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XII Bienal (programação)

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é sem dúvida a maior de sua história até aqui. O evento colossal terá mais de 150 escritores convidados e nada menos que 110 estandes na programação.


Durante dez dias, a Bienal Internacional do Livro do Ceará irá movimentar todo o estado. Na manhã desta quarta-feira, 5, foi divulgada toda a programação, em coletiva realizada no Centro Dragão do Mar.  O evento terá início na próxima semana e irá ocorrer de 14 a 23 deste mês de abril. O calendário traz nomes como o do escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe, que já provoca frisson no público desde as prévias divulgadas da agenda. Outros confirmados são Luiz Ruffato, Marina Colasanti, Isabel Lustosa, Eliane Brum, Daniel Galera, Lira Neto, Frei Betto, Daniel Galera, Joca Terron e Ignácio Loyola Brandão.

No total, serão 168 escritores participando da programação, além de 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes.

Um dos estandes será a Casa Vida&Arte, que terá livros da editoras Demócrito Rocha e Dummar, além de um estúdio móvel da Rádio O POVO/CBN. Na programação do espaço, haverá conversas com escritores convidados e eventos voltados para os público de pequenos leitores, como oficinas de desenho e contação de historias.

Com curadoria de Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravo, o tema do evento será "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca". A abertura, no dia 14, terá homenagem ao repentista Geraldo Amâncio e ao cordelista Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo Religare da companhia cearense de dança Edisca.

Dentro do projeto Diálogos, que será uma das janelas do evento, estarão mesas com escritores em todos os dias do evento. Entre as mesas, estão bate-papos entre Valter Hugo Mãe e Cleudene Aragão (dia 15); Affonso Romano de Sant´anna e Marina Colasanti (dia 16) e entre Daniel Galera e Joca Terron (dia 23).

Veja outros destaques da programação

Mestres da CulturaA cada dia, a partir do sábado, 15, os mestres estarão em diálogo direto com o público, em rodas de saberes e conversa abertas à participação de todos os interessados. A primeira roda irá reunir os mestres Aldenir (do Reisado, do Crato) e Zé Pio (do Reisado e do Bumba-meu-boi, de Fortaleza), com mediação do antropólogo Oswald Barroso, sob o tema "O corpo é uma festa; o coração, um templo sagrado".

Fortaleza Boêmia O icônico painel de Valber Benevides que ficava em uma parede do Cais Bar - entre a década de 1980 e o começo dos anos 2000 - estará exposto em uma seção da Bienal. Será parte da Fortaleza Boêmia. Com presença de Tarcísio Sardinha, Pardal, Heriberto Porto, Serrão, David Duarte e outros músicos, haverá um bate-papo com ex-frequentadores do Cais. Será na quarta-feira, dia 19.

Juvenil Com foco no público de jovens e adolescentes, haverá participações de Paula Pimenta, Fábrica do Mito, Leônidas, Bússola Assessoria e outros.

Serviço
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 
Quando: de 14 a 23 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará
Entrada: Gratuita



Fonte: O Povo

Bienal do Ceará anuncia lista completa da equipe

Novas informações e o que esperar para a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará? Para manhã está marcada uma coletiva geral onde toda programação e atrações serão reveladas.


Após uma saudade maior de que estamos acostumados (2 anos), a nossa querida bienal finalmente esta aí, batendo a porta. Agora à pouco o site oficial do Governo do Estado anunciou a lista de todos os envolvidos no tocante a setores e coordenação do evento. Realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, e apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontece de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza, e tem entrada franca em todas as atividades, em sintonia com a política cultural do Estado, de democratização do acesso dos cearenses à arte e à cultura. Novos autores e convidados e a programação detalhada da Bienal serão apresentados à imprensa nesta quarta-feira, em coletiva às 9h, no Auditório do Centro Dragão do Mar.

No mesmo patamar de importância dos autores e convidados do Brasil e do mundo, nossa Bienal tem uma cara de cearensidade. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente".
Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura do Estado do Ceará

Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil"
Lira Neto, coordenador da Curadoria da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. Com o tema "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca", esta nova edição da Bienal, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, da também integrada por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes  de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o país, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.

Com uma programação extremamente ampla, diversificada, ousada e que tem a qualidade por prioridade, a partir do tema que propõe itinerários por entre os acervos formados por cada pessoa e a biblioteca composta pela interação da sociedade, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos. Sempre tendo a palavra como fio condutor, mas de modo aberto a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos - infantil, juvenil e adulto - e inúmeros temas e áreas de interesse.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega à XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias: "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca".

Várias dimensões e o Ceará sempre presente

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade. Não da pra negar a cearensidade tão presente na Bienal, essa identidade mais próxima do estado e mais distante da cara business book. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente de forma é uma das poucas bienais que retrata bem todas as expressões dos escritores e da literatura estadual sem deixar de homenagear os tradicionais símbolos culturais do estado. Alem de ser uma das poucas bienais 100% gratuitas no nosso país. Muitos estão esperando que essa seja na verdade "Uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil" (estou torcendo por isso).

XII edição conta com uma equipe de peso para coordenar, organizar e gerir todo o evento durante esses 10 dias de Bienal.

Coordenação geral

Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas desde 1998.

Os curadores

Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006).

Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006).

Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço  Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância.

Coordenadores de espaços temáticos

Alan Mendonça - Café Literário
Alênio Noronha Alencar e Dane de Jade - Encontro Roda de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura
Andrea Vasconcelos - Espaço Circo
Carlos Macedo e Marcio Porto - Espaço Fortaleza Boêmia
Kelsen Bravos - Espaço Infantil
Klévisson Viana - Espaço Cordel
Rafael Limaverde e Eduardo Azevedo - Espaço de Ilustradores
Régis Freitas - Espaço Juventude

Coordenadores de Encontros

Aparecida Lavor - VIII Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias
Carlos Emílio Correa Lima - III Encontro de Periódicos Literários Brasileiros
Nixon Araújo - Encontro de Oralidade & Escritas em Língua Portuguesa
Norma Santana e Maura Isidoro - VII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará
Sarah Diva - III Salão do Professor
Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão
Vânia Vasconcelos - Encontro Letra de Mulher, Novas Páginas

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Cultura – Secult
Dalwton Moura - (85) 3101.6761 ou 98699.6524
dalwton.moura@secult.ce.gov.br

O nosso portal estará na Bienal fazendo uma cobertura completa sobre o evento para você não perder nadinha.

