de Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravo, o tema do evento será "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca". A abertura, no dia 14, terá homenagem ao repentista Geraldo Amâncio e ao cordelista Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo Religare da companhia cearense de dança Edisca.

Dentro do projeto Diálogos, que será uma das janelas do evento, estarão mesas com escritores em todos os dias do evento. Entre as mesas, estão bate-papos entre Valter Hugo Mãe e Cleudene Aragão (dia 15); Affonso Romano de Sant´anna e Marina Colasanti (dia 16) e entre Daniel Galera e Joca Terron (dia 23).

Veja outros destaques da programação

Mestres da CulturaA cada dia, a partir do sábado, 15, os mestres estarão em diálogo direto com o público, em rodas de saberes e conversa abertas à participação de todos os interessados. A primeira roda irá reunir os mestres Aldenir (do Reisado, do Crato) e Zé Pio (do Reisado e do Bumba-meu-boi, de Fortaleza), com mediação do antropólogo Oswald Barroso, sob o tema "O corpo é uma festa; o coração, um templo sagrado".

Fortaleza Boêmia O icônico painel de Valber Benevides que ficava em uma parede do Cais Bar - entre a década de 1980 e o começo dos anos 2000 - estará exposto em uma seção da Bienal. Será parte da Fortaleza Boêmia. Com presença de Tarcísio Sardinha, Pardal, Heriberto Porto, Serrão, David Duarte e outros músicos, haverá um bate-papo com ex-frequentadores do Cais. Será na quarta-feira, dia 19.

Juvenil Com foco no público de jovens e adolescentes, haverá participações de Paula Pimenta, Fábrica do Mito, Leônidas, Bússola Assessoria e outros.

Serviço
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 
Quando: de 14 a 23 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará
Entrada: Gratuita



Fonte: O Povo

Bienal do Ceará anuncia lista completa da equipe

Novas informações e o que esperar para a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará? Para manhã está marcada uma coletiva geral onde toda programação e atrações serão reveladas.


Após uma saudade maior de que estamos acostumados (2 anos), a nossa querida bienal finalmente esta aí, batendo a porta. Agora à pouco o site oficial do Governo do Estado anunciou a lista de todos os envolvidos no tocante a setores e coordenação do evento. Realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, e apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontece de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza, e tem entrada franca em todas as atividades, em sintonia com a política cultural do Estado, de democratização do acesso dos cearenses à arte e à cultura. Novos autores e convidados e a programação detalhada da Bienal serão apresentados à imprensa nesta quarta-feira, em coletiva às 9h, no Auditório do Centro Dragão do Mar.

No mesmo patamar de importância dos autores e convidados do Brasil e do mundo, nossa Bienal tem uma cara de cearensidade. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente".
Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura do Estado do Ceará

Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil"
Lira Neto, coordenador da Curadoria da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. Com o tema "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca", esta nova edição da Bienal, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, da também integrada por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes  de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o país, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.

Com uma programação extremamente ampla, diversificada, ousada e que tem a qualidade por prioridade, a partir do tema que propõe itinerários por entre os acervos formados por cada pessoa e a biblioteca composta pela interação da sociedade, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos. Sempre tendo a palavra como fio condutor, mas de modo aberto a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos - infantil, juvenil e adulto - e inúmeros temas e áreas de interesse.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega à XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias: "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca".

Várias dimensões e o Ceará sempre presente

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade. Não da pra negar a cearensidade tão presente na Bienal, essa identidade mais próxima do estado e mais distante da cara business book. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente de forma é uma das poucas bienais que retrata bem todas as expressões dos escritores e da literatura estadual sem deixar de homenagear os tradicionais símbolos culturais do estado. Alem de ser uma das poucas bienais 100% gratuitas no nosso país. Muitos estão esperando que essa seja na verdade "Uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil" (estou torcendo por isso).

XII edição conta com uma equipe de peso para coordenar, organizar e gerir todo o evento durante esses 10 dias de Bienal.

Coordenação geral

Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas desde 1998.

Os curadores

Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006).

Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006).

Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço  Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância.

