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Suiany Tavares - versos e reflexos da autora

Maria Suiany Ripardo Tavares Pereira é natural da cidade de Sobral, interior do Ceará, famosa por ser uma cidadela cultural no norte do estado. Suiany Tavares também é professora de Filosofia, Arte e Sociologia da rede de educação básica de ensino. Além da sua atuação como educadora, integra o Coletivo Literário Sem Ponto Final da Escola de Artes de Sobral. Nesta publicação conheceremos um pouco mais sobre seus poemas e trajetória literária.



Publicações e Reconhecimento

Talentosa, Suiany Tavares transcende as fronteiras da sala de aula e da moderna Sobral. Suas poesias, publicadas em revistas online, sites literários e editoras de diversas regiões do país, ecoam nas mentes dos leitores, ganhando reconhecimento não apenas pela destreza poética, mas pela autenticidade. Dona de uma sensibilidade refinada com as palavras, a autora coleciona um passaporte bem carimbado de participações em diversas antologias e revistas literárias.


Dos navegantes, o medo;
Dos errantes, o destino;
Dos amantes, o porto
E a âncora que prende o navio.

Quem me navegará?
Quem, ao se ver refletido
Em águas silenciosas,
Correrá o risco de amar um mar bravio?

Sem permissão ninguém me navega!
Sou eu que trago as embarcações
Para senti-las entre as minhas correntezas.

No olho da tempestade eu danço,
Embalada pelos gritos dos desavisados
Que prometeram ser mais fortes
que eu, o seu principal mastro.

Suyany Tavares, Mar em tempestade. Sobre todas as coisas que eu não digo em voz alta, p 15. Editora Invicta. 2023.


Deixando sua assinatura em participações das seguintes obras: Toda ARTE de POETIZAR (editora Brecci Books); Amanhã não estarei aqui Para dizer que Te AMO (editora Brecci Books); Sobre todas as coisas que eu Não digo em voz alta (Editora Invicta); Poetize 2023 (Editora Vivara); Vivendo o Outono (Editora Contos Livres); Poéticas Contemporâneas - Uma cartografia da escrita de mulheres (Editora Brecci Books); Filigranas (Editora Andros); Acesso Restrito - Versos Delas Para Elas (Editora E&P); É Primavera - Poesia em quatro estações (Editorial Lura); As Batidas de um Coração Partido (Editora Invicta); Sarau Brasil 2023 (Editora Vivara); Tecendo Poemas - (revista online); A Poesia é meu Legado (revista online). 

"Vivo clandestina, e não é mole essa vida clandestina. Mas posso me orgulhar da qualidade da minha pele e da temperatura do meu beijo. Eu quero fazer com você UM PACTO DE DELICADEZA! Eu quero me sentir alteza, para te ceder todos os músculos, ser arbusto dos seus beijos. Vamos sair esburacando a madrugada, trocando beijos e tragadas". Suiany Tavares

Cada uma destas participações não fora menos que um degrau que alçaram a poetisa (embora a autora prefira o termo escritora de poemas) ao seu primeiro livro independente. Hora Crepuscular que saiu pela Editora Caravana.



Título da Obra: Hora Crepuscular
Autora: Suiany Tavares
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x23cm
ISBN: 978-65-5061-626-7
Número de páginas: 51
Editora: Caravana
Arte da Capa: Leonardo Costa Neto
Capa e editoração eletrônica:  Eduardo César Machado

A respeito de Hora Crepuscular, Janilda de Lima Coelhos registrou suas impressões que pode ser lida a seguir:

"Há tantas palavras para serem ditas e que são possíveis apenas no crepúsculo das emoções, nos estímulos dos sentimentos vividos ou imaginados dos encontros e das despedidas. Como artista que usa paleta quente para refletir a intensidade. O livro Hora Crepuscular é uma obra sensível, com traços de delicadeza que faz transcender o significado do sentido. Feito objetos pequenos que se encaixam no tempo, nas cores, no universo do sentir, a seleção dos poemas são mais que um convite para apreciar o pôr do sol. As palavras sensíveis da autora são desenhos de sentimentos, desejos, memórias, que poeticamente descrevem a hora crepuscular como um encontro, mística, ritual; ponte de observação do transformar-se. Entre o bem e o mal, dia e noite, do prazer e da dor, do viver e do morrer, o mágico, encantador e misterioso crepúsculo do ser. Entre os raios do sol e o brilho da lua as lembranças do passado, a arte do presente e o silencio do futuro, os registros em metáforas da “Hora Crepuscular” refletem a intensidade da apreciação da filosofia dos movimentos e as possíveis e impossíveis impressões da realidade. O convite é sentir!"

Pude ao longo desta semana que se encerra,  me esbaldar na leitura de alguns dos poemas da escritora para impressão pessoal. A satisfação vinha com o sorriso ao final de cada "amostra". Suiany Tavares se mostra, mais do que uma escritora de poemas, uma hábil contadora de histórias que transforma o comum em extraordinário gestos singelos em desejos. Talvez tenha sido a hora demasiada avança na última leitura de ontem, ou a garrafa de Gato Negro que não resistiu ao 'perambulo' literário do poemas de Tavares, mas em diversas vezes fiquei com a impressão de que ao ler alguns de seus versos era como ouvir uma deliciosa balada como "Mais Feliz" de Adriana Calcanhotto ou um novo sucesso de Maria Gadú em sua melhor fase. Fica a sugestão para aqueles que buscam uma poesia mais reflexiva e transcendental a versos floreados e frios.

The Ink Black Heart - Considerações

O mais recente capítulo da ovacionada série literária, Um Conto de Strike, traz mais uma vez a dubla Cormoran e Robin, presos em outro caso complexo e cheio de reviravoltas.

O sexto livro de Robert Galbraith, "The Ink Black Heart", foi lançado no mercado internacional no dia 30 de agosto. A edição em inglês possui 1.024 páginas e já está disponível na Amazon. O livro intitulado “The Ink Black Heart” (O Coração Negro de Tinta em tradução livre) é escrito por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, e ainda não tem data de lançamento no Brasil, Editora Rocco, responsável pelos direitos das histórias de Strike em nosso país ainda não deu previsões.

Sinopse 


"Quando a frenética e desgrenhada Edie Ledwell aparece no escritório implorando para falar com ela, a detetive particular Robin Ellacott não sabe bem o que fazer com a situação. A co-criadora de um desenho animado popular, "The Ink Black Heart", Edie está sendo perseguida por uma misteriosa figura online que atende pelo pseudônimo de Anomie. Edie está desesperada para descobrir a verdadeira identidade de Anomia. Robin decide que a agência não pode ajudar com isso - e não pensa mais nisso até alguns dias depois, quando lê a notícia chocante de que Edie foi atacada e depois assassinada no Cemitério de Highgate. Robin e seu parceiro de negócios, Cormoran Strike, são atraídos para a missão de descobrir a verdadeira identidade de Anomia. Mas com uma complexa teia de pseudônimos online, interesses comerciais e conflitos familiares, Strike e Robin encontram-se envolvidos em mais um caso que leva seus poderes de dedução ao limite - e que os ameaça de maneiras novas e horripilantes. Um mistério emocionante e diabolicamente inteligente, "The Ink Black Heart" é uma verdadeira demonstração de proeza."

