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terça-feira, 23 de junho de 2015

A Decepção de 'Grey' pelos Jornais

Parece que não são só os fãs (90% mulheres) que estão decepcionados com o novo livro de E. L. James. Dois dias depois do lançamento do livro as redes sociais na Inglaterra e nos Estados Unidos não falavam de quase mais nada além da frustração que foi ao ler o livro. Na tarde de hoje foi a vez dos críticos literários e jornais do mundo inglês deixarem registradas nas principais capas de jornais o descontentamento que na pior das expectativas é "ridiculamente previsível". Confiram abaixo as opiniões dos críticos do livro que só deve chegar aqui em português no mês de Setembro:

Grey, sem surpresas e com muita decepção. Dizem os jornais ingleses.

'The Guardian':

 "O primeiro livro foi um retrato bastante divertido e leve da fantasia sexual de uma mulher. No entanto, é quase impossível ler 'Grey' e não presumir que o narrador vai acabar na cadeia. É mais uma reminiscência daqueles thrillers que abrem a partir do ponto de vista do assassino 'respiração-pesada' que persegue sua presa. Em vez do sadomasoquismo alegre, repetitivo e suave, o 'caso de amor' é agora o trabalho retorcido de um psicopata total." (por Jenny Colgan)

'The Telegraph':

 "'Grey', o quarto livro de E.L. James, é tão sexy quanto um mísero livro de memórias e tão excitante quanto o diário de um agressor sexual. Isso, então, é o melhor que o século 21 pode nos dar em termos de heróis literários românticos - um inferior Mr. Darcy com ganchos de mamilo. A mensagem aqui é clara: devemos ter pena dele. E, no entanto, a única pessoa de quem eu sinto pena é da pobre Anastasia, que, tendo tido a oportunidade de contar seu lado da história na trilogia '50 tons', foi descrita, neste livro, com toda a personalidade de uma boneca inflável." (por Bryony Gordon)

Em novo livro, Christian Grey apresenta o perfeito perfil de um estuprador.

'The Washington Post':

 "Não há como negar que 'Grey' é o sonho de um fã obsessivo. Ele reconta a história de '50 tons de cinza' e uma parte de '50 tons mais escuros' na perspetiva de Christian. É um livro gigante, com 557 páginas de tensão (ao invés de tesão) entre Ana e Christian e às vezes uma inquietante história de amor, aqui feita mais perturbadora do que os fãs já sabem: Christian não é apenas sombrio e misterioso; ele é tudo o que advertiu a Ana no livro original. (...) Mas mesmo com toda essa explicação, com a defesa clara e bem trilhada de Christian, é difícil entendê-lo. Ou melhor, é difícil entender por que qualquer mulher no seu perfeito juízo iria dar uma chance a ele." (por Sarah MacLean)

'The Economist':

 "Aqui, a sensualidade amarrada na estrutura da narrativa revela Grey como um ainda mais profundamente desagradável idiota inseguro do que sua correspondente tinha imaginado anteriormente. E não mais tridimensional. A maioria dos capítulos começa com oníricas vinhetas de sua infância abusiva (com a exceção de um molhado sonho hediondo sobre dois terços da história). Mas, se estes foram feitos para ajudar a dar-lhe profundidade e desculpar o seu comportamento menos picante, então eles fracassaram."

Associated Press:

 "Após o filme, nós realmente precisamos de pequenos apartes do interior de Grey, 'Talvez isso possa funcionar', por exemplo? Existe alguma coisa que já não sabemos sobre ele? Auto-aversão de Grey ganha vida em previsíveis obscenidades - e clichês previsíveis como quando ele percebe que sua atração por Ana é "como uma mariposa para uma chama."" (por Leanne Italie).


Os principais sites e blogs de literatura não param de frisar o quanto o livro está sendo taxado como "lixo" ou "desperdício de papel", os mais irônicos ainda chegam a dar afinações humoradas como "e pensar que uma pobre arvore morreu pra produzir isso". O fato é que embora o livro possa chegar a vender horrores, dará aos fãs da trilogia uma bela bofetada nas lembranças das leituras passadas.

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