Novo Ensino Médio mata Literatura

A Literatura sumiu das grades curriculares do Ensino Médio. Quem procurar, vai encontrá-la nas aulas de Língua Portuguesa na qual está agora integrada. Embora continue sendo um conteúdo, perdeu o posto de disciplina com ementa própria, recebendo apenas uma espanada leve.


Organização curricular do ensino médio nas escolas da Rede Estadual na modalidade do EM excluiu da grade a disciplina de literatura, que será integrada ao ensino de língua portuguesa no ano letivo de 2017. Uma das justificativas para a mudança é a necessidade de as escolas de todo o Brasil irem se adequando à reforma do Ensino Médio. A proposta de reestruturação nacional ainda não foi homologada pelo Ministério da Educação (MEC), mas mesmo assim é a referência.

Sobre essa antecipação, o técnico da SED, Joselei Ortiz, argumenta que “o documento [da reforma] provavelmente será fechado este ano” e que a integração “busca garantir os conhecimentos básicos que os estudantes devem desenvolver, conforme as novas diretrizes”. Ele explica que a Literatura era oferecida como “disciplina a mais” nas escolas da rede estadual local e que sua oferta já não era obrigatória como disciplina única, a Base Nacional Comum Curricular exige apenas que ela seja ensinada.

O que algumas instituições estão fazendo também é a inclusão da disciplina de Redação, claro visando aumentar o resultado de seus alunos no Enem, o que não é ruim a curto prazo, mas a longo prazo pode significar o fim completo da chance dos alunos de terem um contato maior e mais próximo com nossa memória literária. Teremos grandes redatores (nenhum problemas se o que queremos é uma população de redatores e jornalistas), mas desprovidos de boa parte de nosso patrimônio intelectual.

A mudança não foi discutida com a população, e surpreendeu até alunos e professores. A doutora em Literatura, professora universitária e escritora, Lucilene Machado, a desaprova. “É um retrocesso. Estávamos, nos anos anteriores, lutando para que a carga horária atribuída às literaturas fosse acrescida, já que está provado que ela contribui para o melhor entendimento de todas as outras disciplinas. Dizer que a literatura será ministrada dentro da língua portuguesa é para enganar quem não tem noção sobre o assunto”.

Para Lucilene Machado, ela não pode se dissociar das aulas de Língua Portuguesa porque sempre será necessária a introdução de textos literários para a aprendizagem estrutural da língua. Ainda assim, acredita que o ideal é que como uma disciplina à parte, para humanizar os estudantes e ensinar a pensar.

“Eu, como professora de Literatura, faria o contrário, colocaria as aulas de língua portuguesa dentro das aulas de Literatura. O que é mais interessante: aprender usar a gramática ou aprender a pensar? É certo que as duas são importantes, mas pensar é primordial”.

O que você acha dessa mudança? Sua escola ainda tem a disciplina de Literatura? O que você está lendo?

Os mais famosos professores da literatura

Aproveitando o ensejo (e a total falta de sono) resolvi aproveitar este momento para listar aqui os 10 mais famosos professores da literatura, passando por vários estilos, gêneros e épocas literárias. Vejamos aqui...


1. Robert Langdon


Professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade de Harvard ocasionalmente acaba entrando em tramas e conspirações para lá de perigosas, mexendo com sociedades secretas, símbolos misteriosos, enigmas desafiantes e aventuras frenéticas de tirar o fôlego dos leitores.

2. James Moriarty

Essa lista é dos melhores, isso não quer dizer que sejam os "bonzinhos". Certamente um dos mais famosos e misteriosos personagens da literatura, muita pouca coisa sabe-se sobre ele além de ser um gênio do crime muito perigoso com talentos matemáticos, físicos, astronômicos, lógicos e diplomáticos, é maior inimigo de Sherlock Holmes, à quem descreve como o " Napoleão do crime".

3. Humbert Humbert

Tudo bem que talvez muitos professores possam não gostar de sua inclusão na lista, mas o fato é que o professor de poesia francesa no romance Lolita é um dos personagens mais polêmicos da literatura, e certamente um dos professores mais lembrados no mundo dos livros, que não teria como deixá-lo de fora desta seleção. Além disso a formação psicológica do personagem é útil para abordarmos situações delicadas mas ainda contemporâneas como a sexualidade.


4. Sabino Von Fígaro

Na série fantasia de Dragões de Éter (que recomendo demais a leitura) o excêntrico cavalheiro e professor de História Real do Saber, além de ser metido a detetive parece ter um parafuso a mais.

5. Alvo Dumbledore

Claro que não poderia faltar um cara desse calibre. Eis aí muito provavelmente o professor e diretor de escola que toda a geração de fãs de Harry Potter gostaria de ter. Foi professor de Transfiguração e mais tarde Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, alias, o melhor diretor que ela já teve. (ah, e aqui Dumbledore representa os demais professores da série! De todos Snape e Lupin são meus favoritos).

6. Otto Lidenbrock

Professor de mineralogia possui vasto conhecimento, o suficiente para jogá-lo numa viagem fantástica ao centro da terra. Rigoroso e dedicado, é um dos grandes personagens que encarnam o papel do professor durão, mas que tem muito a ensinar aos seus pupilos.

7. Lucy Snowe

Professora criada por Charlotte Brontë dá aulas numa escola privada para meninas, onde conhece e se apaixona por um médico.

8. Srta. Honey

Uma professora simpática e engajada capaz de reconhecer os talentos de seus alunos, como no caso de Matilda, uma criança certamente diferente das outras.

9. Professor Josué

Poeta, e sem grandes recursos, o professor no romance Gabriela Cravo e Canela de certa forma representou a dificuldade da educação àquela época servindo como fonte para discussão e crítica social de sua época.

X. Charles Xavier

O fundador, diretor e professor do Instituto Para Superdotados é um dos personagens mais famosos dos quadrinhos e também consta com um personagem literário. Dotado de podere telepáticos e de um forte senso moral, acredita que humanos e mutantes podem se dar bem juntos.




E então? O que acharam desta lista, gostaram? Tem algum outro mestre que você gostaria de adicionar nessa lista? Deixe seu comentário e até a próxima!

Pesquisas traçam perfil do leitor brasileiro

Afinal de contas, qual é a cara do leitores brasileiros nos tempos agitados e dinâmicos desta década?




