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XII Bienal (programação)

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é sem dúvida a maior de sua história até aqui. O evento colossal terá mais de 150 escritores convidados e nada menos que 110 estandes na programação.


Durante dez dias, a Bienal Internacional do Livro do Ceará irá movimentar todo o estado. Na manhã desta quarta-feira, 5, foi divulgada toda a programação, em coletiva realizada no Centro Dragão do Mar.  O evento terá início na próxima semana e irá ocorrer de 14 a 23 deste mês de abril. O calendário traz nomes como o do escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe, que já provoca frisson no público desde as prévias divulgadas da agenda. Outros confirmados são Luiz Ruffato, Marina Colasanti, Isabel Lustosa, Eliane Brum, Daniel Galera, Lira Neto, Frei Betto, Daniel Galera, Joca Terron e Ignácio Loyola Brandão.

No total, serão 168 escritores participando da programação, além de 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes.

Um dos estandes será a Casa Vida&Arte, que terá livros da editoras Demócrito Rocha e Dummar, além de um estúdio móvel da Rádio O POVO/CBN. Na programação do espaço, haverá conversas com escritores convidados e eventos voltados para os público de pequenos leitores, como oficinas de desenho e contação de historias.

Com curadoria de Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravo, o tema do evento será "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca". A abertura, no dia 14, terá homenagem ao repentista Geraldo Amâncio e ao cordelista Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo Religare da companhia cearense de dança Edisca.

Dentro do projeto Diálogos, que será uma das janelas do evento, estarão mesas com escritores em todos os dias do evento. Entre as mesas, estão bate-papos entre Valter Hugo Mãe e Cleudene Aragão (dia 15); Affonso Romano de Sant´anna e Marina Colasanti (dia 16) e entre Daniel Galera e Joca Terron (dia 23).

Veja outros destaques da programação

Mestres da CulturaA cada dia, a partir do sábado, 15, os mestres estarão em diálogo direto com o público, em rodas de saberes e conversa abertas à participação de todos os interessados. A primeira roda irá reunir os mestres Aldenir (do Reisado, do Crato) e Zé Pio (do Reisado e do Bumba-meu-boi, de Fortaleza), com mediação do antropólogo Oswald Barroso, sob o tema "O corpo é uma festa; o coração, um templo sagrado".

Fortaleza Boêmia O icônico painel de Valber Benevides que ficava em uma parede do Cais Bar - entre a década de 1980 e o começo dos anos 2000 - estará exposto em uma seção da Bienal. Será parte da Fortaleza Boêmia. Com presença de Tarcísio Sardinha, Pardal, Heriberto Porto, Serrão, David Duarte e outros músicos, haverá um bate-papo com ex-frequentadores do Cais. Será na quarta-feira, dia 19.

Juvenil Com foco no público de jovens e adolescentes, haverá participações de Paula Pimenta, Fábrica do Mito, Leônidas, Bússola Assessoria e outros.

Serviço
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 
Quando: de 14 a 23 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará
Entrada: Gratuita



Fonte: O Povo

Moana - Veredito

A última produção da Disney desse ano vem fazendo barulho no céu, na terra e no mar. Moana

O filme ainda não estreou nos cinema brasileiros, mas tive a oportunidade de conferir em primeira mão numa sessão prévia no fim de semana (19). E posso adiantar que será o filme mais assistido em janeiro nos cinema tupiniquins.


Muito elogiado pela crítica, Maona: Um Mar de Aventuras é o 56º filme da Walt Disney Animation Studios. Moana já arrecadou mais de 240 milhões de dólares em todo o mundo. Estreará 5 de janeiro de 2017 no Brasil. O filme é estrelado pela novata Auli'i Cravalho como Moana e Dwayne Johnson como Maui. Dirigido por John Musker e Ron Clements, com trilha sonora instrumental de Mark Mancina e canções do compositor da Broadway, Lin-Manuel Miranda, Mancina e do músico Opetaia Foa'i. Resumindo o filme sem dar grandes detalhes. O filme conta a história de Moana, a filha única do chefe de uma tribo polinésia, escolhida para reunir uma relíquia mística, um semi-deus e uma deusa.

A Disney havia dito que em 2016 lançaria uma nova princesa para seus estúdios (e para o mercado), e não poderia ter escolhido uma melhor. Moana de Motunui é a primeira princesa de pele negra e sem floreios e apelos para príncipes escovados a lá metrossexuais. Com uma personalidade forte e temperamento amigável a personagem é cativante sem ser digna de pena. Nesta história não tem maldições e nem castelos, o que tem de sobra é aventura com musicais breves e bem pontuados que não entendiam o espectador, ao contrário, antes de acabar o filme você vai estar cantarolando "welcome, welcome!".


O filme tem uma evolução gradual dos seus personagens e indiretas contra o próprio Estúdio (Disney) que poucos serão capazes de perceber, como quando Maui dá uma definição geral de princesa "filha de alguém importante (rei ou chefe), sem destreza e com um bichinho de estimação". Ainda assim o filme corrigiu boa parte dos clichês de tramas nesse mesmo seguimento, que não direi aqui para não estragar a surpresa. Aliás os acertos nesse filme não foram poucos, a crítica ecológica e ambiental como plano de fundo é claramente um reflexo dos apelos de comunidades humanas espalhadas pelo globo que precisam de um ecossistema sem poluição e gerido de forma sustentável. 

