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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resenha - Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

O que temos na mais recente aventura do bruxo mais famoso dos últimos tempos?


Após muita especulação e expectativas de fãs e críticos eis que saiu mais uma aventura da saga Harry Potter, desta vez J. K. Rowling contou com uma colaboração de John Tiffany e Jack Thorne. Com uma sinopses auspiciosa:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Aguardei a publicação do livro em terras tupiniquins para conferir melhor (já que a versão em inglês me pareceu confusa em uns 20% da obra). Recebi um exemplar da editora como brinde de após por a leitura em dia resolvi ver como ficou a obra em português com tradução autorizada.

Sim, depois de quase 10 anos, desde o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo livro da saga, da tão conhecida J.K. Rowling. Desta vez não em uma obra própria, mas em um livro baseado no roteiro de uma peça de teatro, escrita por Jack Thorne e que será dirigida por John Tiffany. O livro recebeu críticas merecidas por parte da impressa por começarem a ver o personagem como o eterno órfão que Rowling não consegue deixar para traz, abandonando personagens menos explorados como Snape,  Dumbledore, os Bruxos Fundadores ou os Marotos, ou mesmo Cormoran Strike (personagem principal de um série assinada pela autora com pseudônimo).

Em A Criança Amaldiçoada a estética narrativa é completamente diferente de toda a saga Harry Potter, desde seu formato, até o seu enredo. A escrita é bem diferente do habitual, por se tratar de um roteiro de teatro o livro é praticamente 99% fala, até os capítulos são divididos em números de cenas e até mesmo em atos, o que deixa a leitura bem fluida e faz o livro ser mais rápido que os anteriores. O livro também respeita bem as regras do Mundo Mágico criado nos livros anteriores. Desta vez Harry sai de cena como protagonista, tem seus momentos no livro, mas o personagem principal passa a ser seu filho, Alvo, que ao ingressar em Hogwarts passa a ter problemas com tudo que envolve seu pai e o peso de ser um Potter (até aqui bem familiar não é mesmo?). As expectativas e o preconceito de alguns começam a atrapalhar o garoto de várias formas, inclusive em fazer amizades. E é em cima deste contexto que a trama se desenrola, envolvendo magia, viagem no tempo, uma pitada de romance, traição e uma dose cavalar de conflitos familiares.

Quando se chega mais ou menos na metade do livro a história começa a perder o "encanto". Pois não precisa ser muito crítico ou bom observador para perceber que alguns personagens não fazem a menor diferença na treta e obviamente estão ali só para agradar os fãs (como é o caso do Rony, infelizmente). As motivações do revoltado Albus não são tão convincentes, e alguns bons personagens parece um tanto vazios, mas isso não faz do livro um lixo, o livro é interessante, principalmente por apresentar uma nova perspectiva sobre os Malfoy por exemplo. Que poderiam ter sido melhor explorados nos livros anteriores.

Opinião pessoal

Se você está esperando outra fantástica aventura com investigações sutis, muitas reviravoltas e grandes revelações como nos livros anteriores, abaixe a varinha! Como já comentei, o novo livro é baseado na peça, portanto a linguagem é bem diferente, assim como os personagens não são trabalhados com tanta originalidade. Para os fãs é um livro que certamente merece sua leitura, pois Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é respeitosamente um passatempo nostálgico.

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