Follow Us

Subscribe to our mailing list and receive latest updates
Mostrando postagens com marcador Crítica. Mostrar todas as postagens

Castlevania - 1ª Temporada - Veredito

Um misto cronológico atropelado, primeira temporada encerra de forma razoável, mas não correspondendo as expectativas de fãs.




Sempre que é anunciado uma adaptação literária para os cinemas os leitores na maioria se preparam para o pior, no caso de adaptação de jogos para as telonas a situação é ainda mais tensa, pois os roteiros e a trama nem sempre são fechado como nos livros. Se para o cinema já é ruim imagina uma série televisiva? Mesmo assim a Netflix cumpriu a promessa de lançar o grande sucesso da Konami: Castlevania.

Inspirado no game de 1990, Castlevania III: Dracula’s Curse, a história começa em 1467 onde uma estudiosa da medicina encontra o Conde Vlad Tepes (Drácula) e de sua aproximação desprovida de medo surge uma parceria afetuosa. Um bom começo que parece ter "pegado emprestado" a formula do filme Drácula: A História Nunca Contada (2014).

A animação acertou em cheio no tom sombrio e aventureiro da trama, bem como na clareza das animações, apresentando uma história que evolui, apesar de hora engasgada e hora cuspida demais. O desenrolar dos eventos parecem quebrados e atropelados sem permitir que os protagonistas se desenvolvam muito bem.


Isso comprometeu a profundidades dos personagens principais. Lisa poderia ter sido melhor explorada como pesquisadora científica e mostrar como ou por que do Castelo ser tão tecnológico ou industrial; Drácula frente a perda de sua amada apesar de furioso não esboça muita dor e sofrimento sendo rapidamente guiado por um ódio conformista e vingança desprovida de ira. Trevor provavelmente o segundo personagem mais aguardado da série parece mais frio e insensível que o próprio Drácula, lembrando vez ou outra que "não se importa" com o que está acontecendo; Sypha melhora o "jogo" mas é um personagem descativante, quase um fardo para a própria trama. Por fim, Alucard que é provavelmente o personagem mais aguardado aparece na prorrogação, apesar de ser sem dúvida a melhor cena até aqui, o personagem mais elegante e carismático da série aparece simplesmente como um elo para criar uma empreitada contra seu pai e servindo de gancho para a próxima temporada, mau deu pra sentir o gostinho do que poderia ser capaz de fazer.


O Castelo, apesar de rápidas passagem mostrando mais o lado de fora que o lado de dentro, foi o ponto que mais agradou os fãs. A estética do castelo está fidedigna com o que era esperado, já que muitos temiam que o castelo parecesse mais uma mansão medieval ou um simples castelinho de pedra na beira de um penhasco. Esse foi mais um acerto dos produtores, pois mataria a série se o local de maior parte das aventuras futuras não fosse bom o bastante para guardar surpresas.

Dessa forma a temporada começou, se atropelou e se encerrou. Deixando os milhares de fãs com a sensação de um beijo sem lábios de uma promessa empolgante com a adaptação de um dos maiores clássicos dos games, matando o espírito de uma das mais rendosas e lucrativas franquias. Fica quase sem sentido esperar para 2018 os próximos 8 episódios da trama.

Opinião Pessoal

Apesar de ser um grande fã da franquia e já ter jogado todas as versões do jogo saíram até 2013. Confesso estar desapontado, o cenário fez pouco para criar uma sensação de perigo, sendo inicialmente chamativo e depois apático. Apesar de Castlevania ser uma animação madura com potencial, também é sobrecarregada de clichês com humor um pouco irritante e que estaria melhor sem. 

Arte do jogo original de 1990


Resenha - Três Vezes Você, Federico Moccia

Seis anos depois, a vida dos nossos protagonistas mudaram. Conseguiram ser feliz, mas quando menos se espera, seus caminhos se cruzam novamente... Depois do sucesso de Três Metros Acima Do Céu vem o resultado esperado da história de amor do Passo, Babi e Gin. O que esperar de Tres Veces Tú?


A história é um romance erótico que parece estranho brinquedo de parque de diversões, uma mistura de carrossel, gangorra e montanha russa onde chorar e rir se tornam rotineiros, mas consegue embalar o leitor na trama. Moccia, fezum ótimo trabalho para dar as prateleira algo triste mas igualmente maravilhoso.

O livro começa com uma inspiração: "O amor é quando a felicidade de outra pessoa é mais importante do que a sua." Uma frase muito significativa para o que este livro quer transmitir.

Após seis anos, um longo tempo para os personagens, e era grande o medo de encontrar algo que não fosse mais reconhecido, ou traços que seriam distorcidos pelo tempo deixando nossos personagens irreconhecíveis. Mas, quando se percorrer as páginas de Três Vezes Você é fácil percebe que pouco ou nada mudou, que apenas uma palavra ou um gesto você sabe Step, Gim e Babi simplesmente envelheceram, mas os sentimentos e o famoso E se? ainda presente em todo o livro.

É um livro cheio de flashbacks, com abundância de surpresas realmente inesperadas, que deixam você com a sua boca aberta e dá merecidos pontos ao autor. Nesse novo romance o leitor olha para o passado e não o presente, porque para saber o que realmente aconteceu é preciso observar cuidadosamente algo que queremos para deixar para trás. Federico Moccia se esforçou para não deixar pontas soltas e se desprender de seu personagens, pois desta vez ficaram mais realistas e convincentes que nos livros anteriores.  Mas nem tudo são rosas...

O ritmo às vezes é lento, o que me pareceu intencional do autor para ganhar tempo e mostrar que seus personagens amadureceram desde o ultimo romance. Talvez o personagem que eu mais gostava e que de fato no livro anterior era a única peça que mais fazia sentido era Gin. Eu acho que como seu nome completo indica: valentia, lealdade, determinação e teimosia,  acredito que mas acima de tudo faz uma oposição as boneca de pano com forte carência sexual, como vemos hoje no cinema. Olhando bem, é uma mulher incrível. Por outro lado Babi é o que sempre foi: loucura. Houve amadurecimento, mas a sua forma ainda tem uma maneira de estar sem rumo, ele faz o que faz por amor, embora no primeiro momento, ninguém possa ser culpado por não o entender muito bem.

Como não tenho a intenção de estragar a surpresa de ninguém, posso dizer que apesar de esse não ser meu tipo de literatura, o livro tem um final que não peca nem deixa devendo para quem percorre as mais de 700 páginas de bati e volta, beijo e tapa, tira e veste.

Você já leu algum livro de Federico Moccia? O que espera desse novo romance? Deixe seu comentário.

Novo Ensino Médio mata Literatura

A Literatura sumiu das grades curriculares do Ensino Médio. Quem procurar, vai encontrá-la nas aulas de Língua Portuguesa na qual está agora integrada. Embora continue sendo um conteúdo, perdeu o posto de disciplina com ementa própria, recebendo apenas uma espanada leve.


Organização curricular do ensino médio nas escolas da Rede Estadual na modalidade do EM excluiu da grade a disciplina de literatura, que será integrada ao ensino de língua portuguesa no ano letivo de 2017. Uma das justificativas para a mudança é a necessidade de as escolas de todo o Brasil irem se adequando à reforma do Ensino Médio. A proposta de reestruturação nacional ainda não foi homologada pelo Ministério da Educação (MEC), mas mesmo assim é a referência.

Sobre essa antecipação, o técnico da SED, Joselei Ortiz, argumenta que “o documento [da reforma] provavelmente será fechado este ano” e que a integração “busca garantir os conhecimentos básicos que os estudantes devem desenvolver, conforme as novas diretrizes”. Ele explica que a Literatura era oferecida como “disciplina a mais” nas escolas da rede estadual local e que sua oferta já não era obrigatória como disciplina única, a Base Nacional Comum Curricular exige apenas que ela seja ensinada.

O que algumas instituições estão fazendo também é a inclusão da disciplina de Redação, claro visando aumentar o resultado de seus alunos no Enem, o que não é ruim a curto prazo, mas a longo prazo pode significar o fim completo da chance dos alunos de terem um contato maior e mais próximo com nossa memória literária. Teremos grandes redatores (nenhum problemas se o que queremos é uma população de redatores e jornalistas), mas desprovidos de boa parte de nosso patrimônio intelectual.