Recentemente foram divulgadas varias pesquisas sobre o perfil do leitor brasileiro nos últimos anos, alguns dados parecem serem contraditórios ou discarem entre sim, mesmo assim os sinais que pretendem delinear os hábitos de leitura em nossa sociedade são claros o suficiente para vermos o quanto ainda estamos estagnados em relação ao que já deveríamos ter alcançado em cultura de leitores. Confira o resultado das pesquisas:



A PESQUISA



Houve um leve aumento no número de leitores no Brasil nos últimos quatro anos: eram 50% da população em 2011 e 56% (104,7 milhões de pessoas) no ano passado. Mas a literatura está longe de ser o formato preferido no país: 54% dos alfabetizados não lê romances, contos e poesias por vontade própria. Os dados são da quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro. Foram ouvidas 5.012 pessoas com idades a partir dos cinco anos foram entrevistadas, em todo o país, sobre seus hábitos e motivações de leitura.

O Ibope considera leitores os que leram ao menos um livro, inteiro ou em partes, nos últimos três meses. Quem não se enquadra nesse requisito é considerado não leitor, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

Jornais físicos e digitais lideram o ranking dos tipos de materiais mais procurados: 17% os leem todos os dias, enquanto a literatura atinge 9% da população diariamente, atrás ainda de revistas e livros não-literários.

A quantidade de livros lidos por ano no país aumentou de 4, em 2011, para 4,96 em 2015 -2,43 terminados e 2,53 em partes.

O número aumenta conforme a escolaridade (10,87 para os entrevistados com nível superior) e a renda familiar (11,28 para mais de dez salários mínimos). O hábito da leitura também é maior entre estudantes (9,38 livros por ano), sobretudo devido a títulos indicados pela escola e didáticos.

A Bíblia é o livro mais lido no Brasil e aparece também nas listas de última obra lida e de títulos mais marcantes.

Não leitores


É de 44% a parcela da população considerada não leitora no Brasil. Em 2011, eram 50%. Esses apontam a falta de tempo como o maior motivo para não ter lido nos últimos três meses. Em sua maioria, eles são homens (48%), com 70 anos ou mais (73%), das classes D e E (60%), com renda familiar até um salário mínimo (52%) e moram na região Sul do Brasil (50%).

Setenta e quatro por cento dos entrevistados disseram não ter comprado livros nos últimos três meses -30% da população nunca comprou um livro.

Leitura do celular


O Ibope também pesquisou a popularidade dos livros digitais no país. Entre os considerados leitores, 34% já leram títulos digitais. Na população em geral, 41% já ouviu falar do formato -em 2011, era 30%.

Chama atenção, no estudo, a principal ferramenta utilizada para ler obras na internet: 56% usam smartphones, enquanto aparelhos desenvolvidos especialmente para a atividade, como Kindle e Kobo, atingem só 4% dos leitores digitais.

Na web, agora sim, títulos literários são os mais consumidos (47% dos que já leram livros digitais), seguidos por técnicos (33%) e escolares (21%). O número de leitores digitais que pagam por download de títulos também teve um leve crescimento, de 13% em 2011 a 15% no ano passado.

Jovens salvam o mercado



E um dado interessante: aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos — de 53% em 2011 para 67% em 2015. A pesquisa não aponta os motivos, mas Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores, disse que o boom da literatura para esse público pode ter ajudado. Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Aos não leitores, perguntaram sobre as razões para não terem lido nada nos três meses anteriores à pesquisa e as respostas mais frequentes foram: falta de tempo (32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência (13%), prefere outras atividades (10%), dificuldades para ler (9%), sente-se cansado para ler (4%).

Aumento da escolaridade


De acordo com os responsáveis pela análise, o aumento da escolarização pode ajudar a explicar o aumento dos entrevistados considerados leitores: o percentual de analfabetos ou de pessoas que não frequentaram escola formal caiu de 9%, em 2011, para 8%, em 2015. Por outro lado, em 2011, o número de entrevistados que não estudavam era de 68% e, em 2015, passou para 73%.

O aumento na escolaridade foi percebido no aumento do total de entrevistados que declarou ter ensino superior, dado que subiu de 10% em 2011 para 13% no ano passado. Também houve aumento no ensino médio, de 28% para 33%.

Os dados apresentados pelo Instituto Pró-Livro apontam que, quanto maior o nível de escolaridade, menores são as proporções de motivações de leitura ligadas à “exigência escolar” ou a “motivos religiosos” e, maiores são as menções a “atualização cultural ou de conhecimento geral”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não é de hoje que posto crísticas aqui a respeito da postura que o Estado (como toda a Federação) tem adotado uma postura de total descaso com o incetivo à leitura. Você pode até alegar que existem programas e recursos que destinam milhões em verba para o insensitivo da leitura em jovens e adolescentes, mas enquanto as "autoridades" continuarem sucateando as bibliotecas públicas, empurrando professores ineptos para cuidar de acervos escolares ou ainda pior, fechando as bibliotecas escolares, teremos um longo caminho a percorrer para apresentar verdadeiramente a leitura para nosso país.

Educação em Magia


Sendo uma das séries literárias e franquias cinematográficas de maior sucesso, Harry Potter é bem mais que a história de uma menino órfão com poderes mágicos perseguido por um terrível vilão. Para os que apenas assistiram os filmes geralmente se interessam pelos efeitos especiais, nunca conheceram a fundo o mundo da magia que é apresentado apenas nos livros de J. K. Howling.

Uma das coisas mais fascinastes na história de Harry Potter é a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, lugar onde se passa praticamente toda a trama do personagem. O que só os leitores sabem é que Hogwarts não é um lugar de brincadeiras, ilusionismo e truques bobos de trouxas. A educação em Hogwarts é coisa séria, tão séria que seu sistema educacional segue o mesmo estilo curricular que as escolas mais caras e prestigiadas da Europa. Não entendeu?

A Carta de Admissão

 


Hogwarts não é uma escola pública como no Brasil, mas tão pouco é uma instituição particular. É mantida por doações de bruxos renomados que agem como filantropos, por impostos de produtos educacionais e em pequena parte pelo Ministério da Magia. Dito isso é preciso entender que não são todos os bruxos que recebem uma carta de matricula. Alguns casos precisam ser aprovados pelo Conselho da escola, outros pelo diretor.

