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Suiany Tavares - versos e reflexos da autora

Maria Suiany Ripardo Tavares Pereira é natural da cidade de Sobral, interior do Ceará, famosa por ser uma cidadela cultural no norte do estado. Suiany Tavares também é professora de Filosofia, Arte e Sociologia da rede de educação básica de ensino. Além da sua atuação como educadora, integra o Coletivo Literário Sem Ponto Final da Escola de Artes de Sobral. Nesta publicação conheceremos um pouco mais sobre seus poemas e trajetória literária.



Publicações e Reconhecimento

Talentosa, Suiany Tavares transcende as fronteiras da sala de aula e da moderna Sobral. Suas poesias, publicadas em revistas online, sites literários e editoras de diversas regiões do país, ecoam nas mentes dos leitores, ganhando reconhecimento não apenas pela destreza poética, mas pela autenticidade. Dona de uma sensibilidade refinada com as palavras, a autora coleciona um passaporte bem carimbado de participações em diversas antologias e revistas literárias.


Dos navegantes, o medo;
Dos errantes, o destino;
Dos amantes, o porto
E a âncora que prende o navio.

Quem me navegará?
Quem, ao se ver refletido
Em águas silenciosas,
Correrá o risco de amar um mar bravio?

Sem permissão ninguém me navega!
Sou eu que trago as embarcações
Para senti-las entre as minhas correntezas.

No olho da tempestade eu danço,
Embalada pelos gritos dos desavisados
Que prometeram ser mais fortes
que eu, o seu principal mastro.

Suyany Tavares, Mar em tempestade. Sobre todas as coisas que eu não digo em voz alta, p 15. Editora Invicta. 2023.


Deixando sua assinatura em participações das seguintes obras: Toda ARTE de POETIZAR (editora Brecci Books); Amanhã não estarei aqui Para dizer que Te AMO (editora Brecci Books); Sobre todas as coisas que eu Não digo em voz alta (Editora Invicta); Poetize 2023 (Editora Vivara); Vivendo o Outono (Editora Contos Livres); Poéticas Contemporâneas - Uma cartografia da escrita de mulheres (Editora Brecci Books); Filigranas (Editora Andros); Acesso Restrito - Versos Delas Para Elas (Editora E&P); É Primavera - Poesia em quatro estações (Editorial Lura); As Batidas de um Coração Partido (Editora Invicta); Sarau Brasil 2023 (Editora Vivara); Tecendo Poemas - (revista online); A Poesia é meu Legado (revista online). 

"Vivo clandestina, e não é mole essa vida clandestina. Mas posso me orgulhar da qualidade da minha pele e da temperatura do meu beijo. Eu quero fazer com você UM PACTO DE DELICADEZA! Eu quero me sentir alteza, para te ceder todos os músculos, ser arbusto dos seus beijos. Vamos sair esburacando a madrugada, trocando beijos e tragadas". Suiany Tavares

Cada uma destas participações não fora menos que um degrau que alçaram a poetisa (embora a autora prefira o termo escritora de poemas) ao seu primeiro livro independente. Hora Crepuscular que saiu pela Editora Caravana.



Título da Obra: Hora Crepuscular
Autora: Suiany Tavares
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x23cm
ISBN: 978-65-5061-626-7
Número de páginas: 51
Editora: Caravana
Arte da Capa: Leonardo Costa Neto
Capa e editoração eletrônica:  Eduardo César Machado

A respeito de Hora Crepuscular, Janilda de Lima Coelhos registrou suas impressões que pode ser lida a seguir:

"Há tantas palavras para serem ditas e que são possíveis apenas no crepúsculo das emoções, nos estímulos dos sentimentos vividos ou imaginados dos encontros e das despedidas. Como artista que usa paleta quente para refletir a intensidade. O livro Hora Crepuscular é uma obra sensível, com traços de delicadeza que faz transcender o significado do sentido. Feito objetos pequenos que se encaixam no tempo, nas cores, no universo do sentir, a seleção dos poemas são mais que um convite para apreciar o pôr do sol. As palavras sensíveis da autora são desenhos de sentimentos, desejos, memórias, que poeticamente descrevem a hora crepuscular como um encontro, mística, ritual; ponte de observação do transformar-se. Entre o bem e o mal, dia e noite, do prazer e da dor, do viver e do morrer, o mágico, encantador e misterioso crepúsculo do ser. Entre os raios do sol e o brilho da lua as lembranças do passado, a arte do presente e o silencio do futuro, os registros em metáforas da “Hora Crepuscular” refletem a intensidade da apreciação da filosofia dos movimentos e as possíveis e impossíveis impressões da realidade. O convite é sentir!"

Pude ao longo desta semana que se encerra,  me esbaldar na leitura de alguns dos poemas da escritora para impressão pessoal. A satisfação vinha com o sorriso ao final de cada "amostra". Suiany Tavares se mostra, mais do que uma escritora de poemas, uma hábil contadora de histórias que transforma o comum em extraordinário gestos singelos em desejos. Talvez tenha sido a hora demasiada avança na última leitura de ontem, ou a garrafa de Gato Negro que não resistiu ao 'perambulo' literário do poemas de Tavares, mas em diversas vezes fiquei com a impressão de que ao ler alguns de seus versos era como ouvir uma deliciosa balada como "Mais Feliz" de Adriana Calcanhotto ou um novo sucesso de Maria Gadú em sua melhor fase. Fica a sugestão para aqueles que buscam uma poesia mais reflexiva e transcendental a versos floreados e frios.

Twelve virgins (Letra)

Essa canção aparace na animação Beowulf (2017) e no game homônimo sobre o guerreiro. 



Haviam doze virgens,
frísias, danas e francas.
Rasgamos seus vestidos,
pra ver suas belas ancas,

Nós somos os guerreiros,
que de longe vem.
Pegamos as mulheres
E as fazemos de reféns.

E se a mulher é mais valente,
vai ter briga bem felina.
Pra saber quem fica por baixo
e quem fica por cima. [Refrão]

A virgem mais gordinha,
não quis ficar pra traz.
Sumiu com meu salame
E disse quero mais...

Depois a prima dela.
Cobrou alguns tostões.
Pra apagar a vela
em outras posições.

E se a mulher é mais valente,
vai ter briga bem felina.
Pra saber quem fica por baixo
e quem fica por cima. [Refrão]

A loura bem jeitosa
levou todo meu dinheiro.
Mas valeu cada centavo.
Pois foi o dia inteiro.

A ruiva mais atirada
era uma moça de respeito.
Seios de uma mãe sem leite
mas de uma tara sem jeito.

E se a mulher é mais valente,
vai ter briga bem felina.
Pra saber quem fica por baixo
e quem fica por cima. [Refrão]

A mãe era Islandesa
E dava cambalhota
Pediu um iceberg
Pra refrescar as costas




Mead Party (Letra)

Para quem me perguntou como é a Canção do Hidromel citada no post anterior, eis a letra, comece a cantar.


Como não se sentir feliz em um ambiente tão harmônico e civilizado?


HEI, (HEI), HEI, (HEI).

Eu hoje levantei querendo ouvir um Menestrel,
Fugir em sonhos ao virar um copo de hidromel,
pois ontem uma abelha eu senti me ferroar,
eu quero essa doçura para minha dor curar!

HEI, (HEI), HEI, (HEI).

Tomei mais uma dose com esses sonhos a pesar,
Sonhei que não havia mais garotas a dançar,
Sonhei com uma confusão na veia do hidromel
Preciso de outra condição direto do tonel!


HEI, (HEI), HEI, (HEI).

Por favor me traga mais um belo garrafão,
E sirva mais um copo para afogar meu coração!!!"


HEI, (HEI), HEI, (HEI).


Existem algumas versões mais alegres, outras mais melancólicas e algumas bem mais promíscuas. Mas como de costume deixamos a versão original o a convencionada como a mais tradicional. O que achou dessa canção?