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quinta-feira, 16 de março de 2017

"Nova" Bienal do Ceará aposta em “Bibliodiversidade”

A menos de um mês para o evento, autoridades e leitores começam a se animar para a XII Bienal

Jornalista e escritor Lira Neto é o curado da Bienal do Livro 2017.
Com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará já está quase aí. Muitos dos organizadores já a descreve como uma “nova Bienal”, guardando segredo da programação e das principais atrações, apesar de já terem sido divulgado uma grande lista de escritores convidados (que também não sabemos quais confirmaram sua vinda ao evento). Essa semana, Lira Neto (curador desta edição) e Mileide Flores (coordenadora da bienal) deram entrevista ao jornal O Povo e além de explicar a mudança (sem falar no grande adiamento) e as novidades para esta edição do evento.

Mileide Flores, a política  pública

O que chamamos de ‘nova bienal’ vem pelo conceito de como estamos enxergando o evento dentro da estrutura de livro e leitura da Secretaria de Cultura”, explica Mileide. A coordenadora esclarece que a intenção nesta edição é ligar a Bienal ao planejamento da Secult, não tratando-a como um evento por si só. “A ideia é não dissociar a Bienal do planejamento estratégico. Ela não pode ser um evento separado disso”, detalha. “A grande mudança conceitual da Bienal do Livro é essa: ela é a finalização de um grande processo, e não um processo próprio”.

Lira Neto, a bibliodiversidade da bienal

Nós teremos uma lista menor que a primeira, mas com acréscimos de autores cearenses, nacionais e inclusive internacionais. Na primeira a gente só tinha o Valter Hugo Mãe (escritor português), mas vamos ter outros agora”, afirma Lira. “Prosseguimos ainda no propósito de reforçar o que temos chamado de ‘bibliodiversidade’. Além da qualidade literária e da expressividade da obra, temos prestado atenção para conseguir contemplar negros, índios, mulheres, mostrar para os leitores um tipo de literatura que não tem grande divulgação”, completa.

Novas Ações e Efeito Bienal

Além do reforço na lista de nomes, Lira também adianta que a programação completa fortalecerá algumas programações habituais da Bienal. “Haverá a consolidação de algumas programações que fazem historicamente parte do evento, mas que nas últimas edições não tiveram a devida dimensão, como o Salão do Professor”, explica. Outro dos espaços que será valorizado é o da Bienal Fora da Bienal, que leva autores para comunidades, escolas, universidades e até cidades do interior.

“Quando a gente chega junto, a sociedade dá retorno. Voltar com a programação exterior significa voltar para os grupos de pessoas que talvez não se desloquem até o Centro de Eventos”, pondera Mileide. Lira ainda afirma que um dos autores que ficou “encantando com essa possibilidade” foi Valter Hugo Mãe. “Ele disse estar alimentando a expectativa de poder ir ao encontro de comunidades que nunca viram um escritor de perto”, conta.

A intenção da Bienal ser realizada durante o mês de abril é significativa porque nos dias do evento também é celebrado datas importantes para a literatura como o nascimento de Monteiro Lobato e o Dia do Livro Infantil, em 18 de abril, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril.

Confira lista de convidados para a Bienal clicando aqui.

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Quando: 14 a 21 de abril
Onde: Centro de Eventos do Ceará

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