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domingo, 16 de outubro de 2016

Inferno, o filme (apagado)

Adaptação de obra homônima para o cinema é a mais fria adaptação de uma obra de Dan Brown.


Inferno, novo filme da franquia do simbologista Robert Langdon (Tom Hanks), chega aos cinemas deslocado. A adaptação do livro de mais de 400 páginas lançado em 2013 e que já vendeu 800 mil exemplares no Brasil chegou aos cinemas na última quinta (13) mais frio que defunto de afogado. Apesar de uma estréia que levou mais de 563 mil pessoas aos cinemas brasileiros em seu primeiro fim de semana, e ter desbancado "O lar das crianças peculiares" e assumido o primeiro lugar no ranking de bilheterias no país. É visto como decepcionante  por grande parte da crítica pelos fã do livro.

A adaptação nem de longe conseguir trazer os espectadores para os problemas passados no livro. E apesar de falar sobre isso inúmeras vezes, não há sensação de perigo nas ameaças, não há suspense nem uma perseguição alucinante e frenética por algo capaz de dizimar metade da população do planeta. Considerado como a mais sombrio e tenebrosa das obras de Dan Brown e uma das melhores performances do escritor, Inferno foi terrivelmente mutilado na versão cinematográfica, sendo não mais que um simples filme de perseguição policial sem charme nem atrativos maiores que o nome de Tom Hanks. Hollywood parece não gostar mesmo dos livros de Brown, a começar pela inversão de produzir primeiro O Código Da Vinci ao invés de Anjos & Demônios pela cronologia dos eventos e por suspender a iniciativa de adaptarem O Símbolo Perdido (medo talvez?) deixando o quarto livro deslocado e perdido.


Em Inferno (o filme) os personagens exageram no estereótipo, se perdem nas motivações e não atraem a simpatia do espectador, a pobre Sienna Brooks que o diga, sua personagem tão atraente e cativante na obra foi reduzida à uma dissimulada psicopata, a atuação de Felicity Jones foi quase imperceptível a vista do que outras atrizes fizeram pelas parceira do nosso simbologista, acaba como um simples peão no fraco desfecho do roteiro. Bertrand Zobrist, personagem que provoca no leitores junto das as explicações de Langdon sobre a vida do filósofo e escritor Dante Alighieri não passa de um cientista louco com pinceladas de fanático religioso.


Talvez a única sacada boa desta vez fique pelo jogo de câmeras, focos menos pretensiosos e o uso de imagem mais forte para as visões de Langdon, fugindo do icônico efeito de hologramas espaciais. Acelerar o ritmo da história foi um erro gritante pois não dá tempos para se empolgar com os mistérios nem se identificar com os novos personagens. Apesar de um filme estar indo bem nas bilheterias mundo a fora, e que o Efeito Dan Brown mais uma vez está impulsionando o turismo na Europa "por onde Langdon passa", é muito pouco provável que vejamos um novo Langdon nos cinema pelos próximos seis ou sete anos. Se não é o fim de Langdon no cinema, Inferno ao menos é um sinal amarelo.

O que você achou do filme? Você já leu o livro? Qual dos livros de Dan Brown você mais gosta?

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