Paralelo a trama que mostra a vida e o desespero de Edie Ledwell, a co-criadora de um desenho animado assassinada após ser perseguida por internautas que a acusam de ser transfóbica, racista e capacitista. Está a própria autora, publicações no Twitter apontam um paralelo entre a personagem do livro e os ataques sofridos pela própria J.K. Rowling após ter publicado declarações transfóbicas em 2021.

Em entrevista ao podcast “Radio Show”, de Graham Norton, no entanto, a escritora negou que a obra fosse inspirada na própria vida. Ela disse que imaginou que os leitores pudessem ter essa impressão, mas que o livro foi escrito antes que “certas coisas” tivessem acontecido com ela.

“Falei para o meu marido: ‘Acho que todos vão enxergar isso como uma reposta ao que aconteceu comigo’. Mas genuinamente não é”, ela disse.

O quinto volume da série, Sangue Revolto, lançado em 2020, já havia recebido críticas de internautas e ativistas dos direitos LGBTQIA+. Mostra a história de um serial killer que se veste de mulher ao cometer seus crimes.

Na época, a organização de caridade Mermaids, que apoia crianças transgênero e suas famílias no Reino Unido, declarou à CNN que retratar pessoas travestidas como uma ameaça era “um estereótipo batido e até meio desgastado, responsável pela demonização de um pequeno grupo de pessoas que simplesmente esperam viver suas vidas com dignidade”.

Muito embora, reconhecendo que essa composição do personagem possa ter causado desconforto a comunidade LGBTQIA+, de fato, ao longo da história criminal não foram poucos os casos de criminosos que assim procediam, o que nos leva a pensar se o processo criativo, seja ele de qual ou para qual área for, deve se limitar tanto a ponto de não usar aspectos, as vezes factíveis, em sua concepção.
O pseudônimo Robert Galbraith.

Outra polemica levantada recentemente vem por conta do nome escolhido como pseudônimo para publicar a série.

Robert Galbraith Heath foi um psiquiatra americano que praticava experimentos para terapias de conversão que pretendiam “reverter” a homossexualidade dos pacientes. Inclusive o famigerado Tratamento eletro-condutor ou terapia de choque.

No site oficial da série de livros, J.K. Rowling explica o que a levou a escolher este nome: “Escolhi Robert porque é um dos meus nomes masculinos favoritos, porque Robert F Kennedy é meu herói. Galbraith surgiu por uma razão um pouco estranha. Quando eu era criança, eu realmente queria ser chamada de ‘Ella Galbraith’, e não tenho ideia do porquê.”

À CNN, o porta-voz da autora declarou que a alegação de que o pseudônimo teria sido escolhido por conta do psiquiatra americano é “categoricamente falsa”.

Bem, polêmicas a parte, estou louco de expectativas para ler essa nova aventura, fazendo jus aos que foi entregue nos volumes anteriores, não é leviano dizer que Robert Galbraith reformulou o gênero romance policial, conferindo aos personagens mais realidades.

E você, já leu alguns livro da série Comoran Strike? Tem algum favorito? Deixe seu comentário.

Resenha - Sangue Revolto, Robert Galbraith

As coisas nunca foram tão angustiantes e penosas para Cormoran Strike. Após o sucesso do seu ultimo caso, a fama não trouxe só prestigio, mas uma carga de trabalhos quase sufocantes para a Agência de Detetive Particular CS. Com ajuda da sua fiel Robin, Strike mergulha no mais intricado mistério de toda sua carreira, carregado de ocultismo, esoterismo e misticismo ele tentaram solucionar um desaparecimento ocorrido a mais de 40 anos!


Aviso: Esse poste contem alguns spoiler e detalhes que podem fazer com que você perca o interesse pelo "fim da surpresa". Você foi avisado, siga por sua conta e risco!

Foi um mês inteiro de leitura sisuda, dinâmica e imersiva. Ao longo de quase mil páginas (962 para ser exato) que devo dizer, nem vi passarem de tão boa a aventura. O quinto livro da série Cormoran Strike do Robert Galbraith (vulgo JK Rownling) mostra o quanto o intelecto por trás das linhas subiu o nível, não apenas os personagens, como os ambientes, seus sentimentos e a ambientes em que estão inseridos estão mais realistas, quase tangíveis! Nesse livro vamos acompanhar a investigação de um desaparecimento ocorrido em 1974, o sumiço da médica Margot Bamborough. A história é cheia de pistas, signos e muita loucura (muita lombra mesmo hahahahaa), mas mesmo assim instigante e faz com o que o leitor pense junto com o Strike, para descobrir o aconteceu com Margot. 

A aventura é revirada com capítulos longos e detalhes tão minuciosos que ao concluir o livro é difícil não se achar um tanto burro por "não perceber" as pistas. Com múltiplas camadas e subtramas, é o romance mais denso (e não estou falando de páginas) da série. Mostrando que os personagens tem que lidar com muita m&rd@ dentro e fora da vida profissional. A enxurradas de personagens e suspeitos afogam o leitor em teorias que chegam a dar dores de cabeça (sou suspeito de falar, mas é verdade).

Os desafios de solucionar um caso com quase meio século de diferença dos eventos principais e se valendo de anotações de dois detetives que passaram pelo caso, onde um botava baralho pra resolver o caso e o outro era inclinado a atender clamores testemunhais, Robin e Strike correm contra o prazo de 1 ano para solucionar o desaparecimento. O autor brindou (me refiro ao pseudônimo, não encrenquem) seus leitores com um trama mais visceral e carregada de sentimentos do que de costume. Aprendemos mais sobre Cormoran e Ellacot e quem sabe agora esse dois resolvam se arranjarem um com o outro.


Filmagens da série adaptada CS Strike

Fico feliz que ao contrario do que aconteceu em O Bicho da Seda, o autor não se resolveu mais com métodos fáceis de concluir sua trama, abandonado o deus ex machina e investindo em maior riqueza de detalhes para confundir o leitor e justificar a solução de seus mistérios. Apesar de ter gostado muito da leitura, não posso dizer que será meu favorito da série de agora em diante, ainda prefiro O Chamado do Cuco e Branco Letal como meus favoritos. Mas vale muito a pena se debruçar nessa aventura, principalmente se você não tiver provas da faculdade para se preparar.



Veredito!