Em suma o filme impressiona pela composição musical, animação e vividez da dublagem. É um filme para crianças que todo adulto deve assistir, o humor bem dosado, revelações e reviravoltas da trama são de arrancas risos e espanto. O roteiro inteligente e bem construído apresenta a cultura da tribo polinésia sem esquecer das tatuagens, o artesanato e nem mesmo o Haka ficou de fora. Moana é o tipo de filme que você pode assistir com qualquer pessoa, desde que ela não seja um demônio de larva incandescente ou um crustáceo gigante.

GPS Literário

A minha primeira postagem no blog como blog literário foi um Top Tour Literário listando os dez melhores lugares da literatura para passar as férias (ou mesmo a vida inteira). Muito leitores comentaram em meu Twitter (@ronnison_) na época como seria gostoso visitar um lugar descrito em algum livro favorito, e vamos admitir que isso seria uma experiência legal, e pensando nisso uma organização britânica desenvolveu um GPS Literário 😍.

GPS é a sigla inglesa para Posicionamento Global por Satélite, o GPS Literário da Lovereading te leva para os lugares onde os eventos dos livros acontecem, desde estes lugares seja reais é claro.

Usando o Google Maps eles já mapearam mais de 200 lugares e o melhor de tudo é que você mesmo pode incluir novos pontos! Que ser transportado agora mesmo para a cidade ou local do seu livro favorito?

"Tivemos a ideia de um mapa do livro por que o livro te transporta para o local onde ele acontece - e eu, por exemplo, sempre gosto de ler um livro baseado em lugares que eu vou viajar", disse o diretor e co-fundador da Lovereading, Peter Crawshaw para a Wired. Confira aqui o mapa.

Reprodução
Reprodução
Faça um passeio pela cidade onde foi escrito o seu livro favorito

Clique no ícone e leia uma breve sinopse sobre o livro. Ainda não há obras cadastradas no Brasil. No entanto, é possível localizar clássicos como “O Amor Nos Tempos do Cólera”, de Gabriel García Márquez, em Cartagena; “On The Road”, de Jack Kerouac, em São Francisco; ou “Moby-Dick”, de Herman Melville, em Nantucket.

5 Razões para começar a ler já!

Ler é sempre um ato de amor e dedicação a si mesmo ou aos outros, e nesse tempo de tantas tecnologias e praticidades não é mais tao raro encontrar leitores utilizando tablet ou smartphones para colocar as leituras em dia. Porém, gostaríamos de listas 5 motivos para não esquecer o livro tradicional.

1. Fortalece o Cérebro

Muito se engano achando que não se pode "malhar" o cérebro. Mas isso é possível sim. Só para comparar; uma caminhada de 30 minutos já causa melhoras no seu sistema cardiovascular, correto? O exercício da leitura é o mesmo processo sendo mais restrito ao cérebro, o ato de movimentação dos olhos somado ao processo de codificação, decodificação e assimilação de palavas previne o cérebro de danos mentais leves do dia-a-dia. Além de fazer a memória mais forte o que ajuda a combater o Alzheimer.

Recentemente foi publicado em uma grande revista cientifica americana que o simples ato de leitura diminui em até 33%  o declínio natural das potencias cerebrais. Mas o estudo reforça uma coisa, esse tipo de leitura é a leitura de entretenimento e não a ocupacional e a leitura contra a luz causava na verdade danos em forma de enxaqueca e leves dores nas têmporas, então deixe um pouco seus texto acadêmico de lado e vá ler um poema, o livro de Tolkien ou As Cr^nicas de Gelo e Fogo.

2. Foco fácil

Curiosamente a leitura em forma digital tem a péssima capacidade de desconcentrar o leitor, foram feitas alguns teste e comparações que mostravam que as pessoas usuárias de leitores digitais, mesmo as acostumadas tinha de reler duas ou três vezes os mesmo trechos para se situar na leitura ou evento descrito na narrativa.


3. Mens sana in corpore sano

Depois de uma boa hora de leitura você consegue se sentir mais tranquilo e relaxar não é mesmo? Isso porque o livro físico consegue eliminar mesmo que só momentaneamente as cargas de stress do seu corpo, isso foi oque apontou um estudo realizado pela Universidade de Sussex na Inglaterra ha 5 anos atras e vem se confirmando a cada teste desde então. Essa mesmo universidade formulou um estudo que provava também que independente do gênero literário, uma rotina de leitura constante eliminava até 68% do stress de uma pessoa durante o dia.Claro que algumas profissões como dentista de leões e tigres ou alimentador de pernilongos tem mais stresse que outras.

4. Altamente contagioso

Um relatório divulgado pela Scholastic sugere que a leitura em voz alta para crianças ao longo dos seus anos no ensino fundamental constantemente insere nas crianças o habito da leitura. Ou seja, se você assim como eu, quer filhos ou sobrinhos ou afilhados leitores, é preciso apresentar o livro como algo seu!