A mudança não foi discutida com a população, e surpreendeu até alunos e professores. A doutora em Literatura, professora universitária e escritora, Lucilene Machado, a desaprova. “É um retrocesso. Estávamos, nos anos anteriores, lutando para que a carga horária atribuída às literaturas fosse acrescida, já que está provado que ela contribui para o melhor entendimento de todas as outras disciplinas. Dizer que a literatura será ministrada dentro da língua portuguesa é para enganar quem não tem noção sobre o assunto”.

Para Lucilene Machado, ela não pode se dissociar das aulas de Língua Portuguesa porque sempre será necessária a introdução de textos literários para a aprendizagem estrutural da língua. Ainda assim, acredita que o ideal é que como uma disciplina à parte, para humanizar os estudantes e ensinar a pensar.

“Eu, como professora de Literatura, faria o contrário, colocaria as aulas de língua portuguesa dentro das aulas de Literatura. O que é mais interessante: aprender usar a gramática ou aprender a pensar? É certo que as duas são importantes, mas pensar é primordial”.

O que você acha dessa mudança? Sua escola ainda tem a disciplina de Literatura? O que você está lendo?

Literatura infantojuvenil precisa de ajuda?

Há excelentes livros para crianças, entre clássicos e contemporâneos, porém há mais preocupação ao tema e à maneira como ele é abordado, do que propriamente ao valor estético do texto.



Ainda que a literatura infantojuvenil não tenha muito espaço na mídia nem o status da literatura para adultos, ela merece o olhar atento dos pedagogos e dos pais; porém, tenho a impressão de que esse olhar diz mais respeito ao tema e à maneira como ele é abordado do que propriamente ao valor estético do texto.

 Existem excelentes livros para crianças, entre clássicos e contemporâneos, mas esses muitas vezes são preteridos em favor de outros que, embora esteticamente inferiores, trazem uma “mensagem” mais óbvia sobre determinado assunto que se quer discutir na escola e em casa. A propósito da “mensagem”, lembro que Eugène Ionesco, que deixou contos extremamente ousados para os pequenos leitores, ao ser perguntado sobre qual era a mensagem de uma de suas peças, respondeu que ele era escritor, não carteiro, e por isso não precisava entregar mensagens.

Olhando uma lista de livros adotados por algumas escolas, chamou-me a atenção um deles que será oferecido aos alunos do nono ano, ou seja, a pré-adolescentes com idade entre 13 e 14 anos: “A hora da verdade”, de Pedro Bandeira, renomado autor de obras para essa faixa etária, publicado pela editora Ática, especialista em livros didáticos.

Ao final do livro, tem-se ainda a “abominável” ficha de leitura para o professor se certificar de que o estudante o leu e entendeu o seu recado: “Ele nutre por Iara um amor genuíno ou um desejo de posse?”, é uma das perguntas. Absolutamente nada sobre a linguagem e suas sutilezas.

Se os adultos não sabem ler, é porque, quando crianças, não ofereceram a eles textos que os tornassem leitores de Literatura (com letra maiúscula), não lhes deram oportunidade. Um leitor não se constrói apenas com textos tematicamente claros e bem-intencionados.

Moana - Veredito

A última produção da Disney desse ano vem fazendo barulho no céu, na terra e no mar. Moana

O filme ainda não estreou nos cinema brasileiros, mas tive a oportunidade de conferir em primeira mão numa sessão prévia no fim de semana (19). E posso adiantar que será o filme mais assistido em janeiro nos cinema tupiniquins.


Muito elogiado pela crítica, Maona: Um Mar de Aventuras é o 56º filme da Walt Disney Animation Studios. Moana já arrecadou mais de 240 milhões de dólares em todo o mundo. Estreará 5 de janeiro de 2017 no Brasil. O filme é estrelado pela novata Auli'i Cravalho como Moana e Dwayne Johnson como Maui. Dirigido por John Musker e Ron Clements, com trilha sonora instrumental de Mark Mancina e canções do compositor da Broadway, Lin-Manuel Miranda, Mancina e do músico Opetaia Foa'i. Resumindo o filme sem dar grandes detalhes. O filme conta a história de Moana, a filha única do chefe de uma tribo polinésia, escolhida para reunir uma relíquia mística, um semi-deus e uma deusa.

A Disney havia dito que em 2016 lançaria uma nova princesa para seus estúdios (e para o mercado), e não poderia ter escolhido uma melhor. Moana de Motunui é a primeira princesa de pele negra e sem floreios e apelos para príncipes escovados a lá metrossexuais. Com uma personalidade forte e temperamento amigável a personagem é cativante sem ser digna de pena. Nesta história não tem maldições e nem castelos, o que tem de sobra é aventura com musicais breves e bem pontuados que não entendiam o espectador, ao contrário, antes de acabar o filme você vai estar cantarolando "welcome, welcome!".


O filme tem uma evolução gradual dos seus personagens e indiretas contra o próprio Estúdio (Disney) que poucos serão capazes de perceber, como quando Maui dá uma definição geral de princesa "filha de alguém importante (rei ou chefe), sem destreza e com um bichinho de estimação". Ainda assim o filme corrigiu boa parte dos clichês de tramas nesse mesmo seguimento, que não direi aqui para não estragar a surpresa. Aliás os acertos nesse filme não foram poucos, a crítica ecológica e ambiental como plano de fundo é claramente um reflexo dos apelos de comunidades humanas espalhadas pelo globo que precisam de um ecossistema sem poluição e gerido de forma sustentável. 

Em suma o filme impressiona pela composição musical, animação e vividez da dublagem. É um filme para crianças que todo adulto deve assistir, o humor bem dosado, revelações e reviravoltas da trama são de arrancas risos e espanto. O roteiro inteligente e bem construído apresenta a cultura da tribo polinésia sem esquecer das tatuagens, o artesanato e nem mesmo o Haka ficou de fora. Moana é o tipo de filme que você pode assistir com qualquer pessoa, desde que ela não seja um demônio de larva incandescente ou um crustáceo gigante.

Resenha - Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

O que temos na mais recente aventura do bruxo mais famoso dos últimos tempos?


Após muita especulação e expectativas de fãs e críticos eis que saiu mais uma aventura da saga Harry Potter, desta vez J. K. Rowling contou com uma colaboração de John Tiffany e Jack Thorne. Com uma sinopses auspiciosa:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Aguardei a publicação do livro em terras tupiniquins para conferir melhor (já que a versão em inglês me pareceu confusa em uns 20% da obra). Recebi um exemplar da editora como brinde de após por a leitura em dia resolvi ver como ficou a obra em português com tradução autorizada.

Sim, depois de quase 10 anos, desde o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo livro da saga, da tão conhecida J.K. Rowling. Desta vez não em uma obra própria, mas em um livro baseado no roteiro de uma peça de teatro, escrita por Jack Thorne e que será dirigida por John Tiffany. O livro recebeu críticas merecidas por parte da impressa por começarem a ver o personagem como o eterno órfão que Rowling não consegue deixar para traz, abandonando personagens menos explorados como Snape,  Dumbledore, os Bruxos Fundadores ou os Marotos, ou mesmo Cormoran Strike (personagem principal de um série assinada pela autora com pseudônimo).

Em A Criança Amaldiçoada a estética narrativa é completamente diferente de toda a saga Harry Potter, desde seu formato, até o seu enredo. A escrita é bem diferente do habitual, por se tratar de um roteiro de teatro o livro é praticamente 99% fala, até os capítulos são divididos em números de cenas e até mesmo em atos, o que deixa a leitura bem fluida e faz o livro ser mais rápido que os anteriores. O livro também respeita bem as regras do Mundo Mágico criado nos livros anteriores. Desta vez Harry sai de cena como protagonista, tem seus momentos no livro, mas o personagem principal passa a ser seu filho, Alvo, que ao ingressar em Hogwarts passa a ter problemas com tudo que envolve seu pai e o peso de ser um Potter (até aqui bem familiar não é mesmo?). As expectativas e o preconceito de alguns começam a atrapalhar o garoto de várias formas, inclusive em fazer amizades. E é em cima deste contexto que a trama se desenrola, envolvendo magia, viagem no tempo, uma pitada de romance, traição e uma dose cavalar de conflitos familiares.

Quando se chega mais ou menos na metade do livro a história começa a perder o "encanto". Pois não precisa ser muito crítico ou bom observador para perceber que alguns personagens não fazem a menor diferença na treta e obviamente estão ali só para agradar os fãs (como é o caso do Rony, infelizmente). As motivações do revoltado Albus não são tão convincentes, e alguns bons personagens parece um tanto vazios, mas isso não faz do livro um lixo, o livro é interessante, principalmente por apresentar uma nova perspectiva sobre os Malfoy por exemplo. Que poderiam ter sido melhor explorados nos livros anteriores.