Recomendo o Sangue Revolto para quem está de férias, procurando um bom livro para se perder por um mês inteiro. E já estou animado em saber que o sexto livro já está pronto e será lançado no dia 22 de Agosto (meu aniversário) hehe melhor que isso só ganhando o livro. Após os eventos pessoais ocorridos com o núcleo principal da agencia, o que esperar pro próximo livro podem se revelar eventos irreversíveis.

Resenha - Branco Letal, Robert Galbraith

Esse foi o primeiro livro que conclui neste ano de 2022, e devo dizer com muito prazer e segurança que já posso elencar como uma das melhores leitura deste ano. Lançado em Maio de 2019 pela Rocco, o quarto romance d'As aventura de Cormoran Strike coroa Robert Galbraith (pseudônimo de J. K. Rowling) como um dos nomes chaves do suspense e do romance policial nesta década. 



Atenção, este post contém spoilers. Se você ainda não leu e pretender ler Branco Letal, pare aqui!

Você foi avisado, siga por sua conta e risco.


Um começo singular

Após dois casos envolvendo celebridades e um terceiro que culminou por prender um estripador que aterrorizava as terras da Rainha, Cormoran está gozando de uma onda de fama que melhorou as contas da sua agência de detetive particular. Robin, sua sócia e "amiga querida" ainda sofre pelos traumas deixados pelos desfechos do livro anterior. Seria só mais um dia comum no escritório se não fosse pela chegada abrupta de Bill, um transeunte visivelmente alterado com problemas de higiene pessoal e alimentação. O malabarismo retórico de Comorarn para acalmar o visitante era igualmente destruído pelas interrupções da nova (e incompetente) secretária. Tudo começa com o "suposto assassinato de uma menina (ou menino), esganada e enterrada envolta em um lençol cor de rosa.". Foi o melhor "ponto de ignição" da serie de casos de Strike, misterioso, bem humorado, perplexo e banal.

Um Cliente Ilustre e uma Teia de Problemas

É visível e inegável que o(a) escritor(a) conseguiu amadurecer ainda mais os personagens e a qualidade das tramas que os envolvem. Comoran se vê contrato pelo Ministro da Cultura para tratar de um caso de chantagem que coincidentemente está ligado ao seu visitante alucinado, Bill. Mostrando que os perigos estão em todos os lugares e que o mundo da política é um ninho de víboras ao passo que as entranhas da alta sociedade londrina não é menos que um vespeiro só esperando uma provocação, JK introduz o leitor em um cenário conflitante de interesses que vão desde causas de moradores comunitários até chantagem milionárias e casos de traição. Robin, neste romance demonstra o quanto a jovem substituta temporária conseguiu evoluir como profissional de investigação. Usando toda uma atmosfera sufocante dos bastidores políticos de uma Londres que abraçava a realização do Jogos Olímpicos (2012), o leitor brasileiro não pode deixar de imaginar que o mesmo cenário é muito plausível nos eventos ocorridos no Brasil, nas catacumbas dos jogos políticos que vão de Brasília até as areias de Copacabana.

Cormoran e Robin vão logrando êxito em seu serviço ao Ministro da Cultura, até que no dia em que esperavam pela finalização do contrato com um cheque pomposo eles são presenteados com um  encontro com o seu contratante morto em casa, de pijamas num sofá com um tubo de gás na boca e um saco plástico envolta da cabeça. Daí em diante a mente que produziu o livro lança o leitor em uma paçoca de suspeitos, motivos e interesses que deixa o leitor zonzo pelas revelação que vão surgindo e as reviravolta a cada virada de página. O Branco Letal, sim, é viciante, do tipo que faz você ler por horas a fio.



Quem acompanhou as aventuras anteriores de Comoran e Robin, pode ver que nesta aventura não existe o óbvio, o suspeito clichê, a solução vaga que liga os pontos ou um deus ex machina para cobrir as pontas soltas da trama. O Branco Letal foi bem desenvolvido e bem coeso. A evolução dos protagonistas e o enfoque maior na vida pessoal de cada um, possibilita que o leitor entenda as suas atitudes e motivações. Já o plot da vida pessoal do Comoran Strike foi interessante, um dos pontos altos na minha opinião. As interações dele com a ex Charlotte após o "sumiço" da personagem no segundo livro, deixaram muito claro como ele ainda é muito afetado pelo relacionamento tóxico e obsessivo que ela proporcionou ao ponto de deixar sequelas em um ex-militar treinado na SIB de se envolver amorosamente com qualquer mulher de forma mais longa ou que não seja apenas sexo sem envolvimento emocional.


Em suma, recomendo o Branco Letal para quem está procurando um bom livro para se perder por horas. E digo mais, digo que é o melhor da série até agora. Vi que o próximo livro já foi lançado e pretendo começar a lê-lo em breve, esperando que seja tão bom quanto, se não melhor. E assim que possível, adicionar mais um livro para minha estante e mais uma resenha aqui.

Resenha - Origem, Dan Brown

Após um bloqueio literário de quase dois anos, finalmente voltei ao ritmo das leituras (ufa!), revigorado após esse período pandêmico, ainda que parafraseando antigos médicos medievais "a peste ainda está entre nós", agora com três doses da vacina, estou mais otimista para este ano. O maquinário voltou a brilhar para o exercício da leitura, tanto a leitura laborática quanto a leitura hedonista. E aqui vai a primeira resenha de 2022.

Essa resenha contém spoilers, fique avisado, se ainda não leu Origem e pretende ler, pare aqui!

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Começando pela capa, pois merece uma certa atenção. Inteligente, sutil e despretensioso spolier que os editores colocaram ali. Pois quem lê a sinopse encontra Gaudí antes mesmo de abrir o livro.


Agora vamos ao que importa: De onde Viemos? Para onde Vamos? Duas das três perguntas primordiais da humanidade (a saber, a terceira é "O que Somo?") são o ponto de partida desta trama. O Prólogo posiciona o leitor como um juiz convidado a questionar alguns dogmas que balizaram a condução da sociedade humana, deixando claro que mais uma vez o autor coloca num ringue intangível duas velhas amigas: Ciência e Religião. O primeiro "soco" é deferido por Kirsch direto na cara do Fórum das Religiões. Confrontado reflexões filosóficas, alvejando as respostas dadas pela Religião em conflito com as dadas pela Ciência.

Dan Brown inovou a receita do bolo mais uma vez, sem ariscar perder o sabor. Onde antes o leitor passeava por pinturas e desenhos (Anjo & Demônios, O Código Da Vinci, O Símbolo Perdido), depois saltando para os poemas épicos e criptas medievais (Inferno) chegando agora ao ápice artístico e abraçando a arquitetura espanhola em ballet com o modernismo das grandes galerias de arte conceitual.