40% dos leitores frequentes com a idade entre 6 e 10 anos ouviam historias lidas em casa, e apenas 13% não tinha esse contato. Traduzindo: se o hábito da leitura pode ser transmitido até mesmo entre adultos,imagina para uma criança que copia todos os hábitos dos adultos mais próximos. Deixo aqui uma pergunta, você já leu para uma criança? Eu já, e devo dizer que foi uma das experiencias mais religiosas que já tive.

5. Humanização

É celebre e notória a verdade na frase "Os livros não mudam o mundo, as pessoas é que mudam o mundo. Os livros só mudam as pessoas." do nosso grande Mario Quintana [Valeu Mário!]. O ato de ler é inegavelmente uma atitude transformadora, pois não apenas modifica o sujeito como os outros e o mundo a sua volta. Numa realidade cada vez mais assombrada pela violência e pelas drogas nunca foi tão necessário a pra tica da leitura, não por outro lado foi adotada recentemente uma politica de incentivo a leitura em nosso país em que para cada livro lido num período de um mês o detento tem três dias de sua pena reduzida. Apostar na leitura sempre foi, e sempre será uma aposta com bons retornos,

Bienal do Livro ou Comércio Editorial?

E foi dada a largada para a XI Bienal Internacional do Livro no Ceará. O evento que já tem data e local confirmados: Centro de Eventos de 5 a 14 de Dezembro. Aqui deixo algumas ponderações sobre a bienal de 2012 e o que esperar para esse ano.

Como a bienal do livro no Ceará é uma feira monumental que tem uma ideologia direcionada para aparar e suprir os gostos dos elementos que fazem o mundo literário: Editoras, livrarias, escritores e leitores (a ordem não é essa por acaso). Como recriar uma cultura literária em um estado que já teve gigantes da literatura como José de Alencar, Rachel de Queiroz e outros, tendo o comércio de livro como um dos mais caros do país?

Qual o incentivo oferecido para uma cultura onde é mais barato ir para um pagodão ou baile funk e gastar com álcool, drogas e prostitutas que buscar entar em uma livraria ou sebo a procura de um livro barato?

A bienal de 2012 se provou um verdadeiro culto ao deus do mercado, não me entendam aqui como um marxista, mas como um leitor que com lentes críticas pode ver que a verdadeira literatura é postade lado em prol de escritores "famosos", filhos de celebridades ou políticos. A iniciativa e o espaço oferecido para novos escritores é quase ínfimo ou nenhum. 

A única coisas positiva que vi foi o fator cultural da bienal ser levado em conta, atrações não faltaram e para todos os gostos, mesmo assim é triste ver aspirantes promissores a escritores e poetas tendo que vender livros de mão em mão e até saindo no prejuízo de suas produções por falta de espaço no evento. Por outro lado são esses os autênticos escritores de nossa terra, o valentes que dam um olé nos gigantes do mercado.

Bem, a data está marcada e eu estrei lá mais um vez conferino o evento, até meus amigos.
Boa leitura!

1964 - Nos tempos da opressão.

Ver o atual estado da nossa sociedade sem dúvida por vezes causa a provocação de se questionar: como eram as coisas antes? Como seria minha vida em outra época ou estado político? Como ainda nao há a venda de máquinas do tempo ou portais dimensionais na internet (urânio, plutonio e virgindade já estão à venda, e baratinho) o jeito é especular e criar cenários de possiveis acontecimentos. Para os que gostaria de saber essas respostas a revista Super Interessante lançou uma espécie de game-quiz nomeado De Volta a 1964. O intuito é provocar uma reflexão sobre as consequências de suas escolhas numa época de opressão em plena ditadura militar. Eu fiz o teste e devo dizer que o resultado de minhas escolhas me parecem bem fiéis com o futuro de um jovem solteiro de mente inquieta e recem formado em filosofia.

Assista aos vídeos promocionais do jogo. Depois clique no link abaixo para jogar.






Meu Resultado: Sendo honesto comigo mesmo e respondendo as perguntas sendo fiel as minhas opiniões e convicção o resultado apontou: 7% das pessoas que fizeram o teste tiveram a mesma atitude que você para essa época. Você provavelmente seria uma das mentes perseguidas pelo governo obrigando-se à se exilar para salvar a propria vida e dos entes queridos, anos no exílio e desfrutando de uma política mais simpática com intelectuais você não pensa em retornar para o país uma vez que a Lei de Anistia também assegurou os opressores e torturadores do regime militar. 

Dica de presente de Natal - 10 Livros de auto-ajuda

Seguindo a proposta de lançar uma de dez livros a cada dois dias para presentear alguem nesse natal. Na postagem de hoje teremos uma lista de auto-ajuda.


1. O poder do agora - Eckhart Tolle

Manual prático que ensina a ter consciência dos nossos pensamentos e emoções que nos impedem de viver a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos. Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais, Tolle procurou elaborar um guia para a possível descoberta do potencial interior.