Opinião pessoal

Se você está esperando outra fantástica aventura com investigações sutis, muitas reviravoltas e grandes revelações como nos livros anteriores, abaixe a varinha! Como já comentei, o novo livro é baseado na peça, portanto a linguagem é bem diferente, assim como os personagens não são trabalhados com tanta originalidade. Para os fãs é um livro que certamente merece sua leitura, pois Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é respeitosamente um passatempo nostálgico.

Inferno, o filme (apagado)

Adaptação de obra homônima para o cinema é a mais fria adaptação de uma obra de Dan Brown.


Inferno, novo filme da franquia do simbologista Robert Langdon (Tom Hanks), chega aos cinemas deslocado. A adaptação do livro de mais de 400 páginas lançado em 2013 e que já vendeu 800 mil exemplares no Brasil chegou aos cinemas na última quinta (13) mais frio que defunto de afogado. Apesar de uma estréia que levou mais de 563 mil pessoas aos cinemas brasileiros em seu primeiro fim de semana, e ter desbancado "O lar das crianças peculiares" e assumido o primeiro lugar no ranking de bilheterias no país. É visto como decepcionante  por grande parte da crítica pelos fã do livro.

A adaptação nem de longe conseguir trazer os espectadores para os problemas passados no livro. E apesar de falar sobre isso inúmeras vezes, não há sensação de perigo nas ameaças, não há suspense nem uma perseguição alucinante e frenética por algo capaz de dizimar metade da população do planeta. Considerado como a mais sombrio e tenebrosa das obras de Dan Brown e uma das melhores performances do escritor, Inferno foi terrivelmente mutilado na versão cinematográfica, sendo não mais que um simples filme de perseguição policial sem charme nem atrativos maiores que o nome de Tom Hanks. Hollywood parece não gostar mesmo dos livros de Brown, a começar pela inversão de produzir primeiro O Código Da Vinci ao invés de Anjos & Demônios pela cronologia dos eventos e por suspender a iniciativa de adaptarem O Símbolo Perdido (medo talvez?) deixando o quarto livro deslocado e perdido.


Em Inferno (o filme) os personagens exageram no estereótipo, se perdem nas motivações e não atraem a simpatia do espectador, a pobre Sienna Brooks que o diga, sua personagem tão atraente e cativante na obra foi reduzida à uma dissimulada psicopata, a atuação de Felicity Jones foi quase imperceptível a vista do que outras atrizes fizeram pelas parceira do nosso simbologista, acaba como um simples peão no fraco desfecho do roteiro. Bertrand Zobrist, personagem que provoca no leitores junto das as explicações de Langdon sobre a vida do filósofo e escritor Dante Alighieri não passa de um cientista louco com pinceladas de fanático religioso.


Talvez a única sacada boa desta vez fique pelo jogo de câmeras, focos menos pretensiosos e o uso de imagem mais forte para as visões de Langdon, fugindo do icônico efeito de hologramas espaciais. Acelerar o ritmo da história foi um erro gritante pois não dá tempos para se empolgar com os mistérios nem se identificar com os novos personagens. Apesar de um filme estar indo bem nas bilheterias mundo a fora, e que o Efeito Dan Brown mais uma vez está impulsionando o turismo na Europa "por onde Langdon passa", é muito pouco provável que vejamos um novo Langdon nos cinema pelos próximos seis ou sete anos. Se não é o fim de Langdon no cinema, Inferno ao menos é um sinal amarelo.

O que você achou do filme? Você já leu o livro? Qual dos livros de Dan Brown você mais gosta?

Warcraft - Veredito

A crítica que a Crítica não assume. A mais incrível adaptação de um game para as telonas até agora.

Esse artigo não contém spoiler do jogo, do livro ou do filme. Pode ler tranquilamente. ^^

O filme está sendo injustamente trucidado por uma legião de críticos que parecem não reconhecer um único acerto por parte do diretor Duncan Jones e do co-roteirista Charles Leavitt. Vamos começar a analise a parti da sinopse. Warcraft é um filme baseado no universo do game World of Warcraft (atualmente o segundo jogo mais jogado no mundo), acompanha o conflito gerado pelo primeiro contato entre orcs e humanos, mostrando os dois lados da história. De um lado está Anduin Lothar (Travis Fimmel), o personagem principal da Aliança, que sacrificou tudo para manter salvo o povo do reino de Azeroth, e do outro lado está Durotan (Toby Kebbel), um dos principais personagens da Horda, nobre chefe do clã Frostwolf (Lobos de Gelo), que batalha para salvar seu povo e sua família da extinção. O filme tem 152 min duração (contando com os créditos).


A adaptação do mundo de Warcraft está inquestionavelmente bem feita, a proporção dos orcs, as caricaturadas armas e personagens além dos aspectos dos reinos e exércitos está maravilhosa. O filme é um show de efeitos visuais em cores vivas sem parecer uma animação infantil, os efeitos especiais em detalhes e acontecimentos, não faz feio quando o foco da cena está próximo ou muito distante. A atuação do elenco também está fantástica. O roteiro tem momentos épicos para todo bom fã do game e jogadores de RPG, fazendo sua pontinha para agradar não apenas os fãs do WoW (como também é conhecido o jogo), mas também para as pessoas que estão tendo esse primeiro contato com esse universo high fantasy, os diálogos e toques de humor são bem pontuados e somam-se a isso a trilha sonora que bate encima para acentuar cada acontecimento da trama, que diga-se de passagem é surpreendente com momentos decisivos e reviravoltas inesperadas.


Apesar dessa enxurrada de acertos o resultado final falhou em se apresentar, pois, os eventos parecem acontecerem muito rápidos e os personagens de destaque são praticamente cuspidos na trama. O que parece ter sido uma ação por parte de produtores do projeto e não da direção ou do roteiro, pois o próprio Duncan Jones disse que teve que cortar mais de 42 minutos do filme, tempo esse que parece estar fazendo falta para que permitisse que os personagens fosse apresentados mais claramente e melhor explorados no que diz respeito a personalidade e origem dos mesmos. Para um filme tão aguardado quanto esse, não faria mal uma película de 2h:40min ou até mesmo 3hs de filme.

Veredito final

Vale muito a pena conferir o Warcraft nos cinemas e se deslumbrar com os esfeitos especiais e sonoros em alta definição. O filme deve faturar bem apesar da crítica ter cravado as presas nele. Não seria muita presunçoso dizer que é a melhor adaptação de games para a telona até o momento, mas temos que esperar pelo Assassins'S Creed, se o filme também for muito bem, podemos dizer que 2016 marca uma nova era das adaptações dos games ao cinema. Numa escala de 0 à 10, o filme merece folgadamente 8.

Encerramos esse post com uma comparativo visual da adaptação do jogo para o filme. Contemplem!



E você humano (ou orc), o que você achou do filme? Já jogou WoW? De que lado você está? Qual seu exército favorito?

Cadê o Português?

Uma provocação acerca do isolamento que pode separar duas nações unidas pela mesma língua.


Essa pergunta titular serve não apenas sobre o questionamento da nossa língua, como também para questionar onde estão os autores portuguese. Pois não bastasse o isolamento causado pela mídia literária e o desinteresse dos alunos, agora vem as discussões políticas educacionais que pretendem por fim a obrigatoriedade do estudo de autores portugueses nas escolas públicas.

Gostaria de começar deixando claro que sou totalmente a favor de uma retomada e valorização de nossa literatura, de uma maior apresentação e apreciação de escritores nacionais na mídia e no mercado. Contudo, a forma como o debate está sendo discutido me parece muito mais voltado para uma questão de "jeitinho brasileiro" do que realmente preocupado com centralização do conteúdo.

Como o Governo tem anunciado cortes e mais cortes na Educação, fechando bibliotecas escolares e praticamente assassinando a cultura literária com programas de adestramento dos alunos na gramática e praticamente apagando o ensino de Literatura nas escola o que em si já é um verdadeiro retrocesso não apenas da cultura, mas também do ensino.

Uma última provocação, o que pensaríamos dos EUA se não fizessem os seus estudantes do ensino médio ler Shakespeare? Ou dos países ibero-americanos de língua espanhola se ignorassem a grandeza literária de Cervantes?