Coordenadores de espaços temáticos

Alan Mendonça - Café Literário
Alênio Noronha Alencar e Dane de Jade - Encontro Roda de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura
Andrea Vasconcelos - Espaço Circo
Carlos Macedo e Marcio Porto - Espaço Fortaleza Boêmia
Kelsen Bravos - Espaço Infantil
Klévisson Viana - Espaço Cordel
Rafael Limaverde e Eduardo Azevedo - Espaço de Ilustradores
Régis Freitas - Espaço Juventude

Coordenadores de Encontros

Aparecida Lavor - VIII Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias
Carlos Emílio Correa Lima - III Encontro de Periódicos Literários Brasileiros
Nixon Araújo - Encontro de Oralidade & Escritas em Língua Portuguesa
Norma Santana e Maura Isidoro - VII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará
Sarah Diva - III Salão do Professor
Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão
Vânia Vasconcelos - Encontro Letra de Mulher, Novas Páginas

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Cultura – Secult
Dalwton Moura - (85) 3101.6761 ou 98699.6524
dalwton.moura@secult.ce.gov.br

O nosso portal estará na Bienal fazendo uma cobertura completa sobre o evento para você não perder nadinha.

Contos inéditos de Dostoiévski no Brasil

Contos inéditos do grande escritor russo Fiódor Dostoiévski chegam ao Brasil em abril com tradução direta do russo. Entre eles está "Domovoi", o conto interrompido.


Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade (1846)Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874)Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877)O tritão (1878)Domovoi.
São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847), Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil (1876).
Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, e Histórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.
Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.

Fonte: Revista Cult.

"Nova" Bienal do Ceará aposta em “Bibliodiversidade”

A menos de um mês para o evento, autoridades e leitores começam a se animar para a XII Bienal

Jornalista e escritor Lira Neto é o curado da Bienal do Livro 2017.
Com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará já está quase aí. Muitos dos organizadores já a descreve como uma “nova Bienal”, guardando segredo da programação e das principais atrações, apesar de já terem sido divulgado uma grande lista de escritores convidados (que também não sabemos quais confirmaram sua vinda ao evento). Essa semana, Lira Neto (curador desta edição) e Mileide Flores (coordenadora da bienal) deram entrevista ao jornal O Povo e além de explicar a mudança (sem falar no grande adiamento) e as novidades para esta edição do evento.

Mileide Flores, a política  pública

O que chamamos de ‘nova bienal’ vem pelo conceito de como estamos enxergando o evento dentro da estrutura de livro e leitura da Secretaria de Cultura”, explica Mileide. A coordenadora esclarece que a intenção nesta edição é ligar a Bienal ao planejamento da Secult, não tratando-a como um evento por si só. “A ideia é não dissociar a Bienal do planejamento estratégico. Ela não pode ser um evento separado disso”, detalha. “A grande mudança conceitual da Bienal do Livro é essa: ela é a finalização de um grande processo, e não um processo próprio”.

Lira Neto, a bibliodiversidade da bienal

Nós teremos uma lista menor que a primeira, mas com acréscimos de autores cearenses, nacionais e inclusive internacionais. Na primeira a gente só tinha o Valter Hugo Mãe (escritor português), mas vamos ter outros agora”, afirma Lira. “Prosseguimos ainda no propósito de reforçar o que temos chamado de ‘bibliodiversidade’. Além da qualidade literária e da expressividade da obra, temos prestado atenção para conseguir contemplar negros, índios, mulheres, mostrar para os leitores um tipo de literatura que não tem grande divulgação”, completa.

Novas Ações e Efeito Bienal

Além do reforço na lista de nomes, Lira também adianta que a programação completa fortalecerá algumas programações habituais da Bienal. “Haverá a consolidação de algumas programações que fazem historicamente parte do evento, mas que nas últimas edições não tiveram a devida dimensão, como o Salão do Professor”, explica. Outro dos espaços que será valorizado é o da Bienal Fora da Bienal, que leva autores para comunidades, escolas, universidades e até cidades do interior.

“Quando a gente chega junto, a sociedade dá retorno. Voltar com a programação exterior significa voltar para os grupos de pessoas que talvez não se desloquem até o Centro de Eventos”, pondera Mileide. Lira ainda afirma que um dos autores que ficou “encantando com essa possibilidade” foi Valter Hugo Mãe. “Ele disse estar alimentando a expectativa de poder ir ao encontro de comunidades que nunca viram um escritor de perto”, conta.

A intenção da Bienal ser realizada durante o mês de abril é significativa porque nos dias do evento também é celebrado datas importantes para a literatura como o nascimento de Monteiro Lobato e o Dia do Livro Infantil, em 18 de abril, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril.

Confira lista de convidados para a Bienal clicando aqui.

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Quando: 14 a 21 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará

O nosso portal Um Filósofo na Web estará no evento fazendo uma cobertura completa sobre a Bienal, não deixe de se inscrever no nosso portal para ficar por dentro das novidades e noticias do mundo literário. 👍

Resenhas - Curtindo a Vida Adoidado, Tood Strasser

Um marco do cinema adolescente da década de 80 em uma versão primorosa para as sua estante.