2. Os 7 hábitos da pessoas altamente eficazes – Stephen R Covery

Edição rápida que nos mostra como chegar à paz de espírito e adquirir confiança por meios que caracterizam as ações bem sucedidas e a felicidade.



3. Nunca deixe de tentar - Michael Jordan

Parte da coleção “Na Vida Como no Esporte”. O livro traz o depoimento de Michael Jordan, sobre os os fundamentos que nortearam sua carreira brilhante. Comprometimento, determinação, espírito de equipe, liderança e a grande dedicação do jogador à prática dos fundamentos são analisados, ponto a ponto, pelo técnico brasileiro Bernardinho ao longo deste livro.

4. Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle

Para o autor Eckhart Tolle, estamos vivendo um momento único e maravilhoso: o do despertar de uma nova consciência. Queremos cada vez mais criar um mundo novo, mais evoluído espiritualmente. O autor nos ensina a descobrir o nosso verdadeiro eu, a essência humana genuína que nos permitirá construir o novo mundo e viver em harmonia com tudo o que existe.

5. Nietzche para estressados - Allan Percy

Um manual estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão que se aplicam a várias situações do nosso cotidiano. Nietzsche pode ser bastante útil na busca de soluções para vários problemas diários, tanto na vida profissional quanto pessoal.

6. Nunca desista de seus sonhos - Augusto Cury

O psiquiatra Augusto Cury sobre nossa capacidade de sonhar e o quanto ela é importante na realização dos nossos projetos de vida. Nossos sonhos nos impulsionam, nos fortalecem e nos faz crescer. Se sonhamos pequeno, nossa capacidade de realização também será pequena. O autor prega que desistir de nossos sonhos é abrir mão da felicidade e a condenção ao fracasso.

7. Praticando o poder do agora – Coleção auto estima

Se você nunca está satisfeito(a) com a sua vida, leia este livro e veja o que acontece. Um manual que ensina que viver o momento presente é o melhor remédio. O livro traz técnicas, exercícios e meditações para alcançar a paz interiore a iluminação. Sugerimos que você leia antes “O Poder do Agora” do mesmo autor, para entender melhor a teoria e assim praticá-la.

8. A linguagem das emoções - Paul Ekman

O consultor da série “Lie To Me” (Fox) revela os segredos atrás das expressões faciais. Aprenda a controlar suas emoções e a decifrar os gestos e expressões das outras pessoas. Que poder, não?

9. Uma vida sem limites – Inspiração para uma vida absurdamente boa - Nick Vujicic

“Por muito tempo me perguntei se haveria no mundo alguém como eu, e se haveria outro propósito para a minha vida além de dor e humilhação.”
O autor nasceu sem os braços e as pernas. Superou sua deficiência para viver uma vida plena e de realizações, virando exemplo mundial e palestrando internacionalmente. Contando a história de sua deficiência física e a batalha emocional que travou para conviver com isso na infância e durante a vida inteira. Ele nos mostra como é importante a força da fé e encontrar o seu senso de propósito para assim, inspirar as pessoas a melhorar sua vida e o mundo.

Simpósio Ipu

O Simpósio Ipu é praticamente o mais expressivo, cultural e moderno evento acadêmico da região. Abrangendo diversas áreas do mundo acadêmico como filosofia, sociologia, história, direito, administração, memoria e patrimônio, música, artes e o mais característico em seu teor é o aspecto cultural da região serrana.
  

Mas o que é um simpósio?


Simpósio (em grego: συμπόσιον, transl. sympósion) é um termo que se referia, na Grécia Antiga, a uma festa onde se bebia (o verbo grego sympotein significa "beber junto"), geralmente realizada depois de um banquete, e durante a qual eram travados diálogos e conversas intelectuais, enquanto escravos ou empregados faziam apresentações de música e dança. Atualmente o termo passou a designar qualquer conferência acadêmica, ou um estilo de aula, ministrada de maneira aberta a debate discursivo e não o formato tradicional de uma palestra ou perguntas e respostas.

A Programação


A programação do simpósio em sua V edição foi mais ampla e enriquecedora do que nunca. Começando pelo tema proposto para esse edição "Mídia e Cultura: Desfragmentação do Pode?" possibilita uma ineria de interpretações por parte do grande números de universitários que se deslocam para se fazer presente nesse grande evento (diga-se passagem, esse estudioso de filosofia percorreu 244 km, 3 horas 38 min, e afirmo que valeu a pena cada centímetro da viagem)

A Abertura do evento foi uma bela explanação do tema com Osvaldo Bertolino, jornalista pela Universidade do Estado de São Paulo (USP), escritor e pesquisador da fundação Maurício Grabois e editor do portal desta instituição (grabois.org.br). Ivina Carla Sousa Jornalista Monografia sobre a comunicação popular e as tecnologias digitais utilizadas pelo movimento indígena, realizando uma análise sobre o portal índios online no caso Raposa Serra do Sol. Participou ativamente do processo de construção da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. Moderador: Prof. Doutorando em Sociologia Pedro Fernandes (UVA UFRN)loja gratis.