Robert Langdon se vê mais uma vez jogado para resolver um assassinato, desta vez o morto é o seu aluno mais promissor, um apaixonado admirador de Antoni Gaudí, famoso arquiteto Catalão. Fazendo com que nosso querido simbologista dê uma aula extraordinária sobre a vida e obra nos principais pontos turísticos da Espanha. Acompanhando por uma jovem curadora de arte envolvida em um casamento que representa o choque entre o mundo tradicional e conservador espanhol e o choque da juventude e suas tendências liberais.

O ultramoderno do Museu Guggenheim de Bilbao é o palco das primeiras encenações, no desenrolar da trama são sutilmente cuspidas com muita habilidade pelo autor através de Wilson, a I.A. (Inteligência Artificial) desenvolvida por Kirsch que acompanha Langdom e Amber (a jovem curadora prometida ao príncipe da Espanha). Passeando por praticamente toda a obra de Gaudí o autor mais uma vez presenteia o seu leitor com descrições tão detalhadas que com facilidade transporta a nossa mente para os cenários mais deslumbrantes, e devo dizer: Obrigado Dan!

Os personagens nesta trama aparecem ainda mais maduros, não se referindo a idade, mas a sua construção e concepção, o que leva a crer que o autor levou mais tempo e pode se dedicar mais a esse trabalho do que nos dois primeiros livros da série de aventuras de Langdon.

O desfecho da aventura é tão surpreendente que sem dúvida pode ser descrito como o ponto mais genial e ousado de toda a produção do autor. Carregado de reflexões e implicações de sua plausível concretude em um futuro nada distante. De fato, ao mesmo tempo também pode ser visto como uma crítica e alerta do autor para o desenvolvimento de I.A.s como também alertava Stiphen Hawkins, pode ser visto como uma conclusão perfeita para uma trama que não tem vilões (Ei, eu disse que tinha spoiler aqui).

Interpretado por Tom Hanks, Robert Langdon é um personagem fictício, professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade Harvard.

Já postei aqui no meu blog uma discussão sobre I.A. e Filosofia, sobre as possibilidades e implicações sociais, jurídicas e existenciais de tal fenômeno. Apesar das pitadas de pistas e respostas do autor, eu penso que poderia ter tido uma discussão mais aprofundada a respeito disso ao invés de enveredar pela velha saída clichê da utopia tecnológica dando uma resposta muito "rápida", ainda assim muito coesa.

Resumindo essa obra em três palavras (eu sei, é um audácia minha), Origem é: Cultural, Instigante e Pretencioso.

Minha nova ordem de favoritismos das aventuras de Robert Langdon agora é:

1. Inferno. 2. Origem. 3. Anjos e Demônios. 4. O Símbolo Perdido. 5 O Código Da Vinci.

Leia o primeiro capítulo de Origem

O professor Robert Langdon está de volta após quatro anos de espera. A Editora Arqueiro, que publica a obra do best-seller Dan Brown no Brasil, divulgou hoje o primeiro capítulo de "Origem", o novo romance do escritor, que chega às livrarias do mundo todo no dia 3 de outubro.




Capa de "Origem", o novo romance de Dan Brown - Divulgação
Principal protagonista dos romances do best-seller americano Dan Brown — presente em "Anjos e demônios" (2000), "Código Da Vinci" (2003), "O símbolo perdido" (2009) e "Inferno" —, o professor de Harvard, especialista em simbologia e iconografia religiosa, viaja para Bilbao, na Espanha, acompanhar o anúncio de uma descoberta que iria mudar a ciência para sempre.

O responsável pela apresentação no icônico Museu Guggenheim é Edmond Kirsch, um bilionário de 40 anos que se tornou globalmente conhecido por suas invenções tecnológicas e suas previsões audaciosas. Kirsch foi um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard e promete responder a duas questões fundamentais sobre a existência humana.

No meio do evento, entretanto, irrompe o caos e a descoberta pode ser perder para sempre. Ao lado da diretora do museu, Ambra Vidal, ele voa para Barcelona numa saga para localizara senha que pode abrir o segredo de Kirsch. A trama, bem ao estilo de Brown, mistura fatos históricos, extremismo religioso e arte.


LEIA AQUIO primeiro capítulo de 'Origem'


Não foi dessa vez Martin?!

E a espera supliciosa continua. Autor fala de novo livro dividido em duas parte e possibilidade de Winds of Winter esse ano é descarta mais uma vez.

Mesmo sem ter lançado Winds of Winter, George R. R. Martin anunciou um novíssimo livro de Game of Thrones. Mas fique tranquilo o livro da série principal não vai demorar mais por conta deste, afirma o autor.

O novo volume será chamado de Fire and Blood e será uma coletânea com diversas historias de Martin sobre os reis de Targaryen. O autor revelou que ele escreveu tantas histórias que este livro foi dividido em dois volumes por sua editora. A história contará especificamente sobre a parte da família Targaryen que vai de Aegon até Aegon III.

O primeiro volume de Fire and Blood não tem data de lançamento, mas ele espera que até o fim de 2018 já esteja nas lojas. A segunda parte deve chegar no começo de 2019.

Além disso a coletânea de contos The Book of Swords, organizada por Gardner Dozois e escrito por 16 autores — incluindo o próprio criador d'As Crônicas de Gelo e Fogo, ganhou uma data de lançamento para outubro.



Martin escreveu uma história completamente original para este livro chamada “The Sons of the Dragon”, Os filhos do Dragão em tradução livre. Apesar de ser canônico, Martin revela que ainda não leu nenhum dos outros quinze outros contos a serem publicados:

Ainda não li nenhuma outra história, mas olhando daqui parece uma lista e tanto de bons escritores.

George não esqueceu de Winds of Winter e pretende lançar dois livros em 2018. Ele diz que:

"Ainda estou trabalhando, ainda tenho alguns meses pela frente (quantos? Boa pergunta). Ainda tenho dias bons e ruins e é tudo o que vou dizer. Entre Winds [of Winter] e o primeiro volume de Fire and Blood, qual dos dois chegará primeiro às livrarias, é difícil dizer nesse momento, mas realmente acho que vocês terão um livro meu de Westeros em 2018... quem sabe, talvez dois. Um homem pode sonhar".

The Book of Swords será lançado no dia 10 de outubro por US$ 19,49 e deve chegar ao Brasil no final do mesmo mês ou início de novembro custando por volta de R$ 69,99.

Fonte: Jovem Nerd

Divulgados vídeos de Origem de Dan Brown

Após o sucesso inegável de Inferno (2013) os fás de Dan Brown agora entram em contagem regressiva para o novo sucessor a ser lançado por aqui em outubro. Origem (Origin)


Confira os primeiros vídeos promocionais do novo livro de Dan Brown, Origem.