Quem nunca assistiu à esse grande clássico tão reprisado na Sessão da Tarde? Quem não se levantou e requebrou sem jeito ao som da música Twist and Shout dos Beatles? Quem não queria ser Ferris Bueller?

Para comemorar os 30 anos de estréia de Ferris Bueller's Day Off (estranhamente traduzido no Brasil como Curtindo a Vida Adoidado) dirigido por John Hughes, considerado "o mestre dos filmes adolescentes dos anos 1980 a editora Gutenberg trouxe para nós a versão literária de um dos filmes mais recomendados para assistir. Confiram essa resenha fresquinha e tente não se identificar com as loucuras dessa história.

Começamos com um dia de céu azul

Acordando ao som da gritaria dos irmãos sem animo para mais uma aula chata de história, Ferris fica tentado após ouvir a previsão do tempo pelo rádio, descrevendo "céu claro com poucas nuvens e tempo perfeito". Ferris decide então que seria um crime não aproveitar um dia de primavera como esse e antes de levantar da cama bola uma grande plano para matar aula e ainda aproveitar esse dia junto dos amigos. Usando artimanhas para fingir-se de doente para que os pais o deixem ficar em casa (quem nunca fez isso?). Conseguindo enganar os pais, Ferris resolve ligar para seu melhor amigo, Cameron - este de fato doente - para que juntos possam aproveitar aquela manhã como nunca, e após conseguir tirar o amigo de casa, Ferris bola um plano para conseguir tirar sua namorada, Sloane, da escola. Após conseguir enganar o diretor com um plano pra lá de ousado (pra não dizer  absurdo), Ferris, Cameron e Sloane conseguem o tão precioso "dia de folga", onde pretendem aproveitar ao máximo cada segundo. Pois a vida é para ser vivida e segundo Ferris Bueller...

"[...] A vida passa rápido demais. E se você não parar de vez em quando para vivê-la, vai acabar perdendo o seu tempo." (Todd Strasser, p. 157)

Até aqui você pode achar que "Ah, o livro é só uma forma de alguns ganharem dinheiro, melhor assistir o filme, é a mesma coisa." Se você pensa isso está mesmo redondamente enganado, pois não somente o livro lançado pela Gutenberg é um versão do filme, como também é um estouro que escancara todo o universo de Ferris, trazendo muitos planos mirabolantes, loucos, absurdos e geniais. O livro tem as extras e as cenas cortadas muito bem encaixadas nas tramas e muitas informações adicionais como Ferris Bueller ser o irmão do meio numa família de 4 filhos! (sim, no livro ele tem 3 irmãos, e não apenas 1 irmã, como no filme), terem uma montanha de encrencas pelo caminhos que fazem o caso da Ferrari 1961 GT California parecer um grão de areia na montanha.

"Ferris percebeu que ele e Cameron basicamente tinham a mesma filosofia de vida. A diferença era que, em vez de tentar provar sua ideia por meio de equações matemáticas, Ferris simplesmente vivia. Se ele visse uma oportunidade, não deixava passar. Se ele queria se divertir, ele ia se divertir. Estatística e morte inevitável não tinham nada a ver com aquilo." (Todd Strasser, p.87)

Tanto para os fãs do celebre filme quanto para os ainda não apresentados este livro é tiro certo de hora de risos, apreensão e lembranças de bons momentos da vida. Li e recomendo o Curtindo a Vida Adoidado de Tood Strasser lançado pela Editora Gutenberg. Ah! Aliás, uma nota aos leitores: Todd Strasser é um prolífico escritor estadunidense, autor de mais de 130 romances para jovens e adolescentes e romantização de filmes, muitos deles escritos sob pseudônimos como Sanchest e T.S. Rue.

Ficha Técnica

Título: Curtindo a Vida Adoidado
Título Original: Ferris Bueller’s Day Off
Autor: Todd Strasser
Tradução: Marcelo Salles
Editora: Gutemberg
Páginas: 160
Gênero: Comédia
ISBN: 978-85-8235-379-0

Por fim: Salve Ferris!!!

Turismo e Literatura

Cursos de literatura dados nos países e locais onde as histórias se passam,  são a grande novidade da empresa PHILOS & SOPHIAS.




A ideia nasceu de um grupo de alunos que se reúnem todas as quintas feiras – em um curso chamado Os Clássicos, realizado na PUC-Rio - para um mergulho nas grandes obras da Literatura e seus diálogos com o mundo  das artes. A empresa que será inaugurada dia 14 de dezembro, no Fórum de Ipanema.