Sistema Educacional


Eu como todo mundo, já imaginei como seria legal aprender alguns feitiços, encantos e azarações pra azucrinar algumas pessoas, mas lá não tem internet onde você pode ficar sabendo do conteúdo das séries avançadas sem antes terminar sua série atual. O sistema educacional em Hogwarts é dividido em três partes, sendo 5 anos de educação básica obrigatória, 2 educação vocacional apenas para quem completa a educação básica e um a dois anos de especialização apenas para os que completam a educação vocacional. O sistema é integral como maioria das escolas europeias são, os alunos tem aulas pela manhã e pela tarde e algumas horas livres de lazer, depois do jantar devem se recolher aos dormitórios, cada dormitório segue a mesma regra inglesa, 5 alunos por dormitório.

Disciplinas


Como toda escola tem suas disciplinas, com Hogwarts não poderia ser diferente. Porém aos contrário do que os estudantes brasileiros do EF e EM estão acostumados, as disciplinas na escola de magia estão divididas em duas categorias, Obrigatórias e Opcionais.

As Obrigatórias formam a educação básica de um bruxo "padrão", são elas: Poções, Feitiços, Historia da Magia, Defesa Contra as Artes das Trevas, Herbologia, Transfiguração, Duelos e Vôo, são dadas do 1° ano ao 5º ano.

As Opcionais são: Adivinhação, Trato das Criaturas Mágicas, Astronomia, Estudo dos Trouxas, Runas Antigas e Aritmância, para alunos do 6º e 7º anos.

As especializações só são realizadas quando cumpridas integralmente as necessidades curriculares das duas primeiras partes, e possibilitam o cursista uma pós-graduação em alguma área de sua predileção.

Provas e Exames


Olha se os alunos do ensino básico reclama de estudar não sabem o que passam os alunos de Hogwarts, pra começar a estupida pergunta de ignorante repetida e plicada em nossas salas de aulas "a resposta é quantas linhas?" jamais faria sentido, uma vez quem em Hogwarts se usam pergaminhos limpos, nem por isso as tarefas são simples, pois muitas vezes durante a leitura nos deparamos com professores que cobrar dois rolos de pergaminhos como respostas,outras vezes pedem respostas de 30 ou 40 cm. Ainda tem as provas semestrais que deixam alguns alunos (os dedicados e os preguiçosos) em pânico). Mas até isso é a parte fácil dos estudos, a parte difícil mesmo são os exames N.O.M.'s e N.I.E.M's.

N.O.M.'s é a sigla para Níveis Ordinários da Magia. São os exames que os estudantes de Hogwarts realizam ao final do quinto ano. Os alunos escolhem, além das matérias Obrigatórias (Poções, Defesa Contra as Artes das Trevas, Herbologia, Transfiguração, Feitiços, Astronomia e História da Magia), algumas que eles mais gostam ou tem facilidade. Para cada disciplina em que obtêm aprovação o aluno recebe um N.O.M., que serve como indicativo das suas inclinações pessoais e das matérias que estudará para prestar os N.I.E.M.s que ajudará para escolher uma profissão.

N.I.E.M's é a sigla para Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia. São os exames finais que os estudantes de Hogwarts realizam ao final do sétimo ano. Os alunos escolhem, dentre as matérias em que foram aprovados nos N.O.M.'s, que provas prestarão nos N.I.E.M's. Para cada disciplina em que obtêm aprovação o aluno recebe um N.I.E.M., que serve como indicativo das suas inclinações pessoais e aptidões, servindo como critério para admissão num trabalho, quando termina a escola.  É interessante comentar que estes dois exames têm relação com o Sistema Educacional Britânico. Os N.O.M's' seriam as provas finais do Key Stage 3, e os N.I.E.M.'s equivaleriam ao GCSE (General Certificate of Secondary Education).

Tanto o N.O.M.'s quanto o N.I.E.M's usam uma classificação singular, não uma classificação numérica, mas conceitual.

Notas de AprovaçãoNotas de Reprovação
O
Ótimo
PPéssimo
E
Excede Expectativas
DDeplorável
AAceitávelT
Trasgo

Casas


Hogwarts encorpora em sua educação um sistema de rivalidade cooperativa, A instituição tem quatro Casas que poderiam ser entendidas como agremiações ou grupos de estudo numa realidade mais róxima a brasileira. Cada casa aceita apenas determinados tipos de alunos, e explorar positivamente as habilidades e competências de cada um. Dessa forma evita que "panelinhas" sejam criadas por pessoas de uma mesma localidade, partido politico ou religião. Quem dera isso fosse aplicado também nas escolas publicas.

Ufa! Depois dessa pequena análise do ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts espero ter mostrado que até mesmo no mundo "fácil" da magia as coisas não são bem simples. Aproveito esse momento para provocar uma reflexão:


Que tipo de educação ou sistema educacional é melhor, o deles ou o nosso?
(por favor esqueça a magia antes de responder ^^).

OBS: Só mais uma coisinha, além de Hogwarts existem outras instituições de ensino citadas nos livros da saga, Beauxbatons, localizada na França; Durmstrang, provavelmente localizada na Bulgária; Instituto das Bruxas de Salem, nos Estados Unidos; Brazilian Wizarding School, localizada no Brasil (e eu perdendo meu tempo tentando aprender a formula de Bhaskara e as coisas do história nacional); e a Universidade Mahotokoro de Estudos Mágicos, que seria localizada no Japão. Especula-se que existam outras, em locais como Egito, Rússia e Canadá; mas não são confirmadas pela autora nem os meus feitiços de localização.


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Boa leitura

Bienal do Livro ou Comércio Editorial?

E foi dada a largada para a XI Bienal Internacional do Livro no Ceará. O evento que já tem data e local confirmados: Centro de Eventos de 5 a 14 de Dezembro. Aqui deixo algumas ponderações sobre a bienal de 2012 e o que esperar para esse ano.

Como a bienal do livro no Ceará é uma feira monumental que tem uma ideologia direcionada para aparar e suprir os gostos dos elementos que fazem o mundo literário: Editoras, livrarias, escritores e leitores (a ordem não é essa por acaso). Como recriar uma cultura literária em um estado que já teve gigantes da literatura como José de Alencar, Rachel de Queiroz e outros, tendo o comércio de livro como um dos mais caros do país?

Qual o incentivo oferecido para uma cultura onde é mais barato ir para um pagodão ou baile funk e gastar com álcool, drogas e prostitutas que buscar entar em uma livraria ou sebo a procura de um livro barato?