O segundo vídeo o próprio autor aparece fazendo o convite para a nova aventura de Robert Langdon.




Eaí, o que achou desses vídeos já da pra sentir um pouco a volta do nosso simbologista? Até agora além da capa casa nada se sabe sobre o novo livro. Conforme divulgado pela editora, o livro é ambientado na Espanha, país em que o autor viveu na adolescência. O livro percorre lugares como Mosteiro de Montserrat, a Casa Milà e A Sagrada Família, em Barcelona, o Museu Guggenheim, em Bilbao, o Palácio Real de Madri e a Catedral de Sevilha. Acostumado a histórias eletrizantes Robert Langdon dessa vez terá a companhia de Ambra Vidal, a diretora do Museu.

Capa original de lançamento (EUA)

Capa provisória especulada (Br)
Conta pra gente o que você achou dos vídeos? Você é fã de Dan Brown? Já leu algum livro dele?



Correios vai cobrar mais caro por livros pesados

Qual o peso da cultura? A agência dos Correios torna mais caro enviar livros acima de 2kg.

A notícia já foi confirmada. A partir de hoje, 14 de junho, os Correios mudaram as regras para envio de livros: títulos que pesem mais de dois quilos não poderão mais ser postados na modalidade impresso normal (exclusivo para livros), passando à modalidade PAC ou Sedex (para encomendas de produtos em geral).



A mudança encarece o frete em até 50% (PAC) e 200%(Sedex). Os mais afetados com a medida serão os leitores de fora da região Sudeste, que em alguns casos sequer contam com livrarias em suas cidades (uma triste realidade que já dura décadas). Somente em 2016, a Estante Virtual viabilizou, por meio de sua rede de livreiros, a compra e venda de mais de 1,4 milhões de livros a preços acessíveis para cidades fora da região sudeste, mas com a nova medida já se prever uma queda na venda devido o custo da acessibilidade, pois convenhamos, é beirando o absurdo você comprar um livro barato e pagar um preço que muitas vezes é o dobro do preço do livro.

Vale lembrar… 


Entendemos que a alteração na cobrança vai contra a Política Nacional do Livro (Lei 10.753 de 30/10/2003 – Capítulo IV), que estabelece tarifa postal preferencial reduzida para o livro brasileiro, como forma de estimular o incentivo a leitura. A medida já havia sido anunciada pela empresa em 2016, com restrições ainda maiores, mas foi revogada na época. O governo não vai precisar se esforçar tanto para dificultar nosso acesso a cultura, os preços já estão fazendo um ótimo trabalho.

Já não é bom, agora ficou pior.

Bienal CE - Veredito!

A Bienal do Livro do Ceará tá boa mesmo? É muita coisa junta de uma vez? Tem livro baratinho? Confira um raio-x completo da Bienal do Livro em Fortaleza (que já está quase se despedindo).

Como prometido, eis uma postagem completa sobre a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. embarcando num ônibus do IFCE em Acaraú junto com o grupo literário Café com Letras que rendeu aos papos e muita descontração durante o trajeto pelo litoral oeste do Estado.

Entrando na Cidade Literária, vem comigo.
Após quatro horas de viagem chegamos ao Centro de Eventos do Ceará, local onde acontece a Bienal. Fomos recebidos por uma equipe que controla e organiza a chegada dos ônibus no Centro. A grande estrutura de cerca de vinte metros de altura por trinta de cumprimento recebe os visitante antes de adentrarem no saguão principal.

Umas das portas de acesso entre Salão Pecém e Saguão de Entrada.
O saguão é uma área aberta e livre para circulação onde se encontra terminais de impressa, apoio da bienal e a maravilhosa Praça do Cordel. Aqui você encontrará a maestria dos cordelistas, poetas, repentistas, trovadores e artesões. Figuras consagradas e anonimas da literatura cordelista de todo o Nordeste se encontram aqui encantando e entretendo os visitantes com sua arte. Não deixe de sair daqui sem levar um cordel de recordação.

Uma pessoa super simpática que conheci na bienal esse ano.
Entrando no Salão do Pecém você deslumbra a Cidade Literária, composta por 1 planetário, 3 kiosk de artesanato, 5 pracinhas de alimentação, 6 praças de encontro, 7 grandes áreas de descanso (que você vai usar muito), 110 stands, 350 editoras e pilhas e pilhas de livros pra fazer você enlouquecer. A cada hora acontece alguma apresentação ou conferência em umas das Praças de Encontro espalhadas pelo Cidade Literária.


Exposição cultural da Nova Acrópole. Amei, sensacional.

Pegando o rumo do andar superior se encontram as salas de conferência onde atrações do mais variados gostos e vertentes acontecem simultaneamente, só para ter uma vaga noção em apenas uma hora pude conferir um pouco de: batalha de robôs e apresentação de drones (sala da robótica), apresentação teatral sobre a linguagem do corpo, técnicas de desenho e ilustração para livros infantis, debate entre os universos da Marvel e da DC, apresentação de ventriloquismo, a maleta de Newt Scamander (ambientalização do filme do mundo de Harry Potter), sala de jogos de tabuleiros, mesas de RPGs, desfile de cosplayer, e como se não fosse o bastante ainda tem o lançamento de dezenas de livros onde você pode conversar um pouco com os autores e ganhar exemplares autografados.

O Obscuros era tão real que prendia a atenção da gente.

Indo para o último andar os visitantes terão um leque de conferencias escolher assistir, tive a oportunidade de participar de uma das muitas com transmissão simultânea pela estações de rádio e TV da cidade além de canais online no YouTube e no Facebook. Fica difícil escolher qual atração acompanhar pela variedade de temas tão abrangentes.

Os únicos pontos negativos que encontrei nesse tour pela Bienal foi o III Salão do Professor, muito mal aproveitado e deixando a desejar quanto o atendimento e prestação de serviço. O que é realmente lastimável tendo em vista a importância que a profissão tem para formar novos leitores. Realmente deixou a desejar, que serva a crítica de lição para a próxima bienal ter o Salão do Professor mais em conta ao professor que apenas um pontinho na bienal pra fazer a média com o público."

Resumindo



É mais do que recomendado não perder a chance de visitar esse evento colossal e prestigiar os artistas e escritores convidados que recompensam os visitantes com talento, simplicidade e maestria. #VemPraBienalCE

Se você também foi a Bienal do Livro do Ceará esse ano deixe aqui seu comentário e compartilhe sua opinião, fique a vontade para deixar elogios, críticas e sugestões. Abraço e boa leitura!

XII Bienal (programação)

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é sem dúvida a maior de sua história até aqui. O evento colossal terá mais de 150 escritores convidados e nada menos que 110 estandes na programação.