Osvaldo Bertolino (atual diretor do ECOA (Sobral-CE) fez uma magnifica palestra apresentando pontos e contra-postos da atual realidade cultural brasileira.

Outras Atividades




O evento contou com programações de conteúdo cultural e acadêmico ao longo de cada dia durante a semana. Tais atividades incluíam caminhadas turísticas pela cidades, palestras, mini cursos, apresentação de documentários e trabalhos acadêmicos.

Foto com o palestrante de abertura do V Simpósio Ipu

Prof. Dr. Renato Almeida palestrando sobre Sociedade Industrial

Passeio pelo centro da cidade, cheio de casarões e prédios de época

Caminhada pelos pontos históricos de Ipu com prof. Petrônio 

Presentação de banda na praça Iracema, rock e frio na noite ipuense

Caminha (independente) pelas trilhas locais

Espaço para venda de livros e DVDs, ótimo para procurar um presente ou conversar com amigos


Noite cultural e Café Filosófico na Casa da Cultura

Fechando a semana de eventos, uma caminhada até a Bica.

Filosofighters



Pra quem curte joguinhos de luta, esta é uma opção um pouco diferente, mas bem interessante já que suas armas são as ideias de filósofos da história que até hoje influenciam a humanidade. Basta escolher um deles para lutar por você e enfrentar a teoria dos outros pensadores como Platão, Maquiavel, Descartes, Marx, entre outros. O objetivo principal do jogo é fazer prevalecer as suas convicções conhecendo o pensamento destes filósofos e se divertindo ao mesmo tempo. No final o grande desafio é lutar contra você mesmo. Bem bacana! 



Trata-se de uma batalha de ideias épica entre nove dos maiores pensadores de todos os tempos. Seus golpes mais fortes são seus conceitos filosóficos que influenciaram toda a cultura ocidental. Dá uma olhada:


A ideia é introduzir o jogador aos rudimentos da Filosofia através de um divertido “UFC” de pensadores. Cada golpe dos personagens é uma máxima famosa.  Filosofighters foi o mais premiado newsgames até Dezembro de 2012, para quem ainda não sabe, newsgames são jogos jornalísticos que, além de divertir, informam.



Afim de começar um combate de idéias? Clique aqui!

O filósofo mais "perigoso" do mundo?!

Para a imprensa conservadora, ele é o “filósofo mais perigoso do Ocidente”, como lhe definiu a revista norte-americana New Republic. Para o jornal britânico Observer, ele é o “messias superstar da nova esquerda”. O próprio Zizek também não tem lá maiores reservas ao se definir. Entre outros epítetos, o autor esloveno se propõe como um “comunista atípico”, um “esquerdista radical” e um “socialista que faz oposição a Marx”. Seja como for, a despeito das ressalvas de seus críticos e dos exageros de seus entusiastas, Slavoj Zizek é, desabusadamente, um intelectual público, um pensador radical e prolífico que não teme seus paradoxos e expia publicamente suas próprias contradições.

Slavoj Zizek formou-se em filosofia em 1971 pela Universidade de Liubliana.
“Atualmente, com sua obra traduzida para cerca de vinte línguas, embora suas ideias geralmente sejam complexas, nenhum outro filósofo contemporâneo se iguala a ele em popularidade”, defende o professor Christopher Kul-Want, diretor da Bryan Shaw School of Art, de Londres, e autor de Entendendo Slavoj Zizek: um guia ilustrado. O livro foi publicado recentemente no Brasil pela editora Leya e é assinado em parceria com o ilustrador Piero. “Quais são as razões para a popularidade de Zizek? Muitas pessoas anseiam ouvir um filósofo que se dedica a pensar profundamente sobre problemas globais, como a pobreza, a ecologia e a repressão política”, completa.

A tarefa do professor não é nada simples. O “fenômeno” Zizek é formado por uma multiplicidade de contextos e ideias que, no geral, nos conduz a resultados contraditórios. Como lembra o psicanalista Christian Dunker, professor livre docente da USP, Zizek move-se tão rapidamente e toma posições de tal forma contrastantes, que nunca se consegue dirimir exatamente qual é seu projeto. “(Ele) não é um pensador sistemático que nos convida para a arqueologia e a reconstrução do movimento de seus conceitos; mas também não corresponde ao intelectual edificante, ensaístico ou opinativo, interessado apenas em questões pontuais e intervenções localizadas”, explica.

Para Dunker, o modo mais eficaz de captar a lógica de seus textos é atentar para a constância de seu estilo, que se desenvolve como intelectual engajado, um pensador que, sobretudo, toma posições. Kul-Want se vale desse expediente para apresentar o pensamento do esloveno em seu livro. Ou seja, Entendendo Zizek é menos uma porta de entrada às ideias do que um mapeamento do estilo e do engajamento do filósofo.

Zizek é visto por muito como um pensador da cultura pop.
Nesse mapeamento, Kul-Want destaca algumas características gerais: a escrita de Zizek nasce de uma abordagem retórica do pensamento (ele escreve como quem fala); sua participação em polêmicas se dá sem brigas ou disputas abertas, estratégia desenhada para criar um espaço em que o interlocutor tenha de se posicionar sobre suas responsabilidades políticas e pessoais; e, principalmente, sua obra acena para a retomada da ideia de “verdade”.