O grupo reúne médicos, engenheiros, advogados, arquitetos, empresários, designers, professores, cientistas sociais, enfim, profissionais dedicados aos mais diversos campos do saber, mas que, em comum, tinham o desejo de mergulhar filosoficamente nos universos da literatura e das artes e nas suas leituras possíveis.

Depois de quase três anos juntos e de terem visitado o sítio de Tróia, através das narrativas homéricas, o Império Romano, juntamente com Virgílio, e mesmo o Irã, o Iraque, a Índia, a China e boa parte do oriente, através do “As mil e uma noites” – o grupo propôs a professora fundir ficção e realidade e fazer com que as viagens literárias fossem também percursos reais.

A professora Sandra Guimarães então se uniu a uma das alunas, Dolores Piñero - executiva do ramo de hotelaria e turismo com mais de 10 anos de experiência no setor, e dessa união  nasceu a  proposta de unir de formas diferenciadas – através de cursos e viagens – philos & sophias, ou seja, amor e sabedoria.

VIAGENS PROGRAMADAS:

Para o ano de 2017 e 2018  já estão programadas as seguintes viagens:

O Oriente das Mil e uma noites: Viagem ao Irã, de 9 a 24 de abril de 2017 -  Uma viagem inusitada por lugares santos e cidades milenares, a partir de contos selecionados no “ Livro das Mil e uma Noites.” A ideia da viagem é confrontar a realidade histórica com o mundo ficcional.

A Rússia através do olhar de Tolstói, Dostoievisk e Tchehov, visitando palácios e lugares históricos, de 12 a 31 de julho. Deverá ser realizada visita ao Teatro de Arte de Moscou e assistir a uma peça de Tchehov. E está sendo negociada uma visita aos bastidores do Bolshoi.

Dentre as cidades presentes neste roteiro constam Melikhovo, onde se encontra a casa-museu Tchecov. Iasnaya Polyana onde Lev Tolstói nasceu e viveu a maior parte de sua vida. E ainda cinco dias na Transiberiana. Devemos ainda  passar por locais como: A Fortaleza de Tobolsk, que era um antigo presídio de passagem, até que os prisioneiros fossem para outros locais. Por lá passaram o escritor russo Fiódor Dostoiévski, o czar Nicolau II e milhares de vítimas do regime de Josef Stálin. E ainda por cidades como Omsk, onde Dostoiévski passou quatro anos nos trabalhos forçados;  Semipalatinsk que, por sua vez, foi local de cinco agonizantes anos de exílio; Kuznetsk, onde casou com sua primeira esposa e  Staraya Russa, onde por oito anos Dostoiévski, sua segunda esposa e filhos passaram seus meses de verão.

Paris é uma Festa! –esta viagem deverá ser realizada até o final de 2017, sem data marcada ainda.  A viagem vai enfocar  a criação Literária e os prazeres de Hemingway, Fitzgerald, Joyce e companhia na França dos anos 20. Será uma imersão literária acompanhada de degustação gastronômica e de vinhos. O curso será ministrado por Sandra Guimarães  e pelo Joseph sommelier e embaixador de Bordeaux no Brasil.  O curso vai gerar uma viagem a Paris, onde será realizado, entre outros, o percurso de Hemingway, e  Fitzgerald até Lyon. Na viagem, além dos principais redutos frequentados por estes escritores, faremos ainda um roteiro enogastronômico inspirado neles e totalmente fora do circuito turístico.


As demais viagens ainda não tem data marcada:

Caminho de Dom Quixote: na Espanha percorrendo as cidades da viagem do Cavaleiro da triste figura incluindo o Sul da Espanha e partes no norte da África, com a influência dos “morros” e do império otomano.

O sítio de Troia, Grécia e Itália na companhia de Homero, Virgílio e Dante: em profundo um mergulho nos arquétipos clássicos da mitologia greco-romana.

A Argentina de Borges e Cortázar: Um passeio labiríntico pela Argentina histórica.

A Colômbia e o México de Gabriel Garcia Márquez e o Peru de Vargas Llosa: A imersão em um mundo de realismos mágicos.

Tesão Literário

As pessoas se encontram tão fechadas no mundo das aparências que não chegam mais ao tesão inteligível. A sexualidade cada vez mais é percebida pela sua multiplicidade e não linearidade. Por isso vim apresentar os sapiossexuais. Indivíduos que se sentem mais atraídos por um bom papo do que um suposto corpo perfeito. Sapiossexualidade talvez você a viva sem saber. 