Durante dez dias, a Bienal Internacional do Livro do Ceará irá movimentar todo o estado. Na manhã desta quarta-feira, 5, foi divulgada toda a programação, em coletiva realizada no Centro Dragão do Mar.  O evento terá início na próxima semana e irá ocorrer de 14 a 23 deste mês de abril. O calendário traz nomes como o do escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe, que já provoca frisson no público desde as prévias divulgadas da agenda. Outros confirmados são Luiz Ruffato, Marina Colasanti, Isabel Lustosa, Eliane Brum, Daniel Galera, Lira Neto, Frei Betto, Daniel Galera, Joca Terron e Ignácio Loyola Brandão.

No total, serão 168 escritores participando da programação, além de 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes.

Um dos estandes será a Casa Vida&Arte, que terá livros da editoras Demócrito Rocha e Dummar, além de um estúdio móvel da Rádio O POVO/CBN. Na programação do espaço, haverá conversas com escritores convidados e eventos voltados para os público de pequenos leitores, como oficinas de desenho e contação de historias.

Com curadoria de Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravo, o tema do evento será "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca". A abertura, no dia 14, terá homenagem ao repentista Geraldo Amâncio e ao cordelista Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo Religare da companhia cearense de dança Edisca.

Dentro do projeto Diálogos, que será uma das janelas do evento, estarão mesas com escritores em todos os dias do evento. Entre as mesas, estão bate-papos entre Valter Hugo Mãe e Cleudene Aragão (dia 15); Affonso Romano de Sant´anna e Marina Colasanti (dia 16) e entre Daniel Galera e Joca Terron (dia 23).

Veja outros destaques da programação

Mestres da CulturaA cada dia, a partir do sábado, 15, os mestres estarão em diálogo direto com o público, em rodas de saberes e conversa abertas à participação de todos os interessados. A primeira roda irá reunir os mestres Aldenir (do Reisado, do Crato) e Zé Pio (do Reisado e do Bumba-meu-boi, de Fortaleza), com mediação do antropólogo Oswald Barroso, sob o tema "O corpo é uma festa; o coração, um templo sagrado".

Fortaleza Boêmia O icônico painel de Valber Benevides que ficava em uma parede do Cais Bar - entre a década de 1980 e o começo dos anos 2000 - estará exposto em uma seção da Bienal. Será parte da Fortaleza Boêmia. Com presença de Tarcísio Sardinha, Pardal, Heriberto Porto, Serrão, David Duarte e outros músicos, haverá um bate-papo com ex-frequentadores do Cais. Será na quarta-feira, dia 19.

Juvenil Com foco no público de jovens e adolescentes, haverá participações de Paula Pimenta, Fábrica do Mito, Leônidas, Bússola Assessoria e outros.

Serviço
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 
Quando: de 14 a 23 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará
Entrada: Gratuita



Fonte: O Povo

Bienal do Ceará anuncia lista completa da equipe

Novas informações e o que esperar para a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará? Para manhã está marcada uma coletiva geral onde toda programação e atrações serão reveladas.


Após uma saudade maior de que estamos acostumados (2 anos), a nossa querida bienal finalmente esta aí, batendo a porta. Agora à pouco o site oficial do Governo do Estado anunciou a lista de todos os envolvidos no tocante a setores e coordenação do evento. Realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, e apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontece de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza, e tem entrada franca em todas as atividades, em sintonia com a política cultural do Estado, de democratização do acesso dos cearenses à arte e à cultura. Novos autores e convidados e a programação detalhada da Bienal serão apresentados à imprensa nesta quarta-feira, em coletiva às 9h, no Auditório do Centro Dragão do Mar.

No mesmo patamar de importância dos autores e convidados do Brasil e do mundo, nossa Bienal tem uma cara de cearensidade. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente".
Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura do Estado do Ceará

Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil"
Lira Neto, coordenador da Curadoria da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. Com o tema "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca", esta nova edição da Bienal, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, da também integrada por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes  de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o país, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.

Com uma programação extremamente ampla, diversificada, ousada e que tem a qualidade por prioridade, a partir do tema que propõe itinerários por entre os acervos formados por cada pessoa e a biblioteca composta pela interação da sociedade, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos. Sempre tendo a palavra como fio condutor, mas de modo aberto a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos - infantil, juvenil e adulto - e inúmeros temas e áreas de interesse.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega à XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias: "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca".

Várias dimensões e o Ceará sempre presente

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade. Não da pra negar a cearensidade tão presente na Bienal, essa identidade mais próxima do estado e mais distante da cara business book. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente de forma é uma das poucas bienais que retrata bem todas as expressões dos escritores e da literatura estadual sem deixar de homenagear os tradicionais símbolos culturais do estado. Alem de ser uma das poucas bienais 100% gratuitas no nosso país. Muitos estão esperando que essa seja na verdade "Uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil" (estou torcendo por isso).

XII edição conta com uma equipe de peso para coordenar, organizar e gerir todo o evento durante esses 10 dias de Bienal.

Coordenação geral

Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas desde 1998.

Os curadores

Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006).

Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006).

Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço  Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância.

Coordenadores de espaços temáticos

Alan Mendonça - Café Literário
Alênio Noronha Alencar e Dane de Jade - Encontro Roda de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura
Andrea Vasconcelos - Espaço Circo
Carlos Macedo e Marcio Porto - Espaço Fortaleza Boêmia
Kelsen Bravos - Espaço Infantil
Klévisson Viana - Espaço Cordel
Rafael Limaverde e Eduardo Azevedo - Espaço de Ilustradores
Régis Freitas - Espaço Juventude

Coordenadores de Encontros

Aparecida Lavor - VIII Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias
Carlos Emílio Correa Lima - III Encontro de Periódicos Literários Brasileiros
Nixon Araújo - Encontro de Oralidade & Escritas em Língua Portuguesa
Norma Santana e Maura Isidoro - VII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará
Sarah Diva - III Salão do Professor
Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão
Vânia Vasconcelos - Encontro Letra de Mulher, Novas Páginas

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Cultura – Secult
Dalwton Moura - (85) 3101.6761 ou 98699.6524
dalwton.moura@secult.ce.gov.br

O nosso portal estará na Bienal fazendo uma cobertura completa sobre o evento para você não perder nadinha.

Contos inéditos de Dostoiévski no Brasil

Contos inéditos do grande escritor russo Fiódor Dostoiévski chegam ao Brasil em abril com tradução direta do russo. Entre eles está "Domovoi", o conto interrompido.


Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade (1846)Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874)Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877)O tritão (1878)Domovoi.
São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847), Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil (1876).
Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, e Histórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.
Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.

Fonte: Revista Cult.

