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domingo, 12 de agosto de 2012

Substitutos (Surrogates)


Essa publicação visa enfatizar as perguntas sucitantes da trama do filme, tanto quanto levar à um questionamente sobre as relações na socidede contemporânea e vincular essa questão a textos e pensamento filosóficos.



O filme aqui em questão é Substitutos (Surrogates - 2009), na trama Bruce Willis estrela adaptação dirigida por Jonathan Mostow. Num futuro onde os homens vivem isolados e se comunicam através de robôs, um policial tem de sair de seus isolamento de anos para investigar o assassinato de alguns desses robôs. Trama inspirada nos quadrinhos de Robert Venditti e Brett Weldele. Há uma sacada interessante no argumento, que deve mais à graphic novel que inspirou o filme do que à produção cinematográfica, de fato. Robert Venditti, autor da história, capta a tendência atual de o ser humano procurar a redenção por meio da tecnologia, substituindo uma vida real por uma realidade virtual e “ilimitada” – vide o jogos como o 3D Girlz, The Sims, ex-popular Second Life e as redes sociais.



A brilhante indeia de inicia fazendo uma retrospectiva de como a tecnologia evoluiu até esse ponto me fez pensar como as pessoas em geral não acomapnham os avanços da ciencia atual tanto quanto acompanho partidas de futebol e telenovelas (não cito os que acomapnham series e animes por essa parcela ser bem mais atualizada no mundo tecnologico). A primeira cena mostrada é a de um macaco com o cerebro ligado a eletrodos conseguir mover um braço robotico com simples estímulos neurais, o que me fez lembrar das ideias de McLuhan e suas mídias eletrônicas como extensões do corpo humano. É  interessante notar a linha de tempo relantando o avanço tecnologico no filme, e ver onde estamos agora.



Com o passar do tempo, e provavelmente com ajuda de fatores e politicas de "experimentação" os substitutos são torna-se assim como o celulares são hoje, um "orgão" tecnologico, para 90% do planeta. Cegos pela promessa de uma "vida perfeita" a humanidade se ver livre de homicidios, sequestros, perseguições raciais e goza de uma demasiada liberdade em sua nova condição. Contudo, o uso dos substitusos os privou de um contato maior com o mundo e até mesmo com a realidade, deixandos deprimidos, isolados, cedentarios, trancados em seus quartos (quase a mesma coisa que a segurançapública nesse país está conseguindo).

Uma das fontes sobre essa problematização pode ser o livro “O Mundo Codificado” de Vilém Flusser de onde cito: 

“Temos de fato inventado métodos e aparatos que funcionam de modo similar ao sistema nervoso, só que de maneira diferente. Podemos computar esses estímulos (partículas) que chegam por todos os lados de modo distinto ao do SNC. Somos capazes de criar percepções, sentimentos, desejos e pensamentos distintos, alternativos. Reforçando a idéia de que o real não é dado, o real é uma construção ideológica produzida por nós” (Flusser p.78)

“Os códigos (e os símbolos que os constituem) tornam-se uma espécie de segunda natureza, e o mundo codificado e cheio de significados em que vivemos (o mundo dos fenômenos significativos, tais como o anuir com a cabeça, a sinalização de trânsito e os móveis) nos faz esquecer o mundo da ‘primeira natureza’. E esse é, em última análise, o objetivo do mundo codificado que nos circunda: que esqueçamos que ele consiste num tecido artificial que esconde uma natureza sem significado, sem sentido, por ele representada.” (Flusser p.90).

Outro dilema que particulamente me atrai, é como a questão da liberdade é trabalhada na trama. Aspessoas que possuem um "sub" comprar a ideia que é vendida pela empresa que os fabrica: “Seja o que quiser, faça o que quiser”. Me lembrou de certa forma o totalitarismo que tomou conta da Europa no seculo XIX, uma sutil forma de suprimir a liberdade fazendo as pessas acharem que elas detem o poder de escolha, mas estão militas a manipulação e ao precionamento de botões e alavancas.

A questão da identidade também e um problema delicioso de trabalhar, em certo momento Tom (B.Willis) dispara uma das verdades mais criticas dessa realidade de relações virtuais.

"- Querida, eu não sei o que você é. Pelo que eu sei, você pode ser um gordo nojento sentado em uma cadeira com o pênis do lado de fora."

Antes de encerrar essa provocação, quero acrecentar mais alguns detalhes para suatematica, se avaliarmor bem a tecnologia, os dispositivos, aparatos e toda a gigantesca teia tecnologica que nos cerca, podemos ver que os Substitutos estão logo ali na esquina, ora o que são os MMORPGs, ambientes virtuais, salas de vídeo conferencia, e tantas outras opções de se lançar em cenarios, aventuras e fantasias (incluindo sexuais) que não seriam possiveis sem se desprender do corpo? A maior diferença no que posso notar entre a realidade de 2054 proposta pelo filme e o nosso mundo em 2012 é o apelativo estético melhorado.

Para entender melhor esse panorama, use o conhecimento de filósofos para ampliar seus conhecimentos, ex: Aristóteles trabalho o conceito sobre o Virtual; Descarte sobre Automato disse: "os animais e os corpos humanos são autômatos, como máquinas semelhantes ao relógio." Na quinta parte do Discurso do Método, ele faz uma descrição fisiológica, o corpo é uma máquina de terra, construído por Deus, e suas funções dependem das funções dos órgãos. A alma está ligada ao corpo por uma glândula cerebral, onde ocorre a interação entre espírito e matéria. Na teoria mecanicista de Descartes, o corpo é uma máquina e deve entregar o controle das ações para alma.

Assista ao Trailer


OBS: mais detalhes clicando aqui.

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