Fica a dica
O prefixo da palavra tem origem do latim sapien, que significa inteligência. Inclusive temos uma palavra em nosso vocabulário que já podia dar noção do que se tratava, mas infelizmente nem é tão utilizada assim: sapiência.

A sapiossexualidade é a atração sexual que uma pessoa sente pela inteligência , visão de mundo e toda a bagagem cultural de outra pessoa. É importante dizer que uma pessoa sapiossexual não se importa, portanto, com o gênero da pessoa pela qual ela está atraída. Ela sente atração pela inteligência e conhecimento que a pessoa tem, muitas vezes após ou durante uma conversa sobre livros, filmes, músicas e séries.

Os sapiossexuais ativam mais áreas do cérebro e por mais tempo.
Isso não significa que todos os sapiossexuais repudiem beleza ou não achem seus parceiros bonitos. A atração vem da inteligência, o que não elimina outros aspectos da pessoa.

A terminologia foi supostamente criada por Darren Stalder, que afirma ter inventado a expressão em 1998. O termo só pegou mesmo, no entanto, a partir de 2008, graças, em parte, à escritora erótica Kayar Silkenvoice, e tem se tornado cada vez mais comum como "quesito de busca" em país como uma popular ativa de leitores como Inglaterra, França, Argentina e outros. O próprio Albert Einstein certa vez afirmou que jamais sairia com a mulher mais sexy, se ela também não fosse a mais inteligente.

Hoje um grande número de sexólogos afirmam que a inteligencia é um requisito bem mais confiável e duradouro para se apaixonar do que a mera figura corporal. Esse tipo de comentário não agrada muito os donos de academias, mas deixa feliz pacas dos donos de sebos e livrarias. ^^


Silkenvoice afirma nunca ter feito sexo ruim. Porque ela é atraída a pessoas inteligentes, crê que essas pessoas são mais inteligentes até mesmo na cama. Elas não partem do princípio que sabem do que o outro gosta, e adoram ganhar conhecimento. Sendo assim, querem aprender o que faz o seu parceiro feliz, descobrir como tornar o sexo o melhor possível.


O livro "bebível"

Pesquisadores americanos fizeram os primeiros testes bem-sucedidos de um livro cujas páginas podem ser arrancadas e transformadas em filtro para limpar água.



O "livro bebível" é feito de papel tratado e traz informações impressas nas páginas sobre como e por que a água deve ser filtrada.

Para filtrar a água adequadamente, as páginas têm nanopartículas de prata ou cobre, que matam bactérias à medida que a água passa pelas páginas.

Os cientistas fizeram testes em 25 fontes de água contaminadas espalhadas por África do Sul, Gana e Bangladesh. Nos testes, o papel conseguiu remover mais de 99% das bactérias.

Após as filtragens, a água ficou com um nível de contaminação parecido ao da água que sai das torneiras nos Estados Unidos, segundo os cientistas. Também foram detectados níveis minúsculos de prata ou cobre na água filtrada, mas dentro do considerado seguro.

Os resultados da experiência foram apresentados no 250º Encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston, nos Estados Unidos.



Teri Dankovich, pesquisadora em pós-doutorado da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, desenvolveu e testou a tecnologia durante vários anos, trabalhando com a Universidade McGill, no Canadá, e, depois, com a Universidade da Virgínia.


"(O livro) É voltado às comunidades de países em desenvolvimento", disse Dankovich à BBC, acrescentando que 663 milhões de pessoas no mundo todo não têm acesso a água potável.


Coisas de Leitor: Gírias de Leitores

Assim como toda tribo tem suas gírias e termos próprios, nós leitores também temos. Mas nunca nosso vocabulário aumentou tanto quanto nos últimos dez anos. Antes só tínhamos o memorável "rato de biblioteca" ou "bicho-dos-livros". Mas com a nova explosão literária em quem vivemos hoje com a possibilidade de obras e coleções inteiras traduzidas em instantes e com os livros virtuais não tinha como atualizar nossos termos  palavras.

Para os leitores e leitoras sem noção eis o básicão das nossas gírias.

Angst
Histórias escritas por fãs que exploram o sofrimento emocional dos protagonistas de suas obras favoritas.

Bookself
Turnê ou revisão do leitor pelos títulos da sua prateleira. Normalmente eles varrem a câmera ao comentar off alguns dos títulos favoritos da sua biblioteca particular.

BookQuiz
ou BookQuest
Jogos, questionários, memes ou livros literários desafios concebidos para aprofundar o conhecimento de certos títulos relacionados.