A bienal de 2012 se provou um verdadeiro culto ao deus do mercado, não me entendam aqui como um marxista, mas como um leitor que com lentes críticas pode ver que a verdadeira literatura é postade lado em prol de escritores "famosos", filhos de celebridades ou políticos. A iniciativa e o espaço oferecido para novos escritores é quase ínfimo ou nenhum. 

A única coisas positiva que vi foi o fator cultural da bienal ser levado em conta, atrações não faltaram e para todos os gostos, mesmo assim é triste ver aspirantes promissores a escritores e poetas tendo que vender livros de mão em mão e até saindo no prejuízo de suas produções por falta de espaço no evento. Por outro lado são esses os autênticos escritores de nossa terra, o valentes que dam um olé nos gigantes do mercado.

Bem, a data está marcada e eu estrei lá mais um vez conferino o evento, até meus amigos.
Boa leitura!

Odiosa raça (humana)

O que falta dizer sobre o racismo? Qual foi o cartaz que não pregaram, que canção ainda não foi cantada, quais poemas faltam comporem sobre isso? Assistimos durante essa semana a avalanche jornalística reprisando pela milionésima vez o assunto. Um cenário normal, momento de concentratração durante um lance de mais uma simple partida de futebol, até alguém jogar uma banana no campo ofendendo a raça dominate do planeta, a raça humana.

O que me preocupa é que a civilização mesmo com os dois pés já bem firmados nesse século ainda não tenha superados as sombras de sua história como o racismo e xenofobia. O racismo é o pior dos preconceitos, pois ele visa não somente agredir e violentar a figura da dignidade humana, mais também aniqular o próprio indivíduo. Essa ação é a negação do outro, é uma forma de diminuir e até desumanizar a pessoa por meio da humilhação.

Quando uma pessoa olha para outra e em seu olhar renega a existência da outra, seu olhar se torna mais frio e mais terrível que uma tempestade no mais duro inverno.

Hiruzen Sarutobi, Terceiro Hokage.




Mas o que me chamou atenção também foi a enxurrada medonha de hastags como #somostodosmacacos e #bananaproracismo. A atitude do jogador Daniel Alves foi legítima e me pareceu muito clara, mas a resposta em 'apoio' ao jogador parece ter uma distorção sem igual, milhares de pessoas postando fotos e videos comendo bananas se comparando a macacos? Claro que interpretações existem e elas são livres, mas é preciso se perguntar: ISSO FOI MESMO ÚTIL? PUNIL ALGUÉM? MELHOROU A MENTE DE NOSSOS SEMELHANTES? O QUE MUDOU NO MEIO PÚBLICO?


O momento agora é campo fértil para começar a mudar esse cenário efetivamente. Punições exemplares devem ser dadas para que as ações não fiquem apenas na 'conscientização' ou toda política e educação contra o racismo vai ficar parada na boa vontade.

Se me perguntar alguma coisa sobre as campanhas que estão rolando na internet vou responder: NÃO SOU MACACO, ENFIE ESSA BANANA NO SEU C#!, EU QUERO É RESPEITO!

10 Livros pra desopilar

Quem não precisa descarregar a tensão do dia-a-dia? E de uma semana inteira de trabalhos então heim?

Há que prefira uma partida de pelada, uma sinuquinha, talvez uma cerveja bem gelada e pancadão. Pessoalmente eu recomendo uma leitura incomum, um gênero que você não esteja habituado, algum livro que não esteja abarrotado de vampiros brilhosos e lobisomens sem pelos ou com altas dosagens de sadomasoquismo nem aquela truculenta e pesada tecnocracia linguística da academia.

Encontrei essa semana algumas obras interessantes para desocupar a mente, títulos bem interessantes de fato:

Do que Riem as Pessoas Inteligentes?, de Manfred Geier.

Durante séculos, a filosofia clássica execrou o humor. Neste livro, o filósofo e filólogo Geier descreve o que os grandes filósofos pensam sobre o assunto e conta uma deliciosa história do humor na filosofia ao traçar a trajetória do riso na sociedade ocidental, mostrando como e do que os grandes pensadores riram em suas respectivas épocas. Manfred Geier é doutor em Teoria da Linguagem e Linguística Norte-Americana. Durante anos, ensinou Linguística e Ciência da Literatura em várias universidades europeias. 


Ensaios de Amor, de Alain de Botton.

O livro tem um enredo simples como toda boa história de amor. Primeiro, o encontro casual. Num voo entre Paris e Londres, uma pessoa se senta ao lado do narrador. Havia uma grande chance de ser um chato de galocha. Mas foi Chloe, por quem ele se apaixona, em algum momento entre o controle de passaportes e a alfândega. Segue-se a sedução, o jantar, o vinho, uma noite de amor e um relacionamento. O tempo faz o estrago: rotina, aborrecimentos e mesquinharias.

Os Vazios Silenciosos no Coração do Super-heróis, de Cláudio Clécio Vidal.

Um ótimo livro que impressiona ao fazer interessantes referências às ideias de vários pensadores, como Hegel e Michel Foucault, investiga os super-heróis norte-americanos e japoneses sob a ótica da filosofia, destacando que o coração desses personagens "pode funcionar como um espelho por meio do qual o edifício filosófico encara suas fraturas, contradições e vazios: suas crises de identidade". "As narrativas de super-heróis, encaradas como representações imagéticas de conceitos abstratos - ou alegorias -, comportam-se como uma espécie de evangelho apócrifo, contrapondo-se a interpretações canônicas de noções filosóficas", anota o press release do lançamento. Visite o blog do autor e confira. Disponível gratuitamente para download ou leitura online em: http://cleciovidal.blogspot.com


Qual Seu Número?, de Karyn Bosnak.

Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível achar a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Um Romântico Incorrigível, de Devan Sipher.

Ele é um romântico incorrigível e também profissional, pois escreve uma coluna sobre casamentos para um importante jornal, cobrindo festas espetaculares de costa a costa do país. Mas há uma linha tênue entre ser um repórter bem-sucedido com uma matéria para escrever e ser um cara sozinho num sábado à noite, no casamento de um desconhecido. Tudo muda na primeira noite do ano, quando Gavin conhece Melinda, uma jornalista de viagens com um espírito aventureiro. Mas Melinda vai embora e parece ter desaparecido sem deixar rastros. Gavin inicia então uma jornada por Nova York em busca dessa intrigante mulher. E aprende que há algo pior do que perdê-la: ter que escrever um artigo sobre o casamento dela.