A Decepção de 'Grey' pelos Jornais

Parece que não são só os fãs (90% mulheres) que estão decepcionados com o novo livro de E. L. James. Dois dias depois do lançamento do livro as redes sociais na Inglaterra e nos Estados Unidos não falavam de quase mais nada além da frustração que foi ao ler o livro. Na tarde de hoje foi a vez dos críticos literários e jornais do mundo inglês deixarem registradas nas principais capas de jornais o descontentamento que na pior das expectativas é "ridiculamente previsível". Confiram abaixo as opiniões dos críticos do livro que só deve chegar aqui em português no mês de Setembro:

Grey, sem surpresas e com muita decepção. Dizem os jornais ingleses.

'The Guardian':

 "O primeiro livro foi um retrato bastante divertido e leve da fantasia sexual de uma mulher. No entanto, é quase impossível ler 'Grey' e não presumir que o narrador vai acabar na cadeia. É mais uma reminiscência daqueles thrillers que abrem a partir do ponto de vista do assassino 'respiração-pesada' que persegue sua presa. Em vez do sadomasoquismo alegre, repetitivo e suave, o 'caso de amor' é agora o trabalho retorcido de um psicopata total." (por Jenny Colgan)

'The Telegraph':

 "'Grey', o quarto livro de E.L. James, é tão sexy quanto um mísero livro de memórias e tão excitante quanto o diário de um agressor sexual. Isso, então, é o melhor que o século 21 pode nos dar em termos de heróis literários românticos - um inferior Mr. Darcy com ganchos de mamilo. A mensagem aqui é clara: devemos ter pena dele. E, no entanto, a única pessoa de quem eu sinto pena é da pobre Anastasia, que, tendo tido a oportunidade de contar seu lado da história na trilogia '50 tons', foi descrita, neste livro, com toda a personalidade de uma boneca inflável." (por Bryony Gordon)

Em novo livro, Christian Grey apresenta o perfeito perfil de um estuprador.

'The Washington Post':

 "Não há como negar que 'Grey' é o sonho de um fã obsessivo. Ele reconta a história de '50 tons de cinza' e uma parte de '50 tons mais escuros' na perspetiva de Christian. É um livro gigante, com 557 páginas de tensão (ao invés de tesão) entre Ana e Christian e às vezes uma inquietante história de amor, aqui feita mais perturbadora do que os fãs já sabem: Christian não é apenas sombrio e misterioso; ele é tudo o que advertiu a Ana no livro original. (...) Mas mesmo com toda essa explicação, com a defesa clara e bem trilhada de Christian, é difícil entendê-lo. Ou melhor, é difícil entender por que qualquer mulher no seu perfeito juízo iria dar uma chance a ele." (por Sarah MacLean)

'The Economist':

 "Aqui, a sensualidade amarrada na estrutura da narrativa revela Grey como um ainda mais profundamente desagradável idiota inseguro do que sua correspondente tinha imaginado anteriormente. E não mais tridimensional. A maioria dos capítulos começa com oníricas vinhetas de sua infância abusiva (com a exceção de um molhado sonho hediondo sobre dois terços da história). Mas, se estes foram feitos para ajudar a dar-lhe profundidade e desculpar o seu comportamento menos picante, então eles fracassaram."

Associated Press:

 "Após o filme, nós realmente precisamos de pequenos apartes do interior de Grey, 'Talvez isso possa funcionar', por exemplo? Existe alguma coisa que já não sabemos sobre ele? Auto-aversão de Grey ganha vida em previsíveis obscenidades - e clichês previsíveis como quando ele percebe que sua atração por Ana é "como uma mariposa para uma chama."" (por Leanne Italie).


Os principais sites e blogs de literatura não param de frisar o quanto o livro está sendo taxado como "lixo" ou "desperdício de papel", os mais irônicos ainda chegam a dar afinações humoradas como "e pensar que uma pobre arvore morreu pra produzir isso". O fato é que embora o livro possa chegar a vender horrores, dará aos fãs da trilogia uma bela bofetada nas lembranças das leituras passadas.

Resenha - Grey, E. L. James

Há alguns dias foi lançado no mercado literário de língua inglesa, Grey, o mais novo livro de E. L. James. A obra é uma "versão" do primeiro livro, Cinquenta Tons de Cinza, que vendeu milhões de exemplares no mundo todo e chegou a virar filme ano passado. Mas e quanto a Grey, o que esperar deste livro?



Na sexta-feira passada (19), adquiri uma versão do livro em ebook (inglês) para ler no Kindle, terminei de ler ontem a tarde e aqui está a resenha (sem spoiler) e análise de Grey.

Dizer que o livro é redundante seria um tanto óbvio, mas a verdade é que o livro é super mega hiper repetitivo e decepcionante. Se se tratasse apenas de todas as falas do primeiro título estarem de volta eu entenderia, mas até os pensamentos de Christian Grey são idênticos aos de Anastasia, as vezes apenas mudando apenas a ordem das palavras e alguns sinônimos.

A Mente de Grey


Se alguém esperava algum tipo de pico sexual literário vai mesmo é broxar com os pensamentos e as poucas passagens que descrevem os sentimentos do personagem. Ao contrário do Christian que conquistou um status de ícones sexual na trilogia, o Christian de Grey é muito afeminado, quase fica subentendido que o personagem aprecia as práticas de dominação por não encontrar um parceiro e "castiga" mulheres para se sentir bem ou superior.

Em novo livro, Grey está inseguro se é heterossexual.


Outras opiniões

Procurei conversar com alguns brasileiros que moram em Londres e até com algumas americanas via Twitter, sobre o que acharam do novo livro. As opiniões quase que unanimamente convergiam para respostas como: "a James foi muito desleixada.", "a autora foi muito preguiçosa, nem teve o trabalho de tentar pensar como homem." ou "decepção total, o livro tá um lixo!".

Pesquisando no Twitter encontrei outras centenas de opiniões muito parecidas sobre o desapontamento dos leitores, sobretudo das leitoras, que esperavam algumas revelações fascinante ao invés de uma história vazia e sem novidades agradáveis.

Números


Apesar de o livro ser um convite a decepção e um verdadeiro assassinato da imagem dos personagens originais, está vendendo bem. Grey já bateu o número de 1 milhão de cópias vendidas em quatro dias no mundo inglês. Uma remessa de 2 milhões será dividida semana quem vem entre Estados Unidos e Reino Unido.

Opinião Pessoal


É de se esperar que o livro tenha uma venda mais do que razoável (para padrões mundiais). Contudo, muitas pessoas estão altamente desapontadas com o texto, a narrativa repetitiva e vaga que não prende a leitura. Chego a pensar que muitas pessoas estão comprando apenas por não terem o costume de conferir blogs e sites literários, pois esses estão deixando escancaradamente claro que Grey é um livro que não vale a pena, seria como comprar Harry Potter na visão de Rony Weasley, sem perigos, sem inteligência, sem atrativos, nada.

Por fim uma pergunta. Vale mesmo a pena pagar para ler um livro que você já leu, sabe o começo, o meio e o fim e que provavelmente você talvez até já o tenha? 

Grey - A preguiça de uma escritora

O editor português da britânica E. L. James, a autora da trilogia As Cinquenta Tons de Cinza, recebeu na quarta-feira, tal como aconteceu com todos os editores internacionais, o manuscrito da sua nova obra, Grey, que foi posto esta quinta-feira à venda em todo o mundo em língua inglesa.

Capa oficial no Brasil. Laçamento previto para setembro deste ano.