“Depois de Nietzsche, o que restou foi a noção liberal de que todos os valores e crenças, bem como suas verdades associadas, são relativos e parciais. Contudo, Zizek se baseia firmemente na ideia de verdade, apesar de ela ter se tornado suspeita ou fora de moda”, diz Kul-Want. “Ele não entende a verdade como uma ideia espiritual ou metafísica relacionada com a existência de Deus ou um conjunto de princípios universais ou leis que governam o significado e o pensamento”. Para o filósofo esloveno, a verdade é uma compreensão das relações de poder que controlam a sociedade e das ideologias que impedem a sociedade de realizar a liberdade social e política. “Ele é essencialmente um filósofo político. Sua ambição é intervir no discurso político por acreditar que isso pode afetar as ideias das pessoas e ajudar a transformar a sociedade”.

Esse compromisso com a política não é apenas uma opção teórica. É, antes de tudo, para Zizek, uma questão de sobrevivência. Entre os tantos temas sobre os quais se debruça - da psicanálise ao cinema de Hollywood -, seus escritos convergem, no limite, para a denúncia de uma catástrofe mundial iminente e suas causas ideológicas. “Meu esquerdismo radical é mais o resultado de um insight pessimista. Vejo que estamos chegando perto de uma catástrofe, e não estou falando daquela profecia maia idiota”, Zizek explicou ao jornal Valor Econômico no ano passado. “Não se pode ir indefinidamente nesse caminho de desastres ecológicos, segregação racial, apropriação da criatividade intelectual e guerra biológica”.

O “perigo” de Zizek, afinal, talvez seja denunciar o quanto somos “perigosos” a nós mesmos.

Livro:


Entendendo Slavoj Zizek: um guia ilustrado
Autores: Chrstopher Kul-Want e Piero
Editora: Leya, 176 páginas
Preço: R$ 24,90
  
Slavoj Zizek
Nasceu em Liubliana, na antiga Iugoslávia, atual Eslovênia. Formou-se em filosofia e sociologia em 1971, pela Universidade de Liubliana. Atualmente, é professor no Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana e é diretor internacional da Universidade de Birkbeck, de Londres.

Fonte: O Povo

Filosofia e Séries


Já foi lançando o segundo volume na Europa.




















Recentemente fiz o download da obra "Philosophie en Séries" ("Filosofia em Séries"), publicado na França, sem tradução no Brasil. Se são muitos os subprodutos que as séries procriam, poucos são os que se mostram tão inventivos e, digamos, filosóficos. A obra "expõem" as teorias filosóficas mascaradas por trás de prognósticos médicos, investigações criminais e tiroteios entre outras coisas. Mostrando que filosofia não é uma coisa distante nem sem utilidade. Para você amante de séries aqui vai um pequeno teste para ver se além de você assistir a série você aprende alguma coisa além dos nomes de produtos químicos, doenças e protocolos de segurança (riso).
Um exemplo da filosofia em toda parte, relacione série e filosofia e comece a pensar.

Apresentação do editor

Grandes séries agora são os programas mais assistidos na televisão. Este sucesso é não só a sua qualidade de entretenimento: ele também reflete o fato de que essas séries retratam as grandes questões da vida. Desperate Housewives é o problema da felicidade Prison Break, o da liberdade, enquanto Dr. House enfrenta o problema da busca da verdade e 24 Heures Chrono levou a se perguntar se vale tudo na luta contra os terroristas. Por que não aproveitar o tempo para olhar de outra forma? Por que não levar a sério a ficção e tornam o ponto de partida para a reflexão filosófica? Tal é o desafio que está por trás da série Filosofia. Cada capítulo da análise de uma série, apresenta um problema filosófico e conduz à leitura de um ou mais textos de filosofia mais ou menos convencionais. Clara e educacional, este livro é o desafio de reunir a cultura de massa e da filosofia através de um diálogo permanente entre os personagens e conceitos filosóficos. Os fãs vão ver as suas séries favoritas em uma nova luz, enquanto estudantes do ensino médio, estudantes e qualquer pessoa interessada em filosofia terá com este livro, a oportunidade de filosofar de outro modo.
  • Paperback: 176 páginas
  • Editora: Elipses (25 de maio de 2009)
  • Idioma: Francês
  • ISBN-10: 2729848681
  • ISBN-13: 978-2729848682
A obra fez tanto sucesso que um segundo volume já esta sendo vendido na Europa e nos EUA, mas como culturalmente os brasileiro resiste ao habito de ler e pensar (não necessariamente nessa ordem) não existe previsão de nenhum dos volumes serem lançados no Brasil. Ainda assim existem cerca de 17 títulos similares publicado no Brasil (contra os mais de 80 lançados em território europeu). Mesmo sem saber francês consegui ler e entender uns 90% da perspectiva abordada no livro, aos que quiserem se aventurar arranhado francês eu recomendo ler com o Google Translator aberto quando tiver uma trecho muito complexo (ex: pág. 23)