Diário De Um Banana, de Jeff Kinney

Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no ensino fundamental, onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam. Em Diário de um Banana, o autor e ilustrados Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável.

Nietzsche para Estressados, de Allan Percy.

Nietzsche para Estressados: 99 Doses de Filosofia para despertar a mente e combater as preocupações é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento filosófico mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje. Cada capítulo é iniciado por um aforismo do mestre, seguido de uma interpretação atual. Muitas vezes, sua sabedoria é associada às ideias de outros autores renomados, enriquecendo ainda mais o assunto. O legado de Nietzsche induz à reflexão e oferece uma forma mais inovadora de superar as dificuldades. Conheça algumas de suas frases marcantes: - O que não nos mata nos fortalece - O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes - Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa - O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte - Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida - Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas. 
Os Sete, de André Vianco.

Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa metálica e um enigma: "Os sete demônios Lobo, Tempestade, Inverno, Gentil, Espelho, Acordador e Sétimo aqui devem ficar.", acusados, na época, de bruxaria. Universitários irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação... Quem são eles? O que eles fizeram e o que significam esse nomes?

Aguenta Firme, de Ivan Jaf.

Quem se impressiona com o roubo ao Banco Central de Fortaleza em 2005 é porque não sabe o que fizeram: um anarquista, um católico fervoroso, um defensor de Mussolini e o sócio de um bordel. O que esses quatro têm em comum, além do fato de serem imigrantes italianos vivendo em São Paulo nos anos 20? Eles são os fundadores da Aguenta Firme, uma sociedade de amigos... dos bens alheios!

O Caminho dos Jedi, de Daniel Wallace.

Que a saga Star Wars é um dos maiores fenômenos de todos os tempos não é novidade. Que os personagens são mania mundial, também não. O Caminho Jedi é um manual de treinamento da Ordem Jedi. O livro funciona como um almanaque dos guardiões da paz nas galáxias, nele são apresentados os maiores mestres, a história dos clãs, os armamentos, o vestuário, os golpes de lutas, sua filosofia (que hoje se tornou uma doutrina religiosa conhecida como Jediismo, a quarta mais popular do Reino unido) entre outros. Em O Caminho Jedi, o leitor vai desvendar os segredos e partilhar do conhecimento passado de geração para geração – aprendendo, inclusive, as nuances do combate de sabre de luz e a hierarquia Jedi. Além disso, conhecerá novos personagens, novas criaturas e novas naves. Passado de mão em mão de Mestre para Padawan, de Yoda e Obi-Wan Kenobi para Anakin e Luke Skywalker, este exemplar recebeu as anotações de cada Jedi que tocou e estudou suas páginas — adicionando suas experiências pessoais e as lições aprendidas. Um livro deveras interessante pra uma leitura de fim de tarde.

Indicação Bônus


Livro dos Sith, de Daniel Wallace.

Esse bônus é um complemento da ultima sugestão da lista, O Livro dos Sith é um manual de treinamento do lado negro da Força, em que são apresentados os maiores mestres, o surgimento do clã, os armamentos, o vestuário, os segredos obscuros, a filosofia Sith, entre outros. O livro funciona também como um almanaque. Vale a pena, até mesmo pra quem não é fã do universo de George Lukas.
Espero que tenham gostado das sugestões, aproveitem para deixar mais indicações, criticas e sugestões para o blog.

Obrigado e boa leitura!

Dica de presente de Natal - 10 Livros de auto-ajuda

Seguindo a proposta de lançar uma de dez livros a cada dois dias para presentear alguem nesse natal. Na postagem de hoje teremos uma lista de auto-ajuda.


1. O poder do agora - Eckhart Tolle

Manual prático que ensina a ter consciência dos nossos pensamentos e emoções que nos impedem de viver a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos. Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais, Tolle procurou elaborar um guia para a possível descoberta do potencial interior.



2. Os 7 hábitos da pessoas altamente eficazes – Stephen R Covery

Edição rápida que nos mostra como chegar à paz de espírito e adquirir confiança por meios que caracterizam as ações bem sucedidas e a felicidade.



3. Nunca deixe de tentar - Michael Jordan

Parte da coleção “Na Vida Como no Esporte”. O livro traz o depoimento de Michael Jordan, sobre os os fundamentos que nortearam sua carreira brilhante. Comprometimento, determinação, espírito de equipe, liderança e a grande dedicação do jogador à prática dos fundamentos são analisados, ponto a ponto, pelo técnico brasileiro Bernardinho ao longo deste livro.

4. Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle

Para o autor Eckhart Tolle, estamos vivendo um momento único e maravilhoso: o do despertar de uma nova consciência. Queremos cada vez mais criar um mundo novo, mais evoluído espiritualmente. O autor nos ensina a descobrir o nosso verdadeiro eu, a essência humana genuína que nos permitirá construir o novo mundo e viver em harmonia com tudo o que existe.

5. Nietzche para estressados - Allan Percy

Um manual estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão que se aplicam a várias situações do nosso cotidiano. Nietzsche pode ser bastante útil na busca de soluções para vários problemas diários, tanto na vida profissional quanto pessoal.

6. Nunca desista de seus sonhos - Augusto Cury

O psiquiatra Augusto Cury sobre nossa capacidade de sonhar e o quanto ela é importante na realização dos nossos projetos de vida. Nossos sonhos nos impulsionam, nos fortalecem e nos faz crescer. Se sonhamos pequeno, nossa capacidade de realização também será pequena. O autor prega que desistir de nossos sonhos é abrir mão da felicidade e a condenção ao fracasso.

7. Praticando o poder do agora – Coleção auto estima

Se você nunca está satisfeito(a) com a sua vida, leia este livro e veja o que acontece. Um manual que ensina que viver o momento presente é o melhor remédio. O livro traz técnicas, exercícios e meditações para alcançar a paz interiore a iluminação. Sugerimos que você leia antes “O Poder do Agora” do mesmo autor, para entender melhor a teoria e assim praticá-la.

8. A linguagem das emoções - Paul Ekman

O consultor da série “Lie To Me” (Fox) revela os segredos atrás das expressões faciais. Aprenda a controlar suas emoções e a decifrar os gestos e expressões das outras pessoas. Que poder, não?