A data para o lançamento do livro em que E. L. James regressa à história da relação entre o milionário Christian Grey,  adepto de práticas BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo) e a estudante de literatura Anastasia Steele, contando-a agora do ponto de vista da personagem masculina, não foi escolhida ao acaso. “O livro em inglês está à venda esta quinta-feira em todo o mundo porque é o dia de aniversário do personagem Christian”, explicou José Prata, da Lua de Papel,  ao PÚBLICO por email.  No Twitter oficial a autora britânica começou o dia a desejar “bons gemidos a todos” (um trocadilho com bom dia em inglês) e “feliz aniversário Christian”.
O editor português já tem  “uma task-force” de três tradutores a trabalhar na obra e embora não tenha ainda data definida para a sua publicação está a apontar para 10 de Setembro, que será uma data a seguir por vários editores internacionais, pois é o dia de aniversário de Anastasia.
Grey, em língua inglesa, foi posto à venda à meia-noite desta quinta-feira em todo o mundo e as primeiras reações não são positivas. Autora é acusada pelos fãs de ter sido "preguiçosa".
Durante esta quinta-feira as redes sociais encheram-se de críticas dos fãs que já leram Grey. A palavra “preguiçosa” foi a mais utilizada nos comentários, tanto em relação à autora como à obra. Isto porque a narrativa da história é a mesma, enfatizando que ela teria apenas reescrito a história e de ter utilizado “o mesmo material”, ainda que na perspectiva de Christian. O resultado final é, pois, para estes fãs uma "desilusão". Mesmo assim até os críticos, jornalista e colunista deixam claro que ao julgar pelo nível "crítico" de análise do público isso só servirá apenas para que E. L. James acrescente mais dinheiro à sua já recheada conta bancária.
Os seus livros anteriores são best-sellers em todo o mundo, E.L. James vendeu os direitos cinematográficos e produziu e adaptou ao cinema o primeiro volume da trilogia, o que no total já lhe rendeu cerca de 104 milhões de euros de lucro, em apenas quatro anos, segundo o diário britânico Daily Mail. 
A escritora e jornalista Jenny Colgan, do jornal britânico The Guardian, também já leu a obra e afirma que se trata “quase” do mesmo livro, uma vez que E. L. James repete “cada linha dos diálogos” da história anterior e as cenas seguem a “mesma ordem”. Apesar desta opinião, Colgan admite que a perspectiva de Christian revela uma personalidade “psicopata”, algo que não era perceptível nas anteriores aventuras do dominador com a sua submissa Anastasia. A jornalista diz mesmo que este livro é mais “realista” e mais “assustador” do que os anteriores. Tanto que a leva a afirmar que, ao contrário do que acontecia com os outros livros, se a sua filha quiser ler esta nova obra, Jenny Colgan quer garantir que ela sabe, “que se alguém a tratar desta forma, deve fugir a sete pés.”

Vamos ler (também) gente séria!

Aqui peço desculpas aos meus leitores se o texto parece ofensivo, como de costume já disse: minha intenção nem sempre é agradar.

O que está acontecendo com a literatura? Não limitando literatura mais apenas os livros e escritores, mas à toda a teia de ação, os leitores, as editoras, os críticos, a Academia e tudo mais que a toca.

Temos a literatura paga a milhões num país colapsado, o mito imbecilizante do “está na televisão é porque é bom”, pronto a fabricar "gênios" literários todos os meses. Temos um país de universitários, mestres, doutorados e políticos para quem o livro se tornou um objecto simbólico de status quo, mas cujo nível de literacia não passa o grau zero da literatura que são José Rodrigues dos Santos, Helena Sacadura Cabral ou os bestsellers internacionais.
As editoras transformaram-se em empresas geridas para dar lucro financeiro e não cultural, e são geridas por pessoas que não fazem a menor ideia de quem foi Homero, Cervantes, Camões, Tolstoi ou Dostoiévski, e que não sabem, portanto, que a literatura não é aquilo que se imprime em papel, mas, sim, aquilo que resulta do esforço heroico do Homem para dar sentido ao caos — e que é nela, e através dela, que se ilumina o que fomos aprendendo sobre a natureza humana.

Não me entendam como alguém que torce o nariz para obras primorosas e que criam e recriam mais e mais leitores, como a série Harry Potter ou a Trilogia Jogos Vorazes, ou os livros de suspense e mistério de Dan Brown. Eu mesmo sou fã deles, mesmo assim não posse deixar de questionar o quanto o mercado literário global está cada vez mais manipulativo e tendencioso, à exemplo quase não se encontra mais espaço para poemas, prozas e regionalismo nas pratilheiras ou em sites.

Pense você um pouco, vai mesmo ler tudo que é jogado no mercado, sem jamais experimentar o que um simples José escreveu?


Por que desisti de assistir Game Of Thrones

Essa postagem não é um capricho ou mero desabafo de um leitor/fã com sua saga/série. Em linhas ligeiras explicarei por que estou abandonando de vez o acompanhamento da série Game Of Thrones.

Antes de continuar advirto que este post contem imagens e discussão a respeito de estrupo e outras formas de violência contra a mulher.

Comecei a acompanhar a série logo no seu inicio, 2010, e nos primeiros episódios achei fantástica a riqueza de detalhes e "realismo" para com a psiquê dos personagens da série, foi impressionante ver um ambiente de fantasia-medieval ganhar proporções tão cativantes fugindo dos clichês tradicionais. Antes do final da primeira temporada fiquei sabendo que a série era baseada na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Como leitor apaixonado e apreciador de grandes obras não pude deixar de consegui a coleção, mas ao saber que As Crônicas estavam incompletas resolvi esperar pela divulgação de novos títulos da saga, achando que o autor fosse tão pontual quanto J. K. Howling (tão tolinho eu fui).


Dois anos se passaram e estava começando a terceira temporada e eu ainda não tinha adquirido a coleção, porém um evento inesperado no final segundo episódio da terceira temporada fez com que eu deixasse a paciência de lado e então comprei uma Box Especial de Luxo Para Colecionador com os cinco livro lançados até então e então saquei A Tormenta das Espadas da caixa e comecei a ler, terminei de ler o livro todo antes do lançamento do S03E05 e aí sim tirei o chapéu para o autor e os produtores da série, pois vi bastante fidelidade com a obra, e embora alguns bons personagens tivesse que ser cortados e outros modificados, a série ainda era um espelho mais do que modesto dos livros.


Mas da quarta temporada para cá, mais precisamente 19/05/15 com seu bizarro S05E06 afirmo que não faz mais sentido acompanhar a série. Game Of Thrones tinha tudo para ser a série da década e uma das melhores adaptações de todos os tempos, mas começou a andar pra traz destruindo uma das características mais forte e marcantes da obra de George Martin, a figura da mulher. Nos livros de fato existem momentos sensuais e eventos mais do que calientes. Mas ao meu ver o autor sempre procurou demonstrar o potencial das mulheres em um mundo geralmente dominado por homens.

Todavia, algo tão nobre assim parece não ter mérito algum para os produtores e roteiristas da série, aí a HBO começa a mostrar sua marca, desfigura as mulheres da série como prostitutas, libertinas e meros objetos sexuais jogando a série na vala. Posso estar sendo muito crítico para alguns, mas enganam-se, o lema deste blog é "tudo, mas não qualquer coisa!" e não poderia deixar de tecer uma crítica pelo assassinato de uma das até então, melhores séries produzidas. Leia o por que.

1. A cena da quarta temporada em que James e Cersei estão diante do corpo de Joffrey retratada na série não tem nada a ver com com o mesmo evento no livro. No livro os irmão Lannister tem uma relação CONSENSUAL, livre. Enquanto que na série o que foi retratado foi um ESTUPRO! Uma violência não só com os personagens mas contra a figura da mulher na série.

2. Na Fortaleza de Craster, enquanto Karl se pabula de ser um grande assassinos ha várias mulheres sendo violentadas ao fundo, coisa que não acontece nos livros.


3. Ros é uma prostituta, tudo bem ela aparecer nua em um bordel ou "em serviço", mas ela é violentada varias vezes durante a série apenas para dar hype em torno da série, bem na contra mão do livro em que ela tem uma performance até mais nobre. Esse foi um dos "recursos" dos roteiristas.


4. Meera Reed foi outro alvo do roteirista, sofreu ameaça de violência sexual perante o irmão e os amigos. Os roteiristas parecem quererem criar a cultura do estrupo dentro duma série em que tem como ponto forte o protagonismo feminino.


5. Sansa Stark já estava na mira da violência sexual DOS ROTEIRISTAS faz tempo, basta ver as variadas situações em que ela está prestes a ser estrupada e que não constam em nenhum momento no livro. Mas este último episódio me deu repulsa, nojo e desprezo pelo que a série efetivamente se tornou: UMA ESCANCARADA CULTURA DO ESTUPRO. Roteiro raso, personagens desmoralizados e uma história que se tornou tão pobre e imunda que não daria pra limpar a bunda com uma única folha do script.

Meu único contentamento é saber que o autor realmente não faz parte de lixo publicitário da HBO, e que ele estará lançando o próximo livro ano que vem cuje o qual tenho certeza, vai ver as mulheres como seres humanos.

PornStars detonam 50 Tons de Cinza: Trash!

Atrizes pornô detonam '50 Tons de Cinza', e vídeo vira hit

As atrizes pornô Nadia Styles, Mercedes Carrera e Nina Elle fizeram na semana passada um vídeo para o site de entretenimento americano ‘Funny Or Die’ dando cinco motivos para odiarem a adaptação e a trilogia literária 50 Tons de Cinza. E elas detonam a película sem piedade, criticando desde o machismo da obra até o fato de o filme ser, simplesmente, ruim. Sendo no mais alto eufemismo considerando um sadomasoquismo politicamente correto.

