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sábado, 3 de janeiro de 2015

Resenha - O Médico e o Monstro, Robert L. Stevenson


Essa foi a primeira obra clássica que li. Como mais de 120 anos a obra mais famosa de Robert Louis Stevenson (autor de outro clássicos como A Ilha do Tesouro) ainda empolga leitores e inspira releituras e adaptações.

O livro The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde (tradução: O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde) é publicado no Brasil com o título de O Médico e o Monstro. É uma obra de ficção científica escrita e publicada originalmente em 1886. Na narrativa, o advogado londrino Gabriel John Utterson investiga estranhas coincidências entre seu velho amigo, Dr. Henry Jekyll um homem forte e jovial de bom modos e muito repeitado e o misterioso Sr. Edward Hyde um sujeito de aparência repulsiva e aura desagradável e temível.

A obra é conhecida por sua representação vívida do fenômeno existencialista e das múltiplas personalidades (quando em uma mesma pessoa existem tanto uma personalidade boa quanto má), É um dos livros mais lidos entre acadêmicos como filósofos e psicólogos  O impacto do romance foi tal que se tornou parte do jargão inglês, com a expressão "Jekyll e Hyde" usada para indicar uma pessoa que age de forma moralmente diferente dependendo da situação, uma curiosidade sobre isso é que hyde em inglês pode ser traduzido como esconder.

Em seu livro Stevenson apresenta uma Londres de atmosfera sombria e seu clima de inequívoco terror e tensão são um dos elementos que prendem a atenção do leitor. Assim, o autor revela em O Médico e o Monstro uma Londres marcada por confrontos ocultos, tão dividida quanto o próprio Dr. Jekyll. De um lado, a cidade vitoriana conhecida pelo protagonista, digna de respeito como ele, povoada por uma classe cada vez mais abastada; de outro, um recanto nebuloso, cenário de terríveis assassinatos, frequentado por gatunos e outros tipos de criminosos.

Jekyll consegue através de uma formula desenvolvida por ele em seu laboratório cria uma bebida que possibilita por a tona suas interações malignas e o lado mais obscuro e perverso de sua natureza. Relatando tudo em seu diário ele apesenta de maneira clara como aos pouco o seu lado negro vai ganhando poder, e com o tempo criando vontade própria. Nessas passagens vemos a tentativa de um homem civilizado e moderado ceder aos apetites selvagens da natureza humana, e dele romper uma fera que lembra o que Thomas Hobbes disse: "O homem é o lobo do homem".

Hyde vai dominado as vontade de seu "criador" por assim dizer. Cada vez mais livres começa a cometer atrocidades e criar pavor nas ruas londrinas, moradores começam a relacioná-lo ao respeitável médico. No meio do livre temos a oportunidade de ver a primeira aparição de um dos ícones da justiça, um órgão perito em solucionar violações à lei e por ter se inscrito definitivamente na história das investigações policiais da Inglaterra, a famosa Scotland Yard (Sim, exatamente. Embora tenha ficado famosa a partir das aventuras de Sherlock Homes, outro clássico, foi nessa obra que ela teve sua aparição inaugural). Com a influencia de hyde aumentando e Jekyll ficando sem a composição necessária para criar sua formula, seu lado sombrio fica descontrolado e livre para fazer o que quiser.

Como toda obra se suspense e romance policial, os fato e mistérios da trama de desenrolam e eis que depois de um ato hediondo causado pelo Sr. Hyde, o advogado John Utterson junto com a policia decidem levar o temível Hyde a justiça e invadem a casa do Dr. Jekyll. Lá é revelada a verdade, Hyde e Jekyll são as mesma pessoa!

OBS: Uma das "versões" modernas dessa incrível história é o famoso, desenfreado e verde heróis dos quadrinho, o Hulk.

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