9. Uma vida sem limites – Inspiração para uma vida absurdamente boa - Nick Vujicic

“Por muito tempo me perguntei se haveria no mundo alguém como eu, e se haveria outro propósito para a minha vida além de dor e humilhação.”
O autor nasceu sem os braços e as pernas. Superou sua deficiência para viver uma vida plena e de realizações, virando exemplo mundial e palestrando internacionalmente. Contando a história de sua deficiência física e a batalha emocional que travou para conviver com isso na infância e durante a vida inteira. Ele nos mostra como é importante a força da fé e encontrar o seu senso de propósito para assim, inspirar as pessoas a melhorar sua vida e o mundo.

Dica de presente de Natal - 10 Livros para não-leitores ou leitores iniciantes.

Dicas para não-leitores ou iniciantes


1 - O Pequeno Príncipe


O clássico e campeão de vendas. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico.Um obra de muita reflexão e profundidade, excelente para pessoas da área de humanas, mas como recomendação todos deveriam ler, sendo crianças ainda ou não. 

Trecho: "As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, era ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

2 - As Viagens de Gulliver

Outro clássico para todas idades e sem contra-indicações é a edição recente do selo Penguin da Companhia das Letras. Uma tradução primorosa (coisa de nível épico!) de dom Paulo Henriques Britto, numa edição quase “definitiva” de um texto que funciona em tudo quanto é nível e que já teve diversas adaptações para o cinema e o teatro. De piada à caríssimas reflexão filosófica. É um tiro certeiro como presente para iniciantes.

Trecho: Nas últimas horas, eu me sentia premido pelas Necessidades da Natureza; o que não admirava, pois já quase fazia dois dias desde a última vez em que eu me aliviara. Estava eu dividido entre a urgência e a vergonha. A melhor solução que pude encontrar foi entrar de gatinhas na minha casa, o que fiz em seguida; então, fechando o portão após entrar, fui até onde me permitia a extensão da corrente, e lá livrei meu corpo daquela carga incômoda. Mas foi essa a única vez em que corri numa ação tão imunda; e só me resta esperar que o gentil leitor me faça justiça e me encare com certa compreensão, depois de examinar de forma madura e isenta a situação aflitiva em que eu me encontrava. A partir desse dia, passei a desempenhar essa ação, assim que despertava, ao ar livre, no ponto extremo a que minha corrente me dava acesso, e antes que chegassem as visitas, todas as manhãs a substância asquerosa era despachada em carrinhos de mão, por dois criados escolhidos para essa tarefa. Eu não teria me alongado de tal modo sobre um assunto que à primeira vista talvez não pareça muito importante, se não julgasse necessário justificar meu caráter perante o Mundo no que diz respeito à questão da limpeza; pois me foi relatado que alguns de meus detratores me têm criticado sob esse aspecto, a propósito dessa ocasião e de outras.

3 - A Trégua


Trata-se de um livro inesquecível, tocante, desses que deixam marcas para sempre. Benedetti morreu há quase dois anos, em maio de 2009, aos 89 anos. “A Trégua”, de 1960, é considerado seu melhor romance. Adaptado para o cinema por Sérgio Renan, foi indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1974. Escrito em forma de diário, conta a história de Martín Salomé, um homem prestes a completar 50 anos, viúvo há duas décadas, atormentado pela perspectiva da aposentadoria e pela constatação de que sua vida rotineira, previsível e cinzenta está se consumindo de forma irremediável. Tudo muda com a chegada de Laura Avellaneda, uma jovem franzina e discreta, com quem voltará a conhecer as loucuras da vida. Benedetti usa as palavras de forma incisiva, às vezes desconcertante, demolidora e até certo ponto visceral.

Trecho: “Vejo esse mar implacável e desolado, tão orgulhoso de sua espuma e de sua coragem, levemente salpicado de gaivotas ingênuas, quase irreais, e de imediato me refugio numa irresponsável admiração”. Mais adiante: “Esse mar é uma espécie de eternidade. Quando eu era menino, ele batia e batia, mas também batia quando meu avô era menino, quando o avô do meu avô era menino. Uma presença móvel, mas sem vida. (…) Testemunha da história, testemunha inútil, porque não sabe da história”. É um livro pequeno, que não vai assustar o leitor iniciante. São 180 páginas que se esvaem com enorme prazer, como todos os bons momentos efêmeros e transitórios da vida.


4 e 5- Sargento Getúlio e A Hora da Estrela (ambos para aquele amigo preguiçoso)


 

Indicaria, para cativar esse não-leitor, narrativas mais curtas e de boa fluência, mas que trabalhassem a linguagem de uma forma interessante. São livros que causam já um certo choque, um estranhamento inicial, mas que, ao mesmo tempo, talvez conseguissem despertar o leitor para o jogo da literatura, pois propõem um universo diferente no plano da linguagem, e a pessoa pode se sentir instigada, desafiada a querer desvendá-lo.

Trecho de Sargento Getúlio: Bicho ruim não morre fácil. Ô Amaro, porventura onde estamos? Me avise-me quando chegar em Curituba Velha, arreceio tocaias. Pior da quentura, os bichinhos de asa vão entrando pela janela e vão se grudando no suor da cara. Espécie de animal pestilento. Em Buquim, aquela mosquitaria, que era ver. Buquim é Brasil? Porto da Folha é Brasil, com aqueles alemães falando arrastado? Aracaju não é Brasil. Socorro não é Brasil, é? A Bahia não é Brasil. Baiano fala cantando. Necessário tomar banho uma hora dessas.

Trecho de A Horda da Estrela: Escrevo neste instante com prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer e coagular em cubos de geleia trêmula. Será essa história um dia o meu coágulo? Que sei eu. Se há veracidade nela - e é claro que a história é verdadeira embora inventada - que cada um reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa do que ouro - existe a quem falte o delicado essencial.

6 - Os Anéis de Saturno


É um livro generoso, tanto com leitores como com não-leitores. Ele fascina aos poucos, com aquela cadência documental e aquele espírito nostálgico, o suspense romancista de suas páginas é deveras cativante porem pode parecer perturbador. É o que eu poderia chamar de "narrativa do desencanto". Se a pessoa continuar lendo depois disso, terá sido um bom começo. Se a pessoa parar nessa obra, será uma morte honrada, bem ao estilo de Sebald.