E, em se tratando de um tema polêmico, o vídeo bombou. Sua versão oficial no Youtube já tem mais de 1 milhão de visualizações, sem contar cópias espalhadas pelo Facebook e pelo próprio Youtube. Resumidamente, os cinco motivos elencados pelas atrizes pornô são:

Número 1. É só um filme clichê de um homem dominador e uma mulher submissa.
Número 2. Há pornografia grátis na internet.
Número 3. É mal escrito e mal interpretado.
Número 4. Não vão mostrar sexo ‘de verdade’ na mesma sala de cinema que mostrou ‘Bob Esponja’ semanas antes.
Número 5. Se for para ir ao cinema, melhor prestigiar o cinema independente.

Aqui está o vídeo para mais detalhes.






E vocês, concordam com elas? Deixe sua opinião nos comentários.

Resenha - 50 Tons de Cinza, o filme


No mundo dos leitores a ideia de uma adaptação para cinema por vezes deixa muita gente animada, por vezes também deixa tantas outras receosas. Dessa vez o alvo dos hollywoodianos foi o romance erótico de Erika Leonard James, 50 Tons de Cinza. Li o livro ano passado e na madrugada de ontem pra hoje encontrei uma versão pirata do filme na net (que estréia amanhã no Brasil), embora o arquivo tenha apenas pouco mais de 1h10min de filme, áudio inglês sem legenda e a imagem muito acinzentada (rsrsrs que próprio ^^ ).


Bem vamos começar, primeiramente recomendo aos amigos que forem ao cinema para conferir o resultado NÃO ESQUEÇAM DE LEVAR FONES DE OUVIDOS DOS BONS!!! Com o perdão antecipado às minhas leitoras e seguidoras, sei que vocês irão berrar muito quando estiverem assistindo. (Já basta os exemplos da saga Opúsculo Crepúsculo!)

A adaptação recebeu censura de 16 anos, honestamente não sei porque, pois vindo de um livro tão sexualmente "escandaloso" com cenas e descrições tão ousadas. O filme realmente cobriu todos os cenários e ambientes, inclusive o Quarto Vermelho, mas cenas como a do absorvente, do motel e outras mais auspiciosas foram cortadas. Broxaram o filme


Há sim cenas picantes no filme, cenas que sem dúvida vão agradar aos fãs e sobretudo as fãs, porém não se pode negar que o filme parece imbecilmente romântico, se antes ao ler o livro alguém pensaria: "Porra, essa aí é doida!" ou "Essa é a puta mais porra-louca que já vi!" agora está condicionado a ver a "fragilidade" de duas pessoas que se amam inseguramente com relação a si e ao ser amado.

Opinião Pessoal e Veredito


De forma geral é uma boa adaptação, embora pudesse sem sombra de dúvida ser bem mais fidedigno a atmosfera do romance BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) de E. L. James. Creio que qualquer pessoa que tenha lido o livro (e gostado) irá gostar do filme. Particularmente ainda acho o livro muito sem propósito e mal direcionado. O filmes por si só foi banalizado em um tipo de fantasia de telenovela, filmado sem alma nem chama, sem identidade nem sofisticação. Pela primeira vez vi um filme que não é nada mais que uma mera reprodução audiovisual. ¬ ¬'

Resumiu bem

Esclarecendo a opinião SOBRE O LIVRO. Quando li o livro honestamente achei tedioso, sem inovação e até muito repetitivo nos diálogos e situações, sejamos francos, Anastásia, a protagonista da trilogia, "ruboriza" 127 vezes durante os 28 dias em que se desenrola a trama – uma média superior a cinco vezes por dia. Já a interjeição “Holy crap!” (algo como “Puta merda” em inglês) é repetida 71 vezes entre os três livros. Escrito em primeira pessoa, parecem mais transes trasnvairados pelas conversas recorrentes de Anastásia consigo mesma (77 vezes) ou com sua “deusa interior” (53 vezes), que aliás deve ser alguma dividades filha de Bacon. ^^

Resenha - 101 Lugares Para Fazer Sexo Antes de Morrer



Ao contrário de outros listbooks já postados por aqui (confira 1001 Filmes para assistir antes de morrer e 101 Coisas para fazer antes de morrer), o livro de Marsha Normandy e Joseph St. James da Editora Best Seller me pareceu o mais tedioso. Se a proposta era listar uma série de lugares alternativos para apimentar a relação posso dizer com segurança que não avaliaram bem suas próprias sugestões.

Primeiramente o casal afirma não terem experimentado todos dos itens da lista (o que já é motivo de desconfiança), no entanto eles classificaram-nos em categorias e dificuldades, a dificuldade de 1 (moleza) a 5 (só para experts); já as categorias são: Risco de Prisão, Risco de Vexame, Risco a sua Segurança, Precisa ser Rápido, Precisa Subornar, Desconfortável e Imundo. Normandy e St. James apostam que a experiência de cada item é muito enriquecedora e que essa “terapia” ajuda muitos casais a ficarem ainda mais unidos.

Inicialmente ao abrir o livro eu esperava, fora as sugestões dos lugares, um texto bem humorado e descontraído, piadas e boas dicas de como executar os itens (alguns muito mirabolantes e duvidosos), mas ao invés disso o que encontrei foi um texto sem atrativo ou irreverência e uma simplista ficha de registro para anotar informações básicas como lugar, data, hora, nota, observações, etc que “serviria como prova”.  E devo dizer que a criatividade do casal não me impressionou ao ponto de recomendar o livro para algum amigo ou amiga. Dos 100 itens apenas 30 são realmente boas alternativas para sair da rotina, outros são sugestões que requerem que o universo inteiro conspire unicamente a seu favor para que sejam realizadas e outras ainda são sugestões tão estupidas e batidas que estão mais para clichê barato, exemplo: deque flutuante, fosso do banco de reservas, capô do carro, sala de xerox, cobertura em Las Vegas, taxi, elevador, entre outras.

Pessoalmente achei o livro frustrante, pois a proposta do livro em si não me pareceu muita coisa, não é o tipo de leitura pra desopilar ou para presentear qualquer pessoa, a coisa que mais gostei foi o fato do item 101 ser um item em branco deixando para o leitor inventar ou sugerir algo novo. Para suscitar uma reflexão para e entre aqueles que se interessam pela proposta do livro listei abaixo os itens propostos pelo casal, tomando a liberdade de grifar as 30 opções mais louváveis do livro e deixando algumas observações pessoais em itálico por consideração.

Boa transa!
Boa leitura!


01. Praia Muito cliché, mas um clássico não deve ser subestimado. P.S. – Leve uma toalha grande ou cuidado com a areia.
02. Deque flutuante Não sei quanto a vocês, mas não me parece grande coisa. Fora a chance de tudo (inclusive vocês) ir por água a baixo.
03. Festa de Halloween Puxa que pena, pensei que o baile de máscaras contasse (riso).
04. Fosso do banco de reservas Sério, tanto lugar bom no estádio e vão sugerir logo esse?
05. Capô do carro Não que seja ruim, mas a adrenalina de ser pego na estrada realmente compensa.
06. Drive-in Isso não existe mais e sinceramente é uma das opções ridículas do casal.
07. Drive-thru Novamente, uma opção não muito auspiciosa para ser vista como um desafio.
08. Banheiro de avião Assim como no item 01 um clássico, recomendado para voos superiores a 1h30min de duração (por segurança).
09. Provador de roupa Penso que só valeria a pena se estivessem experimentando lingeries ou fantasias de algum sex shop.
10. Confessionário Por Zeus! Isso é tem seu quê de ousadia e loucura, fora que os confessionários estão quase extintos. Me lembrou o finalzinho do filme Eurotripe. ^^

11. Escritório É um dos clichês mais baratos e sem graça do livro.
12. Sala de xerox Mais uma opção ridícula da lista, será que a fotocopiadora aguenta uma rebolada encima dela?
13. Mesa do chefe Honestamente aqui foram três itens ridículos e sem atrativos. ¬¬,
14. Zoológico Isso parece mais um fetiche da mulher do Tarzan.
15. Cobertura em Las Vegas O que?! Quer dizer então que uma rapidinha no Copacabana Palace não conta?!
16. Em frente a uma câmara Alguém mais percebeu porque a frustração com a lista? Até agora o livro parece mais um inventário para atores pornôs iniciantes! (riso)
17. Consultório do terapeuta do casal Com certeza o casal precisa mesmo de terapia, pra sugerir mais um item besta.
18. Chão da cozinha Sinceramente creio que qualquer casal apaixonado que se prese ao estar em uma casa vazia ou nova (mobilhada) faria uma maratona de sexo pelo lugar inteiro.
19. Atrações turísticas públicas Finalmente uma sugestão desafiadora que renderia uma boa lembrança e possivelmente um belo cartão postal, já imaginou a Torre Eiffel, Pirâmides, Planalto Central, Pedra do Machado, Grutas de Ubajara, Portal da Bica, Pedra Furada, etc.
20. Quarto de hospital É mais um clichê clássico que vale a pena, ainda mais se conseguir privacidade.