"Nova" Bienal do Ceará aposta em “Bibliodiversidade”

A menos de um mês para o evento, autoridades e leitores começam a se animar para a XII Bienal

Jornalista e escritor Lira Neto é o curado da Bienal do Livro 2017.
Com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará já está quase aí. Muitos dos organizadores já a descreve como uma “nova Bienal”, guardando segredo da programação e das principais atrações, apesar de já terem sido divulgado uma grande lista de escritores convidados (que também não sabemos quais confirmaram sua vinda ao evento). Essa semana, Lira Neto (curador desta edição) e Mileide Flores (coordenadora da bienal) deram entrevista ao jornal O Povo e além de explicar a mudança (sem falar no grande adiamento) e as novidades para esta edição do evento.

Mileide Flores, a política  pública

O que chamamos de ‘nova bienal’ vem pelo conceito de como estamos enxergando o evento dentro da estrutura de livro e leitura da Secretaria de Cultura”, explica Mileide. A coordenadora esclarece que a intenção nesta edição é ligar a Bienal ao planejamento da Secult, não tratando-a como um evento por si só. “A ideia é não dissociar a Bienal do planejamento estratégico. Ela não pode ser um evento separado disso”, detalha. “A grande mudança conceitual da Bienal do Livro é essa: ela é a finalização de um grande processo, e não um processo próprio”.

Lira Neto, a bibliodiversidade da bienal

Nós teremos uma lista menor que a primeira, mas com acréscimos de autores cearenses, nacionais e inclusive internacionais. Na primeira a gente só tinha o Valter Hugo Mãe (escritor português), mas vamos ter outros agora”, afirma Lira. “Prosseguimos ainda no propósito de reforçar o que temos chamado de ‘bibliodiversidade’. Além da qualidade literária e da expressividade da obra, temos prestado atenção para conseguir contemplar negros, índios, mulheres, mostrar para os leitores um tipo de literatura que não tem grande divulgação”, completa.

Novas Ações e Efeito Bienal

Além do reforço na lista de nomes, Lira também adianta que a programação completa fortalecerá algumas programações habituais da Bienal. “Haverá a consolidação de algumas programações que fazem historicamente parte do evento, mas que nas últimas edições não tiveram a devida dimensão, como o Salão do Professor”, explica. Outro dos espaços que será valorizado é o da Bienal Fora da Bienal, que leva autores para comunidades, escolas, universidades e até cidades do interior.

“Quando a gente chega junto, a sociedade dá retorno. Voltar com a programação exterior significa voltar para os grupos de pessoas que talvez não se desloquem até o Centro de Eventos”, pondera Mileide. Lira ainda afirma que um dos autores que ficou “encantando com essa possibilidade” foi Valter Hugo Mãe. “Ele disse estar alimentando a expectativa de poder ir ao encontro de comunidades que nunca viram um escritor de perto”, conta.

A intenção da Bienal ser realizada durante o mês de abril é significativa porque nos dias do evento também é celebrado datas importantes para a literatura como o nascimento de Monteiro Lobato e o Dia do Livro Infantil, em 18 de abril, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril.

Confira lista de convidados para a Bienal clicando aqui.

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Quando: 14 a 21 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará

O nosso portal Um Filósofo na Web estará no evento fazendo uma cobertura completa sobre a Bienal, não deixe de se inscrever no nosso portal para ficar por dentro das novidades e noticias do mundo literário. 👍

Resenhas - Curtindo a Vida Adoidado, Tood Strasser

Um marco do cinema adolescente da década de 80 em uma versão primorosa para as sua estante.


Quem nunca assistiu à esse grande clássico tão reprisado na Sessão da Tarde? Quem não se levantou e requebrou sem jeito ao som da música Twist and Shout dos Beatles? Quem não queria ser Ferris Bueller?

Para comemorar os 30 anos de estréia de Ferris Bueller's Day Off (estranhamente traduzido no Brasil como Curtindo a Vida Adoidado) dirigido por John Hughes, considerado "o mestre dos filmes adolescentes dos anos 1980 a editora Gutenberg trouxe para nós a versão literária de um dos filmes mais recomendados para assistir. Confiram essa resenha fresquinha e tente não se identificar com as loucuras dessa história.

Começamos com um dia de céu azul

Acordando ao som da gritaria dos irmãos sem animo para mais uma aula chata de história, Ferris fica tentado após ouvir a previsão do tempo pelo rádio, descrevendo "céu claro com poucas nuvens e tempo perfeito". Ferris decide então que seria um crime não aproveitar um dia de primavera como esse e antes de levantar da cama bola uma grande plano para matar aula e ainda aproveitar esse dia junto dos amigos. Usando artimanhas para fingir-se de doente para que os pais o deixem ficar em casa (quem nunca fez isso?). Conseguindo enganar os pais, Ferris resolve ligar para seu melhor amigo, Cameron - este de fato doente - para que juntos possam aproveitar aquela manhã como nunca, e após conseguir tirar o amigo de casa, Ferris bola um plano para conseguir tirar sua namorada, Sloane, da escola. Após conseguir enganar o diretor com um plano pra lá de ousado (pra não dizer  absurdo), Ferris, Cameron e Sloane conseguem o tão precioso "dia de folga", onde pretendem aproveitar ao máximo cada segundo. Pois a vida é para ser vivida e segundo Ferris Bueller...

"[...] A vida passa rápido demais. E se você não parar de vez em quando para vivê-la, vai acabar perdendo o seu tempo." (Todd Strasser, p. 157)

Até aqui você pode achar que "Ah, o livro é só uma forma de alguns ganharem dinheiro, melhor assistir o filme, é a mesma coisa." Se você pensa isso está mesmo redondamente enganado, pois não somente o livro lançado pela Gutenberg é um versão do filme, como também é um estouro que escancara todo o universo de Ferris, trazendo muitos planos mirabolantes, loucos, absurdos e geniais. O livro tem as extras e as cenas cortadas muito bem encaixadas nas tramas e muitas informações adicionais como Ferris Bueller ser o irmão do meio numa família de 4 filhos! (sim, no livro ele tem 3 irmãos, e não apenas 1 irmã, como no filme), terem uma montanha de encrencas pelo caminhos que fazem o caso da Ferrari 1961 GT California parecer um grão de areia na montanha.

"Ferris percebeu que ele e Cameron basicamente tinham a mesma filosofia de vida. A diferença era que, em vez de tentar provar sua ideia por meio de equações matemáticas, Ferris simplesmente vivia. Se ele visse uma oportunidade, não deixava passar. Se ele queria se divertir, ele ia se divertir. Estatística e morte inevitável não tinham nada a ver com aquilo." (Todd Strasser, p.87)

Tanto para os fãs do celebre filme quanto para os ainda não apresentados este livro é tiro certo de hora de risos, apreensão e lembranças de bons momentos da vida. Li e recomendo o Curtindo a Vida Adoidado de Tood Strasser lançado pela Editora Gutenberg. Ah! Aliás, uma nota aos leitores: Todd Strasser é um prolífico escritor estadunidense, autor de mais de 130 romances para jovens e adolescentes e romantização de filmes, muitos deles escritos sob pseudônimos como Sanchest e T.S. Rue.