Booktrailer

Vídeos compostas por sequências (gravadas com ou sem atores), configurações de musicais, imagens fixas e todos os tipos de efeitos, semelhantes aos realizados para promover o filme antes de seu lançamento. Com eles, queremos chamar a atenção e interesse do leitor sentir os aspectos mais atraentes dos próximos desenvolvimentos. Também chamado de bookmovies , muitas vezes feitas por editores responsáveis pelo livro ou ebook . Podemos encontrar alguns dos qualidade comprovada em sites como bookmovies.tv

Booktuber
Os leitores que usam comunidade de vídeo YouTube para clipes, conta simples ou em casa, que falam sobre os livros que lêem. O fenômeno é especialmente popular entre as mulheres jovens. Worth busca on-line e ver alguns exemplos. Alguns já ultrapassou meio milhão de assinantes ...

Booknerd, Boockaholic ou Bookmaníaco
Fã apaixonado dos livros ou totó literário. Normalmente Amante de resolver testes em leitura e personagens principais do mesmo.

Bruxo
Normalmente referente a saga Harry Potter, porém, hoje é mais comum usar uma referencia as Casas de Howgarts, ex: Eu sou um Sonserino ^^

Canon

Lista autores que os leitores se tornaram novos clássicos da literatura infantil.

CosBook
Cosplay e Cosplayer. Grupos de fãs usando elementos representativos, geralmente trajes de sua literatura ou história em quadrinhos favorita (na maioria das vezes a manga japonesa) caracteres. É normal encontrar cosplayers em salas e festivais de literatura em quadrinhos de qualquer cidade da fantasia.


Creepy
Histórias sombrias e sinistras. É um termo ligado a Creepypastas , contos e lendas urbanas que circulam horror internet, escrito com todos os tipos de recursos para impressionar ou surpreender o leitor.

Crossover
Tem um duplo significado. Por um lado, refere-se à interação de personagens e histórias de diferentes lugares que, em princípio, não têm nada em comum (nos quadrinhos há vários exemplos famosos, tais como sindicatos personagens que fizeram Marvel e DC). Além disso, o termo livros de cruzamento abrange todos os títulos que ou são direcionadas para um jovem ou adulto público, seja de propósito ou não. Da mesma forma, nós chamamos escritores de crossover que publicam autores para todos os públicos (Lorenzo Silva, Fernando Marias, Cuidados com o Santos ...); e cruzamento caminhos para os "lugares comuns", através do qual uma história pode alcançar ambos os públicos.

Cliffhanger
Recurso literário usado pelo escritor de montagem, geralmente no final do último capítulo da obra, tendo um relacionamento fragmento ou a manutenção em uma outra parcela. Forneça suspense suficiente como para os leitores interessados na próxima parte. Pode ser uma ação, uma frase, uma questão em aberto ... é amplamente usado em sagas da literatura infantil.

Drabble
Obras literárias de ficção curta, em teoria não mais do que 100 palavras, embora chamado a menos de 500 palavras.

Distopia
Descrever mundos imaginários em que as contradições dos discursos ideológicos são tomadas para as suas consequências mais extremas. Eles são inspirados por nossa realidade atual e fantasiar sobre as possíveis conseqüências dos vários estilos sociais existentes (quase sempre injusto, desigual e trauma sistemas). É o oposto de utopia. Hoje é um dos subgêneros mais-trabalhou Literatura. Após o sucesso que deveria títulos como The Hunger Games , divergentes ou há muito tempo, V de Vingança , o Yalsa prenuncia um ciclo longo, uma vez que já teve de vampiros ou magos. É uma boa oportunidade
de recuperar títulos emblemáticos de todos os tempos, de Bradbury Huxley para Orwell completamete.

palavra relacionada lá fanboy e fangirl . Seguidores de um escritor / AO romance protagonista particular, história em quadrinhos ... são quase sempre associadas com a coleta e até mesmo fazem fronteira com obsessão .

Fandom
A palavra é derivada do Fanatico Unido (United Fan). Sites ou textos criados por grupos de fãs para um escritor ou caráter, especialmente ligados à literatura de fantasia. Harry Potter e outros personagens da série tem uma lista grande. Quando você desenvolve uma série de conteúdos que mantêm uma ligação com o trabalho original, e pode funcionar como uma mensagem publicitária, falando sobre fan advertising.

Fanfic
"O Senhor dos Anéis" Fan Fiction também chamado Fanfic ou Fic, os leitores são histórias escritas por fãs, em que personagens, situações e ambientes descritos são utilizados na história original, combinados com outros inventados por eles, ou novos papéis para aparecer no jogo desdobrar inicial.