21. Cachoeira Assim como o item anterior este item é uma ótima opção, além de poder estar realizando vários itens ao mesmo tempo, nosso país e estado tem ótimas opções e eu sugeriria as cachoeiras da região serrana. P. S. Não recomendo a Bica de Ipu (quase não cai mais água).



22. Teleférico Não chega a ser um clássico clichê, porém não deve ser subestimado. Tomando as precauções necessárias assim como no item 19 renderia momentos inesquecíveis e uma bela vista! Dica, em Ubajara tem um e vale a pena rsrs.
23. Elevador É um clássico cada vez mais difícil, quase todo elevador hoje é panorâmico e contém câmeras, e não existem mais tantos prédios disponíveis para essa aventura, mesmo assim acho que valeria a pena tentar, uma dica: prédios habitacionais podem ser mais fáceis que os comerciais.
24. Sauna Assim como o item 20, precisa ser bem planejado e segundo estudos a alta temperatura eleva e mantem ápice sexual por mais tempo, uma dica: saunas não são fáceis (nem baratas) de encontrar por isso um banheiro razoavelmente espaçoso com chuveiro elétrico ou ducha quente já está de bom tamanho.
25. Banheira de hidromassagem Ao contrário do item anterior, qualquer motel de luxo oferece quartos ou suítes com hidromassagem, uma experiência muito boa e proveitosa, recomendadíssima!
26. Em cima da lavadora Na boa pessoal, ao meu ver é mais uma sugestão ridícula. Convenhamos isso não chega nem a ser um lugar de verdade. Fora não ser atrativo e podem ter que acabar comprando uma máquina nova.
27. Na frente de uma lareira Embora seja um clássico dos românticos e apaixonados é um item dificílimos de ser feito, tanto no estado quanto no país (a não ser pelas regiões Sul e Sud), mas não chega a ser uma má opção.
28. Escada Novamente como item 18, desnecessário comentar algo mais.
29. Táxi Fazer no capô até tem seus atrativos, mas qualquer um que experimente transar dentro de um carro que não seja pelo menos uma van ou limusine não vai encontrar muito conforto.
30. Casa em construção Ah-Há! Essa sim é uma opção interessante, de fato tem a adrenalina e o receio de ser pego deixa os sentidos a mil, a ideia de invadir o lugar para transar já é bem desafiadora.

31. Limusine Se você tiver ganhado na loteria poderá realizar esse item, afinal limusines não são baratas tão pouco são fáceis de encontrar para locação. Mas ainda assim é bem melhor que o item 29.
32. Cabine fotográfica Alguém sabe aonde tem alguma dessas no Ceará? Não me parece desafiador nem ridículo, mas é uma opção interessante, vale a pena tentar. P.S. Cuidado com a revelação e "negativos".
33. Casa dos espelhos Essa aqui me pareceu a mais estranha sugestão da lista. Um espelho no teto eu entendo, mas espelhos para espelhos chega a ser até bizarro. Parece coisa de casal afim de um bacanal solitário.
34. Por telefone Tão ridículo e tedioso que não merece comentário.
35. Chuveiro Embora seja algo gostoso é algo tão rotineiro que não tem atrativos, a não ser que tenha água quente, espumante, ducha de vapor, etc.
36. Acampamento Acampar realmente é algo estimulante e prazeroso, dependendo do lugar a estadia pode até ser mais proveitosa, mas é bom seguir algumas dicas: lembre-se de usar uma barraca grande (as de 3 ou 4 pessoas são as ideais), levar lona ou capa de chuva, cuidado com fogos, luzes fortes, vegetação e alimentos que atraiam animais indesejáveis/perigosos.
37. Beco Isso sim é uma opção estúpida e arriscada. Coisa de desesperado bêbado sem dinheiro! As chances de acabar sendo roubado ou pior nem vale a pena ser pensado.
38. Pela internet Tão ridículo quanto o item 34.
39. Webcam Tão ridículo quanto o item anterior e ainda pode se arrepender e se dar muito mal.
40. Second life Mais um item ridículo. Desculpem a franqueza, mas se não é pra ser sexo real o casal bem que podia ficar em quartos separados se masturbando.

41. Cadeira (Mais um item que não conta bem como lugar.) Se não me engano tem até uma posição do Kama Suttra que sugere isso, mas é uma opção válida apenas pelo leque de posições possíveis, mesmo assim não é algo incrível.
42. Academia Um fetiche moderno alimentado pela exibicionismo e excessiva busca pelo corpo perfeito. Dependendo d’academia é possível ter acesso a lugares mais adequados como piscina, sauna ou sala de massagem, porém o risco de ser pego, preso e ter sua matricula cancelada são grandes.
43. Almoxarifado Quando estava lendo esse item cheguei a conclusão de que os autores precisam de terapia. Mais uma sugestão sem atrativo e essa é até broxante!
44. Safári Isso seria o modo avançado ou hard mode do item 14?! (riso).
45. Videolocadoura pornô Pode até ser excitante para alguns, mas é mais um item besta. A menos que seja com uma atriz dos que esteja por lá. E quem ainda hoje aluga filmes pornôs?
46. Lava a jato Assim como o item 05. P.S. Os autores do livro só podem ter um fetiche por carro.
47. Mansão da Playboy Se vocês não forem amigos do velho Hef ou não trabalham pra ele vão concordar comigo que esse é um item praticamente impossível de ser realizado.
48. Navio Sexo em alto mar é um clássico, embora transar numa cabine pode não ser muito agradável a depender do humor das águas (confie no que estou dizendo), a maior dificuldade aqui acho que seja o recurso, navegar não é barato.
49. Sala de pilates Uma forma mais restrita e ridícula do item 42.
50. Casamento Acho que vou mandar um e-mail para (marshaandjoseph@gmail.com), os autores sugerindo que mudem o título do livro na próxima edição, casamento não é bem um lugar, assim como muitos outros itens, esse tá mais pra uma situação.


51. Casa dos sogros nos feriados Sério pessoal, Normandy e St. James elaboraram uma lista em que como disse anteriormente apenas 1/3 são realmente sugestões desafiadoras e excitantes, o resto são praticamente só situações excêntricas, simplórias, nojentas e ridículas.
52. Museu Um lugar desafiador, mas ao mesmo tempo oferece uma certa oportunidade, museus não são muito visitados, se conseguir se livrar do guia e ficar longe de olhos curioso pode acabar fazendo história.
53. Festa de natal da empresa Mais uma vez uma sugestão que não é nem mesmo um lugar.
54. Cinema Quando aparece um clássico quase digo "Aleluia!". O cinema é uma boa opção, escuro, relativamente reservado e seguro. Tomando o cuidado de ficar nas filas finais e isolado sua única preocupação será com o lanterninha. P.S. Opte por filmes barulhentos e de ação. ;-)
55. Banheiro de boate Conseguiram sugerir algo quase tão ruim e nojento quanto o item 37.
56. Motel barato Se a ideia é apimentar a relação por que tem tantos itens broxantes nessa lista?
57. Estádio Já vi reportagens de gente que se ferrou fazendo isso. Não faria e nem recomendo. Do jeito que nossos estádios são seguros as chances de acabarem mortos ou estuprados são grandes.
58. Casa do vizinho Pode ser excitante, mas se for descoberto mesmo que não seja em fragrante pode acabar tendo que conviver sabendo que o pessoal da casa ao lado te odeia.
59. Show em teatro Ao contrário do item 57, um teatro oferece um quê de romantismo e é bem mais privativo que um estádio. Por outro lado se for um show ao invés de alguma peça, recital ou apresentação as chances de êxito são bem menores.
60. Campo de futebol da escola Cá entre nós, depois de sobreviver ao ensino médio, só mesmo uma transa muito boa faria alguém que se livrou da escola voltar.

