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terça-feira, 10 de junho de 2014

Conceitos básicos em Durkheim

Essa pequena publicação visa expor de maneira clara e objetiva os alguns conceitos chaves do pensamento sociológico durkheimiano, não se pretende aqui aprofundar tais conceitos, não obstante deixar lacunas que impossibilitem a compreensão do texto.

Palavras-chave: conceitos, sociológico, durkheimiano.

Introdução

Vamos dar espaço ao estudo da Sociologia através do trabalho de Émile Durkheim. Nascido em 15 de abril de 1858, em Épinal, na região francesa de Lorena, Durkheim era descendente de uma família de rabinos e iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris, concluindo-os na Alemanha. Émile Durkheim foi um dos responsáveis por colocar a Sociologia em pauta nas escolas e universidades. Suas pesquisas sobre educação, religião, criminalidade e morte contribuíram para que a disciplina fosse elevada à ciência social. 


Émile Durkheim foi o primeiro professor de Ciência Sociológica da França Sociológica. O cientista tinha, sobretudo, interesse nas relações sociais e os fenômenos oriundos da interação humana. Herdeiro do positivismo de Augusto Comte, Durkheim procurava acreditar que o sociólogo precisa ter certa distância de seu objeto de estudo, mantendo-se isento de sentimentos como paixão, desejo ou preconceito. A observação, a descrição, a comparação e a estatística são, para Durkheim, os principais instrumentos dos sociólogos para o desenvolvimento de teorias e conclusões.

Oposição à visão sociológica apresentada pela filosofia

 

Esta ideia que se baseia no método indutivo para compreensão da sociedade, ou seja, vai do indivíduo, para o coletivo. Para essa área do pensamento, o pensamento e natureza expressos por um indivíduo permitem a análise clara da sociedade. Além disso, filósofos creem que se há uma natureza individual por trás de toda a organização social, a busca essencial dos seres humanos seria pela expressão da “natureza humana”. Um dos pensadores econômicos mais seminais, Adam Smith, afirma que a natureza do homem é egoísta, mas propensa à troca, portanto o seu conceito de “livre comércio” vai ao encontro dos anseios da natureza do homem. Hegel, por sua vez, crê que a história do homem vai sempre no sentido de sublinhar a liberdade individual. Já Marx propõe que a história de toda a sociedade pode ser resumida pela dominação e exploração de uma classe por outra, em uma constante tensão e luta entre as mesmas. Assim, com o passar do tempo, e às custas de revoluções, haveria a afirmação da igualdade entre os indivíduos – que é um dos pilares da filosofia socialista.

Durkheim não tolerava esse tipo de visão, porque, segundo seu raciocínio, o conhecimento sobre a sociedade e seus fenômenos só pode ser obtido através da observação dos acontecimentos. Todo o resto são intuições, ou crenças, com pouca validade para a construção do conhecimento científico, foco da sociologia ;

Os processos da sociedade vem de fora dos indivíduos, não de seu interior

Em outras palavras: o coletivo não realiza a natureza humana, mas sim, essa natureza seria, de fato, resultado da própria sociedade, como um grupo. Esses fenômenos sociais, para Durkheim, jamais devem ser analisados sob o prisma da psicologia, mas sim, pela observação, e também pelas interações dos diversos elementos sociais. Assim, para Durkheim, a vida seria uma espécie de reunião, mais ampla que a soma de todas as partes, ou seja, a sociedade sintetiza todas as individualidades, resultando em fenômenos novos e diferentes do que se passa em cada consciência individual – daí viria a diferenciação entre as áreas de psicologia e sociologia;

Todo o grupo – bem como sua consciência – exerce pressão sobre cada um dos indivíduos

 

Com essa afirmação, Durkheim inverte o sentido apresentado pela filosofia, no qual se postula que a sociedade é uma realização das consciências de cada indivíduo. Para Durkheim, essa consciência de cada pessoa é estabelecida via coerção, ou seja, a constituição do ser social é realizada, em grande parte, pela educação, que é o veículo de assimilação das normas, da moral, da religião, da ética, do comportamento, entre outros princípios sociais, que serão responsáveis por nortear a conduta do indivíduo dentro do conjunto social. Assim, o homem não interfere na sociedade, mas sim, é seu produto.

Conclusão

Segundo Durkheim o fato social baseia-se em formas de agir, pensar e sentir o exterior, em outras palavras da maneira como o indivíduo se relaciona com o mundo a sua volta de caráter geral. Todavia, só existe fatos sociais onde há organização definida. Por exemplo, desiguais, o casamento, o suicídio ou a taxa de natalidade ocilante; estes são, evidentemente, fatos sociais.  Também se define o fato social como uma norma coletiva com independência e poder de coerção sobre o indivíduo. Tudo esta relacionado ao meio em que se esta inserido.

Referências




DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2002.

DURKHEIM, Émile. A divisão do trabalho social. Lisboa: Presença Ltda. 1989.

DURKHEIN, Émile. O Suicídio, Estudo Sociológico. São Paulo: Editorial Presença, 7ª edição. 2001.

ARON, Raymond. As etapas do método sociológico, 5ª edição. São Paulo: Martins Fontes. 2000.

GOLDMAN, L. Ciências humanas e filosofia. São Paulo: Ed. Difel. 1984.

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