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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Grey - A preguiça de uma escritora

O editor português da britânica E. L. James, a autora da trilogia As Cinquenta Tons de Cinza, recebeu na quarta-feira, tal como aconteceu com todos os editores internacionais, o manuscrito da sua nova obra, Grey, que foi posto esta quinta-feira à venda em todo o mundo em língua inglesa.

Capa oficial no Brasil. Laçamento previto para setembro deste ano.

A data para o lançamento do livro em que E. L. James regressa à história da relação entre o milionário Christian Grey,  adepto de práticas BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo) e a estudante de literatura Anastasia Steele, contando-a agora do ponto de vista da personagem masculina, não foi escolhida ao acaso. “O livro em inglês está à venda esta quinta-feira em todo o mundo porque é o dia de aniversário do personagem Christian”, explicou José Prata, da Lua de Papel,  ao PÚBLICO por email.  No Twitter oficial a autora britânica começou o dia a desejar “bons gemidos a todos” (um trocadilho com bom dia em inglês) e “feliz aniversário Christian”.
O editor português já tem  “uma task-force” de três tradutores a trabalhar na obra e embora não tenha ainda data definida para a sua publicação está a apontar para 10 de Setembro, que será uma data a seguir por vários editores internacionais, pois é o dia de aniversário de Anastasia.
Grey, em língua inglesa, foi posto à venda à meia-noite desta quinta-feira em todo o mundo e as primeiras reações não são positivas. Autora é acusada pelos fãs de ter sido "preguiçosa".
Durante esta quinta-feira as redes sociais encheram-se de críticas dos fãs que já leram GreyA palavra “preguiçosa” foi a mais utilizada nos comentários, tanto em relação à autora como à obra. Isto porque a narrativa da história é a mesma, enfatizando que ela teria apenas reescrito a história e de ter utilizado “o mesmo material”, ainda que na perspectiva de Christian. O resultado final é, pois, para estes fãs uma "desilusão". Mesmo assim até os críticos, jornalista e colunista deixam claro que ao julgar pelo nível "crítico" de análise do público isso só servirá apenas para que E. L. James acrescente mais dinheiro à sua já recheada conta bancária.
Os seus livros anteriores são best-sellers em todo o mundo, E.L. James vendeu os direitos cinematográficos e produziu e adaptou ao cinema o primeiro volume da trilogia, o que no total já lhe rendeu cerca de 104 milhões de euros de lucro, em apenas quatro anos, segundo o diário britânico Daily Mail
A escritora e jornalista Jenny Colgan, do jornal britânico The Guardian, também já leu a obra e afirma que se trata “quase” do mesmo livro, uma vez que E. L. James repete “cada linha dos diálogos” da história anterior e as cenas seguem a “mesma ordem”. Apesar desta opinião, Colgan admite que a perspectiva de Christian revela uma personalidade “psicopata”, algo que não era perceptível nas anteriores aventuras do dominador com a sua submissa Anastasia. A jornalista diz mesmo que este livro é mais “realista” e mais “assustador” do que os anteriores. Tanto que a leva a afirmar que, ao contrário do que acontecia com os outros livros, se a sua filha quiser ler esta nova obra, Jenny Colgan quer garantir que ela sabe, “que se alguém a tratar desta forma, deve fugir a sete pés.”

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