61. Casa à venda Uma versão melhorada do item 30, uma ótima pedida mesmo que isso acabe lhe levando para o item 58.
62. Escada externa de incêndio Mais uma sugestão arriscada e burra!
63. Bote inflável Nossa, deve ser mais chato, ridículo e desconfortável que o item 02. Se o bote furar vai ser uma aventura furada (eu sei, não teve graça). '¬¬ 
64. Moto Uma das fantasias clássicas hoje quase extinta, a figura do motoqueiro. Esta é uma versão do item 05 com algumas vantagens, sobretudo pro homem ^^.
65. Debaixo do píer da praia Uma opção urbana meio exótica, com um toque de romantismo do lugar e uma pitada de adrenalina pelos riscos naturais e imprevistos. Vale a tentativa (atenção com os pés).
66. Pomar de maçãs Na boa, isso é bem o gênero caipira estadunidense. Pode parecer romântico, mas não tem muito atrativo. Parece mais os filmes eróticos que passavam no Cinema em Casa nos anos 90.
67. Cavalo Caracas, isso é doideira, não deve ser muito bom nem acabar bem. Se for pelo fato do bicho suportar o peso seria mais recomendado fazer em cima de um elefante. Essa sugestão do cavalo tá com cara de zoofilia (nojo).
68. Monte de neve Sexo no friozinho do inverno é uma coisa, mas assim já é demais. Se estiver completamente sem roupa pode ficar muito doente e talvez até acabar morrendo.
69. Central park Para os cearenses uma boa alternativa seria os hortos municipais ou parques ecológicos, mas cuidado, nossa vegetação não é muito frondosa e galhos secos e espinhos podem ser muito desagraveis além de não ajudarem a se esconder.
70. Cabine telefônica Acho que isso não existe no Brasil, e também estão quase extintas na era dos celulares.

71. Cemitério Ir pro cemitério para ler sossegado tudo bem, mas pra isso?  Hahaha uma transa do outro mundo, hehe uma rapidinha de matar hihi. Ainda tem o inconveniente do coveiro, se bem que uns gemidos e gritos na madrugada devem colocar ele pra correr huahahaha
72. Cama elástica Porque não durante um salto de bungee jump? Outra sugestão ridícula.
73. Tobogã e trem fantasma 'Tava demorando aparecer essas sugestões patéticas de novo.
74. Carnaval Novamente não é um lugar e sim uma situação, e convenhamos não é preciso ser nenhum gênio pra saber que o carnaval (ainda mais o nosso) é muito bom pra fazer sexo. XD
75. Campo de golfe É uma opção melhor que a do campo de futebol, quase chega a ser muito tentador se não fosse por ser difícil encontrar um desses e a privacidade ser praticamente nula.
76. Estacionamento subterrâneo A segurança de alguns desses em shoppings e hotéis até compensa a aventura, a única preocupação é de não ser filmado e o vídeo acabar passando no telejornal ou vazando na internet. Dica: usem máscaras, capacetes ou grandes óculos escuros com bonés ou lenços.
77. Balão Tão romântico quanto perigoso, além de ser muito caro e difícil conseguir ou alugar um desses. A gondola pode até ser um bom lugar pra fazer sexo e ter uma vista maravilhosa. Porém, quem está cuidando do bolão? o.O’
78. Piscina Acho que depois do item 01 esse é o clássico universal, embora os amantes de primeira viagem descobrirão que fazer na piscina é bem diferente dos itens hídricos anteriores. Dica: na água não é tão bom quanto parece nos filmes e cuidado pra não haver “sangramento” dentro da piscina, isso deixará lembranças desagradáveis além de muita sujeira.
79. No feno Sério? Porque não travesseiros confortáveis? Esse é mais um ridículo item que tá mais para fetiche rural.
80. Seu quarto de infância Cada vez mais difícil devido as constantes mudanças e reformas que as pessoas fazem, além do mais até parece que os quartos de infância permanecem os mesmos depois da infância (além de não terem nenhum apelo ou atrativo sexual, a menos que alguém seja pedófilo).

81. Mega store Fazer sexo no supermercado? Mais um item ridículo e burro.
82. Fliperama Começo a pensar que o casal autor deve ter fetiches muito infantis ou uma penca de filhos.
83. Casa da árvore Começo a ter certeza do meu comentário anterior. ¬¬’.
84. Brinquedos da pracinha SE considerar esses brinquedos como os aparelhos de exercícios das praças tudo bem, são até uma boa opção. Mas, se forem mesmo os brinquedos de criança como escorregador então realmente esse casal precisa de ajuda psiquiátrica.
85. Montanha-russa Sério, até parece que dá para transar sem se preocupar com a altura, a velocidade e a chance de acabar vomitando sobre a outra pessoa.
86. Labirinto no milharal É outra sugestão ridícula e campeira, pros que estiverem dispostos mesmo a fazerem algo assim pode procurar um canavial, só tomem cuidado, tanto as folhas do milho quanto as da cana causam ruçara (riso).
87. Roda-gigante Ao contrário do item 85, esse oferece uma certa privacidade se tudo for bem combinado com o operador do brinquedo, além de uma vista incrível de uma boa lembrança.
88. Balsa Pode até ser melhor que o item 02 e mais seguro que o 63, mesmo assim só experimente esse se o item 48 tiver furado e não tiver mais ninguém a bordo.
89. Carruagem no central park Mais um “lugar” que embora seja romântico é caro, difícil, escasso e sem muitas "recompensas".
90. Telhado ou Terraço Pode ser uma aventura sem muitos perigos e as únicas coisas com que se preocupar são bisbilhoteiros, paparazzes ou câmeras de vigilância por perto. Fora isso fazer sexo no terraço sem preocupações e com o vento frio da noite entre as pernas é muito prazeroso. Recomendo! :-p

91. Caiaque Sem dúvida uma versão mais estupida e desconfortável que o item 88.


92. Biblioteca Mais fácil e romântico que o item 81, as chances de privacidades são bem maiores e se tornaria uma história bem legal, imagina um sexozinho entre obras como Romeu e Julieta, O Morro dos Ventos Uivantes, Amor de Perdição, Don Juan, Tereza Filosofa, Madame Bovary ou Fanny Hill. Só cuidado ao encontar ou se apoiar nas estantes.
93. Camarote de ópera Tão audacioso quanto o item 54 ainda mais romântico que o item 59 e sem todas as desvantagens dos 04 ou 90. Por trás das cortinas e no alto com a porta de acesso trancada vocês poderiam até compor um tributo à Fagner!
94. Rede Mais uma vez não é bem um “lugar” não é mesmo? Muita gente subestima ou menosprezar o prazer de fazer em uma rede, talvez pela indiferença no cenário ou a falta de criatividade, se for este o caso saibam que os povos pre-colombianos são mestres nessa área e produziram um verdadeiro Kama Suttra sobre rede chamado "Mayasutra". Vale a pena conferir.
95. Estufa Uma péssima versão da sauna, não recomendo a não ser que se trate de uma estufa do tipo encontrada no Projeto Baixo Acaraú na altura de Acaraú.
96. Trem Pode ser bem romântico e até privativo em uma cabine ou vagão particular, mas creio que esse varie muito de pessoa para pessoa. Mesmo assim não é uma escolha ruim.
97. Carrossel Uma sugestão estupida, ridícula e pra lá de infantil.
98. Ponte Uma romântica ponte ou (se possível) abaixo dela é um lugar muito bom. Dica: evite pontes longas demais, com trafico intenso de veículos ou pessoas e pontes muito curtas e mal iluminadas afinal a madrugada é cheia de transeuntes.
99. Reunião da antiga turma da escola Novamente não é um lugar e isso é mais evento do tipo norteamericano, e a não ser que seja pra você terminar a noite transando com alguém por quem foi afim é perda de tempo até aparecer nesses “eventos”.
100. Pátio da faculdade Não sei o pátio, mas uma sala desocupada, a reitoria ou algum box de banheiro nos andares pouco frequentados ou com pouca circulação de pessoas dão segurança e tempo suficiente para uma aventura não planejada e memorável!

101. ? – Dê uma sugestão. Bem como disse lá no início, esse foi talvez o ponto mais criativo do livro. Como sugestão para esse último item eu sugeriria um restaurante japonês ou em uma comunidade indígena (essa última é bem interessante).


Deixem seus comentários, críticas e sugestões. Valeu!