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domingo, 10 de maio de 2015

Resenha - Mulher de Neve, Leena Lehtolainen


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Mulher de Neve (Luminainen)

Leena Lehtolaine
Ed. Vestígio
320 páginas

Senopse
No coração de uma floresta selvagem do sul da Finlândia, em uma magnífica mansão, Elina Rosberg fundou um centro de terapia para acolher mulheres com os mais diversos problemas. Isolado da cidade, o local proíbe a entrada de homens.

No dia seguinte ao Natal, o corpo de Elina é encontrado na neve, com o rosto coberto pela geada. Acidente? Assassinato? Na lista de suspeitos estão as mulheres presentes no momento da tragédia, como a jovem mãe de nove filhos, membro de uma seita religiosa, e uma stripper do bairro boêmio de Helsinque. Um poeta em voga, com quem Elina mantinha um relacionamento, parece ter algo a esconder e também está entre os suspeitos.

Está nas mãos da inspetora Maria Kallio desvendar esse crime, mas ela passa por um momento difícil: recém-casada, sofre de náuseas e de um estranho cansaço, e ainda tem de lidar com as constantes ameaças que recebe desde que se envolveu na investigação. Ela, porém, não se deixa abater e mergulha de cabeça. A tensão, que cresce a cada página, faz deste romance policial um suspense garantido até o último momento.


RESENHA


Elina Rosberg é a proprietária de uma centro terápico localizado no meio de uma floresta ao sul da Finlândia. O centro, uma grande mansão que acolhia mulheres com os mais diversos problemas e transtornos e cuja entrada de homens era totalmente proibida. Em seu centro, Elaine ministrava variadas terapias em grupo, seminários e palestras para suas pacientes. Uma das figuras convidadas para um desses momento foi a inspetora Maria Kallio. Lá a inspetora tem a oportunidade de conhecer melhor Elina e o ambiente da instituição.

Kallio é uma policial muito dedicada a sua profissão. Trabalha com Palo, seu assistente e com Pertsa Strom, com que alimenta estranha antipatia. Alguns dias depois do seminário dado na mansão Rosberg, a inspetora recebe uma ligação angustiada de Aira, tia de Elina, que afirma que sobrinha havia desaparecido um dia após o Natal. Apesar de achar que não havia acontecido nada com ela, Maria começa a se preocupar com o ocorrido, até que o corpo de Elina Rosberg é encontrado misteriosamente coberto de neve no meio da floresta.

"Quanto mais o tempo passa, mais o corpo esfria."

Ao chegar ao local onde está o corpo, Kallio se depara com fatos inquietantes, como a roupa que Elina está usando e o fato de não terem mascas ou indícios de ferimento em nenhum lugar do corpo. A solução logica é que Elina poderia ter devagado na floresta a noite e sucumbido ao frio. Seria só isso? Não, as coisas nunca são tão óbvias. O que aconteceu para Elina ter saído vestida daquele jeito na noite? Alguém a teria levado até ali? E porque  aquele lugar, porque logo ali?

Dias depois sai o laudo médico e a necropsia feita pela pericia levanta ainda mais questões fazendo com que Kallio assuma um caso enigmático, um corpo, uma mansão cheia de mulheres suspeitas e uma atmosfera sufocante de estar sendo vigiada na floresta. Mas quem iria querer o fim de Elina? Milla, uma stripper do bairro de Helsinque, Johanna, que fazia parte de uma estranha seita religiosa e enfrentava um problema com o marido para visitar seus nove filhos, Niina, uma das tantas mulheres que participavam das terapias em grupo, Aira é a parente mais próxima também é suspeita, afinal família é algo que pode se tornar sufocante as vezes.

Kallio é uma mulher que sempre foi ligada aos fatos em uma investigação, mas acaba ficando curiosa quanto a vida de algumas das suspeitas. Seus problemas psicológicos e o passado delas lhe chama atenção. Ela se mantém firme na investigação e não deixa transparecer qualquer emoção, mas em seu íntimo se compadece da história de vida de algumas mulheres. O mais importante é agir friamente em seus interrogatórios, pois ter uma mente aparentemente perturbada também torna uma pessoa suspeita.

Do Livro

Esta é a quarta aventura da inspetora Maria Kallio, mais uma oportunidade de mostra seus raciocínio. A trama é narrada em primeira pessoa, é uma narrativa gostosa e bem fluida deixando claro para o leitor os pensamentos e sentimentos da personagem se deixar de lado o charme dos romances policiais e investigativos. Os personagens são bem construídos e o cenário e descrição no texto imersem o leitor totalmente no clima de suspense e mistério.

O trabalho editorial também é bastante agradável, pois a diagramação é simples, com páginas amareladas o que facilitam ainda mais a leitura. A arte capa e o título foram uma escolha primorosa de instigam a leitura, demostram um certo charme e combinam perfeitamente com a história.

Opinião Pessoal

É o primeiro livro da autora que leio e devo dizer que me agradou bastante pois sou muito crítico em minhas leituras. A história foi bem elaborada com um desfecho surpreendente. Em alguns momentos a autora brinca de ficar "apontando" culpados e suspeitos aparecem a cada instante o que faz uma jogo interessante entre autora e leitores. Mostrou bem como é o trabalho diário dos investigadores de polícia não deixando a emoção e sim os fatos e os detalhes serem os guias da investigação. Nem por isso posso dizer que é uma obra fria (trocadinho pra vocês), a atmosfera criada na trama é instigante e prende a leitura, talvez o rigor dos detalhes canse alguns leitores, porém é uma historia incrível e recomendo à todos, sendo fãs do gênero ou não.


E então o que achou? Gosta de romances policiais? Casos de suspense, mistério e investigação?
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