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domingo, 18 de outubro de 2015

10 livros para chegar preparado às provas do Enem

O Enem ao contrário de outros vestibulares não divulga uma lista de leituras obrigatórias, o que já deixa os mais interessados apreensivos. Mas isso não quer dizer que não é preciso ler um livro sequer para se dar bem nas provas. O Exame tem cobrado cada vez mais conhecimento das obras literárias, e não somente a capacidade de interpretar trechos delas, o que requer dos candidatos um conhecimento além do resumão dos cursinhos.

Por isso resolvemos dar uma pequena colher de chá para aqueles que vão encarar o Exame no fim de semana.

Modernismo

O modernismo é a escola mais representada porque é a que aparece com mais frequência nas questões de Linguagens. Carlos Drummond de Andrade e Oswald de Andrade estão entre os mais citados na história da prova. Mesmo assim, alguns clássicos, como Machado de Assis, não podem ficar de fora. Confira algumas sugestões.

Pós-Modernismo


Agosto
Autor: Rubem Fonseca
Curiosidade: misturando ficção e realidade, Rubem Fonseca se inspira em crimes verídicos para analisar conflitos políticos e sociais do Brasil na década de 50.
Data de publicação: 1990
Resumo: relata os dias que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, combinando, na narrativa policial, a intriga política e o realismo social.
Por que ler? O livro tem como pano de fundo os fatos que culminaram no suicídio de Vargas, tema que pode aparecer na prova de Ciências Humanas.

Modernismo


Poesia completa
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Curiosidade: a obra conta com dois poemas inéditos. Os netos de Drummond afirmam que ele não queria a publicação.
Data de publicação: 2002 (lançamento póstumo da editora Nova Aguilar).
Resumo: traz os poemas em ordem cronológica.
Por que ler? Em questões ou em trechos que exigem interpretação, os versos estão entre os mais frequentes do Enem.

A Hora da Estrela
Autor: Clarice Lispector
Curiosidade: as reflexões e os sentimentos registrados pela escritora desde as primeiras linhas da obra constituem parte da narrativa — e acabam introduzindo aos poucos a protagonista.
Data de publicação: 1977
Resumo: entre a realidade e o delírio, a obra conta a história de uma moça do interior que vai para a cidade grande em busca de seus sonhos — narrando o desamparo comum a tantas pessoas.
Por que ler? A história da nordestina Macabéa em sua vida cotidiana no Rio de Janeiro transcorre no período da ditadura militar e versa sobre temas como psicologia e migração.


Estrela da Vida Inteira
Autor: Manuel Bandeira
Curiosidade: irregularidade métrica, folclore, cultura popular. Saudade, infância, solidão. Pasárgada. Todos os temas poéticos do multifacetado Manuel Bandeira aparecem nessa obra.
Data de publicação: 1966
Resumo: reunindo um conjunto de livros, a obra foi publicada em 1966 para comemorar o aniversário de 80 anos do poeta.
Por que ler? Traz elementos simbolistas e parnasianos, aliados ao modernismo de um dos fundadores do movimento no Brasil.

Grande Sertão: Veredas
Autor: Guimarães Rosa
Curiosidade: o experimentalismo linguístico da primeira fase do modernismo e a temática regionalista da segunda fase se unem na obra — fundamental para entender a escola literária.
Data de publicação: 1956
Resumo: o único romance do escritor mineiro utiliza o idioma do próprio sertão para narrar as lembranças do jagunço Riobaldo e seu amor por Diadorim.
Por que ler? A linguagem peculiar e a originalidade do estilo fazem parte da obra, frequente entre as leituras obrigatórias de vestibulares.

Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Curiosidade: publicado pouco depois de começar o Estado Novo, o livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública.
Data de publicação: 1937
Resumo: a narrativa sobre um grupo de jovens abandonados que aterrorizam Salvador — conhecido como Capitães da Areia — mostra a vida violenta e as aspirações das crianças marginalizadas.
Por que ler? A obra de Jorge Amado foi uma das primeiras a abordar a infância abandonada sob uma perspectiva social, e não somente policial.


Manifesto da Poesia Pau-Brasil
Autor: Oswald de Andrade
Curiosidade: a obra ícone do modernismo brasileiro foi publicada inicialmente nas páginas do jornal Correio da Manhã, em março de 1924, e logo recebeu atenção internacional.
Data de publicação: 1924
Resumo: apresenta as noções estéticas que iriam nortear o trabalho poético de Oswald e de outros modernistas brasileiros
Por que ler? Reivindica uma linguagem natural e sugere uma absorção crítica da modernidade europeia.

Pré-modernismo


Triste Fim de Policarpo Quaresma
Autor: Lima Barreto
Curiosidade: o personagem principal é engajado e revolucionário, o que permite ao autor discutir fatos histórico-sociais.
Data de publicação: 1915
Resumo: Policarpo Quaresma é um brasileiro que gosta profundamente das coisas do país. Porém, envolvido em um conflito, acaba perdendo as ilusões.
Por que ler? As histórias narradas ocorrem no governo de Floriano Peixoto, o que ajuda a saber mais sobre o início da República.

Os Sertões
Autor: Euclides da Cunha
Curiosidade: marcando o início do pré-modernismo na literatura brasileira, a obra evidencia o contraste cultural em dois "Brasis": o do sertão e o do litoral.
Data de publicação: 1902
Resumo: publicado cinco anos após a campanha de Canudos, descreve as batalhas entre os homens liderados por Antonio Conselheiro e o exército brasileiro.
Por que ler? Questionamentos sobre problemas sociológicos, antropológicos, históricos, políticos: a narrativa agrega aspectos da nação em um estilo jornalístico-épico importante para compreender o país.

Realismo


Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Curiosidade: da fase mais madura do autor, a obra é considerada precursora da transição do romantismo para o realismo.
Data de publicação: 1881
Resumo: celebrando o nada que foi sua vida, Brás Cubas dedica a obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver
Por que ler? Narrada em primeira pessoa por um "defunto-autor", a obra tem traços de humor misturados a filosofia, história, crítica social e rompe com a tradicional linearidade romântica.

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