Ferris Bueller e Epicuro de Samos


Não é de hoje que grandes sucessos do cinema trazem atrelados a suas tramas uma certa dose de filosofia, eu já citei MatrixV de Vingança e Gênio Indomável. Agora eu resolvi pegar um a produção da década de 80 que acredito, todos já devem ter assistido (inúmeras vezes). Ferris Bueller's Day Off ou Curtindo a Vida Adoidado como foi traduzido no Brasil, é um filme americano que trás uma filosofia helenista em sua trama, mais precisamente podemos dizer que é uma Mensagem de Epicuro. Mas antes de irmos diretos ao assunto, vamos esmiuçar um pouco o filme (caso haja um pobre coitado que nunca tenha assistido a essa verdadeira obra de arte).

Sobre o Filme

Pôster de Curtindo a Vida Adoidado
Ferris Bueller's Day Off foi lançado em 11 de junho de 1986 sobre a direção de  John Hughes, considerado "o mestre dos filmes adolescentes dos anos 80". O filme conta a história de um jovem meio malandro que para aproveitar a um pouco mais a vida, finge estar doente para matar aula junto com sua namorada e o melhor amigo,é visto pela crítica moderna como um clássico e um paradigma do cinema da década de 1980, notável por ser uma obra cinematográfica que o espectador não se cansa de rever (eu mesmo já devo ter visto mais de 30 vezes, e agora que comprei o DVD vou ter o que assistir quando começar o BBB) - muito embora a maior parte das apreciações iniciais tenha sido negativa pois para as autoridades politicas-educacionais da época, ver um filme que fala de matar aula e "vadiar" ganhando fama e fazendo muito sucesso não é muito agradável.
Sempre que assisto me lembro dos tempos de escola, quando todos enfrentam aulas chatas e professores enfadonhos e das muitas vezes que pulava muros e janelas da escola para escapar das tediosas palestra sobre tabagismo ( eu nem nunca fumei! ^^), educação sexual (chegaram tarde, tudo tentaram me dizer eu já sabia desde os 9 anos rsrsrsrss) e segurança nas ruas ( ah tah, na época as carroças e bicicletas né?). Matar aulas (quando você nota que nem os "professores" sabe o que tão falando) pra tomar banho de lagoa, ir pescar com os amigos, pular cercas pra pegar pitomba, siriguela, manga e umbu, ou pra uma passadinha na casa da paquera (fazer o que era assim que o pessoal dizia, e cá entre nós, hoje chamam de cada coisa que não vou nem colocar aqui O.O) é mais do que recomendando.
Um rápido resumo (ALERTA DE SPOILER): Toda a história do filme passa-se na cidade de Chicago; era o dia 5 de junho de 1985. Ferris Bueller é um jovem aluno do último ano do colegial e pretende faltar a todas às aulas daquele dia. Assim, finge estar doente, enganando os pais, mas não a irmã Jeanie (Jean/Shauna), que se revolta com os sucessos dos planos do irmão.
Tão logo se vê sozinho em casa Ferris prepara seu quarto para simular sua presença, e convoca seu melhor amigo que é hipocondríaco, Cameron Frye, a pegá-lo em casa. Enquanto isto o diretor do colégio, Sr. Rooney, telefona para a Sra. Katie Bueller para comunicar a falta do filho. Ferris naquele ano, ao contrário de seu desejo de ganhar um carro, foi presenteado com um computador e, enquanto o diretor vê em seu monitor (ecrã) as nove faltas do aluno, Ferris invade o sistema do colégio e as reduz para somente duas. A mãe confirma, entretanto, que o jovem estava realmente doente e o diretor fica com cara de bunda (rsrsrsrs foi mau, não resisti ^^).
O quadro Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, de Seurat, obra que fascinou Cameron
Assim, depois de conseguir levar Sloane (a namorada de Ferris), os três partem para o centro de Chicago, onde começa a série de aventuras. Guardando a Ferrari numa garagem pública, não percebem que dois garagistas decidem aproveitar a oportunidade para dar um rolé pela cidade com o carro, o que se diga de passagem muitos manobrista fazem. Dali, começam as tramóias de Ferris, que incluem fazer-se passar pelo "Rei da Salsicha de Chicago" (um dos melhores momentos do filme) e assim obterem uma mesa no exclusivo restaurante "Chez Quis", visita a museu (Art Institute of Chicago, onde Cameron parece se identificar com uma criança retratada por Georges-Pierre Seurat), ida ao Wrigley Field, estádio da equipe de beisebol Chicago Cubs, ao Sears Tower e até a participação numa parada alemã, em que Ferris faz toda a cidade dançar ao som de Twist and Shout dos Beatles.
Ferris cantando Twist and Shout na parada alemã.
Enquanto isto os alunos do colégio, acreditando que Ferris esteja verdadeiramente muito doente, iniciam uma campanha de arrecadação de fundos para comprarem-lhe um novo rim. Em várias partes da cidade, não apenas do colégio, a notícia da doença do jovem se espalha, bem como a campanha "Save Ferris" ("Salve Ferris"), que será lida em vários momentos do filme: numa imensa caixa d'água redonda, na porta do estádio de beisebol, no caderno de um aluno, etc.
Os três amigos encerram as brincadeiras e voltam à garagem, justo no momento em que o carro deles chega do passeio. A quilometragem, que imaginaram ser reduzida, estava três vezes maior que a originalmente marcada. Cameron fica em estado de choque e assim permanece por um bom tempo, sendo colocado pelo casal amigo numa cadeira junto à piscina de sua casa, enquanto os outros dois se banham, imaginando como farão para solucionar o problema.
"Uma simples descrição do enredo não faz justiça a este filme, como nenhuma descrição sumária de enredo não faz justiça a uma boa comédia (...) não se esqueça de ficar até o final dos créditos."
– Peter Reiher