Ficha Técnica

Título: Curtindo a Vida Adoidado
Título Original: Ferris Bueller’s Day Off
Autor: Todd Strasser
Tradução: Marcelo Salles
Editora: Gutemberg
Páginas: 160
Gênero: Comédia
ISBN: 978-85-8235-379-0

Por fim: Salve Ferris!!!

Resenha - Três Vezes Você, Federico Moccia

Seis anos depois, a vida dos nossos protagonistas mudaram. Conseguiram ser feliz, mas quando menos se espera, seus caminhos se cruzam novamente... Depois do sucesso de Três Metros Acima Do Céu vem o resultado esperado da história de amor do Passo, Babi e Gin. O que esperar de Tres Veces Tú?


A história é um romance erótico que parece estranho brinquedo de parque de diversões, uma mistura de carrossel, gangorra e montanha russa onde chorar e rir se tornam rotineiros, mas consegue embalar o leitor na trama. Moccia, fezum ótimo trabalho para dar as prateleira algo triste mas igualmente maravilhoso.

O livro começa com uma inspiração: "O amor é quando a felicidade de outra pessoa é mais importante do que a sua." Uma frase muito significativa para o que este livro quer transmitir.

Após seis anos, um longo tempo para os personagens, e era grande o medo de encontrar algo que não fosse mais reconhecido, ou traços que seriam distorcidos pelo tempo deixando nossos personagens irreconhecíveis. Mas, quando se percorrer as páginas de Três Vezes Você é fácil percebe que pouco ou nada mudou, que apenas uma palavra ou um gesto você sabe Step, Gim e Babi simplesmente envelheceram, mas os sentimentos e o famoso E se? ainda presente em todo o livro.

É um livro cheio de flashbacks, com abundância de surpresas realmente inesperadas, que deixam você com a sua boca aberta e dá merecidos pontos ao autor. Nesse novo romance o leitor olha para o passado e não o presente, porque para saber o que realmente aconteceu é preciso observar cuidadosamente algo que queremos para deixar para trás. Federico Moccia se esforçou para não deixar pontas soltas e se desprender de seu personagens, pois desta vez ficaram mais realistas e convincentes que nos livros anteriores.  Mas nem tudo são rosas...

O ritmo às vezes é lento, o que me pareceu intencional do autor para ganhar tempo e mostrar que seus personagens amadureceram desde o ultimo romance. Talvez o personagem que eu mais gostava e que de fato no livro anterior era a única peça que mais fazia sentido era Gin. Eu acho que como seu nome completo indica: valentia, lealdade, determinação e teimosia,  acredito que mas acima de tudo faz uma oposição as boneca de pano com forte carência sexual, como vemos hoje no cinema. Olhando bem, é uma mulher incrível. Por outro lado Babi é o que sempre foi: loucura. Houve amadurecimento, mas a sua forma ainda tem uma maneira de estar sem rumo, ele faz o que faz por amor, embora no primeiro momento, ninguém possa ser culpado por não o entender muito bem.

Como não tenho a intenção de estragar a surpresa de ninguém, posso dizer que apesar de esse não ser meu tipo de literatura, o livro tem um final que não peca nem deixa devendo para quem percorre as mais de 700 páginas de bati e volta, beijo e tapa, tira e veste.

Você já leu algum livro de Federico Moccia? O que espera desse novo romance? Deixe seu comentário.

Resenha - Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

O que temos na mais recente aventura do bruxo mais famoso dos últimos tempos?


Após muita especulação e expectativas de fãs e críticos eis que saiu mais uma aventura da saga Harry Potter, desta vez J. K. Rowling contou com uma colaboração de John Tiffany e Jack Thorne. Com uma sinopses auspiciosa:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Aguardei a publicação do livro em terras tupiniquins para conferir melhor (já que a versão em inglês me pareceu confusa em uns 20% da obra). Recebi um exemplar da editora como brinde de após por a leitura em dia resolvi ver como ficou a obra em português com tradução autorizada.

Sim, depois de quase 10 anos, desde o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo livro da saga, da tão conhecida J.K. Rowling. Desta vez não em uma obra própria, mas em um livro baseado no roteiro de uma peça de teatro, escrita por Jack Thorne e que será dirigida por John Tiffany. O livro recebeu críticas merecidas por parte da impressa por começarem a ver o personagem como o eterno órfão que Rowling não consegue deixar para traz, abandonando personagens menos explorados como Snape,  Dumbledore, os Bruxos Fundadores ou os Marotos, ou mesmo Cormoran Strike (personagem principal de um série assinada pela autora com pseudônimo).

Em A Criança Amaldiçoada a estética narrativa é completamente diferente de toda a saga Harry Potter, desde seu formato, até o seu enredo. A escrita é bem diferente do habitual, por se tratar de um roteiro de teatro o livro é praticamente 99% fala, até os capítulos são divididos em números de cenas e até mesmo em atos, o que deixa a leitura bem fluida e faz o livro ser mais rápido que os anteriores. O livro também respeita bem as regras do Mundo Mágico criado nos livros anteriores. Desta vez Harry sai de cena como protagonista, tem seus momentos no livro, mas o personagem principal passa a ser seu filho, Alvo, que ao ingressar em Hogwarts passa a ter problemas com tudo que envolve seu pai e o peso de ser um Potter (até aqui bem familiar não é mesmo?). As expectativas e o preconceito de alguns começam a atrapalhar o garoto de várias formas, inclusive em fazer amizades. E é em cima deste contexto que a trama se desenrola, envolvendo magia, viagem no tempo, uma pitada de romance, traição e uma dose cavalar de conflitos familiares.

Quando se chega mais ou menos na metade do livro a história começa a perder o "encanto". Pois não precisa ser muito crítico ou bom observador para perceber que alguns personagens não fazem a menor diferença na treta e obviamente estão ali só para agradar os fãs (como é o caso do Rony, infelizmente). As motivações do revoltado Albus não são tão convincentes, e alguns bons personagens parece um tanto vazios, mas isso não faz do livro um lixo, o livro é interessante, principalmente por apresentar uma nova perspectiva sobre os Malfoy por exemplo. Que poderiam ter sido melhor explorados nos livros anteriores.

Opinião pessoal

Se você está esperando outra fantástica aventura com investigações sutis, muitas reviravoltas e grandes revelações como nos livros anteriores, abaixe a varinha! Como já comentei, o novo livro é baseado na peça, portanto a linguagem é bem diferente, assim como os personagens não são trabalhados com tanta originalidade. Para os fãs é um livro que certamente merece sua leitura, pois Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é respeitosamente um passatempo nostálgico.