Fanon
Também chamado headcanon, são as teorias (às vezes louco, às vezes engenhoso) que surgem nas criações feitas por fãs ( F anfics ).

Fluff
Morno e distorcido Sentimento (WAFF) Stories corte romanticon eles geralmente acabam bem. Projetado para dar "inofensivas" leitores de satisfação dispostos a sofrer .

Animal
Seguidor extravagante, raras ou incondicional de um autor, gênero, título ou personagem pessoa. O termo evoluiu a partir do seu conceito inicial, podemos dizer que, mesmo desdenhosa, tornando-se um carinho.

Geek
Intimamente relacionado com o conceito de nerd que aquelas pessoas estão muito interessados em tecnologia, a introdução de todos os tipos de dispositivos em suas vidas diárias.

Genderbend
expressão muito popular no mundo dos quadrinhos japoneses. É o alter ego de uma pessoa, mas do sexo oposto.

Goodreads
É uma rede social para os leitores amplamente utilizados pelos jovens que podem pensar e tomar votos em todos os livros que foram ler, escrever comentários ou encontrar recomendações de outros usuários de acordo com os nossos gostos pessoais.

Idhunita
Apoiantes incondicionais de escritor de literatura de fantasia Laura Gallego ou sua saga memórias Idhún . Participar de fóruns, redes sociais, rosto, papel dinâmico, conhecer todos os segredos das reuniões de trabalho e, é claro, tem o jogo de tabuleiro. Ainda ativo, apesar do tempo que passou desde que a coleção foi publicado.

Longseller
Livro vendeu muito, parece sair do estilo e mantidos em livrarias por um longo período de tempo do que o habitual. Eles são best-sellers de sobreviver muito tempo e modas. Exemplos notáveis são na sexta à noite , Jordi Sierra i Fabra Idhun memórias de Laura Gallego, O Nome da Rosa, Umberto Eco, Capitão Alatriste, Perez Reverte; ou O Senhor dos Anéis, Tolkien.

Meme Literário

Virais, piadas sobre escritores, cartunistas, personagens fictícios ou obras literárias que são disseminadas on-line através de redes sociais, blogs, e-mails ... podem ser vídeos, imagens retocadas, hashtags , frases ...

Narniano
Fã de As Crõnicas de Nárnia


Olimpiano ou Semi-deus Fã de Parcy Jackson

One-Shot
Obras literárias autoconclusivas (um amplamente utilizados no mundo dos quadrinhos, no entanto, não existe na palavra SAR) destinados a serem consumidos de uma só vez, sem a possibilidade de continuação. Um fenômeno particularmente comum em histórias em quadrinhos americano e do mangá japonês.

OTP
Ocrônimo para um emparelhamento verdadeiro , poderia ser traduzido como o casal real . Ele é usado para descrever aquelas combinações de atores "destinados a ficar juntos," os duetos favoritas de fãs e escritores. Este termo está intimamente ligada à chamada transporte .

Page-turner
Com ele nós nos referimos a essas obras que produzem dependência, textos que envolvem o leitor de uma forma que não pode parar de ler até que ele atinja o seu capítulo final.

Postureo
Embora também seja uma expressão espanhola, no valor incluído nesta lista. Podemos defini-lo como essa atitude é escrever, ou contar através de um vídeo sobre questões bem visto na comunidade de leitura, tendo o cuidado de expor e influência especialmente nas áreas que "eles querem ouvir," se dar
bem com todos os tipos de usuários, embora o protagonista não conhecem em profundidade.

Potterhead
O Pottemore, é o ventilador total da saga Harry Potter. Geralmente tem todos os materiais publicados neste personagem (filmes, livros, cartazes e até mesmo varas ...); em comunidades virtuais como o Pottermore são partidários também orientam suas vidas de alguns dos valores descritos na história do bruxinho.

Point of View (POV)
A influência clara do mundo dos videogames. Literalmente significa Ponto de Vista . Trabalha em uma dada situação através dos olhos de um dos personagens é explicado e pode ser combinado com os dos outros. Um trabalho vampiro , cujo nome não me lembro, usá-lo em seu posfácio ao terceiro.

Prequel
Outra neologismo derivado do Inglês, neste caso prequel, é uma obra cuja história centra-se sobre os eventos que ocorrem antes que a história inicial. Como as consequências, estes podem ou não ser baseado no mesmo quadro que o trabalho principal e explicar a base que conduziram aos
acontecimentos posteriores.