A Mensagem:

O filme trata muito dos prazeres da vida, como a vida é curta, como os bons momentos cercados de amigos e amores devem ser valorizados e multiplicados. Epicuro de Samos (341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas) foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.
Um Guia Para A Felicidade.
O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma. Ele buscou na natureza as balizas para o seu pensamento: o homem, a exemplo dos animais, busca afastar-se da dor e aproximar-se do prazer. Estas referências seriam as melhores maneiras de medir o que é bom ou ruim. Utilizou-se da teoria atômica de Demócrito para justificar a constituição de tudo o que há. Das estrelas à alma, tudo é formado de átomos, sendo, porém de diferentes naturezas. Dizia que os átomos são de qualidades finitas, de quantidades infinitas e sujeitos a infinitas combinações. A morte física seria o fim do corpo (e do indivíduo), que era entendido como somatório de carne e alma, pela desintegração completa dos átomos que o constituem. Desta forma, os átomos, eternos e indestrutíveis, estariam livres para constituir outros corpos. Essa teoria, exaustivamente trabalhada, tinha a finalidade de explicar todos os fenômenos naturais conhecidos ou ainda não e principalmente extirpar os maiores medos humanos: o medo da morte e o medo dos deuses. Naqueles tempos, Epicuro percebeu que as pessoas eram muito supersticiosas e haviam se afastado da verdadeira função das religiões e dos deuses. Os deuses, segundo ele, viviam em perfeita harmonia, desfrutando da bem-aventurança (felicidade) divina. Não seria preocupação divina atormentar o homem de qualquer forma. Os deuses deveriam ser tomados como foram em tempos remotos, modelos de bem-aventurança que servem como modelo para os homens e não seres instáveis, com paixões humanas, que devem ser temidos.
Desta forma procurou tranquilizar as pessoas quanto aos tormentos futuros ou após a morte. Não há por que temer os deuses nem em vida e nem após a vida. E além disso, depois de mortos, como não estaremos mais de posse de nossos sentidos, será impossível sentir alguma coisa. Então, não haveria nada a temer com a morte. No entanto, a caminho da busca da felicidade, ainda estão as dores e os prazeres. Quanto às dores físicas, nem sempre seria possível evitá-las. Mas Epicuro faz questão de frisar que elas não são duradouras e podem ser suportadas com as lembranças de bons momentos que o indivíduo tenha vivido. Piores e mais difíceis de lidar são as dores que perturbam a alma. Essas podem continuar a doer mesmo muito tempo depois de terem sido despertadas pela primeira vez. Para essas, Epicuro recomenda a reflexão. As dores da alma estão frequentemente associadas às frustrações. Em geral, oriunda de um desejo não satisfeito.
Encontra-se aqui um dos pontos fundamentais para o entendimento dessa curiosa doutrina, que também foi tomada por seus seguidores e discípulos como um evangelho ou boa nova, o equacionamento entre dores e prazeres.
Das 300 obras escritas pelo filósofo, restaram apenas três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos, fragmentos de outras obras perdidas. Estas cartas, com os fragmentos, foram coligidos por Hermann Usener sob o título de Epicurea, em 1887, mas mais tarde descobriu ser de Leucipo para Hermann Diels. Por suas proposições filosóficas Epicuro é considerado um dos precursores do pensamento anarquista no período clássico.
PRAZER e DESEJOS: A doutrina de Epicuro entende que o sumo bem reside no prazer e, por isso, foi uma doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa-medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. Entre os prazeres, Epicuro elege a amizade. Por isso o convívio entre os estudiosos de sua doutrina era tão importante a ponto de viverem em uma comunidade, o "Jardim". Ali, os amigos poderiam se dedicar à filosofia, cuja função principal é libertar o homem para uma vida melhor.
Epicuro classificou os desejos humanos dessa forma:

Desejos Naturais:
1. Necessários (para a felicidade eudaimonia, para a tranquilidade do corpo (segurança/proteccção), para a vida (nutrição e sono).
2. Simplesmente Naturais (variações de prazer, a busca do agradável)


Desejos Frívolos:
1. Artificiais ( riqueza, glória, poder e honra)
2. Irrealizáveis (imortalidade)

OBS: Vale apena ressaltar que o próprio Epicuro pedi moderação nos atos pois o prazer em demasia se torna vicio e vicio não trás felicidade.