Trecho: "As lembranças dormitam dentro de nós durante meses e anos a fio, proliferando em silêncio, até que são despertas por alguma ninharia e nos cegam para a vida de uma maneira estranha. Quantas vezes isso me fez sentir que minhas lembranças e a tradução delas em escrita faziam parte do mesmo negócio humilhante e, no fundo, digno de reprovação! E, no entanto, o que seríamos sem a memória? Não seríamos capazes de ordenar os pensamentos mais simples, o coração mais sensível perderia a capacidade de se afeiçoar a outro, nossa existência consistiria apenas numa sequência infinita de momentos despidos de sentido, e não haveria mais traços de um passado. Que tristeza não é nossa vida! Tão repleta de falsas presunções, tão fútil que pouco mais é do que a sombra de quimeras liberadas por nossa memória."

7 - Franny e Zooey


Muito recomendado á quem não tem o hábito da leitura obras de J.D. Salinger; na verdade, especialmente, a segunda parte dessa obra, porque é um livro que tem a habilidade de falar muito diretamente com o leitor. A impressão que dá é de se estar ouvindo a conversa dos personagens. O livro está na forma de um conto narrado por Buddy, membro da estranha família Glass. A obra mostra acontecimentos importantes de uma família pra lá de excêntrica.

Trecho: Lane notou que havia uma nódoa de batom meio sumida na lapela do excelente sobretudo de lã de camelo do seu colega. A nódoa tinha um aspecto de ter sido ali posta há várias semanas, talvez meses, mas ele não tinha com Sorenson a intimidade bastante para falar-lhe nisso nem, francamente, a coisa lhe interessava tanto. Além disso, o trem estava chegando. Ambos os rapazes fizeram uma espécie de esquerda volver para ficar de frente para a locomotiva que se aproximava. Quase ao mesmo tempo, a porta da sala de espera foi escancarada com violência e os rapazes que tinham ficado lá dentro, aconchegados, começaram se precipitando para a plataforma, ao encontro do trem, a maior parte deles dando a impressão de ter, pelo menos, três cigarros acesos em cada mão.

8 - A Gaia Ciência


Uma obra filosófica para não-filósofos de um dos mais influentes pensadores, as obras de Nietzsche são de longe uma das mais impactantes e profundas. É muito comum dizer que ler um de seus livros é como levar um soco ou receber golpes de martelo. "E se a verdade fosse outra coisa?" Altamente recomendado! 

Trecho: “Viver – isso significa, para nós, transformar continuamente em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo. (…) Apenas a grande dor é estremo libertador do espírito, enquanto mestre da grande suspeita, que todo U faz um X, um autêntico e verdadeiro X, isto é, a antepenúltima letra… Apenas a grande dor, a lenta e prolongada dor, aquela que não tem pressa, na qual somos queimados como madeira verde, por assim dizer, obriga a nós, filósofos, a alcançar nossa profundidade extrema e nos desvencilhar de toda confiança, toda benevolência, tudo o que encobre, que é brando, mediano, tudo em que antes púnhamos talvez nossa humanidade. Duvido que uma tal dor “ aperfeiçoe” – mas sei que nos aprofunda.

9 - Como Me Tornei Estupido


A ignorância é um dom para Antoine, personagem principal da sátira de Martin Page, Como me tornei estúpido. Para o jovem estudante de aramaico, filho de pai birmanês e mãe bretã, a inteligência e a consciência crítica se transformam em empecilhos para alcançar a felicidade na sociedade atual. Por isso, o anti-herói criado pelo autor francês decide investir na idiotice como forma de sobrevivência: do alcoolismo ao antidepressivo, ele tenta todos os meios possíveis para se tornar uma nulidade. O livro é um caso extremo e bem-humorado de rebeldia contra uma sociedade que exige a estupidez como passaporte e oferece a massificação como recompensa.

Trecho: Ele passara a noite escrevendo. Em um grande caderno pautado, após muitas tentativas, após páginas de rascunho, ele enfim conseguira dar forma ao seu manifesto. Antes disso, durante semanas ele se extenuara para encontrar pretextos, para imaginar subterfúgios desafiadores. Mas terminara por admitir a pavorosa verdade: era o seu próprio espírito a causa da sua infelicidade. Nesta noite de julho, Antoine tinha, pois, anotado os argumentos que deviam justificar a sua renúncia ao pensamento. O caderno permaneceria como testemunho do seu projeto, para o caso de ele não sair incólume de tão perigosa experiência. Mas sem dúvida ali estava, acima de tudo, o meio de ele próprio convencer-se da validade de seu malogro, uma vez que essas páginas de justificativas tinham o aparato de uma demonstração racional. "Hoje é quarta-feira 19 de julho, e o sol decide enfim deixar o seu refúgio. Eu gostaria de poder dizer, na conclusão desta aventura, como certo personagem do filme Nascido para matar. Estou num mundo de merda, mas estou vivo e não tenho medo."

10 - Diário de um Banana


A gente sempre tem um primo pequeno ou também algum parente criança e as vezes não sabemos o que dar de presente pra eles, por não estar muito ligado nos brinquedos que estão na moda ou no que eles gostam, então um bom presente seria um livro, um muito bacana para dar de presente nesse natal é “Diário de um Banana” de Jeff Kinney, que é coleção de livros (por enquanto são sete) que contam a história do Greg durante o ano letivo e suas férias. Os livros são muito engraçados, eles falam com a linguagem simples sem ser infantil demais e além de incentivar a leitura (por se tratar de um texto "viciante" e continuo) também faz com que seus leitores recordem as trezepadas da vida escolar e os "Dãaas!" de nossa vida.

Trecho: A única razão de eu ter aceitado isso é porque imagino que, mais para a frente, quando eu for rico e famoso, vou ter coisas melhores para fazer do que ficar respondendo a perguntas bestas o dia inteiro. Daí este livro vai vir a calhar. Como eu disse, um dia vou ser famoso, mas por enquanto estou preso no ensino fundamental com uma cambada de débeis.

Tenho experiência como rato de biblioteca e a maior parte dos livros que já li são excelentes como presente. Mas, geralmente é bom ter alguns palpites antes de dar um livro, a maioria costuma procurar indicações ou ir em busca do best-seller do momento para logo "resolver" o medo de erras na escolha. Eu comecei na biblioteca da escola, depois na biblioteca publica, seguindo para cebos e me perdendo entre livrarias. Uma ótima dica é prestar bem atenção na personalidade da pessoa à ser presenteada. Cuidado ao escolher livros religioso, geralmente não agradam a imensa maioria e livros de auto-ajudas pode parecer ofensivos para alguns se não for algo apropriado.

Um vez acertando na escolha, acredite. Vão sempre querer mais livros! ^^

Próxima postagem: 10 Livros de aventura presentear!

Boa leitura!