Procrastinar
Outro termo do nosso vocabulário Eu também queria incluir a ser usado por youtubers mais populares. Nós muitas vezes piada sobre as atividades que eles deveriam estar fazendo em vez de falar necessariamente sobre livros ou outros assuntos que são apaixonadas, e descreveu esta acção por este nome. É, portanto, adiada novamente e novamente as atividades essenciais, algo muito
característico da adolescência e que todos nós já praticado.

Trovador
Leitor que costuma contar uma novela, história em quadrinhos ou parte de uma história que tem
impressionado nós, nas nossas próprias palavras, em um tom muito coloquial.

Noivo ou Noiva
Envolvimento em um romance entre dois dos personagens que fazem parte de uma obra de ficção. É filiado reflexões de grupo geralmente redes sociais. Entre os casais fantasiosas e hipotéticos seguidores imaginar, encontramos alguns até mesmo sugerido pelo próprio, outros impossível, mas desejado por fãs, e muitos (muito) escritor com propósito humorístico. Leitores carregadores geralmente artes amadores romântico fantasia.

Lateral-Story (história paralela)
Fanfics criados a partir de personagens originais de um autor. Eles contam sua própria história e as questões relativas às relações com os outros jogadores. Sua função é geralmente explicar detalhes que não são esclarecidas no romance ou comic.

Spin off
Fenômeno popular entre séries de televisão. Envolve o início de uma nova ficção estrelado por personagens já conhecidos para participar de uma anterior. Por exemplo Frasier foi um spinoff de elogios na TV. croquetes e wasaps é grapefruit e limão em literatura infantil.

Spoiler
A palavra mais temidas pelos leitores quando procuram novas recomendações. Este termo piadas contínuas são feitas e há mesmo seções específicas. É só que a ação para revelar alguns detalhes importantes da trama para desmantelar as possíveis surpresas que o escritor oferece aos leitores sobre o curso da história. Você pode literalmente ser traduzido como "estragar", "arruína" ou "gut".

Etiquetas, rótulos ou marcadores

Palavras-chave que atribuímos aos nossos posts de blogs, redes de microblog, vídeo e comunidades sociais através do qual nós somos a favor localizar conteúdo relacionado através de seu navegador.

Por exemplo, se fizermos um comentário sobre A Ilha Misteriosa , podemos atribuir como tags "Stevenson", "Ilha Misteriosa", "Classics" ou "Jim Hawkins" (o protagonista). É necessário observar as palavras que usamos.

LéDiS ou lista de desejos
Leituras são todos aqueles que compõem a lista de desejos ou desejos , que tem excelente leitura e se acumulam na prateleira. Assim nós incentivamos outros leitores de navegar e interessados nos mesmos títulos que temos selecionados como "próximos romances"

Torcedor
Leitor que fica na esperança de tudo acabar com reviravoltas inesperadas em livros ou filmes. Incluindo mortes, ressurreições, viagens temporais e coisas mágicas.


Universo Alternativo (AU)

O fenômeno da ficção de fã. Ele consiste em recriar uma história com personagens originais mover a ação para um espaço / tempo real diferente.
Vlog e Vlogger
Ao contrário do blog e blogueiros , estes termos referem-se aos registros virtuais é exclusivamente composto por vídeos, com pouca informação escrita, e as pessoas que escrevem, ficha e estrelado por esses clipes.

Wattpad
Um dos aplicativos mais utilizados pelos jovens. Através desta comunidade leitores adolescentes pode baixar romances autores inéditos, histórias Fanfic e até mesmo compartilhar seus primeiros trabalhos com outras pessoas da mesma idade, se eles gostam de escrever. A plataforma popular entre os estudantes do ensino secundário, é interessante para gostos atuais e siga escritores emergentes.

Whovian
Palavra que se refere a qualquer um fã da série Doctor Who , uma produção britânica de grande sucesso que tem o recorde do Guinnes por ser a mais longa na história da televisão. Quase todos os seguidores de uma saga literária ou título emblemático (geralmente best-sellers ) têm o seu próprio nome, este é apenas um pequeno exemplo.

Wrap
Up é usada para descrever esses livros lidos em um mês pelo gerente dos vídeos. Normalmente, uma lista dos mesmos é feita com um tempo breve na tela.



Nossa língua não é pior hoje do que ontem, mas mais prática. À medida que o mundo em que vivemos. Você pode saber todas essas expressões, comuns na linguagem usada ao em falar sobre livros, esses termos nos ajudam a compreender melhor os seus gostos e interesses, e promover a elaboração de atividades melhores e mais interessantes que captam a atenção de um grupo especifico de leitores.

A lista, claro, é aberto a contribuições livres que todos vós se somam.